<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Alfredo Augusto Rabello Leite &#8902; Estação Capixaba</title>
	<atom:link href="https://estacaocapixaba.com.br/category/alfredo-augusto-rabello-leite/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://estacaocapixaba.com.br/category/alfredo-augusto-rabello-leite/</link>
	<description>Patrimônio Cultural Capixaba</description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 Sep 2021 17:38:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2019/01/favEC-150x150.png</url>
	<title>Arquivos Alfredo Augusto Rabello Leite &#8902; Estação Capixaba</title>
	<link>https://estacaocapixaba.com.br/category/alfredo-augusto-rabello-leite/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A oferta e o altar, de Renato Pacheco</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/a-oferta-e-o-altar-de-renato-pacheco/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/a-oferta-e-o-altar-de-renato-pacheco/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Mar 2001 18:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alfredo Augusto Rabello Leite]]></category>
		<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Pacheco]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria e Crítica]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Já em 3ª edição, este livro límpido e encantador, que constitui, pode-se dizer, “o primeiro romance capixaba da literatura brasileira”, vem comprovar algo extremamente consolador nos dias de hoje: que ainda é possível um livro ter êxito, fazer carreira e atingir o público, sem nenhum apoio publicitário e até mesmo à revelia da crítica, baseado [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-oferta-e-o-altar-de-renato-pacheco/">A oferta e o altar, de Renato Pacheco</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
Já em 3ª edição, este livro límpido e encantador, que constitui, pode-se dizer, “o primeiro romance capixaba da literatura brasileira”, vem comprovar algo extremamente consolador nos dias de hoje: que ainda é possível um livro ter êxito, fazer carreira e atingir o público, sem nenhum apoio publicitário e até mesmo à revelia da crítica, baseado apenas em sua qualidade literária.</p>
<p>Quando surgiu a 1a. edição, graças ao espírito pioneiro das Edições GRD, a amizade que nos ligava ao autor nos conferiu o privilégio de saudar A oferta e o altar como uma obra de ficção que se impunha por sua originalidade e por apresentar uma qualidade artística à altura dos padrões universais. Ressaltamos, então, que o Espírito Santo já havia sido cenário para romances marcantes de autores de fora, como o célebre <i>Canaã</i>, de Graça Aranha, ou o ingênuo <i>Cabocla</i>, de Ribeiro Couto, porém era a primeira vez em que, ao invés de fornecer apenas incidentalmente uma paisagem para um enredo sem compromisso com a realidade local, tornava-se ele próprio o assunto da história, revelando-se, de dentro para fora, em sua realidade profunda de caráter social e político.</p>
<p>Naquela oportunidade, se bem nos lembramos, o livro de Renato Pacheco, além de dois ou três registros na grande imprensa do país, que deixaram transparecer uma superioridade distraída e condescendente para com o autor novo e sua obra, somente Rubem Braga dedicou ao livro uma leitura atenta e o elogiou com justeza e seriedade: “Nossa modesta literatura capixaba se engrandece muito com este livro de excelente feitura.” E acrescentava que seu autor soubera retratar o Espírito Santo como verdadeiro romancista, mas com um olho de sociólogo ou de repórter social.</p>
<p>Esgotada a 1a. edição, que foi muito bem lançada e a 2a., que não foi tão bem feita por outra editora, mas alcançou idêntico resultado, a 3a. surge agora, num primoroso trabalho gráfico da Editora Ática, quando o tempo nos proporcionou uma perspectiva suficiente para confirmar o óbvio: este livro é, sem dúvida, a revelação de um novo escritor. Tanto por esta fábula sobre Ponta d’Areia (que, apesar de seu sentido construtivo e conciliador não conseguiu fugir às chamas de um auto-de-fé em praça pública na cidade que lhe serviu de modelo), como por dois outros romances que se lhe seguiram (<i>Fuga de Canaã</i>, entrecho entrelaçado com a problemática étnica e histórica da obra-prima de Graça Aranha, e <i>Reino não conquistado</i>, primeiro volume de uma trilogia sobre uma família capixaba em evolução desde o século passado), Renato Pacheco se afirma como um valor autêntico da nova geração de escritores brasileiros, capaz de apreender a interação cósmica da terra e do homem e de desentranhar, na complexa tessitura de influências recíprocas, as grandes linhas que exprimem o desafio de um destino coletivo.</p>
<p>Compenetrado de fermento evangélico, o autor mostra uma igreja que ainda não havia se renovado em sua dimensão sociológica para assumir o atual papel transformador pós-conciliar. Renato Pacheco coloca como cerne de sua mensagem uma interrogação crucial e complexa que põe em questão o próprio destino de um povo: “O que é maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta?” Com isso, ele compara o altar à natureza (em sentido amplo) e a oferta ao próprio ser humano, racional e vivente, que deve sacrificar-se e aproveitar os dons de Deus para valorizar a vida e transformar o mundo. O curioso é que essa mensagem profundamente cristã venha de um autor que se pretende incrédulo. Cremos que Renato Pacheco é um cristão que se ignora.</p>
<p>Outro aspecto curioso são os pontos de contato desse romance com outro romance de enredo e destino semelhantes, o Trepandé, de Plínio Salgado. Não estamos sugerindo que o livro do fundador do Integralismo, anterior pela criação e posterior pela publicação, tenha tido qualquer influência sobre o de Renato Pacheco. O que pretendemos assinalar é a impressionante coincidência de temática e de certas circunstâncias retratadas em ambos os romances, especialmente no que diz respeito à descoberta do petróleo, no livro de Renato, e à fraude que envolveu o falso petróleo, no livro de Plínio. Considerando que a antiga “Terê-pandê” retratada por Plínio continua a ser hoje uma “cidade morta”, na acepção lobatiana em que a vê o crítico Nereu Correia, enquanto a cidadezinha de Ponta d’Areia “mais sonha do que vive” sob o influxo da “febre do ouro negro”, torna-se oportuno repensar as raízes do Brasil em face da realidade poética e dolorosa dessas comunidades municipais entregues a si mesmas e a ocasionais tentativas de libertação econômica e política.</p>
<p>[In Revista <i>Convivium</i>, n. 4, 1983, p. 298-300.]</p>
<p>
&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2001&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Alfredo Augusto Rabello Leite </b>(autor).</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-oferta-e-o-altar-de-renato-pacheco/">A oferta e o altar, de Renato Pacheco</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/a-oferta-e-o-altar-de-renato-pacheco/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
