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	<title>Arquivos Autocrítica &#8902; Estação Capixaba</title>
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		<title>A metamorfose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2017 17:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autocrítica]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Nejar]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria e Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perdoai-me, leitores, falar sobre minha obra. Mas é o de que mais conheço. A Nuvem sorriu. E era um sorriso inexprimível como o da Mona Lisa, de Da Vinci. Ainda que defenda tese de que o sorriso não se imita, imita-se o grito. Mas ao tratar de mim, trata de um Outro (dizem que seria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>
Perdoai-me, leitores, falar sobre minha obra. Mas é o de que mais conheço. A Nuvem sorriu. E era um sorriso inexprimível como o da <i>Mona Lisa</i>, de Da Vinci. Ainda que defenda tese de que o sorriso não se imita, imita-se o grito. Mas ao tratar de mim, trata de um Outro (dizem que seria a própria Nuvem – mas não aceito porque ela é uma pessoa, com vida independente, advinda das regiões sidéreas).</p>
<p>Mas falarei, sim, de livros de poesia e ficção, que escrevi, onde já aparece a metamorfose.</p>
<p>Afirma um excelente crítico, Oscar Gama Filho, que é um novo estilo, o sobressimbolismo. Mas não se escreve para inovar, escreve-se porque “ ninguém nos escuta”, ou porque as palavras se encantam em mim e não sei expressar diferente do que faço. E expresso às vezes o que não quero, mas se impõe. Em <i>O Campeador e o Vento</i> (1966), já existe a metamorfose. Da morte do lavrador, surge o campeador e vai executar o novo tempo (tese, antítese e síntese), nos <i>Viventes </i>(agora em 3ª edição), a poesia se transforma em ficção e essa, em poema.</p>
<p>Na criação de romances, desde <i>Rio Pampa</i>, <i>O Moinho das Tribulações</i> (2000), <i>A Negra Labareda Alegria</i>, o mais recente, <i>A Vida Secreta dos Gabirus</i>, editado pela Record e o volume no prelo, <i>O feroz círculo do homem</i>, até os dois inéditos,<i> O cavalo humano</i> e <i>Os Degraus do Arco-Íris</i>, há um aprofundamento do tema da metaforfose, essa mesma que vem de Ovídio e passa por Swift, Kafka, Bruno Schultz, Joyce, Guimarães Rosa (Riobaldo: rio cansado; Diadorim: dia-do-fim, homem guerreiro que esconde uma bela mulher revelada na morte). Diferente, porém de Kafka e Schultz que transformaram um ser humano em inseto e não há volta, eu criei a possível volta pela palavra, de uma natureza à outra e até o retorno.</p>
<p>Vou atrás, dentro de meus limites, das pegadas que se inventam – não do caos, mas do abismo. E vi que Letícia fitava longe, mais longe. Porque o humano é interminável. E a metamorfose é das palavras que se movem em outras e outras, até virarem seres vivos. E tão vivos, por mudarem para outras formas de existência. O que gera tal metamorfose é o corpo por dentro da alma. E apenas conto o que as palavras me contaram. E a Nuvem é um tudo indestrutível.</p>
<p></p>
<div style="text-align: right;">
[De um livro de ensaios, inédito.]</div>
<div style="text-align: right;">
</div>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Carlos Nejar</b>&nbsp;(Luís Carlos Verzoni Nejar), nasceu em Porto Alegre, RS, em 1939. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUC-RS. É poeta, ficcionista, tradutor e crítico literário brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filosofia. Estabeleceu residência em Vila Velha, ES, por vários anos, mudando-se depois para o Rio de Janeiro. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/carlos-nejar-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a></b>)</p></blockquote>
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