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	<title>Arquivos Brás da Costa Rubim &#8902; Estação Capixaba</title>
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	<description>Patrimônio Cultural Capixaba</description>
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	<title>Arquivos Brás da Costa Rubim &#8902; Estação Capixaba</title>
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		<title>Dicionário topográfico da província do Espírito Santo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Apr 2016 18:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brás da Costa Rubim]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto de nova divisão do Império,&#160;1873. Acervo Biblioteca Digital Luso-Brasileira. Como as obrigações da pátria são tão grandes, parece que toda a vida estamos obrigados a lhas reconhecer, cada um, como for possível. (Dom Francisco Manoel de Mello) Introdução do autor Com o intento de prestar um pequeno serviço à província onde tive o berço, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://2.bp.blogspot.com/-W72cLGb0gS4/Vxp5wNTXipI/AAAAAAAAH2s/vcTqYp8MTyYvzj_QzUx7jYvqlMpeRA9fgCLcB/s1600/Projeto%2B1873.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" alt="Projeto de nova divisão do Império, 1873. Acervo Biblioteca Digital Luso-Brasileira." border="0" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/04/Projeto2B1873.jpg" class="wp-image-5345" title="Projeto de nova divisão do Império, 1873. Acervo Biblioteca Digital Luso-Brasileira." width="504" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Projeto de nova divisão do Império,&nbsp;<span style="font-size: 12.8px;">1873</span><span style="font-size: 12.8px;">. Acervo Biblioteca Digital Luso-Brasileira.</span><br />
<span style="font-size: 12.8px;"><br /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<div align="right">
<table style="font-size: 90%; width: 50%;">
<tbody>
<tr>
<td>Como as obrigações da pátria são tão grandes, parece que toda a vida estamos obrigados a lhas reconhecer, cada um, como for possível. (Dom Francisco Manoel de Mello)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p></p>
<h3>
Introdução do autor</h3>
<p>
Com o intento de prestar um pequeno serviço à província onde tive o berço, empreendi alguns trabalhos sobre a sua história e geografia. Já tive a honra de ler perante o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, que me ouviu com a sua usual indulgência, as Memórias históricas e documentadas da província do Espírito Santo, e uma Memória sobre os seus limites: agora venho oferecer-lhe este dicionário topográfico, que organizei à vista das informações oficiais e particulares, que pude obter e dos mapas geográficos topográficos e corográficos inéditos ou publicados, antigos e modernos, que todos compulsei. Não é, por certo, ainda uma obra completa, e seguramente alguns erros deve ter, provenientes de informações inexatas, mas assim mesmo tem sua utilidade, e mais tarde as correções que se lhe fizerem o tornarão acabado e perfeito.</p>
<p></p>
<h3>
Nota do site Estação Capixaba</h3>
<p>
O texto aqui apresentado, publicado originalmente no ano de 1862, teve sua ortografia atualizada, incluindo notas no caso das localidades e acidentes geográficos, nas quais cita-se a forma original.</p>
<p>Acreditamos ser este documento de interesse para os pesquisadores tanto da área de geografia como da de história, pois as nomenclaturas são de época, esclarecendo nomes citados em documentos históricos relacionados com o Estado do Espírito Santo.</p>
<h2>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/" target="_blank" rel="noopener">A &#8211; J</a></h2>
<h2>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/l-x/" target="_blank" rel="noopener">L &#8211; X</a></h2>
<p><span style="font-size: x-small;"><br /></span><br />
<span style="font-size: x-small;">[Publicado originalmente no site em 2003]</span></p>
<p>[RUBIM, Brás da Costa. Dicionário topográfico da província do Espírito Santo. In&nbsp;<i>Revista&nbsp;</i>do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, 1862, tomo XXV, p. 597-648.]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><span style="font-size: normal;"><b><span style="color: #660000;">© 2016 Estação Capixaba</span></b>&nbsp;&#8211; Todos os direitos de reprodução a partir das imagens digitalizadas e tratadas pela equipe do site, assim como estudos e demais textos produzidos especialmente para esta publicação online estão reservados exclusivamente para o site ESTAÇÃO CAPIXABA (www.estacaocapixaba.com.br) e para os respectivos autores. A reprodução de qualquer item sem prévia consulta e autorização configura violação à lei de direitos autorais, desrespeito à propriedade dos acervos e aos serviços de preparação para publicação.</span><br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p></p>
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		<title>Dicionário topográfico da província do Espírito Santo (A &#8211; J)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2016 17:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brás da Costa Rubim]]></category>
		<category><![CDATA[EC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Aflitos. Serra próxima à estrada de São Pedro de Alcântara, entre os antigos quartéis de vila Viçosa e Monforte; é muito alta e difícil de subir, daí lhe veio o nome. Agá 1. Povoação na margem de um saco 4 léguas ao norte da embocadura do rio Itapemirim, e 2 léguas ao sul da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;">
A</h2>
<p>
<b>Aflitos</b>. Serra próxima à estrada de São Pedro de Alcântara, entre os antigos quartéis de vila Viçosa e Monforte; é muito alta e difícil de subir, daí lhe veio o nome.</p>
<p><b>Agá </b>1. Povoação na margem de um saco 4 léguas ao norte da embocadura do rio Itapemirim, e 2 léguas ao sul da do rio Piúma, perto do morro de que tomou o nome. 2. Morro alto, arredondado, e isolado perto de Itapemirim; o pico serve de guia aos navegantes no mar ao sul da costa da província; tem excelentes águas.</p>
<p><b>Água Fria</b>. Povoação no município da Vitória meia légua distante de Cariacica.</p>
<p><b>Aguiar </b>1. Povoação no município de Linhares, à margem da lagos do seu nome; tem uma escola de primeiras letras. 2. Antigamente lagoa dos Índios. Lagoa no município de Santa Cruz, uma légua e meia ao sul do rio Doce, que comunica com o rio Comboio [sic]; o nome o tomou da povoação que lhe fica perto. 3. Rio no município de Santa Cruz que nasce das pequenas lagoas a oeste da do seu nome, onde deságua.</p>
<p><b>Aimorés </b>1. Índios que dominavam a serra do seu nome. 2. Serra, corre quase na direção de norte ao sul-sudoeste, a 20 léguas pouco mais ou menos do litoral, e separa pelo oeste a parte norte da província do Espírito Santo da de Minas Gerais; está toda coberta de mato virgem.</p>
<p><b>Alabery</b>. V. <b>Arabiri</b>.</p>
<p><b>Alagoa</b>. V. <b>Riacho</b>.</p>
<p><b>Aldeia Velha</b> 1. Povoação no município de Guarapari, sobre a margem esquerda do rio deste nome; tem uma escola de primeiras letras. 2. Rio no município de Guarapari, que segue até a povoação do seu nome.</p>
<p><b>Alegre </b>1. Ribeirão no distrito de Itapemirim que deságua no Itabapuana. 2. Freguesia, ver <b>Nossa Senhora da Conceição do Alegre</b>.</p>
<p><b>Aleixo</b>. Canal no município de Guarapari, parte de onde termina o rio Aldeia Velha até ao lugar do Aleixo. Tem 16 palmos de largura.</p>
<p><b>Alenquer</b>. Quartel na estrada de São Pedro de Alcântara, hoje extinto.</p>
<p><b>Alexandre</b>. Ilha no rio Doce.</p>
<p><b>Almas</b>. Nome que erradamente, em algumas cartas geográficas da província, se dá à lagoa das Palmas.</p>
<p><b>Almeida</b>. V. <b>Nova Almeida</b>.</p>
<p><b>Alva </b>ou <b>ribeirão da Laje</b>. Nasce no sertão e deságua no rio Doce.</p>
<p><b>Alves</b>. Rio que nasce no sertão e entra pela margem esquerda no rio Doce, poucas léguas abaixo do quartel de Souza.</p>
<p><b>Amanaçu</b> ou <b>Amanassu</b>. V. <b>Manhuaçu</b>.</p>
<p><b>Anadia </b>1. Rio que nasce de uma lagoa e deságua na margem direita do rio Doce. 2. Quartel na foz do rio do seu nome.</p>
<p><b>Andorinhas </b>1. Ilhota de pedra a oeste da ilha dos Frades, na baía do Espírito Santo. 2. Baixo na costa do município de Itapemirim.</p>
<p><b>Angelim</b>. Rio no município da barra de São Mateus que deságua no rio Itaúnas.</p>
<p><b>Ana Vaz</b>. Ilha na baía do Espírito Santo.</p>
<p><b>Anselmo</b>. Ilha no rio Doce, perto de Linhares. Tomou o nome do primeiro indivíduo que nela teve culturas.</p>
<p><b>Apiaputang</b>. Nome primitivo do rio dos Reis Magos.</p>
<p><b>Araçatiba</b>. Povoação no município do Espírito Santo e na margem direita do rio Jucu. Tem uma igreja da invocação de Nossa Senhora da Ajuda.</p>
<p><b>Araraquara</b>. Rio que deságua da parte do norte do rio de Benevente.</p>
<p><b>Areia </b>1. Ilha na barra do rio Doce. 2. Ilha no Riacho, na parte em que ele tem mais largura, quase em frente da sua embocadura. 3. Rio no município da Vitória que deságua no rio de Santa Maria.</p>
<p><b>Aribiri</b><span id="DTPES_RP1V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP1" title="No original, Arabiri."><sup><b>[ 1 ]</b></sup></a> Esteiro na margem sul da baía do Espírito Santo entre o Pão-de-açúcar, e a ponta da Pedra d&#8217;Água.</p>
<p><b>Aricanga</b>. Serra no município de Santa Cruz.</p>
<p><b>Aroaba</b>. Rio na freguesia do Queimado, município da Serra, que deságua na margem esquerda do rio de Santa Maria.</p>
<p><b>Aviz </b>1. Quartel no município de Linhares à margem da lagoa do mesmo nome. 2. Dava-se primitivamente este nome às três pequenas lagoas a leste de Linhares, descobertas em 1815, e hoje está circunscrito à primeira delas, denominando-se às outras Piabas e Meia.</p>
<h2 style="text-align: center;">
B</h2>
<p>
<b>Balanço</b>. Ponta de terra defronte da foz do Alva ou ribeirão da Laje, na margem norte do rio Doce, e assim chamada porque tinha uma árvore onde os botocudos se balançavam atados por um cipó preso no cimo da árvore.</p>
<p><b>Baleia</b>. Recifes à entrada da baía do Espírito Santo, entre a ponta do Tagano e a de Santa Luzia.</p>
<p><b>Bamburral</b>. Brejo no município de São Mateus.</p>
<p><b>Barão</b>. Quartel na estrada de São Pedro de Alcântara a 4 léguas do aldeamento Imperial Afonsino.</p>
<p><b>Barcelos</b>. Povoação no município de Viana, entre São João Nepomuceno e Sambambaia, a 12 léguas da vila da Viana. Foi originariamente um quartel da estrada de São Pedro de Alcântara.</p>
<p><b>Barra</b>. Fortaleza na ponta de terra a leste da vila do Espírito Santo.</p>
<p><b>Barra do Jucu</b>. Povoação na freguesia de Cariacica, município da Vitória.</p>
<p><b>Barra do Muqui</b>. Povoação no município de Itapemirim, que confronta-se a leste com o distrito de Itabapuana pelas duas barras; ao oeste e norte com o do Alegre sem limite definido; ao sul com a província do Rio de Janeiro por Santa Catarina das Mós.</p>
<p><b>Barra do Rio do Castelo</b>. Povoação no município de Itapemirim.</p>
<p><b>Barra de São Mateus</b> ou simplesmente <b>Barra</b>. Vila na margem direita e na embocadura do rio de São Mateus, e 3 léguas ao sudeste da cidade deste nome. O seu termo divide-se com o de São Mateus pelo riacho da Pedra d&#8217;Água debaixo, pertencendo-lhe o território que se acha a leste do referido riacho; ao sul, com a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Linhares pela Barra Seca; e ao norte, com a província da Bahia. As ruas são direitas e espaçosas. Tem uma escola de primeiras letras, um patrão-mor encarregado da barra, 542 fogos, 2.251 habitantes; culturas: café, mandioca.</p>
<p><b>Barra Seca</b> ou <b>Itabapuana</b>. Rio no município de vila da Barra de São Mateus que nasce na lagoa Tapada ou Barra Seca, e deságua no mar 10 léguas ao norte da embocadura do rio Doce. Dá passagem em maré vazia.</p>
<p><b>Barreiras</b>. Rio mencionado nas cartas geográficas antigas da província do Espírito Santo, e parece ser o mesmo que hoje tem o nome de Carapebus.</p>
<p><b>Barreirinhas</b>. Pontas no rio Doce que o estreitam ao ponto de não ter mais nesse lugar do que 80 braças de largura, mas com 30 palmos de fundo.</p>
<p><b>Batatal</b>. Serra entre as cabeceiras dos rios Jucu e Benevente.</p>
<p><b>Batatal</b>. Pequeno rio que nasce na serra do seu nome e deságua na margem esquerda do rio Benevente.</p>
<p><b>Benevente </b>1. Porto formado pelo rio do seu nome. Nas marés grandes tem na preamar 11 palmos de fundo, e na baixa-mar 5; nas marés pequenas tem na preamar 8 palmos de fundo, e na baixa-mar 6; nas marés-cheias de março e agosto tem 10 a 11 palmos de fundo. O ancoradouro é pouco acima da foz do rio e em frente da vila, e nele somente fundeiam sumacas de 50 a 80 toneladas porque há uma corda de recifes que toma quase toda a enseada, deixando-lhe apenas um pequeno canal para a passagem das embarcações. 2. Antigamente Inritiba, Reritiba. Rio no município de Benevente; nasce na serra Geral, quase 2 léguas ao norte do rio Piúma, corre em direitura para leste por espaço de 10 léguas, regando o município do seu nome, e entra no mar 6 léguas ao norte de Piúma, na latitude de 20º 55&#8242; 21&#8243; e longitude 43º 9&#8242; 39&#8243;. É navegável para lanchas de pescaria e barcos até a distância de 6 a 7 léguas, e daí até ao cachoeiro da serra por canoas com três palmos de fundo. 3. <span id="DTPES_RP2V">Vila</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP2" title="Hoje município de Anchieta."><sup><b>[ 2 ]</b></sup></a> no lado esquerdo da foz do rio do mesmo nome e na falda de uma colina, 15 léguas ao sul da Vitória e 25 léguas ao nordeste de Campos. Os seus limites são: a leste, com o oceano; a oeste, com o distrito do de Cachoeiro por parte da linha norte-sul tirada da marca do colégio; ao norte, com o município de Guarapari pela lagoa Marimbá; e ao sul, com o distrito de Piúma pelo rio Iriri; o seu termo divide-se a leste com o oceano, ao oeste e sul com o termo de Itapemirim, pelo norte Agá, no litoral e para o centro por uma linha tirada leste-oeste, sendo indeterminado o limite oeste; e ao norte com o termo de Guarapari pela lagoa Marimbá. A antiga casa dos jesuítas serve para as sessões da câmara municipal, júri, e uma parte para a cadeia. Tem uma aula de latim e outra de primeiras letras, 58 fogos, 4.157 habitantes, compreendendo o distrito policial de Piúma. Cultura: café, algodão, mantimentos; corte de madeira-de-lei. 4. Ou Castelhanos. Ponta ou cabo do lado norte do porto do seu nome.</p>
<p><b>Bento Ferreira</b>. Ponta de serra na margem norte da baía do Espírito Santo e a oeste da ponta de Suá.</p>
<p><b>Bexigas</b>. Ilha no rio Doce, pouco acima da foz do rio Preto. É mais comprida do que larga, baixa, alagada nas cheias. O nome lhe veio de ter servido de lazareto em uma epidemia de bexigas. Já foi maior e bem plantada, mas as cheias a tem demolido.</p>
<p><b>Biririca </b>1. Ribeiro no município de Santa Cruz que deságua em rio Preto. 2. Ribeirão que nasce na margem norte da estrada de São Pedro de Alcântara, a qual atravessa e lança-se no Jucu pela margem esquerda. 3. Aldeamento fundado em 1843 perto de São Mateus com índios que o abandonaram, retirando-se para as bandas do Mucuri.</p>
<p><b>Boa Vista</b>. Quartel na estrada para Campos.</p>
<p><b>Boi</b>. Ilha na baía do Espírito Santo. É cultivada e tem água potável. Entre esta ilha e a fortaleza de Piratininga é o ancoradouro de quarentena.</p>
<p><b>Boipeba</b>. Rio que deságua no Maricará, pouco abaixo do sítio do Cardoso.</p>
<p><b>Bom Jesus</b>. Ribeirão que nasce na margem norte da estrada de São Pedro de Alcântara e deságua na margem esquerda do Jucu.</p>
<p><b>Borba</b>. Primeiro quartel situado na estrada de São Pedro de Alcântara, à margem do rio de Santo Agostinho, município de Viana. Houve outro quartel com esta denominação, mas por ficar muito próximo da povoação, se extinguiu.</p>
<p><b>Braço do norte</b>. Rio no distrito de Mangaraí.</p>
<p><b>Bragança </b>1. Povoação 8 léguas a oeste da vila de Viana, na foz do rio do seu nome; deve a sua origem a um quartel da estrada de São Pedro de Alcântara. Tem uma capela. 2. Rio que nasce na serra onde tem suas cabeceiras o Mangaraí, e deságua na margem direita do rio de Santa Maria.</p>
<h2 style="text-align: center;">
C</h2>
<p>
<b>Cabapuana</b>. V. <b>Itabapuana</b>.</p>
<p><b>Cabeça Quebrada</b>. Serra no distrito de Guarapari.</p>
<p><b>Caçaroca</b>. Brejal e pequenas lagoas formadas pelas águas das chuvas e das que descem das pequenas vertentes dos morros circunvizinhos.</p>
<p><b>Cachoeira</b>. Ribeiro que nasce na serra de Mestre Álvaro. 2. Serra pequena na margem do rio Pardo.</p>
<p><b>Cachoeiro</b> 1. Freguesia no município de Itapemirim; confronta-se a leste com o distrito de Piúma por uma linha tirada da marca do Castelo aos Cachoeiros; a oeste, com o de Alegre pelo morro Seco; ao norte, com o de Viana sem limite fixado; e ao sul, com o da barra do Muqui, pelas vertentes do Muqui, em direção ao Calçado. 2. Córrego no distrito da Serra.</p>
<p><b>Cachoeira de Fora</b>. Povoação na freguesia de Cariacica. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Cachorros</b>. Ponta de terra no rio Doce, perto da embocadura do rio Preto.</p>
<p><b>Cafarnaum</b>. Pequeno rio que deságua no rio do Castelo.</p>
<p><b>Caieiras</b>. Ilhas no Lameirão que ficam no limite norte da cidade da Vitória.</p>
<p><b>Caioaba</b>. Rio no município da Vitória que nasce no sertão do seu nome, e deságua no rio de Santa Maria, pela margem esquerda.</p>
<p><b>Calamba</b>. Rio que serve de divisa às freguesias de Cariacica e Queimado.</p>
<p><b>Calçado</b>. V. <b>São José do Calçado</b>.</p>
<p><b>Calhau</b>. Ilhota na entrada da baía do Espírito Santo, entre a ponta do Tagano e a de Santa Luzia.</p>
<p><b>Calhetas</b>. Ilhotas de pedra que ficam ao nordeste da ilha do Boi, na barra da baía do Espírito Santo.</p>
<p><b>Calvadas</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, ao sul da barra.</p>
<p><b>Camargo</b>. Lagoa pequena na margem esquerda do rio Doce, entre a lagoa do Meio e a do Campo, para onde descarrega as águas que recebe de um pequeno rio.</p>
<p><b>Cambê</b>. Lagoa que fica na divisa dos distritos de Cariacica e Mangaraí.</p>
<p><b>Camboapina</b>. Canal que separa o município do Espírito Santo do de Viana e comunica do rio Jucu à baía do Espírito Santo.</p>
<p><b>Campo </b>1. Pequena lagoa a pouca distância do mar, na margem esquerda do rio Doce, que recebe as águas da lagoa do Camargo. 2. Serra muito alta, fronteira ao quartel da vila do Príncipe, na divisa da província do Espírito Santo com a de Minas Gerais. A sua base é banhada pela margem ocidental do rio Guandu.</p>
<p><b>Campo do Riacho</b>. Povoação à margem do Riacho, 7 léguas ao sul do rio Doce, e ½ légua acima da sua foz.</p>
<p><b>Cangaíba</b>. Povoação na freguesia de Cariacica. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Canto da Panela</b>. Córrego no distrito de Guarapari.</p>
<p><b>Capuaba</b> 1. Morro na margem sul da baía Espírito Santo, fronteiro à cidade da Vitória. 2. Rio no município de Nova Almeida.</p>
<p><b>Caraí</b>. Rio pequeno entre o Una e o Jucu.</p>
<p><b>Caraípe</b>, V. <b>Jacaraípe</b>.</p>
<p><b>Carapebus</b>. Antigamente Barreiras, ribeiro que deságua no mar uma légua ao norte da ponta de Piraém.</p>
<p><b>Carapina </b>1. Freguesia com a invocação de São João, no município da Vitória. Confina a leste com o oceano; ao oeste, com o distrito de Cariacica pelo rio de Santa Maria, e com o do Queimado pelo porto do Una e rio Tangui; ao norte, com o município da Serra pelo rio Manguinhos no litoral e depois pela linha tirada à malha do Mestre Álvaro; ao sul, com o distrito da Vitória pelo braço do mar, Passagem. Tem 286 fogos e 1.330 habitantes. 2. Rio que deságua na margem esquerda do rio de Santa Maria e que é o seu último afluente.</p>
<p><b>Carapuças</b>. Ilhas no rio Doce em uma bacia de mais de 200 braças de largura. Estas pequenas ilhas, conforme a posição que se ocupa navegando pelo rio, causam diversas ilusões: ao longe umas representam castelos góticos e outras parecem túmulos; de mais perto, umas assemelham igrejas com suas cúpulas, outras imitam carapuças. São alagadas na estação das enchentes.</p>
<p><b>Caratoíra</b><span id="DTPES_RP3V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP3" title="No original, Cratauíra."><sup><b>[ 3 ]</b></sup></a> Morro no distrito da Vitória.</p>
<p><b>Cariacica </b>1. Rio que nasce no Moxuara e serra adjacente, corre quase na direção oeste-este com 2 ½ léguas de curso, deságua na baía do Espírito Santo meia légua abaixo, do rio de Santa Maria: na foz alarga muito e forma um pequeno porto. É navegável por canoas. 2. Freguesia na margem setentrional do porto do mesmo nome, município da Vitória, uma légua ao nordeste desta cidade, e 4 léguas leste-nordeste de Viana; seu termo confronta a leste com o distrito da Vitória pelo Lameirão (desde o porto de pedra até ao porto Velho, e com o de Carapina pelo rio de Santa Maria; a oeste e sul, com o de Viana pelo rio Itaquari, até a sua foz no rio Marinho; e ao norte, com o de Mangaraí pelo rio Tauá até ao lugar Boipeba, e daí até à lagoa de Cambê, e desta ao rio Calamba em direitura ao centro. Sua igreja tem a invocação de São José. Possui uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Carioca</b>. Rio no distrito de Guarapari.</p>
<p><b>Carmo</b>. Fortaleza no centro da cidade da Vitória que servia para sua defesa, e é aquartelamento.</p>
<p><b>Cascalho</b>. Rio que nasce em lugar desconhecido, e deságua na margem esquerda do rio Preto.</p>
<p><b>Castelhanos</b>. Ponta de serra no norte da enseada de Benevente.</p>
<p><b>Castelo </b>1. Rio que nasce na mataria da margem norte da estrada de São Pedro de Alcântara e que recolhe pela margem esquerda o ribeirão Viçosa. 2. Serra aurífera.</p>
<p><b>Cataia</b>. Rio no município da Serra.</p>
<p><b>Cávada</b>. Rio que nasce em lugar desconhecido e, depois de cortar várias vezes a estrada de Viana a Ourem, lança-se no Jucu pela margem esquerda.</p>
<p><b>Cavalo</b>. Pedra à flor d&#8217;água na entrada da baía do Espírito Santo.</p>
<p><b>Caxanga</b>. V. <b>Itaperirim</b>.</p>
<p><b>Caxixe </b>1. Povoação antiga nas cabeceiras do Itapemirim, que foi destruída pelos índios. 2. Rio que nasce na serra Geral, e se lança no rio Castelo pela margem esquerda.</p>
<p><b>Cedro</b>. Rio pequeno que nasce na serra Batatal e deságua na margem esquerda do rio Benevente.</p>
<p><b>Céu</b>. Morro que fica nos limites da freguesia de São José do Queimado.</p>
<p><b>Chapéu</b>. Ribeirão que nasce na margem norte da estrada de Pedro de Alcântara, a qual atravessa, e vai desaguar na margem esquerda do rio Jucu.</p>
<p><b>Chapéu de Souza</b>. Grande morro na margem norte do rio Doce, próximo às Escadinhas. Tem a configuração de um pão-de-açúcar, é de pedra, negro e coberto de gravatá.</p>
<p><b>Chaves</b>. Era o oitavo quartel da estrada de Pedro de Alcântara, pouco distante do rio Pardo, a 24 léguas de Viana.</p>
<p><b>Claro</b>. Rio que nasce na serra próxima a Ourem, e depois de várias voltas atravessa a estrada que daquele ponto vai a Viana, lançando-se ao Jucu pela margem esquerda.</p>
<p><b>Coimbra</b>. A maior ilha do grupo três ilhas do sul no rio Doce. É alta, não se alaga com as cheias e pode ser cultivada. O nome lhe veio do primeiro indivíduo que nela fez plantações de árvores frutíferas.</p>
<p><b>Combê</b>. V. <b>Cambê</b>.</p>
<p><b>Comboio </b>1. Quartel a pequena distância do mar, a 3 léguas ao sul do rio Doce e a 4 léguas do quartel do Riacho. Foi fundado em 1800. 2. Rio estreito que deságua no Riacho, assaz piscoso de tainhas, robalos, jundiás, carapebas, piaus, acarás, taraguiras e morobás. 3. Ponta no costão entre as barras do Riacho e Doce.</p>
<p><b>Comprida</b>. Ilha no rio Doce na altura de Linhares.</p>
<p><b>Conceição da Serra</b> ou simplesmente <b>Serra</b>, ver esta palavra.</p>
<p><b>Considerado</b>. Rio que nasce em lugar ainda desconhecido e que, depois de várias voltas em que corta cinco vezes a estrada de Viana a Ourem, lança-se no Jucu pela margem esquerda.</p>
<p><b>Córrego Rico</b>. Antigamente rio Pardo Pequeno. Desliza-se pela falda oriental de um serra entre Monforte e Sousel; a sua denominação provém de ter-se nele encontrado granitos de ouro.</p>
<p><b>Costa</b>. Rio no município do Espírito Santo que serve de esgotamento aos campos, deságua entre os morros Moreno e Penha, junto daquele, dentro da baía, com 4 braças de largura na foz. Arrasta, nas enchentes, cópia de areias.</p>
<p><b>Cotaché</b>. Rio que nasce na serra dos Aimorés e entra na margem esquerda do rio de São Mateus, perto da sua cabeceira, senão é uma delas.</p>
<p><b>Cricaré</b>. V. São Mateus.</p>
<p><b>Cruz</b>. Ilha no rio Doce pouco abaixo do córrego Terra Alta, e assim chamada porque nela teve plantações José da Cruz, filho de outro.</p>
<p><b>Cruz das Almas</b>. Ponta de terra na margem sul da baía do Espírito Santo que vem a ser a extremidade oeste de Maria Lemos.</p>
<p><b>Curindiba</b>. Rio que nasce na serra do Batatal e deságua na parte do norte do rio de Benevente.</p>
<p><b>Curipé</b>. Rio que deságua na margem direita do rio de Santa Maria.</p>
<p><b>Curubixá</b>, <b>Crubixá</b>, <b>Crubrixá</b>. Ribeiro que desce da serra Geral por entre rochedos, nas quais se encontram espécies de dentalius, de que os índios faziam colares e pulseiras com que se enfeitavam. Deságua na margem direita do rio de Santa Maria. Não é piscoso.</p>
<p><b>Curubixá Mirim</b>. Ribeiro, deságua na margem direita do rio de Santa Maria, abaixo do cachoeiro.</p>
<p><b>Cutinga</b>, rio. V. <b>Benevente</b>.</p>
<h2 style="text-align: center;">
D</h2>
<p>
<b>Destacamento</b>. V. <b>Piraqueaçu </b>(povoação).</p>
<p><b>Destacamento de Duas Bocas</b>. Lugar no distrito de Cariacica. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Doce </b>1. Riacho ao norte do rio Itaúnas, limite da província do Espírito Santo com a da Bahia, que deságua no oceano, dando passagem em maré vazia. 2. Rio de água doce, como se acha designado nas antigas cartas geográficas. Nasce este rio com o nome de Chopotó na província de Minas Gerais, em um grupo de morros situados 10 léguas a leste da cidade de Barbacena. Corre rumo norte e nordeste por espaço de 30 léguas pouco mais ou menos num leito semeado de recifes, onde se sucedem umas às outras as cachoeiras Pirapora, abaixo da junção dos ribeiros Boajuba, Jumirim, Antas, onde começa a navegação, e seis léguas abaixo a dos Óculos, com 5 braças de altura. Uma légua abaixo, a Jacutinga, com duas braças de altura, a ponte Queimada, e o grande salto do Inferno. Recebe o tributo do Piranga pela margem esquerda, acima da povoação do Columbau, e do Turvo pela direita. Abaixo da embocadura do Piranga afasta-se para o nordeste e recebe as águas do Gualacho, precipitando-se depois. Na última daquelas cachoeiras toma o nome de Doce, correndo depois por um leito menos inclinado. Recebe pela direita os Nós da Casca, Matipó, Sacramento Grande, e pela esquerda o Sacramento Pequeno, Mambaca, e o Piracicaba, seguem depois pela direita os ribeirões Entre Folhas e André Vaz e, seis léguas mais adiante, despenha-se na cachoeira Escura. Três léguas depois recebe pela esquerda o Santo Antônio, e pela direita o ribeiro dos Bugres, e 8 léguas depois, o Correntes. Seguindo-se encontra-se a cachoeira Bagauriz, aí porém se dividem as águas, as quais tornam a subdividir-se antes de se ajuntarem numa espécie de bacia formada por algumas ilhotas que se estendem obra de 2 léguas. Toma depois um curso mais sereno e recebe pela margem esquerda o Saçuí Pequeno e o Cajuim, tornando-se outra vez turbulento na pequena cachoeira Ilha Brava, na da Figueira muito mais perigosa, na serra Beteruna e com a do Rebojo do Capim. Cinco léguas mais abaixo o Saçuí Grande o vem engrossar entregando as suas águas pela margem esquerda, passado este recebe um sem número de ribeiros e faz várias voltas antes de chegar à Cachoeirinha, e mais adiante recebe pela direita o Cuieté e um pouco abaixo, pela esquerda, o Laranjeira. Seguem pela direita a desembocadura dos ribeirões João Pinto, Italiana, correndo depois majestoso por espaço de 2 léguas, atravessando o Rebojo de João Pinto e, 2 léguas abaixo, o Rebojo da Onça, passando então a descrever algumas linhas diagonais chamadas Voltas do M até ir despenhar-se no cachoeirão do Inferno. Recebe pela esquerda o ribeirão da Casca de Milho, a 2 léguas deste seguem-se alguns rodamoinhos e a ilha da Natividade, que o divide em dois braços desiguais, que se vão precipitar-se por espaço de 2.444 braças de degrau em degrau nas decantadas Escadinhas que compreendem as cachoeiras da Natividade, Urubu, Inferno e Sapucaia. Recebe pela direita o Manhuaçu e o Guandu, e entra majestoso com o tributo de tantas águas na província do Espírito Santo, alargando o seu leito e formando formosos estirões, sendo semeado de muitas ilhas, ora em grupos vistosos, como o das Carapuças, ora isoladas, recebendo pela direita os rios de Santa Joana, Santa Maria e Anadia, e pela esquerda o Pancas e as águas das lagoas das Palmas, Juparanã, e Aviz. Deságua no mar nos 19º 36&#8242; de latitude sul e 43º 11&#8242; de longitude oeste dividido em dois braços por uma ilha de areia. É o rio Doce navegável em toda a extensão que corre nesta província por barcos que demandem dez palmos, abundante de peixes e tartarugas. A sua entrada, livre de recifes mas de areia, é perigosa, ora oferecendo duas barras; ora uma, mas sempre com 14, senão mais, palmos de fundo. O segundo perigo é o esganadouro, no caso de acalmar o vento de repente, porque não podendo a embarcação voltar para trás, e correndo o rio sempre para fora ainda que encha a maré, forçosamente há de encostar à praia.</p>
<p><b>Domingos de Sousa</b>. Ilha no rio Doce, bastante alta, e que não se alaga nas cheias. Deve o seu nome ao primeiro indivíduo que nela cultivou.</p>
<p><b>Dourada</b>. Lagoa a 2 léguas da de Aguiar, de forma irregular, pequena. A sua maior extensão é de leste-oeste. As margens são em várias partes de areia e, em outras, cobertas de capim e lodosas; a água é boa, cristalina, tem patos e peixes, dela partem diversos esteiros que no tempo próprio são cheios d&#8217;água.</p>
<p><b>Duarte de Lemos</b>. Nome que se deu à ilha de Santo Antônio, depois que o primeiro donatário a doou a Duarte de Lemos. É onde está assentada a cidade da Vitória, capital da província. Posto que se não dê hoje nome algum a esta ilha, é aquele o que tem.</p>
<p><b>Duas Bocas</b>. Estrada no distrito de Cariacica.</p>
<h2 style="text-align: center;">
E</h2>
<p>
<b>Emboarita</b>. Rio no município de Benevente.</p>
<p><b>Encruzão</b>. Pequeno rio que atravessa a estrada de Santa Teresa.</p>
<p><b>Engano</b>. Serra assaz empinada, a uma légua e meia de Barcelos. Passa por ela a estrada de São Pedro de Alcântara.</p>
<p><b>Engenho</b>, <b>Engenho Velho</b>. Rio que é um braço do Guarapari, e pelo qual navegam canoas até ao porto da Glória, onde recebe as águas do ribeiro Jabuti.</p>
<p><b>Escalvada</b>. Ilha ao norte da barra do Guarapari, distante da costa 4 milhas, podendo passar entre ela e a terra navios de todos os lotes.</p>
<p><b>Esmerilhão</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, na parte em que ela tem a direção norte-sul.</p>
<p><b>Espírito Santo</b> 1. Porto no município da capital. A abertura na barra é de três milhas desde a ponta do monte Moreno até à do Tubarão na parte do norte, que é uma pedra que o Mestre Álvaro deita para o sul. A forma deste porto é proximamente circular, com um diâmetro de 4 milhas mais ou menos pelas sinuosidades. Nas marés grandes tem na preamar 25 palmos de fundo e na baixa-mar 17. Nas marés pequenas, na preamar, 20 palmos de fundo, e na baixa-mar 17. Dista da cidade até o lugar onde se marca o fundo, pouco mais de uma légua, e da vila do Espírito Santo meia légua mais ou menos. A profundidade que se determina é a de um banco de areia meia légua para dentro dos pontais: fora do dito banco, quatro braças de profundidade, e é dentro até ao fundeadouro junto à cidade que tem três a seis braças. O braço-de-mar que forma o porto e fundeadouro circula a cidade da Vitória, e acima dela deságuam os rios Marinho, Santana, Cariacica, Santa Maria e Tangui: pelo lado meridional deságua o Curubixá, o canal Camboapina<span id="DTPES_RP4V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP4" title="Trecho incompreensível."><sup><b>[ 4 ]</b></sup></a> Nas pedras encontram-se grandes montões de pólipos, vulgarmente &#8220;burdigões&#8221;, de que se faz cal, principalmente à beira dos mangues ou nos lugares arenosos e lodosos. Serve este porto para comércio da Vitória, Espírito Santo, Serra e Nova Almeida. 2. Vulgarmente Vila Velha<span id="DTPES_RP5V">,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP5" title="Atualmente município de Vila Velha."><sup><b>[ 5 ]</b></sup></a> à entrada da baía do seu nome, a meia milha para dentro do monte Moreno, confronta a leste com o oceano; a oeste, com o distrito de Viana pela vala de Camboapina em rumo norte-sul até o sertão das Palmeiras, e com o distrito de Cariacica pelo rio Marinho, desde a foz do Itaquari até ao Porto Velho; ao norte, com o distrito do Vitória pela baía do Espírito Santo até ao rio Marinho; e ao sul, com o distrito de Guarapari pela linha leste-oeste tirada da Ponta da Fruta. O terreno é árido e perseguido de formigas, na parte mais fértil cultiva-se café, algodão, mantimentos; pescaria. Nas praias do seu distrito o mar arroja tanta quantidade de conchas que ficam em montes, principalmente no lugar chamado Rio da Costa. O convento de Nossa Senhora da Penha, situado no cume de uma montanha, é obra digna de ver-se. Na vila há uma fonte pública denominada Inhoá. Compreendendo o distrito de Meaípe, tem 494 fogos, 3.334 habitantes. 3. Com este nome indicam algumas cartas geográficas o rio de Santa Maria. 4. Província que entesta ao norte com a da Bahia pelo rio Mucuri, pelo sul, com a do Rio de Janeiro por Santa Catarina das Mós, a oeste, com a de Minas Gerais pelas cabeceiras do Itapemirim, córrego José Pedro, espigão da serra de Souza, e a serra dos Aimorés, e a leste é banhada em toda a sua extensão pelo oceano Atlântico. Estendendo-se desde 18º 33&#8242; de latitude até 21º 38&#8242; e desde o oceano até à serra Geral empreende uma zona de 1.600 léguas quadradas pouco mais ou menos. O seu clima temperado é ainda modificado pela viração que neutraliza a ação do sol na estação calmosa. Nos municípios do Linhares, pelos trasbordamentos do rio Doce e afluentes, nos da Vitória e Espírito Santo, pelas cheias do Jucu e Costa, reinam em março e abril as intermitentes, e bem assim no município de São Mateus. Na Vitória são freqüentes as câmaras de sangue devidas talvez à falha de boas águas, o que se trata de remediar; à exceção, pois, destas duas moléstias, que até certo ponto se podem chamar endêmicas, nenhuma outra aflige a povoação com o mesmo caráter. A serra mais considerável é a Geral, que divide esta província da de Minas Gerais, e que nos seus diferentes grupos toma nomes particulares; todas as que acostelam paralelas ou perpendiculares são ramificações que se vão desdobrando até ao litoral, e as mais notáveis são Pico, Guarapari, Mestre Álvaro, Itaúnas. Em tão pequeno território não podia a natureza mimosear com rios mais formosos como os que descem perpendicularmente ao litoral, serpenteando em mil voltas, que ora se aproximam, ora se afastam de outros rios que eles se cruzam e são seus tributários. Uma grande extensão desses rios é navegável, senão por grandes barcos, ao menos por canoas e assim prestam grande serviço ao comércio e à lavoura. Encontram-se grandes lagoas, quase todas piscosas, proporcionando meios de alimentar extensos e vantajosíssimos canais. Ainda uma grande parte do território em mato virgem, não é possível falar com segurança sobre os minerais que encerra, sendo bem de presumir, que não há abundância e variedade. Alguns terrenos auríferos se tem começado a explorar, mas por pobres hão sido abandonados. A mina de ferro da Lavrinha julga-se de grande extensão e boa qualidade; salitre e enxofre na serra do Mestre Álvaro; gesso que os povos aproveitam como substitutivo da cal, em Guarapari; a tabatinga é freqüente, e outras qualidades de argilas, que serão utilizadas nas artes; cristal ou quartzo hialino próximo a Barcelos. A fitologia é copiosa, variada, e profícua; entranhando-se nas matas admiram-se árvores corpulentas e robustas. Outras mais pequenas e débeis, umas produzindo frutos para alimentação, ou regalo do paladar, tais são: araticum, araticumpoca, airiri, araçanhuma, coco de quaresma, cabuí, jenipapo, joá, jaboticabeira, maracujá, macaúba ou coco de catarro, oiti ou goiti, piquá, pitangueira, pitombo, sapucaia, tucum taboá, e ubaieira; outras cotonigeras o barrigudo; na classe das fibrosas a piaçaba e o tacum, piteiras e gravatás; nas oleosas a andiroba, anda-açu, baga ou mamona; nas resinosas: almecegueira, aroeira, cabureíba, copaíba, parajá, e taicica; nas que são próprias para carpintaria civil e naval: o angelim caixeta, canela (diversas qualidades), carvallho, cerejeira, faia, funcho, garaúna parda, grapeapunha, guarabuaçu e merim, guaiaba do mato, grumarim da pedra, gitaipeba, inhuíba, ipê, iracuí, iracarurú, jacatupê, juerana, jequitibá, louro, louro preto, maçaranduba, óleo, pau-d&#8217;arco, peroba [sic], roxo, sepepira, sobro, tapinhoã, e o camará que unicamente se cria nas capoeiras; nas que se empregam em marcenaria e marquetaria: o amarelo ou vinhático, araribá branco, araribá rosa, cabiúna, cedro, gonçalo alves, jacarandá, mocitaíba, pequeá, e sebastião da arruda; na tinturaria: o pau-brasil, e tatajuba; entre as que têm uso medicinal são conhecidas por suas egrégias virtudes: o araticum do brejo, assa-peixe, alfavaca, abutua, avenca brasileira, babosa, bucha dos caçadores, batata de junça, batata de purga ou abóbora do mato, cipó-de-chumbo, cardo santo, chibança ou capitão-da-sala, embori que também é salífera, fedegoso, erva do colégio, erva santa, imbaíba, jarro, japecanga, laranjeira do mato, landi, labaça, matapasto, marianinha, maririçô, mentrusto ou mastruço, mil homem, malva da horta, malva da pedra ou azedinha, mendaco ou cabacinho de cobra, pimenta de pindaíba, pão para tudo, pimentinha, poaia, pau-de-alho, pau-pereira, pariparoba ou capeba, samambaia de espinhos, sapê, sassafrás, salsa bombaiona, siporoba, trapoeraba, timbó, tingui, taiánhorom, taririquim ou fedegoso do mato; e além destas outras muitas para diversos misteres como a vara de visgo, que serve para alimentar o bicho-da-seda indígena; o peripiri, que dá palha para esteiras; uricana, para cobrir casas; ubá ou cana brava, para flechas; taquara, taquari, taquaruçú, para muitos usos conhecidos. Na zoologia temos a mencionar a anta, capivara, quati, quati mondé, gambá, guaxinim, lontra, macacos (diversas qualidades) onça, paca, porcos, preguiça, raposa, tamanduá, irara, cotia, veados. Na ornitologia a andorinha azulada, anu, araçarí, araruna, arara, araponga, bacurau, bem-te-vi, beija-flor, colhereira, canindé, capoeira, coruja, curió, garça real, guaxe, grumará, gavião, inhambú, juó, jandiá, jacus, juruti, macuco, maracanã, maitaca, marido-é-dia, mutum, papa-arroz, papagaios, patos, periquitos, pomba-rola, sabiás, saís, surucuá, tucano, tié, tiriba, vira-bosta, urubu, e outros menos notáveis. Répteis: camaleão, cobras, jabuti, tartaruga, jacaré, tatus, sapos, perereca, lagartixas, lagartos etc. Insetos: aranhas, abelhas, borboletas, cigarra, formigas, lacraias, moscas, mosquitos e outros muitos ainda não classificados. Ictiologia: nos rios – acará, camboatá, jundiá, piau, piabanha, mandi, morobá, surubi, taraguira, sairú; e no mar que banha sua costa – alvacor, agulha, arraia, bacalhau, badejo da lama, baiacu, baleia, batata, boca de velha, bonito, budião, badejo, bagre, beijupirá, barbudo, bicuda, bom-nome, boto, cabrinha, cação, cação-bagre, cação-chapéu, cação-de-dente, cação-golfinho, cação-pata, cação-viola, cação-anequim, cação-bicudo, cação-da-areia, cação-espadarte, cação-moenda, cação-tinchereiro, cabeça-dura, caldeirão, canhenha, caramuru, caranha, carapeba, catoá, caramurupi, carapau, caratinga, cavala, xaréu cherne, chicharro, corcoroca, charelete, chernote, coara cachocô, corvina, dardo, dourado, enchova, espada, galo, garoupa-de-são-tomé ou garoupa-dos-abrolhos, gueba, graçainha, guaibira, huja, jeriquiti, jamanta, João-guruçá, lula, manjuba, manjuba-arenque, manjuba-chaveia, manjuba-perna-de-moça, manjuba-cascudo, manjuba-lombo-azul, maraçapeba, mero, michole, moréia, murucutuca, namorado, olhete, olho-de-cão, olho-de-boi, olho-de-boi-pitanga, palombeta, papa-terra, pargo-pena, pegador, peixe-fila, peroá, peroá-garacheta, pescada, pescada-gunan, peixe-boi, pescada-dentuça, piquira, pirituma, pinta-no-rabo, polvo, pratucano, pratipema, realito, robalo peba, robalo-pocu, robalete, roncador, saiuba, saminduara, sarda, sardinha, serra, sambetara, sargo-de-beiço, sargo-de-dente, senhor-de-engenho, sirioba, tainha, taboca, tapucu, toninha, uberana, vermelho, vento-leste, voador. Crustáceos há grande abundância, sendo os mais comuns caranguejos, lagostas, camarões, lagostins. Infinitas variedades de mariscos sendo os mais vulgares as ostras e os mexilhões. A província do Espírito Santo pertence ao bispado do Rio de Janeiro. A sua divisão civil é em 12 municípios, tendo 2 cidades e 10 vilas. Na divisão judiciária conta 4 comarcas, e termos judiciais independentes. As comarcas com os seus termos são as seguintes: Vitória, que compreende a cidade deste nome, e as vilas de Viana, Espírito Santo, Serra; Itapemirim, que compreende a vila do seu nome e as de Guarapari e Benevente; Reis Magos, que compreende as vilas de Santa Cruz, Linhares e Nova Almeida; São Mateus, que compreende a cidade deste nome e a vila da Barra de São Mateus. Representação: 1 senador, e 2 deputados gerais eleitos em 4 distritos; &#8230;deputados provinciais<span id="DTPES_RP6V">,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP6" title="Aqui o autor deixou de mencionar o número de deputados."><sup><b>[ 6 ]</b></sup></a> e 147 eleitores. A força pública compõe-se de uma companhia fixa, uma companhia de policiais e guarda nacional. Há também um companhia de aprendizes subordinada ao ministério da marinha.</p>
<p><b>Esposende</b>. Quartel na estrada de São Pedro de Alcântara, hoje extinto.</p>
<p><b>Estivado</b>. Rio no município da Serra.</p>
<p><b>Estreito do Rubim</b>. Localizado na estrada de São Pedro de Alcântara, entre os quartéis de vila Viçosa e Monforte, sendo formado por duas serras de pedra.</p>
<h2 style="text-align: center;">
F</h2>
<p>
<b>Farinha Grande</b>. Rio no distrito de Santa Leopoldina.</p>
<p><b>Farinha Pequeno</b>. Rio no distrito de Santa Leopoldina.</p>
<p><b>Falo</b>. Ilha comprida ao sul e na embocadura do rio Maruípe.</p>
<p><b>Ferrugem </b>1. Cachoeira no rio Jucu perto da cabeceira, um pouco abaixo da cachoeira Rio Claro, distrito de Viana. As águas neste lugar parecem ter a cor da ferrugem. 2. Rio que nasce em lugar desconhecido e, cortando várias vezes a estrada de Viana a Ourem, lança-se no Jucu pela margem esquerda.</p>
<p><b>Forca</b>. Ilhota no saco que fica na margem sul da baía do Espírito Santo, entre as pontas Ucharia e Vau das Éguas.</p>
<p><b>Formate</b>. Rio nos limites do município de Viana e da freguesia de Cariacica.</p>
<p><b>Formosa </b>1. Ilha no rio Doce, imediata à Grande e em frente da sesmaria de João Batista Pinto de Almeida. 2. Praia na margem sul da baía do Espírito Santo, entre a ponta de terra Vau das Éguas e a da Cruz das Almas.</p>
<p><b>Frade </b>ou <b>Leopardo</b>. Morro na margem do rio de Santa Maria, município da Vitória.</p>
<p><b>Frades </b>1. Ilha na barra da baía do Espírito Santo ao norte da ilha do Boi. É cultivada. Desta ilha à praia fronteira vai uma restinga de areia que na baixa-mar se passa em seco. 2. Morro na margem sul da baía do Espírito Santo, a oeste do morro da Capuaba.</p>
<p><b>Francês</b>. Ilha entre a barra do Itapemirim e a de Piúma.</p>
<p><b>Francilvânia</b>. Colônia na margem esquerda do rio Doce ocupando as margens e terras adjacentes dos rios Pancas e de São João. Foi fundada pelo doutor França Leite e depois comprada pelo Estado. Está em decadência.</p>
<p><b>Frecheiras </b>1. Rio no município de Nova Almeida. É encachoeirado. 2. Ilha no rio Doce.</p>
<p><b>Fruta</b>. Ponta ao norte da embocadura do Guarapari.</p>
<p><b>Fumaça </b>1. Cachoeira no rio do mesmo nome. É assim denominada pela névoa que produz a queda das águas. 2. Rio no distrito de Mangaraí. As suas margens são auríferas. Corre em muitos lugares sobre pedras e é tributário do Mangaraí.</p>
<p><b>Fundão </b>ou <b>Taquaraçu</b>. Rio no município de Santa Cruz que se reúne ao Sananha nas Duas Bocas.</p>
<p><b>Furado </b>1. Volta no rio de Santa Maria. 2. Ilha no rio Itapemirim.</p>
<h2 style="text-align: center;">
G</h2>
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<b>Gabriel</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, próxima à margem norte, e a oeste da cidade da Vitória.</p>
<p><b>Galinhas</b>. Ilha no rio Guarapari.</p>
<p><b>Galo</b>. Ribeirão que nasce da parte do norte da estrada de São Pedro de Alcântara, a qual atravessa entre os quartéis de Borba e Melgaço, e deságua na margem esquerda do Jucu.</p>
<p><b>Galveas</b>. Quartel na margem direita do rio de São Mateus, a 8 léguas da cidade deste nome.</p>
<p><b>Garrafão</b>. Sítio na estrada de São Pedro de Alcântara entre Piúma e Sambambaia.</p>
<p><b>Gigante</b>. Rio que entra pela margem direita do rio Doce.</p>
<p><b>Goiabeiras</b>. Povoação na freguesia de Carapina, na estrada de <span id="DTPES_RP7V">Maruípe</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP7" title="No original, Maruí."><sup><b>[ 7 ]</b></sup></a> para a Serra, município de Vitória. Tem uma escola de instrução primária.</p>
<p><b>Goitacases</b>. Povoação no município de Nova Almeida, na cabeceira do rio dos Reis Magos. Cultura: mantimentos, fabricação de gamelas, tijolo e telha.</p>
<p><b>Gonçalves Martins</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, na entrada do saco de Jucutuquara.</p>
<p><b>Gramuté</b>. Ponta no município de Santa Cruz.</p>
<p><b>Grande </b>1. Ribeirão no município de Guarapari que divide o distrito de Cariacica, passa perto de Barcelos e deságua no Jucu. Encontra-se nas suas margens o gesso. 2. Morro por onde passa a estrada de São Pedro de Alcântara. 3. Cachoeira no rio Santa Maria. 4. Ilha no rio Doce, imediata à dos Prazeres e em frente da sesmaria de Francisco Benedito de Almeida.</p>
<p><b>Guandu </b>1. Rio que nasce na serra Geral e entra no rio Doce por duas bocas ou braços que se reúnem doze braças acima da sua foz, formando entre estes dois braços uma ilha de pedra pelos lados da qual descem as águas, como por uma cascata; a sua direção é sul-norte, e no espaço de meia légua tem diferentes cachoeiras e muitas pedras soltas que impossibilitam a navegação. Tem sempre abundância d&#8217;água, e é piscosa. 2. Colônia que se começou a estabelecer na margem do rio de seu nome, entre a lagoa e o rio de Santa Joana. Foi logo abandonada.</p>
<p><b>Guarapari </b>1. Ilhotas à entrada do porto do seu nome, entre elas podem passar navios pequenos. 2. Porto formado pelo mar. Nas marés grandes tem na preamar 26 palmos de fundo, e na baixa-mar 19; nas marés pequenas tem na preamar 23 palmos de fundo, e na baixa-mar 22. O fundo marcado é o de um banco de areia para dentro dos pontais. Fora dele tem 34 a 27 palmos, tendo mais fundo dentro até ao fundeadouro, onde deságua o rio do seu nome. 3. Rio que nasce na serra do seu nome, 5 léguas ao nordeste da vila de Benevente, atravessa várias lagoas, e vai lançar-se no oceano entre o morro do seu nome e o de Perocão. É estreito e profundo na sua embocadura, dá navegação aos barcos que nele entram com facilidade, cozendo-se com o morro Guarapari uma légua acima da foz. As canoas vão até ao Aleixo (vide esta palavra), 2 léguas do porto da vila. 4. Vila situada ao lado sul do porto do seu nome, em posição elevada, pitoresca e sadia, tendo a leste um majestoso rochedo coberto pelo lado do mar de terra argilosa com frondosas árvores e arbustos. Ao sul, parte da praia que medeia entre ela e a povoação de Meaípe, e em seu cimo, uma capela arruinada. Confronta esta vila o seu termo a leste com o oceano; a oeste por uma linha indeterminada; ao norte com o termo da Vitória pela ponta da Fruta no litoral, e daí para o centro por uma linha leste-oeste; ao sul com o termo de Benevente pela lagoa Maimbá. Os terrenos são entre três serras paralelas à praia, e em elevações progressivas até a serra Geral, a primeira a 2 léguas da costa, e que tem o nome da vila, a segunda a 8 léguas mais ou menos, a terceira forma os limites da província. As terras são férteis, e de excelente qualidade para toda e qualquer cultura própria do país, regadas por córregos de cristalinas águas. A maior parte do território está inculto. Tem 3.300 habitantes. 5. Serra ao poente da vila do mesmo nome. É abundante de cabureíbas. 6. Morro da vila do mesmo nome.</p>
<p><b>Guarita</b>. Estrada no município de Viana.</p>
<p><b>Guasisi</b>. Rio mencionado na carta da Razão do Estado do Brasil, que deságua no rio Doce</p>
<p><b>Guasisi Mirim</b>. Rio mencionado na carta da Razão do Estado do Brasil, que deságua no rio Doce.</p>
<p><b>Guerra</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, próxima da margem norte.</p>
<p><b>Guia</b>. Serra a 2 ½ léguas de Serpa pouco mais ou menos. É um grupo da serra Geral, muito elevado, e daí lhe veio o nome.</p>
<h2 style="text-align: center;">
H</h2>
<p>
<b>Henrique</b>. Ilha no rio Doce, acima da foz do Juparanã, e assim chamada de Fuão Henrique, que nela teve plantações.</p>
<p><b>Hospital</b>. Ponte na vila de Viana.</p>
<h2 style="text-align: center;">
I</h2>
<p>
<b>Iconha</b>. Rio no distrito de Piúma que nasce na serra próxima e deságua na margem esquerda do Itapoama.</p>
<p><b>Ilha Grande</b>. Morro no município de Viana que confronta pelo norte com o morro do Óleo e pelo sul, com o morro ilha Pequena.</p>
<p><b>Ilha Pequena</b>. Morro no município de Viana que confronta pelo norte com o morro Ilha Grande.</p>
<p><b>Imbocica</b>. Brejo no distrito de Benevente.</p>
<p><b>Imperial Afonsino</b>. V. <b>São Pedro de Alcântara</b>.</p>
<p><b>Indaiá</b>. Rio pequeno que nasce na serra do Batatal e deságua pela margem esquerda do Benevente.</p>
<p><b>Inferno</b>. Ponta de terra no rio Doce, e assim chamada porque nas cheias se tem virado algumas canoas nesse lugar.</p>
<p><b>Ingremi</b>. Ilhota água aberta com a embocadura do rio Maruípe.</p>
<p><b>Iriri </b>1. Pequeno rio estreito que corre por uma quebrada do terreno entre Piúma e Benevente e dá passagem em maré vazia. 2. Praia no município de Benevente. 3. Rio no município de Nova Almeida que admite embarcações pequenas.</p>
<p><b>Iriritiba</b>. V. <b>Benevente</b>.</p>
<p><b>Itabapuana </b>1. Porto no município de Itapemirim formado pelo rio do seu nome e as águas do mar. Nas marés grandes tem na preamar 14 palmos de fundo, e na baixa-mar 4; nas marés pequenas tem na preamar 10 palmos de fundo, e na baixa-mar 4. 2. Rio que nasce na serra Geral e lança-se no oceano 6 léguas ao sul do Itapemirim. Na sua embocadura tem uma pequena angra na margem direita, e em frente água aberta com a barra uma pequena ilha. É navegável para barcos até a distância de meia légua, e para canoas, até ao porto da Limeira 6 léguas acima da foz. 3. Registo à margem norte e na embocadura do rio do seu nome em uma pequena povoação no município de Itapemirim. Tem uma aula de primeiras letras, é distrito de paz, confronta a leste com o oceano, a oeste com o distrito da Barra do Muqui pelas duas barras, ao norte com o distrito de Itapemirim, seu limite definido ao sul com a província do Rio de Janeiro por Santa Catarina das Mós. 4. Vulgarmente Barra Seca. Ver esta palavra.</p>
<p><b>Itacibá</b>, <b>Itacacibá</b>, <b>Itacatiba</b>. Vulgarmente Porto Velho. Pequeno porto na margem meridional da baía do Espírito Santo, freguesia de Cariacica.</p>
<p><b>Itanguá</b>. Estreito no distrito de Cariacica, termo da Vitória sobre o qual há uma ponte que comunica com o sítio Cravo.</p>
<p><b>Itapebuçu</b>. Morro na praia de Suá.</p>
<p><b>Itapemirim</b> 1. Primitivamente Tapemirim, porto no distrito e a meia légua da vila do seu nome, formado pelo rio, tem duas barras: a do norte, que é a melhor, tem nas marés grandes, em preamar 12 palmos de fundo, e em baixa-mar 14, nas marés pequenas tem na preamar 8 palmos de fundo, e em baixa-mar 4. Uma ilhota de pedra — Taputera — é que divide o rio em duas barras, e em frente água aberta com a barra há outra ilhota denominada dos Ovos. 2. Rio que nasce na serra do Pico, corre do ocidente para o oriente, rega a vila do seu nome, e perto da sua embocadura dá várias voltas, entrando depois no mar, 3 léguas ao nordeste de Itabapuana em 21º 17&#8242; latitude, 43º 13&#8242; 54&#8243; longitude. Sobem por este rio as sumacas até a vila e esperam a enchente da maré para descerem. As canoas sobem 8 léguas onde começam as cachoeiras. 3. Comarca que compreende os municípios das vilas de Itapemirim, Benevente e Guarapari. 4. Vila sobre a margem meridional do rio do seu nome, 22 léguas ao sudoeste da Vitória, 4 léguas ao poente do morro Agá, e a meia légua do mar. Confronta a leste com o oceano; ao oeste, com o distrito do Cachoeiro por parte da linha tirada da marca do Colégio aos cachoeiros do rio Itapemirim; ao norte, com o distrito de Piúma pelo morro Agá, e para o centro pela linha leste-oeste tirada do dito morro; e ao sul, com o de Itabapuana sem limite definido. O seu termo limita a leste com o oceano, ao oeste, com a província de Minas Gerais, pelas cabeceiras do rio Itapemirim, ao norte, com o termo de Benevente pelo morro Agá, ficando todo o território ao sul do dito morro pertencente a Itapemirim; e ao sul, com a província do Rio de Janeiro, por Santa Catarina das Mós. Compreende quatro distritos de paz além do da vila, que são: Cachoeiro, Itabapuana, Alegre, e Barra do Muqui. Possui uma matriz vasta e decente, uma capela filial na fazenda do Muqui, e outra no da Muribeca. Cultura: café, açúcar, mantimentos, algodão, e fumo. Todo o termo tem 893 fogos, e 8.443 habitantes.</p>
<p><b>Itapoama</b>. Rio no distrito de Piúma que nasce na serra próxima e deságua na margem esquerda do rio Piúma.</p>
<p><b>Itapoca </b>1. Rio que nasce na serra adjacente ao curso do Cariacica e neste deságua pela margem direita. 2. Povoação no termo de vila de Viana, nas margens do rio Itaquari. Tem uma pequena capela.</p>
<p><b>ltaquari </b>1. Lugar onde há uma escola de instrução primária que serve para as freguesias de Viana e de Cariacica. 2. Ribeirão que nasce na serra Geral e deságua no Jucu. Dá navegação a canoas até a povoação de Itapoca.</p>
<p><b>Itaúnas </b>1. Serra no município de São Mateus e na divisa desta província com a da Bahia. 2. Canal no distrito de São Mateus que comunica o rio Itaúnas com o rio São Joaquim. Tem 780 braças de comprimento. 2. Ou Guaxindiba. Rio que nasce na serra do seu nome e deságua no mar entre o rio de São Mateus e o riacho Doce. Oferece navegação a lanchas e grandes canoas numa extensão de mais de 15 léguas, mas não tem barra acessível, razão porque se empreendeu a abertura de um canal destinado a reunir as suas águas às de São Joaquim, a fim de aproveitar a barra do rio de São Mateus.</p>
<p><b>Itaúnas</b>, São Sebastião de. Freguesia no distrito da Barra de São Mateus, 6 léguas ao norte desta vila. Tem 80 fogos, uma igreja e uma aula de primeiras letras. Divide-se pelo sul com a freguesia da vila da Barra de São Mateus, partindo do Chapéu de Sol (árvore que existe no combro da praia) até encontrar os limites desta província com a de Minas Gerais a rumo de oeste, e pelo norte, com o rio Mucuri, começando do pontal do sul, e seguindo o mesmo rumo até os limites acima indicados.</p>
<h2 style="text-align: center;">
J</h2>
<p>
<b>Jabituruna</b>, <b>Jabitruna</b>. Morro na margem sul da baía do Espírito Santo, em frente da ilha dos Papagaios.</p>
<p><b>Jabuti </b>1. Ribeirão no distrito de Guarapari que nasce nos cachoeiros da serra da Aldeia Velha e deságua no rio de Engenho. 2. Povoação no município de Guarapari. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Jacapé</b>. Ladeira a pouco mais de duas léguas da vila da Serra.</p>
<p><b>Jacaraípe </b>1. Rio que nasce na freguesia Serra que, depois de regar a povoação do seu nome, deságua no oceano entre o Carapebus e o Nova Almeida, quase três léguas de um e outro. 2. Povoação na margem do rio do seu nome, 3 léguas ao norte de Viana e 2 léguas ao sul de Nova Almeida.</p>
<p><b>Jacaratiá</b>. Rio no município de Benevente.</p>
<p><b>Jacinto</b>. Córrego no município de Viana.</p>
<p><b>Jacuba</b>. Rio que deságua na margem esquerda do rio de Santa Maria.</p>
<p><b>Jatitá</b>. Córrego que atravessa a estrada que de Itacibá indo para a vila de Viana.</p>
<p><b>Jequitibá</b>. Rio na divisa da província do Espírito Santo com a de Minas Gerais, por onde passa a estrada de São Pedro de Alcântara.</p>
<p><b>Joeba</b>. Rio tributário do Benevente. É encachoeirado e nas suas cabeceiras foi estabelecido o segundo distrito da colônia Rio Novo.</p>
<p><b>José Cláudio</b>. Porto e cachoeira no rio Santa Maria, 8 léguas acima da sua foz. Tomou o nome de José Cláudio de Sousa, fazendeiro estabelecido na margem daquele rio.</p>
<p><b>José Pedro</b>. Ribeirão que nasce na serra Geral e deságua no rio Manhuaçu. Serve de divisa entre a província do Espírito Santo e a de Minas Gerais.</p>
<p><b>Jucu </b>1. Rio no município do Espírito Santo que nasce na serra Geral, recolhe os ribeiros Claro, Itaquari, Santo Agostinho e entra no mar 5 léguas ao norte da foz do Guarapari na latitude de 20º 26&#8242; 30&#8243; e longitude 42º 41&#8242; 59&#8243;. Só dá navegação com a enchente da maré ou na estação das chuvas, tendo duas cachoeiras — Rio Claro, e Ferrugem — que a dificultam. Há um canal deste rio à baía do Espírito Santo com 8 léguas de comprimento feito pelos jesuítas e desobstruído durante o governo de Rubim para evitar os perigos da sua barra e dar rapidez às comunicações com a capital da província. 2. Povoação na embocadura do rio do seu nome que explora a pesca. 3. Ilhota perto do continente e da foz do rio do seu nome, ao sudoeste dos recifes Pacotes.</p>
<p><b>Jucuném </b>1. Ponta perto da embocadura do rio dos Reis Magos. 2. Lagoa ao norte da cidade da Vitória, pouco afastada do mar, onde deságua pelo rio Jacaraípe. Tem meia légua, pouco mais ou menos, de largura, e é muito piscosa.</p>
<p><b>Jucutuquara</b><span id="DTPES_RP8V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP8" title="No original, Jacutucoara."><sup><b>[ 8 ]</b></sup></a> Saco, praia e morro na margem norte da baía do Espírito Santo, entre a fortaleza de São João e a ponta de Bento Ferreira.</p>
<p><b>Juparanã</b>. Lagoa no distrito de Linhares que recebe as águas do rio São Rafael e deságua no rio Doce. É grande, piscosa e tem no meio uma ilha.</p>
<p><b>Juparanã Mirim</b>. Lagoa pequena acima da de Juparanã que recebe as águas de um rio do mesmo nome e as descarrega no rio Doce, na margem esquerda.</p>
<p>
_____________________________</p>
<h4>
NOTAS</h4>
<div id="DTPES_RP1">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP1V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 1 ]</b></sup></a>&nbsp;No original, Arabiri.</div>
<div id="DTPES_RP2">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP2V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 2 ]</b></sup></a>&nbsp;Hoje município de Anchieta.</div>
<div id="DTPES_RP3">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP3V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 3 ]</b></sup></a>&nbsp;No original, Cratauíra.</div>
<div id="DTPES_RP4">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP4V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 4 ]</b></sup></a>&nbsp;Trecho incompreensível.</div>
<div id="DTPES_RP5">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP5V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 5 ]</b></sup></a>&nbsp;Atualmente município de Vila Velha.</div>
<div id="DTPES_RP6">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP6V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 6 ]</b></sup></a>&nbsp;Aqui o autor deixou de mencionar o número de deputados.</div>
<div id="DTPES_RP7">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP7V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 7 ]</b></sup></a>&nbsp;No original, Maruí.</div>
<div id="DTPES_RP8">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/dicionario-topografico-da-provincia-do/#DTPES_RP8V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 8 ]</b></sup></a>&nbsp;No original, Jacutucoara.</p>
</div>
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		<title>Dicionário topográfico da província do Espírito Santo (L &#8211; X)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2016 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brás da Costa Rubim]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>L Lagoa. Rio que nasce no sertão em 22º de latitude sul, pouco mais ou menos, e, correndo na direção norte, vai ter a uma lagoa próxima à colônia do Guandu, desaguando neste rio pela margem direita. Lama Preta. Povoação no município de Viana. Tem uma aula de primeiras letras. Lameirão 1. Rio no município [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;">
L</h2>
<p>
<b>Lagoa</b>. Rio que nasce no sertão em 22º de latitude sul, pouco mais ou menos, e, correndo na direção norte, vai ter a uma lagoa próxima à colônia do Guandu, desaguando neste rio pela margem direita.</p>
<p><b>Lama Preta</b>. Povoação no município de Viana. Tem uma aula de primeiras letras.</p>
<p><b>Lameirão </b>1. Rio no município de Itapemirim. 2. Grande parte do termo da cidade da Vitória alagado pelas águas do rio de Santa Maria e cortado pelos rios Maruípe e Manhuaçu.</p>
<p><b>Lemos</b>. Povoação na estrada de São Pedro de Alcântara, entre o limite com a província de Minas Gerais e a povoação de São Pedro de Alcântara.</p>
<p><b>Leritibi</b>, <b>Leritiba</b>. V. <b>Benevente</b>.</p>
<p><b>Lima</b>. Pequeno rio que atravessa a estrada de Santa Teresa.</p>
<p><b>Limão</b>. Pequena lagoa na margem direita do rio Doce, a 6 léguas de Linhares. Nas suas margens se projeta o estabelecimento de uma colônia.</p>
<p><b>Limeira</b>. Porto no rio Itabapuana, 6 léguas acima do foz onde termina a navegação.</p>
<p><b>Linhares</b>. Vila situada em uma alta barreira em forma de meia lua, superior a todos os terrenos que a rodeiam, que são várzeas e planícies extensas entre as lagoas de Juparanã, Juparanã Mirim e à margem esquerda do rio Doce, a 4 léguas do mar e a 14 léguas da Vitória. Confronta a leste com a freguesia da Barra Seca, a oeste, com a serra Geral, ao norte, com a Barra Seca, ao sul, com o rio Doce. O seu termo divide-se a leste com o oceano; a oeste, com a província de Minas Gerais pelo espigão da serra de Sousa, entre os rios Manhuaçu e Guandu; ao norte, com o termo de São Mateus pela linha leste-oeste da Barra de São Mateus, e ao sul, com o termo de Santa Cruz. É um pequeno ponto de comércio com os mineiros que aí levam para vender toucinho, carne de porco e de vaca, linguiças, queijos, arroz, fubá, fumo, rapadura, mandubi, cebolas, alhos, aves e compram sal que a vila importa do Rio de Janeiro. Cultura: mantimentos. Tem 333 fogos e 964 habitantes.</p>
<h2 style="text-align: center;">
M</h2>
<p>
<b>Maimbá</b>, <b>Mãebá</b>. Lagoa no distrito de Benevente com bastante fundo. Comunica-se às vezes com o mar e está situada entre aquela vila e a de Guarapari.</p>
<p><b>Malaquias</b>. Ilha de areia no rio Doce, abaixo da colônia Francilvânia.</p>
<p><b>Malha</b>. Serra que é uma ramificação da Geral, onde nasce o rio de Santa Maria. Está toda em mato virgem.</p>
<p><b>Managé</b>. Povoação entre o Itapemirim e o Paraíba de que fala Gabriel Soares de Sousa.</p>
<p><b>Mangaraí</b>, <b>Mangaiari</b>. 1. Rio que nasce na serra Geral e, depois de engrossado com outros muitos, deságua na margem direita do rio de Santa Maria. É pedregoso e até 500 ou 600 braças da sua foz não é navegável. 2. Povoação com juiz de paz, no município da Serra, freguesia do Queimado. Tem uma aula de primeiras letras. Confronta a leste com o distrito do Queimado pelo rio de Santa Maria; ao oeste, com o do Rio Pardo por parte da linha norte-sul tirada da serra do Engano; ao norte não tem limite definido; e ao sul, com o distrito de Cariacica, pelo rio Tauá até ao lugar Boapaba, e daí até a lagoa de Cambê e desta ao rio de Calamba em direitura ao centro.</p>
<p><b>Manguinho de Terra</b>. Ilha da baía do Espírito Santo e no extremo norte, na parte em que ela tem a direção norte-sul.</p>
<p><b>Manhuaçu</b>. Rio na divisa da província do Espírito Santo com a de Minas Gerais.</p>
<p><b>Maracapicaba</b>. Morro no município da Serra.</p>
<p><b>Maravilha</b>. Pequeno rio que nasce na serra Geral, corre de leste a oeste e lança-se na margem esquerda do Caxixe.</p>
<p><b>Marçal</b>. Ilha na baía do Espírito Santo próxima à margem sul. É pequena.</p>
<p><b>Maré-Caturé</b>. Pequena ilha de pedra perto da ponta de terra Vau das Éguas.</p>
<p><b>Maria Fernanda</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, entre a ponta de terra da Pedra d&#8217;Água e a da Cruz das Almas.</p>
<p><b>Maria Lemos</b>. Praia na margem sul da baía do Espírito Santo, a leste da praia das Formosas.</p>
<p><b>Maricará</b>. Rio que nasce no morro Moxuara, corre quase de sul a norte e paralelo à costa ocidental da baía do Espírito Santo, em distância desta pouco mais de 2 léguas por entre montanhas. É estreito e profundo.</p>
<p><b>Marinho</b>. Antigamente das Roças Velhas, rio que se deriva dos brejais e pequenas lagoas de Caçaroca, formadas pelas águas das chuvas e pequenas vertentes dos morros circunvizinhos. Comunica-se com o rio Jucu por um canal artificial. O curso mais geral, depois que recebe as águas do Jucu pelo canal, é de norte a sul. A sua foz é no ponto em que a baía do Espírito Santo, depois de correr desta à barra de leste a oeste, curva-se para tomar a direção de sul a norte até à foz do rio de Santa Maria. Daí até em frente do morro que domina a várzea Paul tem a mesma direção de leste a oeste, e naquele percorre o rumo de sul a norte como acima se indicou com mais ou menos tortuosidade. Antes de tomar essa curvatura, e em frente do morro Paul, estende um braço por uma vala artificial que toca a raiz do mesmo morro, e nas marés altas dá navegação a canoas até este ponto.</p>
<p><b>Mucurici</b>. Rio no termo de São Mateus que nasce na lagoa Tapada ou Barra Seca e deságua no rio São Mateus, pela margem direita. É navegável 4 léguas desde a foz.</p>
<p><b>Marobá </b>1. Lagoa no município de Itapemirim, próxima ao litoral, entre aquela vila e a foz de Itabapuana. 2. Pequeno rio que deságua na lagoa do seu nome.</p>
<p><b>Maruiaçu</b>. Rio que começa na extremidade norte da baía do Espírito Santo, e na parte em que ela tem a direção sul-norte, atravessando o Lameirão.</p>
<p><b>Maruípe</b>, <b>Maruhipe</b>. 1. Rio que se forma das águas do Lameirão e deságua no mar, ao norte da ilha dos Frades. 2. Praia ao norte da embocadura do rio do seu nome, que vai acompanhando o saco que faz o mar até encontrar os rochedos da costa.</p>
<p><b>Meaípe</b>, <b>Miaípe</b>. 1. Riacho no distrito de Guarapari que em alguns meses fecha a barra, banha pelo sul a povoação do seu nome e o pé do morro que serve de base à ponte, cuja foz prende um lagoão profundo. 2. Povoação no município de Guarapari, à beira mar, entre as ilhas de Benevente e de Guarapari, a meia légua desta última, em uma ponta que avança sobre o mar, terminando num espaçoso rochedo rodeado de outros que ficam separados dele por braços-de-mar e formam um remanso onde chegam as canoas ao abrigo dos ventos do norte. Seus habitantes empregam-se na cultura de mantimentos e pescaria de sardas. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Meio </b>1. Rio no distrito de Mangaraí. Nas suas margens há minas do ouro. 2. Lagoa na margem esquerda do rio Doce entre a das Piabas, de quem recebe as águas, e a do Camargo.</p>
<p><b>Melgaço </b>1. Rio que atravessa a estrada de São Pedro de Alcântara, entre os quartéis de Borba e o de seu nome, em face do qual faz o seu curso, e do lado do oriente deságua no Jucu. Tem fama de ser diamantino, o que não está justificado. 2. Quartel na estrada de São Pedro de Alcântara adiante do quartel de Borba e a 6 léguas de Viana, hoje extinto.</p>
<p><b>Mestre Álvaro</b>. Serra a 3 léguas da baía do Espírito Santo da qual faz parte o morro do mesmo nome, que é de forma circular, e a base prolonga-se para o sul, arrastando-se quase até ao mar. É cultivado em parte. Diz-se que nele se encontram esmeraldas e pedra imã.</p>
<p><b>Minas do Castelo</b>. Lugar no termo de Itapemirim.</p>
<p><b>Mocoratã</b>. Esteiro no distrito de Santa Cruz.</p>
<p><b>Monforte</b>. Povoação a 18 léguas da vila de Viana. Foi na sua ordem o sexto quartel da estrada de São Pedro de Alcântara.</p>
<p><b>Monsarás </b>1. Lagoa na margem do rio Doce próxima ao litoral recebe as águas do rio norte e deságua no mar. 2. Quartel na margem da lagoa do seu nome, hoje extinto.</p>
<p><b>Montarroso</b>. Córrego no município de Viana.</p>
<p><b>Moquiçaba</b>. V. <b>Muquiçaba</b>.</p>
<p><b>Moreno </b>1. Ponta de terra na base do morro do seu nome. 2. Antigamente João Moreno, morro cônico que forma a ponta da parte do sul da baía do Espírito Santo. Da parte do mar é escalvado, e das outras mais ou menos povoado de arvoredo. Serve de baliza aos navegantes e tem um telégrafo.</p>
<p><b>Moruí</b><span id="DTPESlx_RP9V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/l-x/#DTPESlx_RP9" title="No original, Moroiy. A atualização mais provável seria Maruí."><sup><b>[ 9 ]</b></sup></a> Ilha no rio Doce, em frente da sesmaria de José Benedito de Cespes.</p>
<p><b>Moxuara</b><span id="DTPESlx_RP10V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/l-x/#DTPESlx_RP10" title="No original, Muxanára."><sup><b>[ 10 ]</b></sup></a> Morro que se avista do mar. Diz-se que por muito tempo serviu de asilo a uma tribo de índios dos que habitavam o litoral anteriormente à conquista.</p>
<p><b>Mulundu</b>, ou <b>Mulundum</b>. Rio no distrito da Vitória que deságua no de Santa Maria.</p>
<p><b>Muqui </b>1. Rio no distrito de Itapemirim que deságua na margem direita do rio Itapemirim. Dificilmente dá passagem na estação seca e na das chuvas, só em canoas pequenas porque tem 60 palmos de largura e 2 de fundo.</p>
<p><b>Muqui do sul</b>. Rio que deságua no Itabapuana.</p>
<p><b>Muquiçaba</b>. Povoação no distrito de Guarapari, na margem norte do rio deste nome e em frente à vila. É uma longa fileira de mais de 100 casas de palha e seus habitantes ocupam-se na pescaria de pargos no alto mar. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Muribeca</b>. Povoação no distrito de Itapemirim com uma capela filial da freguesia de Nossa Senhora do Amparo de Itapemirim. Seus habitantes cultivam mantimentos e açúcar.</p>
<p><b>Mutum</b>. Córrego na colônia Francilvânia que deságua na margem esquerda do rio Doce, acima da foz do rio de São João.</p>
<h2 style="text-align: center;">
N</h2>
<p>
<b>Negros</b>. Morro nos limites da freguesia de Cariacica com os da vila de Viana.</p>
<p><b>Neves</b>. Rio que corre pelas terras da Muribeca, no Itabapuana.</p>
<p><b>Norte</b>. Rio que corre nas imediações do quartel de Sousel, recebe todas as águas da declividade austral da serra de São João e vai lançar-se no Itapemirim pela margem setentrional.</p>
<p><b>Nossa Senhora da Boa Morte</b>. Capela filial da matriz de Nossa Senhora da Vitória.</p>
<p><b>Nossa Senhora da Conceição</b>. Capela filial da matriz de Nossa Senhora da Vitória, situada na cidade deste nome.</p>
<p><b>Nossa Senhora da Conceição do Alegre</b>. Freguesia no município de Itapemirim. As suas divisas são principiando no valão Bananal, que deságua no rio Itapemirim ou Norte, às cabeceiras do ribeirão Alegre, e tudo quanto resta para o mesmo até sua barra no rio Itabapuana, e por este ao rio Preto acima a dividir com a província de Minas Gerais. Tem uma subdelegacia com os limites pelo rio, a partir da barra do ribeirão do Castelo e o rio Preto até a serra do Pico, tirando daí uma linha que seguirá até a direção da Bocaina dos Pilões, compreendendo todas as águas vertentes do rio Veado até encontrar o referido ribeirão do Castelo, de sorte que inclua as duas povoações do Veado e de São Pedro de Rates.</p>
<p><b>Nossa Senhora da Penha</b> 1. Capela filial da matriz de Nossa Senhora da Conceição do Alegre. 2. Convento da ordem franciscana no cume do morro Penha, na vila do Espírito Santo.</p>
<p><b>Nossa Senhora das Neves</b>. Capela em Muribeca, filial de matriz de Nossa Senhora do Amparo em Itapemirim.</p>
<p><b>Nossa Senhora da Vitória</b>. Freguesia na cidade da Vitória.</p>
<p><b>Nossa Senhora do Amparo</b>. Freguesia na vila de Itapemirim.</p>
<p><b>Nossa Senhora do Bonsucesso</b>. Igreja na povoação de Orobó, filial da matriz de Benevente.</p>
<p><b>Nossa Senhora do Carmo</b>. Fortaleza construída em 1726 para defender a cidade da Vitória.</p>
<p><b>Nossa Senhora do Rosário</b>. Capela filial da matriz de Nossa Senhora da Vitória.</p>
<p><b>Nossa Senhora da Vitória</b>. Forte levantado em 1726 para defesa da cidade da Vitória.</p>
<p><b>Nova Almeida</b>. Ou simplesmente Almeida, antigamente Reis Magos. Vila num alto na embocadura e margem direita do rio dos Reis Magos, defronte do mar. Confina a leste com o oceano; ao oeste e sul, com o município da Serra, pela foz do rio Jacaraípe até ao lugar denominado Pedra de Belchior Dias, e daí pelo córrego que deságua na barra do rio Calogi. Desta, pelo rio Timbuí, ao braço do norte a encontrar a estrada de santa Teresa até o centro; e ao norte, com o município de Santa Cruz pelo rio Preto, desde a sua foz, no oceano, até encontrar com o Beririca. Tem Nova Almeida porto formado pelo rio Sananha. Nas marés grandes tem na preamar 10 palmos de fundo e na baixa-mar 4. Nas marés pequenas tem na preamar 6 palmos de fundo e na baixa-mar 4. Tem 328 fogos e 2.513 habitantes que se empregam na pesca, lavoura de mantimentos, olaria e fiação de algodão. Exporta seus produtos em canoas pequenas para Santa cruz e Vitória.</p>
<p><b>Nova Coimbra</b>. Porto na margem do rio de Santa Maria.</p>
<p><b>Novo </b>1. Rio que deságua no Piúma pela parte do sul, uma légua acima da sua foz. 2. Rio no município de Nova Almeida. Não é vadeável.</p>
<h2 style="text-align: center;">
O</h2>
<p>
<b>Óleo </b>1. Quartel na vila de Viana. 2. Morro na vila de Viana.</p>
<p><b>Orobó</b>. Povoação no distrito de Benevente, com uma igreja da invocação de Nossa Senhora do Bonsucesso, filial da matriz de Benevente, a 3 léguas do mar, nas cabeceiras do rio do mesmo nome e a uma légua de Piúma.</p>
<p><b>Ourem</b>. Povoação no distrito de Viana, entre Serpa e Pena na estrada de São Pedro de Alcântara. Deve sua origem ao terceiros quartel que se estabeleceu nesta estrada.</p>
<p><b>Ouro</b>. Córrego que nasce próximo à estrada de São Pedro de Alcântara e vai desaguar no rio de Santa Maria.</p>
<p><b>Ovos</b>. Ilha em frente à água aberta, com a barra do rio Itapemirim.</p>
<h2 style="text-align: center;">
P</h2>
<p>
<b>Pacotes</b>. Arrecifes na direção da embocadura do Jucu e ao sul da entrada da baía do Espírito Santo.</p>
<p><b>Palmas </b>1. Rio que nasce no sertão em lugar desconhecido e deságua na lagoa do seu nome. 2. Lagoa perto da margem esquerda do rio Doce que deságua na lagoa das Palminhas.</p>
<p><b>Palminhas</b>. Lagoa na margem esquerda do rio Doce, onde deságua.</p>
<p><b>Pancas </b>1. Ilha no rio Doce com ¾ de légua de comprimento, defronte da foz do rio do mesmo nome. 2. Rio que nasce na serra Geral e deságua pela margem direita do rio Doce 2 ½ léguas da foz do rio Santa Joana. O nome de Pancas lhe foi dado em 1800 em obséquio ao conde de Linhares, que era senhor de Pancas em Portugal.</p>
<p><b>Pau-de-alho</b>. Ribeirão do município de Itapemirim.</p>
<p><b>Pau Gigante</b>. Ilha no rio Doce, a 12 léguas do porto de Sousa.</p>
<p><b>Pau Grosso</b>. Ilha no rio Doce, defronte da sesmaria de José Benedito.</p>
<p><b>Pão-de-açúcar</b>. Morro de forma cônica na margem sul da baía do Espírito Santo, defronte do forte de São João.</p>
<p><b>Papagaios</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, em frente do morro Jabituruna, que lhe demora ao sul, e da praia de Suá, que lhe demora ao norte.</p>
<p><b>Parati</b>. Rio no limite de Benevente, corre a uma légua da vila deste nome.</p>
<p><b>Parda</b>. Lagoa ao nordeste do quartel da Regência Augusta. Tem uma légua de comprido e 150 braços de largura e é piscosa.</p>
<p><b>Pardo</b>. Rio que nasce na serra Geral e antes de receber o pequeno rio do mesmo nome, e o do Norte, assim como o de Cafarnaú, corre o espaço de 3 léguas sereno e silencioso, por uma planura sobre terreno elevado, mas terminado aquele espaço, despenha-se de uma altura calculada em mais de 500 braças, formando uma assombrosa catadupa, e cuja queda produz um estrondo que se ouve à distância de meia légua. Segue daí mais violento e, engrossado com aqueles rios, vai lançar-se no Itapemirim.</p>
<p><b>Pardos</b>. Córrego no distrito da colônia de Santa Leopoldina que deságua no rio Bragança.</p>
<p><b>Parobas</b>. Povoação no município de Viana, à beira do rio Santo Antônio.</p>
<p><b>Passagem</b>. Rio no distrito da Vitória.</p>
<p><b>Patos</b>. Rio que nasce na serra Geral e corre a uma légua de Monforte, desaguando no Itapemirim.</p>
<p><b>Paurica</b>. Córrego do distrito de Benevente.</p>
<p><b>Pedra</b>. Rio que nasce em lugar desconhecido e, cortando duas vezes a estrada de Viana a Ourem, lança-se no Jucu pela margem esquerda.</p>
<p><b>Pedra d&#8217;Água</b> 1. Riacho que serve de divisa entre a cidade de São Mateus e vila da Barra de São Mateus. 2. Ponta de terra na margem sul da baía do Espírito Santo, e na base do morro do mesmo nome. 3. Morro na margem sul da baía do Espírito Santo, perto do esteiro Arabiri.</p>
<p><b>Pedra da Mulata</b>. Povoação no município de Viana. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Pedra Queimada</b>. Medonho penhasco próximo à estrada de São Pedro de Alcântara, entre os quartéis de Vila Viçosa e Monforte.</p>
<p><b>Pedras</b>. Rio pequeno que nasce na serra Batatal e deságua na margem esquerda do Benevente.</p>
<p><b>Peixe verde</b>. Rio no distrito de Guarapari.</p>
<p><b>Penedo</b>. Penhasco em frente ao pequeno forte de São João, próximo à capital.</p>
<p><b>Penha</b>. Morro parecido com um pão de açúcar, na margem meridional da baía do Espírito Santo. Está assentado em uma planície que se dilata para o sul até confundir-se com as margens do oceano e com as várzeas espaçosas do rio Jucu e que é sulcada em carreira tortuosa pelo rio da Costa. Na sua base, para o lado da marinha, está a fortaleza de São Francisco Xavier. Embaixo na planície está a vila do Espírito Santo. Por todos os declives do morro até começar a planície descem renques intrincados de arvoredos misturados de massas enormes de granito que o tempo tem derrocado das suas sumidades, e o seu cume é formado por um só rochedo escalvado com 120 braças de circunferência, revestido delgadamente de uma crosta denegrida. Sobre esta mole é que está a igreja e convento da Penha.</p>
<p><b>Pena</b>. Povoação na estrada de São Pedro de Alcântara, entre Garrafão e Ourem.</p>
<p><b>Pequena</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, próxima à ilha do Pinto e abaixo da foz do Cariacica.</p>
<p><b>Perocão </b>1. Povoação a uma légua de Guarapari. Os habitantes empregam-se em pescaria na costa. 2. Rio no distrito de Guarapari que dá passagem a canoas por espaço de uma légua. 3. Morro e serra na costa que é ramificação da serra de Guarapari.</p>
<p><b>Peruípe</b>. Rio que é corrente somente quando as chuvas fazem transbordar a lagoa Jucuném. Sai ao mar da ponta do Tubarão, na latitude 20º 2&#8242; 30&#8243; e longitude 45º 52&#8242; 20&#8243;.</p>
<p><b>Pesqueiro</b>. Rio no município da Serra.</p>
<p><b>Pexingolé</b>. Sítio no distrito de São Mateus.</p>
<p><b>Piabanha </b>1. Rio no distrito de Itapemirim que deságua no município de Itapemirim. 2. praia no distrito de Itapemirim.</p>
<p><b>Piabas</b>. Lagoa na margem esquerda do rio Doce, abaixo da lagoa de Aviz, que recebe as águas de um pequeno rio e deságua na lagoa do Meio.</p>
<p><b>Piá-Pitangui</b>. Lugar no distrito de Viana e a 2 léguas dessa vila. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Picão</b>. Lugar no termo da vila de Benevente. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Pico</b>. Serra muito alta, ramificação da serra Geral.</p>
<p><b>Picoã</b>. Rio que deságua na parte do sul do Iriritiba.</p>
<p><b>Pimentas</b>. Rio no distrito de Viana.</p>
<p><b>Pinguela</b>. Rio no distrito de Itapemirim que deságua no rio Iconha.</p>
<p><b>Pinhel</b>. Povoação sobre a estrada que do cachoeiro do rio de Santa Maria vai encontrar a de São Pedro de Alcântara. Foi originariamente um quartel.</p>
<p><b>Pinto</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, abaixo da foz do Cariacica.</p>
<p><b>Piraém </b>1. Ponta de terra ao norte da do Tubarão. 2. Regato que corre junto a Nova Almeida.</p>
<p><b>Pirané</b>. Fundeadouro em Nova Almeida, à direita da barra do Rio Novo ou Timbuí, a 30 braças da costa. Tem 8 a 30 palmos de fundo, abrigado de todos os lados menos de leste. Vento pouco freqüente nesta parte da costa.</p>
<p><b>Pirão-sem-sul</b>. Serra no distrito de Viana.</p>
<p><b>Pirapitinqa</b>. Rio pequeno que nasce na serra do Batatal e deságua na margem esquerda do rio Benevente.</p>
<p><b>Piraqueaçu </b>1. Povoação na margem do rio de que tomou o nome, 3 léguas ao poente de Santa Cruz, e vulgarmente conhecida por &#8220;Destacamento&#8221;. Tem uma capela filial da matriz de Santa Cruz. Os seus habitantes fabricam cal de marisco. 2. Rio no distrito de Santa Cruz que nasce na mataria da margem direita do rio Doce É navegável em tempo seco para barcos pequenos até a distância de 3 léguas; para barcos que demandem até 10 palmos, somente duas léguas; para canoas grandes, até ao lugar Santana, mais de 4 léguas acima da barra. No tempo das águas, porém, chegam as canoas até ao sítio do Simão, pouco abaixo do primeiro cachoeiro. Tem este rio, onde conflui o Piraquemirim, 9 palmos de fundo, depois 16 braças, 14, 12 e vai diminuindo. Deságua no rio de Santa Cruz, ao pé da vila deste nome.</p>
<p><b>Piraquemirim</b>. Rio no distrito de Santa Cruz que nasce na mataria ao sul e deságua junto com o Piraqueaçu, no rio de Santa Cruz. Tem 5 a 9 palmos de fundo em maré grande vazia. É navegável para barcos em preamar até 2 léguas e, para barcos pequenos, até 2 ¼ léguas. canoas grandes vão, com a preamar, até o Campinho.</p>
<p><b>Piratininga </b>1. Fortaleza. V. <b>São Francisco Xavier</b>. 2. Dava-se antigamente este nome ao rio da Costa. 3. Campo na margem esquerda do rio da Costa e margem sul da baía do Espírito Santo. Pertence ao distrito da vila do Espírito Santo.</p>
<p><b>Pitiaias</b>. Pedras à flor d&#8217;água, na costa ao sul da barra da baía do Espírito Santo.</p>
<p><b>Piúma </b>1. Porto no distrito e a 2 léguas de Benevente, formado pelo rio do seu nome. Nas marés grandes tem na preamar 8 palmos de fundo e na baixa-mar 3. Nas marés pequenas tem na preamar 6 palmos de fundo e na baixa-mar 4. Nas marés-cheias de março e agosto tem 10 a 11 palmos de fundo. 2. Rio no distrito de Benevente que nasce na serra Geral, recebe o Itapoana e o Novo, e com 8 léguas de curso passa pela povoação do seu nome e vai desembocar no mar 4 léguas ao norte do rio Itapemirim, em 91º 25&#8242; 58&#8243; de latitude e 43º 9&#8242; 56&#8243; longitude. Corre do norte quase paralelamente ao Benevente, dá navegação para canoas até a &#8220;Bocaina&#8221;, ou até 3 léguas, na cachoeira da Mesa Grande. 3. Povoação e distrito policial na embocadura e margem esquerda do rio do seu nome, 2 ½ léguas ao sul da vila de Benevente, a cujo município pertence. Quatro léguas ao norte da vila de Itapemirim. Foi em sua origem um aldeamento de puris. Confronta a leste com o oceano, ao oeste, com o distrito do Cachoeiro por uma linha tirada da marca do Colégio aos cachoeiros do rio Itapemirim, ao norte, com o distrito de Benevente, pelo rio Iriri e ao sul, com o de Itapemirim, pelo morro Agá no litoral, e daí para o centro, por uma linha leste-oeste. Tem 50 fogos. Os habitantes empregam-se na cultura de mantimentos, comércio de madeiras-de-lei, pescaria. Tem um estaleiro para lanchas e sumacas.</p>
<p><b>Piúmas</b>. Ilhotas em frente da foz do rio Piúma.</p>
<p><b>Pixibas</b>. Rio no distrito da Barra de São Mateus.</p>
<p><b>Pombas</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, quase em frente e a leste da garganta que ela faz entre o Pão-de-açúcar e a fortaleza de São João.</p>
<p><b>Ponga</b>. Rio que deságua na parte do sul do rio Benevente.</p>
<p><b>Ponta da Fruta</b>. Povoação no distrito de Guarapari. Tem uma escola de primeiras letras. Os habitantes empregam-se na pesca.</p>
<p><b>Porto Velho</b>. V. <b>Itacibá</b>.</p>
<p><b>Prazeres</b>. Ilha no rio Doce, em frente da sesmaria de Alexandre Maria de Mariz Sarmento.</p>
<p><b>Preto </b>1. Rio que nasce na lagoa Parda e deságua no Doce trinta braças acima do quartel da Regência Augusta. 2. Rio no distrito de Santa Cruz que nasce na serra Geral e, depois de dividir o distrito de Santa Cruz do de Nova Almeida, lança-se no oceano entre o rio Gramuté e o de Nova Almeida. 3. Rio no distrito de Itapemirim que nasce na serra Geral e deságua no rio Itabapuana. Dá navegação a canoas desde a sua foz até ao primeiro cachoeiro em que há 4 léguas de comprimento, corre pelo meio de um brejo profundo cheio de aguapé que dificulta e embaraça a navegação. 4. Pequeno rio que depois de receber as águas do Cascalho atravessa a estrada de Viana a Ourem e lança-se no Jucu pela margem esquerda. 5. Dá-se também este nome ao Itabapuana, mas somente até pequena distância das suas cabeceiras.</p>
<p><b>Príncipe</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, defronte da pedra dos Lázaros.</p>
<p><b>Puri</b>. Rio que nasce na serra Batatal e deságua na margem esquerda do Benevente.</p>
<h2 style="text-align: center;">
Q</h2>
<p>
<b>Quarenta Mil Réis</b>. Volta no rio de Santa Maria.</p>
<p><b>Quatinga</b>. Rio pequeno que deságua na margem direita do rio Benevente.</p>
<p><b>Quebra Joelho</b>. Morro por onde passa a estrada de Santa Teresa e que tem 400 braças da rampa e contra-rampa.</p>
<p><b>Queimado</b>. Freguesia no município da Serra dividindo-se com a deste nome pelo rio Tangui e porto do Una, seguindo a margem do Brejal até a ponte do mesmo nome. Depois em linha reta até à estrada de São João na ladeira das pedras, compreendendo Itapocu e todo o Caioaba. Com a freguesia de Cariacica divide-se pelo rio Tauá até Boapaba, seguindo daí até a lagoa do Cambê, e desta ao rio Calamba em direitura ao centro. Compreende o distrito de paz de Mangaraí. Tem 508 fogos e 3.192 habitantes.</p>
<p><b>Quilombola</b>. Ponta de terra no rio Doce, margem esquerda, e uma légua em frente da foz do rio Preto.</p>
<p><b>Quiricaré</b>. V. <b>São Mateus</b> (rio)</p>
<h2 style="text-align: center;">
R</h2>
<p>
<b>Rosa</b>. Ilha pequena à entrada do porto de Guarapari. Entre a costa e os moleques desta ilha podem passar navios, porque tem de 20 a 12 braças de fundo.</p>
<p><b>Rato</b>. Pedra à flor d&#8217;água no saco que faz o mar na margem sul da baía do Espírito Santo, entre os pontais Ucharia e Vau das Éguas.</p>
<p><b>Regência Augusta</b> ou <b>Quartel da Regência</b>. Povoação na margem direita da embocadura do rio Doce, 300 braças acima da sua foz, a 8 léguas de Riacho, e a 15 braças da foz do rio Preto. Foi primitivamente um quartel e deu-se-lhe aquele nome para perpetuar o do Príncipe Regente depois Dom João VI. Os habitantes empregam-se na pesca.</p>
<p><b>Reis Magos</b>. Comarca ao norte da província, compreende os municípios de Linhares, Santa Cruz, e Nova Almeida. Antes de 1862 denominava-se de Santa Cruz.</p>
<p><b>Reis Magos</b> 1. V.<b> Nova Almeida</b> (vila). 2. Rio no município de Nova Almeida que nasce na serra do Mestre Álvaro, corre para o oriente e rega sucessivamente Santa Cruz e Nova Almeida, lançando-se no oceano na latitude 49º 39&#8242; 54&#8243; e longitude 42º 39&#8242; 54&#8243;. Sobem por ele sumacas até Nova Almeida e daí por diante canoas até 5 léguas. Na embocadura forma um pequeno porto.</p>
<p><b>Reritiba</b>, <b>Rerigtiba</b>, Reritigba. V. <b>Benevente</b>.</p>
<p><b>Restingas</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, a oeste da ilha dos Papagaios e ao sul da restinga que da ilha do Boi vai a praia de Suá.</p>
<p><b>Riacho </b>1. Povoação na embocadura do rio do mesmo nome, 6 léguas ao norte de Nova Almeida, 4 léguas de Santa Cruz e 8 léguas da Regência Augusta. Tem uma escola de primeiras letras e uma capela filial da matriz de Santa Cruz. 2. Ribeiro no distrito de Nova Almeida que nasce na lagoa de Aguiar, atravessa o brejo do seu nome, recebe as águas do rio Comboio e deságua no Oceano. A barra só admite grandes canoas que navegam até a aldeia do Campo do Riacho. Dá passagem em maré vazia. 3. Campo na margem do ribeiro do seu nome.</p>
<p><b>Rico</b>. V. <b>Córrego Rico</b>.</p>
<p><b>Rio Claro</b>. Cachoeira no rio Jucu, perto da sua cabeceira. As águas neste lugar são por extremo claras.</p>
<p><b>Rio Doce</b>. Porto no distrito e a 8 léguas da vila de Linhares, formado pelo rio Doce; nas marés grandes tem na preamar 18 de palmos de fundo, e na baixa-mar 8. Nas marés pequenas tem na preamar 12 palmos de fundo, e na baixa-mar 8. Este fundo é no cordão da barra, que tem 3 a 4 braças de largura e às vezes chega a 20 e mais palmos nas marés grandes. Fora do cordão tem mais de 4 braças e dentro até aos pontais, 3 braças.</p>
<p><b>Rio Novo</b> 1. Colônia no distrito de Itapemirim, na margem norte do rio deste nome e além do Rio Novo, formada com indivíduos de diferentes nações, que cultivam mantimentos, açúcar, café. Tem uma escola de primeiras letras. 2. Rio no município de Itapemirim que nasce na serra e deságua na margem direita do Piúma. Por estar obstruído, não presta para a navegação de canoas.</p>
<p><b>Rio Pardo</b>. Povoação no município da Vitória, à margem do rio do seu nome, 10 léguas a leste da do Alegre. Confronta a leste com o distrito de Viana pela serra do Engano em linha norte-sul, e com o de Mangaraí pela continuação da linha tirada da dita serra; ao oeste, com a província de Minas Gerais pelo ribeirão José Pedro; ao norte, com o distrito de Linhares pela linha divisória dos municípios da Vitória e Linhares; e ao sul, com o distrito do Alegre pela linha de separação dos municípios da Vitória e Itapemirim. É distrito de paz. Tem 70 fogos.</p>
<p><b>Roças Velhas</b>. Dava-se antigamente este nome ao rio Marinho.</p>
<h2 style="text-align: center;">
S</h2>
<p>
<b>Saí</b>. Rio pequeno no distrito de Santa Cruz que deságua uma légua ao sul do Riacho.</p>
<p><b>Sal</b>. Ilha no rio Doce, acima da das Frecheiras, e assim chamada porque ao chegar a ela perderam uns mineiros porção de sal que levavam para Minas, voltando-se a canoa por ter passado por cima de uma ponta de pedra.</p>
<p><b>Salgado</b>. Povoação antiga nas cabeceiras do Itapemirim que foi arrasada pelos índios bravos.</p>
<p><b>Salinas</b>. Rio no distrito de Benevente, braço do rio deste nome. Formam-se nele depósitos salinos de que se servem os moradores próximos para uso doméstico.</p>
<p><b>Salvador</b>. Ilha no bojo que faz o Cariacica em frente do sítio Santo Antônio, com casa de vivenda, cultura de café, mantimentos e árvores frutíferas.</p>
<p><b>Sambambaia</b>. Povoação na estrada de São Pedro de Alcântara, entre Barcelos e Garrafão.</p>
<p><b>Sananha</b>. Rio no distrito de Nova Almeida. É navegável para barcos até meia légua e será até 4 léguas, uma vez que se quebrarem umas pedras que tem na primeira distância, para o que não é preciso grande trabalho. Canoas grandes vão muito além de 4 léguas. Reúne-se ao Fundão nas Duas Bocas e vão assim juntos desaguar no oceano.</p>
<p><b>Sanê</b>. Brejo no município de Santa Cruz.</p>
<p><b>Santana </b>1. Sertão na vila da Barra de São Mateus. 2. Povoação na margem direita do rio de mesmo nome, distrito de São Mateus. 3. Rio que nasce na serra de Itaúnas e que é engrossado com as águas do rio São Mateus 4 léguas abaixo da cidade deste nome. É navegável por quase três léguas. 4. Minas de ouro entre os rios Castelo e Córrego Rico.</p>
<p><b>Santa Catarina das Mós</b>. Campo entre a ponta dos Manguinhos e o rio Itabapuana, perto da ponta do Retiro, onde se acham vestígios de antiga povoação e, em cima de um cômoro, umas mós. É, segundo o direito, o limite sul da província do Espírito Santo, mas de que está de posse, pelo direito do mais forte, a província do Rio de Janeiro.</p>
<p><b>Santa Clara</b>. Picada que se dirige da cidade de São Mateus ao ribeiro de Pedras, afluente do Mucuri e se entronca na estrada, que vindo de Santa Clara para Filadélfia, segue daí para Minas Novas, onde a encontra a estrada geral do Rio à Bahia. Foi aberta em 1858 a fim de comunicar a cidade de São Mateus à colônia do Mucuri. Tem 28 léguas.</p>
<p><b>Santa Cruz</b>. Porto formado pelo rio do seu nome. Nas marés grandes tem na preamar 14 palmos de fundo e na baixa-mar 7; nas marés pequenas tem na preamar 10 palmos de fundo e na baixa-mar 7; na estação das chuvas aumenta um palmo. 2. Antigamente Aldeia Velha, rio formado pela junção dos dois Piraquês. É bastante fundo e largo, a corrente é muito demorada por causa da violência da maré, que sobe mais de 4 ½ léguas. A barra é boa e capaz para entrarem grandes sumacas, que sobem três léguas até ao lugar denominado Guambu. 3. Antiga comarca que passou a denominar-se dos Reis Magos. 4. Antigamente Aldeia Velha, vila assentada na margem sul do rio do seu nome, meia légua acima da foz, 3 léguas de Nova Almeida e 12 léguas da Vitória. Confronta a leste com o oceano; ao oeste e norte, com o distrito de Linhares pela linha leste-oeste que limitava o termo de Nova Almeida pelo lado do norte conforme o tombo de sua criação; ao sul, o de Nova Almeida pelo rio Preto, desde a sua foz no oceano até encontrar-se com o Beririca, e por este até a sua nascença, e pela linha leste-oeste desta para o sertão compreendendo todo o território ao norte dos referidos rios e linha. O seu termo divide-se a leste com o oceano; ao oeste, com a província de Minas Gerais; ao norte, com o termo de São Mateus; e ao sul, com o da Vitória. Tem uma fonte denominada &#8220;Tanque&#8221;. Tem 704 fogos e 2.837 habitantes que cultivam café, açúcar, mantimentos, e empregam-se no corte de madeiras. 5. Ilha no Lameirão. 6. Era o nono quartel da estrada de São Pedro de Alcântara, a 3 léguas de Chaves e 27 léguas de Viana.</p>
<p><b>Santa Isabel</b>. Colônia na margem do Jucu, entre este rio e o do Braço do sul, uma légua e meia da vila de Viana, 4 ½ léguas da Vitória. Formada com famílias alemães no princípio do ano de 1847 em terreno fértil, montanhoso, cortado de ribeiros, clima saudável. Conta 700 habitantes que cultivam café, mantimentos, criam algum gado vacum e cavalar. Tem uma capela dedicada a São Bonifácio.</p>
<p><b>Santa Joana</b>. Rio que nasce na mataria da margem direita do rio Doce em 19º de latitude sul, pouco mais ou menos, e deságua na margem direita do rio Doce, abaixo da foz do Guandu. No tempo da seca é facilmente vadeado.</p>
<p><b>Santa Leopoldina</b>. Colônia na margem do rio de Santa Maria e pelas margens dos ribeirões de Bragança, Farinha Grande, Farinha Pequeno e Pardo, distante da Vitória 8 léguas por terra, e 11 léguas por viagem fluvial. Os terrenos não são todos igualmente férteis, de leste-oeste o solo é mais pobre do que do norte-sul. Contém 1.016 habitantes que cultivam café e mantimentos. Foi esta colônia fundada em 1857.</p>
<p><b>Santa Luzia</b> 1. Morro a leste do monte Moreno, ao sul da entrada da baía do Espírito Santo. 2. Ponta de terra na base do morro do mesmo nome. 3. Capela na cidade da Vitória, filial da matriz de Nossa Senhora da Vitória.</p>
<p><b>Santa Maria</b> 1. Rio que nasce na serra Geral e, correndo por espaço de 12 léguas no rumo do norte, lança-se na baía do Espírito Santo. Dá navegação a canoas até quase a serra onde está a cachoeira de José Cláudio. 2. Cachoeira no rio Jucu, no município de Viana. 3. Rio que nasce na mataria da margem direita do rio Doce, onde entra abaixo da foz do rio de Santa Joana. 4. Colônia na margem do rio do seu nome, entre as cachoeiras Grande e José Cláudio.</p>
<p><b>Santa Rachel</b>. Córrego no município de Itapemirim que deságua no ribeirão Pau-de-alho.</p>
<p><b>Santa Teresa</b>. Vulgarmente do Cuieté, estrada destinada a estabelecer a comunicação da província do Espírito Santo com a de Minas Gerais. Parte do município da Serra a buscar a direção da pedra do Urubu, no ponto da Natividade, limite entre as duas províncias. Tem, pouco mais ou menos, 23 léguas de extensão, é estreita e só serve para cavaleiros e viandantes.</p>
<p><b>Santo Agostinho</b> 1. Rio que nasce na serra Geral, ao norte da estrada de São Pedro de Alcântara, a qual atravessa e, depois de servir de limite ao distrito de Viana, se lança junto com o Itaquari no Jucu, pela margem esquerda. 2. Sertão que se rompeu em 1813 para se estabelecer a povoação, hoje vila, de Viana.</p>
<p><b>Santo Antônio </b>1. Córrego no município de Itapemirim que deságua no ribeirão Pau-de-alho. 2. Ponta de terra na baía do Espírito Santo. 3. Nome primitivo da ilha que depois se chamou Duarte Lemos e em que está assentada a cidade da Vitória. 4. Lagoa na margem esquerda do rio Doce, onde deságua. Fica acima da Terra Alta.</p>
<p><b>Santo Inácio</b> 1. Forte levantado em 1726 para defender a cidade da Vitória. 2. Rio que nasce em lugar desconhecido e, depois de cortar a estrada de Viana a Ourem, lança-se pela margem direita no rio Santo Agostinho.</p>
<p><b>São Benedito</b>. Capela na cidade de São Mateus.</p>
<p><b>São Borombom</b>. Ribeiro que deságua na baía do Espírito Santo.</p>
<p><b>São Caetano</b>. Córrego no município de Itapemirim que deságua no ribeirão Pau-de-alho.</p>
<p><b>São Diogo</b>. Forte levantado em 1726 para defesa da cidade da Vitória.</p>
<p><b>São Domingos</b>. Rio no distrito da Barra de São Mateus que nasce na serra dos Aimorés e descarrega as suas águas no rio Santana, o qual entra no de São Mateus.</p>
<p><b>São Francisco Xavier</b>. Antigamente Piratininga, fortaleza entre a vila do Espírito Santo e o monte Moreno, ou melhor, entre a ponta Ucharia e o rio da Costa, na margem sul da baía do Espírito Santo, e na base do morro da Penha. Serve para tomar o registo das embarcações que entram na baía do Espírito Santo. É guarnecida com 5 praças e um oficial inferior.</p>
<p><b>São João</b> 1. Fortaleza na margem norte da baía do Espírito Santo e na garganta que faz entre a mesma fortaleza e o Pão-de-açúcar, com uma bateria sobre o morro junto à mesma fortaleza que se fez em 1808, e o reduto do cume do morro no tempo dos Felipes. 2. Serra distante do quartel de Monforte uma légua, por onde passa a estrada de São Pedro de Alcântara. O seu cume está a meia légua da base. 3. Rio que nasce em sertão não explorado e deságua na margem esquerda do rio Doce, na colônia Francilvânia.</p>
<p><b>São João de Carapina</b>. V. <b>Carapina</b>.</p>
<p><b>São João Nepomuceno</b>. Povoação na estrada de São Pedro de Alcântara, entre a povoação deste nome (antigo aldeamento Imperial Afonsino) e a povoação de Barcelos.</p>
<p><b>São Joaquim</b>. Riacho no distrito de São Mateus que cursa entre este rio e o de Itaúnas. Foi aproveitado para dar saída pelo canal de Itaúnas à navegação do rio Itaúnas pela barra do São Mateus por desaguar na margem esquerda deste rio e perto da sua foz.</p>
<p><b>São José</b>. Povoação nas vertentes do Itabapuana, município de Itapemirim.</p>
<p><b>São José do Calçado</b> ou simplesmente <b>Calçado</b>. Distrito de paz no município de Itapemirim.</p>
<p><b>São José de Cariacica</b>. V. <b>Cariacica</b>.</p>
<p><b>São José do Queimado</b>. V. <b>Queimado</b>.</p>
<p><b>São Mateus</b> 1. Comarca que fica no limite norte da província do Espírito Santo e compreende a cidade do seu nome e a vila da Barra de São Mateus. 2. Porto formado pelo rio do seu nome e o mar. Serve não só para a vila da Barra de São Mateus como para a cidade de São Mateus. Nas marés grandes tem na preamar 12 palmos de fundo e na baixa-mar 4; nas marés pequenas tem na preamar 8 palmos de fundo e na baixa-mar 4 ½. Nas marés de março e agosto a água sobe mais dois palmos. A barra só se pode demandar nas marés-altas. 3. Antigamente Cricaré, Quiricaré, rio que nasce na serra dos Aimorés, recolhe pela margem esquerda perto de suas cabeceiras o ribeiro Cotaché e depois de haver atravessado, do poente para o nascente, toda a província fazendo muitas voltas, rega a cidade do seu nome e 4 léguas abaixo dela recolhe o rio de Santana, lançando-se no oceano perto da vila da Barra de São Mateus e a 10 léguas ao norte do rio Doce. Seu leito é largo e profundo. Navegam até 10 léguas, duas além da cidade de seu nome, barcos que demandam 10 palmos de água e até a dita cidade os que demandam 8. Para uma e outra navegação é necessário que a maré esteja em preamar. Por canoas grandes de carga é navegável até 15 léguas da barra, sendo necessário que a maré esteja de preamar para avançar-se além de 12 ½ léguas, por causa de baixio que aí existe. Para canoas pequenas e sem carga é navegável 25 léguas. 4. Cidade sobre a margem direita do rio do seu nome, a 8 léguas do mar e da vila da Barra de São Mateus, 28 léguas ao norte da foz do rio Doce. Situada grande parte sobre um morro, rodeada de pântanos e paús. Divide-se do distrito da Barra de São Mateus pelo riacho da Pedra d&#8217;Água para o território que fica a oeste do dito riacho; o seu termo confronta a leste com o oceano; ao oeste, com a província de Minas Gerais pela serra dos Aimorés; divide-se do termo de Santa Cruz pela Barra Seca no litoral; quanto ao centro, está indefinido. As terras são férteis. Tem 524 fogos e 3.602 habitantes que cultivam café, cana-de-açúcar, mantimentos. A principal cultura é a da mandioca, de que fabricam grande quantidade de farinha. Tem uma aula de latim e escolas de primeiras letras para ambos os sexos, três olarias de telha e tijolo, uma serraria movida por água, uma igreja matriz e uma capela da invocação de São Benedito. 5. Nome dos pontais norte e sul da embocadura do rio do seu nome.</p>
<p><b>São Miguel</b> 1. Rio na freguesia do Queimado, na margem meridional do rio Santa Maria, desaguando neste pela margem direita. 2. Povoação na freguesia do Queimado, na margem do rio do mesmo nome.</p>
<p><b>São Pedro de Alcântara</b> 1. Primitivamente Imperial Afonsino, povoação na estrada de São Pedro de Alcântara começada por um aldeamento de índios puris. 2. Vulgarmente estrada de Rubim; estrada que segue de Porto Velho, ou Itacibá, a Viana e daí, acompanhando mais ou menos afastado o curso do rio Jucu, vai entrar na província de Minas Gerais, na freguesia de Abre-campo. Apesar de ter sido aberta com bastante largura, hoje só serve para viandantes e tropas. Tem mais de 70 léguas.</p>
<p><b>São Rafael</b>. Rio que nasce no sertão e deságua na lagoa Juparanã.</p>
<p><b>São Sebastião de Itaúna</b>. V. <b>Itaúna </b>(freguesia).</p>
<p><b>São Tiago</b>. Rio que nasce na serra Geral e deságua na margem esquerda do Itabapuana, na parte em que este rio tem o nome de Preto.</p>
<p><b>Serpa</b>. Povoação entre as vertentes dos rios Pardo e de Santa Maria, sobre a estrada que, da cachoeira deste rio, vai à de São Pedro de Alcântara. Foi originariamente um quartel.</p>
<p><b>Serra </b>(Nossa Senhora da Conceição). Vila por baixo do morro Mestre Álvaro, 5 léguas ao norte da Vitória. Divide-se a leste com o oceano; a oeste, com o distrito do Queimado, pelo rio Tangui, porto do Una, seguindo a margem do brejal até a ponte do mesmo nome, depois em linha reta até à estrada de São João, compreendendo Itapocú e Caioaba, e com Linhares sem limite definido; ao norte, com o de Nova Almeida, pela foz do rio Jacaraípe até ao lugar denominado Pedra do Belchior, e daí pelo córrego que deságua na barra do rio Calogi, e deste pelo rio Timbuí, ao braço do norte, a encontrar a estrada de Santa Teresa até o centro; e ao sul, com o de Carapina pelo rio Manguinhos no litoral, e daí por uma linha tirada à malha branca do Mestre Álvaro, daí ao porto do Una, seguindo depois ao Tangui até a sua barra, no rio Santa Maria, com o termo de Santa Cruz pela foz do rio Jacaraípe até ao lugar Pedra do Belchior e daí pelo córrego que deságua na barra do rio Calogi, deste pelo rio Timbuí ao braço do norte a encontrar a estrada de Santa Teresa até o centro. Tem uma escola de latim, 419 fogos, 2.524 habitantes e todo o termo em que se compreende a freguesia do Queimado 927 fogos, 5.716 habitantes, cultura café, açúcar, mantimentos.</p>
<p><b>Simão</b>. Ilha no rio Doce perto de Linhares, que tomou o nome do primeiro indivíduo que nela cultivou.</p>
<p><b>Siqueira</b>. Córrego no município de Viana.</p>
<p><b>Sousa </b>1. Quartel e porto na margem sul do rio Doce, 2 léguas abaixo da foz do Guandu e limite neste ponto entre a província do Espírito Santo e a de Minas Gerais, a 32 léguas da foz do rio Doce. 2. Pequena serra perto do porto do seu nome, é pelo espigão dela que passa a linha divisória da província do Espírito Santo com a de Minas Gerais.</p>
<p><b>Sousel</b>. Quartel na estrada de São Pedro de Alcântara, a 3 léguas de Monforte.</p>
<p><b>Suá </b>1. Ponta de terra na margem norte da baía do Espírito Santo, próxima da ponta de Bento Ferreira. 2. Praia no município da Vitória que fica entre a embocadura do Maruípe e a ponta do seu nome.</p>
<p><b>Suaçu</b>. Ilha ao norte e na embocadura do rio Maruípe.</p>
<p><b>Suja</b>. Praia na embocadura do rio Doce.</p>
<p><b>Surucucu</b>. Rio que atravessa a estrada de São Pedro de Alcântara, entre Bragança e Pinhel, corre para o norte e deságua no de Santa Maria.</p>
<p><b>Sururus</b>. Ilha na baía do Espírito Santo, próxima à ilha Pequena.</p>
<h2 style="text-align: center;">
T</h2>
<p>
<b>Tabucu</b>. Rio pequeno.</p>
<p><b>Tagano</b>. Ponta de terra na base do monte Moreno.</p>
<p><b>Taieis</b>. Covil de arrecifes que começam em uma ilhota ao norte da ilha dos Frades e vão terminar na extremidade leste da praia de Maruípe.</p>
<p><b>Taniui</b>. Rio no distrito de Carapina que deságua no porto do Espírito Santo. É navegável por canoas.</p>
<p><b>Tapado </b>1. Lagoa entre o rio Doce e o de São Mateus, comprida, estreita, e piscosa. 2. Rio no distrito de São Mateus. É navegável.</p>
<p><b>Tapuã</b>. Rio que deságua no Piúma 2 léguas acima da foz.</p>
<p><b>Taputera</b>. Ilhota na embocadura do rio Itapemirim.</p>
<p><b>Taquaraçu </b>Rio pequeno que nasce na serra Batatal e deságua na margem esquerda do Benevente.</p>
<p><b>Taquaras</b>. Morro por onde passa a estrada de São Pedro de Alcântara.</p>
<p><b>Taquarauaçu</b>, V. <b>Fundão</b>.</p>
<p><b>Tati</b>. Ilhota na entrada da baía do Espírito Santo, entre a ponta do Tagano e a de Santa Luzia.</p>
<p><b>Tatuaçu</b>. Povoação no município da Serra. Tem uma escola de primeiras letras.</p>
<p><b>Tauá</b>. Rio que divide freguesia de Cariacica da do Queimado e deságua na margem direita do rio de Santa Maria.</p>
<p><b>Taubira</b>. Rio encachoeirado no sertão de Nova Almeida.</p>
<p><b>Telha</b>. Ilha no rio Doce pouco acima da foz do Cascalho e assim chamado por ter voltado ao pé dela uma canoa que levava telhas para o quartel de Sousa.</p>
<p><b>Teriricas</b>. Ribeirão que atravessa a estrada de São Pedro de Alcântara entre os quartéis de Borba e Melgaço.</p>
<p><b>Terra Alta</b>. Córrego que forma uma lagoa do mesmo nome e deságua no rio Doce. Corre dentro da sesmaria de José Inácio de Almeida.</p>
<p><b>Timbuí </b>ou <b>Rio Novo</b> 1. Rio no distrito de Nova Almeida. 2. Quartel na margem direita do rio do seu nome.</p>
<p><b>Tira Chiada</b>. Rio no distrito de São Mateus.</p>
<p><b>Tramerim</b>. Rio que deságua na margem esquerda<span id="DTPESlx_RP11V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/l-x/#DTPESlx_RP11" title="Trecho incompleto."><sup><b>[ 11 ]</b></sup></a></p>
<p><b>Três Ilhas do Sul</b>. Grupo de mais de seis ilhas no rio Doce divididas por pequenos canais, defronte da ilha de Domingos de Sousa. A maior delas chama-se Coimbra.</p>
<p><b>Trincheiras</b>. Rio nos limites da freguesia de Cariacica com a de Nossa Senhora da Conceição de Viana.</p>
<p><b>Tubarão</b>. Ponta do lado do norte da entrada da baía do Espírito Santo, guarnecida de rochedos.</p>
<h2 style="text-align: center;">
U</h2>
<p>
<b>Uaca</b>. Rio que deságua na margem direita do rio de Santa Maria.</p>
<p><b>Ucharia</b>.<span id="DTPESlx_RP12V"></span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/l-x/#DTPESlx_RP12" title="No original, Acharia."><sup><b>[ 12 ]</b></sup></a> Ponta de terra na margem sul da entrada da baía do Espírito Santo, perto da fortaleza de São Francisco Xavier.</p>
<p><b>Ubu</b>. Povoação no lado meridional da ponta dos Castelhanos. Os habitantes são pescadores. Tem uma aula de primeiras letras.</p>
<p><b>Una </b>1. Povoação a ¼ légua e no distrito de Guarapari. Os seus habitantes empregam-se na pesca. 2. Rio no distrito de Guarapari que deriva-se dos declives boreais da serra deste nome e vai desembocar no mar, 2 léguas ao norte da vila de Guarapari. Dá navegação a canoas em grande parte do seu curso. 3. Canal no distrito da vila da Serra que parte do Lameirão, atravessa todo o brejal do Una até a ponte do mesmo nome, junto a Guaranhum. Foi empreendido para evitar os perigos da navegação pelo Lameirão, onde o vento sul faz virar as canoas. 4. Porto no distrito da Serra. 5. Rio que deságua na margem direita do rio Santa Maria.</p>
<p><b>Una de Santa Maria</b>. Povoação no município da Vitória. Tem uma escola de instrução primária.</p>
<p><b>Urubu</b>. Grande pedra no ponto da Natividade do rio Doce, limite entre a província do Espírito Santo e a de Minas Gerais.</p>
<p><b>Urubus</b>. Ilha na baía do Espírito Santo à entrada do saco de Jucutuquara.</p>
<h2 style="text-align: center;">
V</h2>
<p>
<b>Vau das Éguas</b>. Ponta de terra na margem sul da baía do Espírito Santo. Vem a ser a extremidade oeste da praia das Formosas.</p>
<p><b>Valentim Nunes</b>. Nome primitivo da ilha do Boi.</p>
<p><b>Veado</b>. Rio pequeno que deságua na margem esquerda do rio São Tiago.</p>
<p><b>Verde</b>. Lagoa na margem direita do rio Doce, pouco acima do Pau Gigante.</p>
<p><b>Viana </b>1. Vila a 14 léguas Noroeste da cidade da Vitória. Confronta a leste com o distrito da vila do Espírito Santo pela vala de Camboapina em rumo norte-sul até ao sertão das Palmeiras, e com o de Cariacica pelo rio Itaquari até à sua foz no rio Marinha; ao oeste, com o do Rio Pardo pela serra do Engano em linha norte sul; ao norte, com o de Mangaraí sem que se tenha fixado o limite; ao sul, com o de Guarapari sem que se tenha fixado o limite. Existem dentro da sua freguesia que tem a invocação de Nossa Senhora da Conceição, além da igreja de Santa Isabel na colônia deste nome, três capelas, uma na fazenda de Araçatiba, outra na de Belém e outra na fazenda de José Freire de Andrade, todas filiais da referida matriz. Tem 396 fogos e 3.502 habitantes que cultivam café e mantimentos. 2. Quartel no morro Ilha Grande. Foi nesse lugar que se assentou o primeiro marco da estrada de São Pedro de Alcântara.</p>
<p><b>Viçosa</b>. Ribeirão que nasce na mataria da margem norte da estrada de São Pedro de Alcântara, a qual atravessa e vai desaguar na margem esquerda do rio do Castelo.</p>
<p><b>Vila do Príncipe</b>. Antigamente Prepetinga, ultimo quartel da estrada de São Pedro de Alcântara, e na divisa com a província de Minas Gerais.</p>
<p><b>Vila Velha</b> 1. Nome que se dá freqüentemente à vila do Espírito Santo. Ver <b>Espírito Santo</b>.<br />
<b><br /></b><br />
<b>Vila Viçosa</b>. Era o quinto quartel da estrada de São Pedro de Alcântara.</p>
<p><b>Vitória </b>1. Comarca central da província do Espírito Santo que compreende os distritos da cidade do seu nome, e das vilas Nova Almeida, Conceição da Serra, Espírito Santo e Viana. 2. Cidade capital da província do Espírito Santo, situada em anfiteatro sobre o lado ocidental de uma ilha ou lezíria formada pelo rio Santa Maria, que se perde no canal que a separa do continente do lado do sul e por uns paús que se comunicam com o mesmo rio Santa Maria, levando também águas à baía mais ao norte. O canal é de uma milha e meia de largura e forma um bom porto para embarcações pequenas. A ilha ou lezíria terá 4 a 5 léguas de circuito. É alta. A um terço de légua leste do meridiano da cidade aparece um grande rochedo cônico — Pão-de-açúcar — que pode servir de guia para governar para o porto logo que se tenha dobrado o monte Moreno. Pelo norte divide-se com o distrito da Serra pelo rio Manguinhos donde, em linha reta, segue à Malha Branca do Mestre Álvaro, e daí ao porto do Una, seguindo depois o rio Tangui até sua barra, no de Santa Maria; pelo sul divide-se com o do Espírito Santo pela baía deste nome, rio Marinho até Caçaroca e pela vala Camboapina, em rumo de norte-sul até ao sertão de Palmeiras. Pelo centro divide-se com Itapemirim pelo aldeamento Imperial Afonsino. O palácio da presidência, antigo colégio dos jesuítas, é um bom edifício. Nele funcionam a secretaria da presidência, liceu, tesouraria da fazenda, administração do correio, armazém de artigos bélicos, biblioteca pública, uma escola de primeiras letras e o quartel de pedestres. Tem a cidade uma casa de misericórdia com hospital separado para os enfermos pobres, dois conventos de franciscanos, uma tipografia, um teatro, uma sala de baile, 4 chafarizes, uma matriz, 12 capelas filiais, 4 praças, 370 sobrados, 731 casas térreas, 3.800 habitantes. O seu termo tem 2.579 fogos e 15.267 habitantes.</p>
<p><b>Viúva</b>. Ilhéu na baía do Espírito Santo.</p>
<h2 style="text-align: center;">
X</h2>
<p>
<b>Xapinanga</b>. Na carta da província organizada pelo capitão de engenheiros Pedro Torquato Xavier de Brito, publicada em 1854, dá-se este nome ao rio de Santa Maria.</p>
<p>_____________________________</p>
<h4>
NOTAS</h4>
<p></p>
<div id="DTPESlx_RP9">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/l-x/#DTPESlx_RP9V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 9 ]</b></sup></a>&nbsp;No original, Moroiy. A atualização mais provável seria Maruí.</div>
<div id="DTPESlx_RP10">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/l-x/#DTPESlx_RP10V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 10 ]</b></sup></a>&nbsp;No original, Muxanára.</div>
<div id="DTPESlx_RP11">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/l-x/#DTPESlx_RP11V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 11 ]</b></sup></a>&nbsp; Trecho incompleto.</div>
<div id="DTPESlx_RP12">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/l-x/#DTPESlx_RP12V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 12 ]</b></sup></a>&nbsp;No original, Acharia.</div>
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