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	<title>Arquivos Getúlio Vargas &#8902; Estação Capixaba</title>
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	<title>Arquivos Getúlio Vargas &#8902; Estação Capixaba</title>
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		<title>A Getúlio Vargas (Vitória, 19/08/1954)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2016 14:32:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[Vitória, 19 de agosto de 1954.] Presidente Getúlio Vargas Palácio do Catete Rio. Acompanhando, com viva emoção, os momentos amargos que vive V. Excia., após uma existência inteira consagrada aos melhores serviços da Pátria, venho renovar ao eminente e prezado amigo os tributos de meu profundo respeito e constante admiração pelo estoicismo e serenidade com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>[Vitória, 19 de agosto de 1954.]</p>
<p>Presidente Getúlio Vargas Palácio do Catete Rio.</p>
<p>Acompanhando, com viva emoção, os momentos amargos que vive V. Excia., após uma existência inteira consagrada aos melhores serviços da Pátria, venho renovar ao eminente e prezado amigo os tributos de meu profundo respeito e constante admiração pelo estoicismo e serenidade com que, alanceado no âmago de suas mais caras afeições, defende e resguarda o Primado da Ordem e a suprema dignidade das altas funções que lhe foram conferidas pelo julgamento democrático do povo brasileiro.</p>
<p>Atenciosas Saudações.</p>
<p>[Telegrama enviado ao Palácio do Catete em 19 de agosto de 1954 e publicado na imprensa do Rio de Janeiro no dia 22, e que motivou a seguinte resposta, também telegráfica: &#8220;Senhor Presidente Getúlio Vargas incumbiu-me agradecer suas amáveis palavras e expressões solidariedade formuladas telegrama 19 corrente que muito sensibilizaram Sua Excelência. Cordiais Saudações. Lourival Fontes. Secretário Presidência República.&#8221; Getúlio Vargas se suicidaria a 24 de agosto.]</p>
<p>[In&nbsp;<i>Cartas selecionadas &#8211; Jones dos Santos Neves</i>. Vitória: Cultural-ES, 1988.]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 1954&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Jones dos Santos Neves</b>&nbsp;graduou-se em Farmácia no Rio de Janeiro e, de volta a Vitória, casou-se, em 1925, com Alda Hithchings Magalhães, tornando-se sócio da firma G. Roubach &amp; Cia, juntamente com Arnaldo Magalhães, seu sogro, e Gastão Roubach. A convite de interventor João Punaro Bley, em 1938 funda e dirige, juntamente com Mário Aristides Freire, o Banco de Crédito Agrícola (depois Banestes), tendo depois disso seu nome indicado juntamente com o de outros dois, para a sucessão na interventoria. Foi então escolhido por Getúlio Vargas como novo interventor, cargo em que permaneceu de 1943 a 1945. Em 1954 retomou seu trabalho no banco, chegando à presidência, sendo, em 1950, eleito &nbsp;governador do estado.&nbsp;(Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/jones-dos-santos-neves-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
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		<title>A Getúlio Vargas (Vitória, 04/10/1945)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2016 14:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória, 4 de outubro de 1945 Exmo. Sr. Presidente Getúlio Vargas Ouvi ontem, preso de profunda emoção, as palavras serenas e apoteóticas com que V. Excia. respondeu ao apelo comovente e consagrador do povo dessa Capital, em cuja voz falava a própria alma da Pátria. Bem compreendo e avalio o cruciante momento que está V. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vitória, 4 de outubro de 1945</p>
<p>Exmo. Sr.<br />
Presidente Getúlio Vargas</p>
<p>Ouvi ontem, preso de profunda emoção, as palavras serenas e apoteóticas com que V. Excia. respondeu ao apelo comovente e consagrador do povo dessa Capital, em cuja voz falava a própria alma da Pátria. Bem compreendo e avalio o cruciante momento que está V. Excia. atualmente vivendo, porque nele se reflete também todo o imenso drama político do Brasil atual. Emissário de sua confiança na Interventoria Federal do Espírito Santo, creio ser supérfluo reafirmar a minha absoluta e irrestrita solidariedade às supremas determinações de V. Excia. Essas serão por mim cumpridas, sem vacilações nem tibiezas, com a indefectível fidelidade com que as defendi pelo voto em 30 e pelas armas em 32 contra as mesmas forças reacionárias que se antepõem hoje entre V. Excia. e os sagrados anseios da nossa Pátria.</p>
<p>Fiel às diretrizes expostas em nossa entrevista de Petrópolis, mantenho os mesmos propósitos de deixar o governo com V. Excia., encerrando a minha carreira política, para conservar sempre na memória, como o mais alto galardão da minha vida, a lembrança do supremo privilégio que desfrutei de servir ao Brasil sob as ordens diretas de V. Excia. E o Espírito Santo, que ainda recentemente, quando ferido em sua pequenez territorial pela prepotência de um vizinho poderoso, apenas encontrou a voz de V. Excia. para resguardar-lhe a soberania e reconhecer-lhe o direito, o Espírito Santo, Sr. Presidente, se declara solidário com V. Excia., para propugnar nesta hora suprema pelas mais altas aspirações do povo brasileiro.</p>
<p>Respeitosas Saudações</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>
A ALBINA DA SILVA NEVES</p>
<p>Rio, 15 de janeiro de 1949.</p>
<p>Querida Mãezinha:</p>
<p>O meu regresso aí para uma rápida viagem ao interior de Domingos Martins, como programara, ficou no tinteiro. Já agora vai ser difícil porque estamos convocados para nos reunirmos, em Congresso, ainda hoje, dando início às nossas tarefas parlamentares. Mas vai em meu lugar o Joninho, que, estou certo, passará aí umas boas férias, alegrando um pouco o coraçãozinho da querida mãezinha e, de certa forma, matando as saudades do filho ausente, e cada vez mais saudoso.</p>
<p>Ainda revejo, com os olhos do espírito, os dias agradabilíssimos que passei em sua afetuosa companhia, quando de minha rápida visita última. Sobretudo, comove-me ainda a lembrança dos últimos momentos de nossa despedida pela ternura com que nos abraçamos e pelo régio presente que a sua bondade me cumulou, confiando-me o privilégio gratíssimo de ser o detentor do lindo cronômetro do nosso inesquecível Pai. Digo assim, porque também eu, um dia, o confiarei a outras mãos que o conservarão com o mesmo carinho, transformando aquele objeto insensível e valioso numa prenda de família que se transmite de mão em mão, até o final dos séculos, como preito de saudade e carinho dos nossos entes queridos. Comigo ficará, enquanto Deus me der alento, marcando as horas atribuladas da minha vida ao mesmo compasso de nobreza e dignidade que constituíram a diretriz superior de toda a existência do nosso inesquecível ausente. Que Deus a abençoe sempre, querida mãezinha, por esse presente régio que tão fundo tocou a minha sensibilidade.</p>
<p>Não tenho tempo hoje de escrever à querida Inês. A ela quero, no entanto, agradecer, de coração, outra lembrança caríssima que me confiou aí. Refiro-me ao seu esplêndido retrato que já emoldurei e coloquei em lugar de honra, frente a mim, sobre a minha secretária, e que me olha com ternura maternal, alentando-me nos momentos difíceis e encorajando-me sempre na vida, como um talismã de bondade e gratas recordações.</p>
<p>O nosso apartamento vai ficar ermo e vazio por várias semanas. E vamos sentir uma falta enorme do querido netinho que, em compensação, estará confortando, com a sua alegria e momices, a querida bisavozinha que já reconhece no retrato e aprende conosco a idolatrar.</p>
<p>Muito grato pelo gentil telegrama de felicitações pelo meu aniversário e todos os nossos votos, mais profundos e ardentes, pela sua felicidade e saúde no decorrer do Ano Novo, em companhia da querida Inês e do estimado Henrique.</p>
<p>Lembranças afetuosas para ambos e para a querida mãezinha toda a ternura do meu coração saudoso.</p>
<p>[In&nbsp;<i>Cartas selecionadas &#8211; Jones dos Santos Neves</i>. Vitória: Cultural-ES, 1988.]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 1943&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Jones dos Santos Neves</b>&nbsp;graduou-se em Farmácia no Rio de Janeiro e, de volta a Vitória, casou-se, em 1925, com Alda Hithchings Magalhães, tornando-se sócio da firma G. Roubach &amp; Cia, juntamente com Arnaldo Magalhães, seu sogro, e Gastão Roubach. A convite de interventor João Punaro Bley, em 1938 funda e dirige, juntamente com Mário Aristides Freire, o Banco de Crédito Agrícola (depois Banestes), tendo depois disso seu nome indicado juntamente com o de outros dois, para a sucessão na interventoria. Foi então escolhido por Getúlio Vargas como novo interventor, cargo em que permaneceu de 1943 a 1945. Em 1954 retomou seu trabalho no banco, chegando à presidência, sendo, em 1950, eleito &nbsp;governador do estado.&nbsp;(Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/jones-dos-santos-neves-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p>
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</blockquote>
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		<title>A Getúlio Vargas (Vitória, 06/02/1943)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2016 14:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Getúlio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[História / Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Jones dos Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória, 21 de julho de 1943. Senhor Presidente: O minucioso e expressivo relatório apresentado a V. Excelência, em 31 de dezembro do ano passado, pelo meu ilustre e digno antecessor, major João Punaro Bley, como síntese das brilhantes realizações de um período governamental de doze anos, deixa bem claro e patente que o intercâmbio comercial [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vitória, 21 de julho de 1943.</p>
<p>Senhor Presidente:</p>
<p>O minucioso e expressivo relatório apresentado a V. Excelência, em 31 de dezembro do ano passado, pelo meu ilustre e digno antecessor, major João Punaro Bley, como síntese das brilhantes realizações de um período governamental de doze anos, deixa bem claro e patente que o intercâmbio comercial do Espírito Santo repousa, principalmente, sobre a estrutura das suas tradicionais relações com os mercados externos.</p>
<p>Ao passo que o total exportado para o estrangeiro atingiu, de 1931 a 1942, Cr$ 1.525.373.000,00, o movimento de cabotagem para as demais unidades da Federação apenas totalizou, em idêntico lapso de tempo, Cr$ 690.283.000,00, ou seja, menos da metade daquele valor.</p>
<p>É bem de ver que, nessas condições, profunda repercussão deveria ter sobre a economia do Estado a conjuntura de guerra mundial na qual foi o Brasil forçado também a intervir para castigar e repelir o vandalismo totalitário. Desde o seu início, em 1939, um a um foram se fechando os mercados consumidores dos nossos produtos, até chegarmos à situação atual de mantermos transações, mesmo assim precárias, em virtude dos empecilhos à livre navegação, apenas com três países (Estados Unidos da América, Inglaterra e Argentina) dos quarenta e um que habitualmente se abasteciam em nosso porto.</p>
<p>Dessa situação, exclusivamente, nasce a série de dificuldades que defrontamos no momento, traduzida pela estagnação do nosso comércio, a apatia da nossa produção rural e o desequilíbrio evidente das nossas finanças com o seu cortejo alarmante de sucessivos déficits orçamentários.</p>
<p>Ao assumirmos o governo da minha terra natal, em 21 de janeiro último, um só e deliberado propósito me animava: contribuir, com o máximo de esforço, em prol do ressurgimento econômico do Espírito Santo, corrigindo os males dessa situação anômala e restaurando sua prosperidade, de modo a corresponder, assim, à desvanecedora e honrosa confiança de Vossa Excelência.</p>
<p>Na impossibilidade material de sanar as causas primárias dessa fase de depressão e afastada também a hipótese pouco simpática de ingressarmos no regime draconiano de uma feroz compressão das despesas, restam-nos somente dois caminhos a palmilhar: aguardar pacientemente o decorrer dos acontecimentos, numa atitude passiva, ou vencer esse &#8220;compasso de espera&#8221; fortalecendo as nossas forças econômicas e adotando uma política positiva de sadia atividade administrativa.</p>
<p>Escolhemos, sem vacilação nem temores, a última diretriz. Porque confiamos plenamente nas reservas inexauríveis do Espírito Santo, porque acreditamos cegamente no seu radioso porvir e, sobretudo, porque nada nos pode empecer o ânimo quando se trata de servir aos interesses maiores do Brasil e colaborar na obra ingente e patriótica de seu esclarecido Presidente.</p>
<p>Nessa disposição consciente e firme foi que procuramos expor, recentemente, a Vossa Excelência os nossos projetos de governo, que mereceram a sua imediata aprovação e o precioso e inestimável apoio de suas palavras e estímulo. Estruturamos o nosso plano administrativo sobre a base triangular: saneamento — produção — transporte, encarando assim, de frente, o problema fundamental da nossa futura expansão econômica.</p>
<p>Providências iniciais já foram tomadas para a instalação dos serviços de saneamento no rico e florescente vale do rio São Mateus, no norte do Estado, enquanto obra de maior vulto será empreendida em todo o Estado, graças ao beneplácito supremo de V. Excelência, pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamento.</p>
<p>Um detalhado Plano Especial de Fomento já se encontra em fase preparatória e medidas inadiáveis para sua fiel e breve execução foram ultimadas, de modo a se aproveitar a estação que se aproxima, propícia ao plantio.</p>
<p>Continuam também em acentuado progresso os trabalhos de construção da rodovia Vitória a Campos, que ligará a nossa capital ao Rio de Janeiro com um percurso-tempo de nove horas e uma quilometragem total de 540 km, aproveitando os trechos da modelar Rodovia Ernani do Amaral Peixoto, recentemente inaugurada. Obra vultosa mas urgente, cuja feitura incumbiria, quiçá, ao próprio serviço federal, pelos aspectos estratégicos de que evidentemente se reveste, será mais uma contribuição valiosa do Espírito Santo ao esforço de guerra do Brasil.</p>
<p>Para fazermos face a tais empreendimentos, além dos elementos próprios com que contamos, estimamos em Cr$ 10.000.000,00, aproximadamente, as necessidades de auxílio ao Estado. Buscando uma fórmula prática de consegui-lo, sem tardança, tivemos ocasião de nos entender com a digna Presidência do Banco do Brasil, mediante prévia autorização de Vossa Excelência, sobre a possibilidade de ser restabelecido o limite inicial de crédito da conta mantida entre aquele estabelecimento oficial e o nosso Estado.</p>
<p>O débito atual do Espírito Santo àquele banco está reduzido a Cr$ 12.100.000,00, com o serviço de juros rigorosamente em dia, até 30 de junho do corrente ano. Restabelecido o limite de Cr$ 22.000.000,00, teríamos um disponível de Cr$ 9.900.000,00, quantia suficiente para cobrir as necessidades do plano administrativo que empreendemos.</p>
<p>Por outro lado, conforme se depreende das condições detalhadas no memorial anexo, dirigido ao Exmo. Sr. Dr. João Marques dos Reis, teríamos oportunidade de retomar, a partir de junho de 1945, o pagamento dos nossos serviços de amortização daquela conta, suspensa desde o ano de 1937, dentro de um esquema exeqüível e perfeitamente estudado, honrando assim os compromissos em atraso do Estado.</p>
<p>Submetendo o assunto à elevada e esclarecida atenção de Vossa Excelência, que, por certo, bem alcançará a justeza dos nossos argumentos e a sinceridade dos nossos propósitos, confiamos plenamente nas providências que julgar por bem adotar para a objetivação do nosso apelo, cujo sentido único é o de bem servir ao governo de Vossa Excelência e aos interesses supremos do Brasil.</p>
<p>Com as homenagens do meu elevado apreço e mui distinta consideração, tenho a honra de apresentar a Vossa Excelência as mais</p>
<p>Atenciosas Saudações</p>
<p>[In&nbsp;<i>Cartas selecionadas &#8211; Jones dos Santos Neves</i>. Vitória: Cultural-ES, 1988.]</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Jones dos Santos Neves</b>&nbsp;graduou-se em Farmácia no Rio de Janeiro e, de volta a Vitória, casou-se, em 1925, com Alda Hithchings Magalhães, tornando-se sócio da firma G. Roubach &amp; Cia, juntamente com Arnaldo Magalhães, seu sogro, e Gastão Roubach. A convite de interventor João Punaro Bley, em 1938 funda e dirige, juntamente com Mário Aristides Freire, o Banco de Crédito Agrícola (depois Banestes), tendo depois disso seu nome indicado juntamente com o de outros dois, para a sucessão na interventoria. Foi então escolhido por Getúlio Vargas como novo interventor, cargo em que permaneceu de 1943 a 1945. Em 1954 retomou seu trabalho no banco, chegando à presidência, sendo, em 1950, eleito &nbsp;governador do estado.&nbsp;(Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/jones-dos-santos-neves-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-getulio-vargas-vitoria-06021943/">A Getúlio Vargas (Vitória, 06/02/1943)</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
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