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	<title>Arquivos Governadores do Espírito Santo &#8902; Estação Capixaba</title>
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	<description>Patrimônio Cultural Capixaba</description>
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		<title>Jones dos Santos Neves &#8211; Breve esboço biográfico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2015 17:48:00 +0000</pubDate>
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<a href="https://1.bp.blogspot.com/-yBq6EGaKvaM/V55BtoHzdRI/AAAAAAAAKOs/-VZaZJ0Kd10W6geiAOqI0rk3wAyg26XogCLcB/s1600/jones-dos-santos-neves.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="400" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2015/12/jones-dos-santos-neves.jpg" class="wp-image-6679" width="325" /></a></div>
<p>
Os Santos Neves vieram da Bahia para o vale do rio São Mateus, no Espírito Santo, em meados do século XIX. Há referências, por exemplo, a um João dos Santos Neves, diretor da Instrução Pública da Província, autor de alentado relatório, datado de 16 de maio de 1859, sobre a situação do ensino provincial. E Graciano dos Santos Neves, o autor da Doutrina do engrossamento (1901), foi membro da Junta Governativa, no período de 1891 a 1892, e presidente do Estado, de 1896 a 16 de setembro de 1897, data em que renunciou surpreendentemente.</p>
<p>São Mateus, em virtude de esmerada produção de farinha de mandioca nas fazendas em torno da cidade, exportada, por via marítima, para a Bahia e para a Corte, através de florescente porto fluvial, hoje com seu casario em ruínas, era o mais importante núcleo populacional do norte do Estado. Ali nasceu João dos Santos Neves (1870-1945), que se formaria em Medicina no Rio de Janeiro, na última década do século XIX, e se casaria, alguns anos depois, já conhecido como Dr. Jones, com a portuguesa Albina Gonçalves Morgado da Silva (1864-1952), emigrada para São Mateus adolescente.</p>
<p>Dos filhos que sobreviveram Jones era o terceiro, tendo nascido em 29 de dezembro de 1901, na localidade de Palmito, à beira da lagoa do mesmo nome, no município de São Mateus. O casal teve outros cinco filhos: Dulce, Beatriz, Inês, Guilherme e Jayme.</p>
<p>Jones formou-se em Farmácia no Rio e, de volta a Vitória, casou-se, em 1925, com Alda Hithchings Magalhães, tornando-se sócio da firma G. Roubach &amp; Cia, juntamente com Arnaldo Magalhães, seu sogro, e Gastão Roubach. A firma mantinha a Farmácia e Drogaria Popular, instalada primeiramente na rua do Comércio, ao lado da Casa Verde, dando fundo para o mar e frente para o Palácio do Governo. No mesmo prédio, Dr. Jones, o pai, mantinha seu consultório aberto a ricos e pobres, gregos e troianos, sendo reputado um dos melhores clínicos de Vitória.</p>
<p>Nada parecia indicar, apesar de uma impulsiva mobilização, em 1932, ao lado das tropas getulistas enviadas contra os constitucionalistas de São Paulo, que a vida de Jones pudesse desviar-se dos padrões convencionais seguidos inicialmente como farmacêutico e pai de família. Essa mudança teve início em 1938, quando o interventor João Punaro Bley convidou-o para, juntamente com Mário Aristides Freire, fundar e dirigir o Banco de Crédito Agrícola do Espírito Santo, hoje Banestes. Tão bem se houve nessas funções que seu nome foi mais tarde encaminhado, junto com os de Mário Freire e Américo Monjardim (então prefeito de Vitória), à apreciação de Getúlio Vargas para escolha do sucessor do próprio Bley, que deixaria a interventoria, a fim de ocupar uma das diretorias da recém-criada Companhia Vale do Rio Doce. Getúlio, que não os conhecia a nenhum dos três, escolheu Jones, segundo teria explicado, por ser o mais jovem. Consta, porém, que a impetuosa participação de Jones na resistência contra a Revolução Constitucionalista é que teria inclinado a balança a seu favor.</p>
<p>De janeiro de 1943 a outubro de 1945 Jones desempenhou as funções de interventor federal no Espírito Santo, datando desse período a sólida amizade política e pessoal que cultivou com Getúlio Vargas, só interrompida com a morte trágica do presidente, em 24 de agosto de 1954.</p>
<p>Com a redemocratização do país, em 1945, Jones retomou seu trabalho no banco, onde chegou a ocupar a presidência, e filiou-se ao Partido Social Democrático do general Eurico Gaspar Dutra, representando, com Carlos Lindenberg, a mais forte liderança do partido no Estado. Sustentou acirrada luta política contra os interventores federais que governaram o Espírito Santo em 1946, Aristides Alexandre Campos e Moacir Ubirajara Moreira da Silva, e se entregou de corpo e alma às eleições gerais daquele ano, quando foi eleito senador, e Carlos Lindenberg governador do Estado.</p>
<p>Seu mandato no Senado Federal foi cumprido com muita seriedade e dedicação, tendo participado da Comissão de Finanças do órgão e trabalhado incansavelmente pelos interesses do Espírito Santo.</p>
<p>Nas eleições de 1950 foi eleito governador do Estado, realizando, em quatro anos, uma das mais produtivas administrações que o Espírito Santo já experimentou. De tudo cuidou, e pessoalmente o fez. Ficaram famosas suas cansativas visitas semanais ao canteiro de obras da represa de Rio Bonito. Criou outra Vitória, com os aterros da Esplanada e de Bento Ferreira. Construiu estradas (introduzindo o sistema de pavimentação asfáltica superficial) e pontes (de que as de Linhares – última obra inaugurada por Getúlio Vargas – e de São Mateus foram as mais importantes), abrindo acesso ao nordeste do país por via litorânea. Abriu escolas de todos os graus, inclusive sua sonhada Universidade do Espírito Santo.</p>
<p>A morte trágica de Getúlio Vargas (cujo monumento na praça do mesmo nome, na Esplanada da Capixaba, Jones inaugurou ainda em seu governo), a situação econômica difícil, a falta crônica de energia elétrica, que Jones buscava solucionar com a construção da Hidrelétrica de Rio Bonito, o desejo de mudança fizeram com que o candidato do PSD, Eurico de Aguiar Salles, perdesse a eleição para o ex-prefeito de Guaçuí, Francisco Lacerda de Aguiar, eleito, sob a égide de uma bandeira populista, por uma Coligação Democrática reunindo a maioria dos partidos de oposição.</p>
<p>Jones pretendeu retirar-se da vida pública e, mudando-se para o Rio de Janeiro, ali passou a dirigir o Banco Operador. Em 1962, porém, os apelos dos correligionários foram mais fortes, compelindo-o a candidatar-se ao governo do Estado contra o mesmo Lacerda de Aguiar que lhe sucedera em 1955.</p>
<p>Derrotado no pleito, desencantado com a política, exaurido pelos anos de árduo trabalho no Rio, Jones cumpriu a promessa feita em campanha e regressou a Vitória em 1963 para o que seriam seus últimos dez anos de vida. Passou a trabalhar, como diretor financeiro, na CIEC – Comércio e Indústria Engenharia Capichaba S/A, a firma dos filhos, e a residir na Praia da Costa, dedicando seu tempo livre à leitura (era leitor inveterado) e à pintura de quadros a óleo. Instado por um amigo a escrever suas memórias, respondeu, repetindo Érico Veríssimo: “Perdi o interesse pelo personagem.”</p>
<p>Morreu em 20 de dezembro de 1973, dias antes de completar 72 anos. Deixa uma obra imorredoura, tanto material quanto espiritual, de que esta correspondência selecionada dá a legítima dimensão humana.</p>
<p>Dentre suas diversas obras destacam-se discursos datados de 1943 a 1955 além de cartas e reminiscências.</p>
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<blockquote class="tr_bq" style="text-align: left;"><p>
<b>Renato Pacheco</b>, autor deste esboço biográfico,&nbsp;foi importante pesquisador da história e folclore capixabas, além de escritor, com vários livros publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/renato-pacheco-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
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