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	<title>Arquivos Memória &#8902; Estação Capixaba</title>
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	<title>Arquivos Memória &#8902; Estação Capixaba</title>
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		<title>Vida comercial em Vitória, ES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jun 2017 13:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acervo]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[História / Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Loja Maçônica União e Progresso]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alfaiataria Resimini – Resimini &#38; Leone. Casa especial de roupas sob medida, importadores de casemiras e mais artigos para alfaiates. Correspondentes dos Srs. Carlo Pareto &#38; Cia, agentes do Banco de Nápoles. [Indicador Ilustrado, 1912]. Retratamos nesta exposição um pouco da antiga vida comercial no centro da cidade de Vitória, ES, tendo como ponto de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-_lNCk3M5Lmk/WTlJhiMOn4I/AAAAAAAAQqQ/k6Zf4lmRR2MoYWG1jfJgI-gMmAk2Fh_AwCLcB/s1600/V-07%2B%25E2%2580%2593%2BAlfaiataria%2BResimini%2B.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" alt="Alfaiataria Resimini – Resimini &amp; Leone. Casa especial de roupas sob medida, importadores de casemiras e mais artigos para alfaiates. Correspondentes dos Srs. Carlo Pareto &amp; Cia, agentes do Banco de Nápoles. [Indicador Ilustrado, 1912]." border="0" data-original-height="696" data-original-width="1000" height="444" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/06/V-072B25E2258025932BAlfaiataria2BResimini2B.jpg" class="wp-image-5171" title="Alfaiataria Resimini – Resimini &amp; Leone. Casa especial de roupas sob medida, importadores de casemiras e mais artigos para alfaiates. Correspondentes dos Srs. Carlo Pareto &amp; Cia, agentes do Banco de Nápoles. [Indicador Ilustrado, 1912]." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;"><span style="font-size: 80%;">Alfaiataria Resimini – Resimini &amp; Leone. Casa especial de roupas sob medida, importadores de casemiras e mais artigos para alfaiates. Correspondentes dos Srs. Carlo Pareto &amp; Cia, agentes do Banco de Nápoles. [Indicador Ilustrado, 1912].</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p>
Retratamos nesta exposição um pouco da antiga vida comercial no centro da cidade de Vitória, ES, tendo como ponto de partida conjunto de notas fiscais que integram o acervo da Loja Maçônica <i>União e Progresso</i>, mais&nbsp;precisamente notas fiscais datadas da década de 1870 até a década de 1910, e fotografias, boa parte delas impressas no <i>Indicador Ilustrado</i>&nbsp;e datadas de 1912. Outras fotografias avulsas também foram incluídas considerando a proximidade no tempo.&nbsp;No que diz respeito ao acervo da Loja Maçônica, os itens foram identificados e reproduzidos em 2002 como parte de projeto para implantação do Museu Maçônico. Tanto um como outro, esses documentos nos permitem reconstituir um pouco da vida comercial no centro da cidade de Vitória naquele período.</p>
<p>Como em outras cidades, os nomes e o traçado de vários logradouros foram sofrendo modificações, sendo que alguns deles já não mais existem. Exemplo disso é um trecho da avenida Jerônimo Monteiro, antes denominado rua Conde d’Eu e, mais tarde, da Alfândega; a antiga rua do Ouvidor tornou-se Duque de Caxias; a do Comércio, que se estendia da rua General Osório até o cais Schmidt, recebeu em 1962 o nome de Florentino Avidos, alcançando a escadaria do palácio. No caso da rua Dois de Dezembro, esta acabou por desaparecer com as obras realizadas na década de 1920.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>
<a href="https://goo.gl/photos/A7ojQoDf3rBC885p7" target="_blank" rel="noopener">Rua da Alfândega, anteriormente Conde D&#8217;Eu, trecho da atual avenida Jerônimo Monteiro</a><br />
<a href="https://goo.gl/photos/A7ojQoDf3rBC885p7" target="_blank" rel="noopener">Rua Primeiro de Março, trecho da atual avenida Jerônimo Monteiro</a><br />
<a href="https://goo.gl/photos/8o9cW4wmMLuESnYn9" target="_blank" rel="noopener">Rua do Comércio, atual avenida Florentino Avidos</a><br />
<a href="https://goo.gl/photos/FNakooZDkGp4yyKJ7" target="_blank" rel="noopener">Rua Duque de Caxias</a><br />
<a href="https://goo.gl/photos/SEGTY9WUxs7qxGod7" target="_blank" rel="noopener">Rua General Osório</a><br />
<a href="https://goo.gl/photos/U2Cg6LbAKPNWAZxFA" target="_blank" rel="noopener">Rua Pereira Pinto</a><br />
<a href="https://goo.gl/photos/T1PgTmuEY7ME9VWn9" target="_blank" rel="noopener">Outros</a></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Maria Clara Medeiros Santos Neves</b>, coordenadora do site ESTAÇÃO CAPIXABA, é museóloga formada pela Universidade do Rio de Janeiro e pós-graduada em Biblioteconomia pela UFMG, autora do projeto do Museu Vale, do projeto do Museu Maçônico e de diversas publicações. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/maria-clara-medeiros-santos-neves-bio/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)&nbsp;</p></blockquote>
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		<title>Cenas e paisagens do Espírito Santo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 May 2017 17:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História / Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Júlia Lopes de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Viajantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória. Acervo Biblioteca Central da Ufes. Observações sobre o texto e a autora A autora, em visita ao Estado do Espírito Santo durante o governo Jerônimo Monteiro (1908-1912), parece ter ficado impressionada com a modernização de Vitória empreendida naquele período, produzindo um artigo que é uma verdadeira propaganda da cidade e da administração de então. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-ukyd5m5SpKY/WJzHcbgvh7I/AAAAAAAALmg/oB8G2sm2TZEDNsEDHIS7DweHeRSCNQVwgCLcB/s1600/Vit%25C3%25B3ria-Biblioteca%2BCentral%2Bda%2BUfes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" alt="Vitória. Acervo Biblioteca Central da Ufes." border="0" height="400" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/05/Vit25C325B3ria-Biblioteca2BCentral2Bda2BUfes.jpg" class="wp-image-5173" title="Vitória. Acervo Biblioteca Central da Ufes." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Vitória. Acervo Biblioteca Central da Ufes.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
<b>Observações sobre o texto e a autora</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
A autora, em visita ao Estado do Espírito Santo durante o governo Jerônimo Monteiro (1908-1912), parece ter ficado impressionada com a modernização de Vitória empreendida naquele período, produzindo um artigo que é uma verdadeira propaganda da cidade e da administração de então. Esse artigo foi publicado na <i>Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro</i> do ano de 1912.</p>
<p>Em junho de de 1994 a Revista <i>Você</i>, n.23, da Secretaria de Produção e Difusão Cultural/Ufes, também utilizando o mesmo material que possuímos, publicou as três primeiras partes desse texto.</p>
<div style="text-align: center;">
***</div>
<p></p>
<div style="text-align: center;">
<b>I</b></div>
<p>
<span style="font-size: 85%;">Propaganda do Brasil – o que se dizia do Estado do Espírito Santo – viagem – Os trens da Leopoldina – Jornais de Campos – Itabapoana – Paisagens espírito-santenses – O Saturno – Habitações camponesas – O destino das terras marginais da linha férrea – A construção dessa linha e a iniciativa do Governo espírito-santense – A estação terminal de Argolas – A luz – a travessia do canal em lanchas – As senhoras de Vitória – Cais de embarque, etc.</span></p>
<p>
Estou convencida, agora mais do que nunca, de que precisamos fazer a propaganda do Brasil—não só na Europa, onde ela deve ser feita com extrema habilidade, como no próprio Brasil. Porque a verdade é esta: nós conhecemos muito imperfeitamente o nosso país. Acabo eu própria de obter uma prova disto, observando num estado vizinho coisas, que estava bem longe de imaginar.</p>
<p>Deliberei por esse motivo expô-las a quem tinha delas a mesma ignorância que eu tinha. Escrevo com inteira e absoluta isenção, por não ser presa à política por nenhum vínculo quer de família, quer de simpatia pessoal.</p>
<p>Comecemos:</p>
<p>Quando constou que eu arrumava minhas malas para uma excursão à Vitória, alguém, que não há muitos anos viveu por algum tempo nessa cidade, correu a avisar-me que as suas ruas eram fétidas, verdadeiros depósitos de lixo, não devendo eu esquecer-me de carregar comigo frascos de desinfetante e perfumarias. Obedeci sem hesitação, pondo um vidro de Feno, em cada canto da mala e enchendo de frascos de essências a bolsinha de mão. Além dessa calamidade, avisava-me o meu informante, há a da falta d&#8217;água. Um chafariz pinga uma lágrima hipócrita de cinco em cinco minutos, ainda assim espremida com inaudito esforço e esperada pela população com enorme anseio. Em frente do chafariz há sempre uma multidão de carregadores, homens, mulheres e crianças, com bilhas e latas vazias de querosene, fazendo cauda, à espera do momento feliz de ir aparar o choro da fonte quase exaurida.</p>
<p>Só esse espetáculo basta para demonstrar a apatia daquela gente. Quem quiser, após as agruras de uma longa viagem, refrescar-se, ao chegar ao hotel, com um banho geral, terá de avisar o hoteleiro com certo tempo de antecedência por carta ou por telegrama, para que ele possa dar para isso as suas providências.</p>
<p>Ouvindo tais palavras eu não sabia se havia de sorrir, se de tremer, tanto elas me pareciam mentirosas ou apavorantes! Logo a onda das informações engrossou. Toda a gente que dizia conhecer o Espírito Santo me descrevia com pena o seu atraso material. Além do mais afirmava-se que o fanatismo do seu atual presidente criara por todo o estado uma atmosfera opressiva de desconfiança e de terror. Ninguém dobrava uma esquina sem se benzer. Falava-se em funcionários exonerados de cargos vitalícios por não assistirem à missa (!); em ruas coalhadas de batinas e de gente escorrida, de olhos postos no chão ou espreitando pelas frinchas a vida alheia para fazer ressuscitar na terra brasileira a alma terrível da Inquisição.</p>
<p>Procuro orientar-me pela leitura dos jornais. Mas o jornais não me orientam. Ao contrário, agravam-se a expectativa, comentando com acrimônia um contrato de madeiras firmado pelo governo do Espírito Santo com uma firma estrangeira, em que, segundo dizem, as florestas famosas desse estado serão devastadas, pondo a nu a terra e amesquinhando os mananciais dos rios. Eu, que sou uma defensora das florestas, toda me sinto arrepiar a esses comentários. Diante de tantas informações desagradáveis, não será muito mais prudente deixar-me ficar quietinha em casa? Voltando-me, entretanto, a falar da beleza da baía de Vitória, Afonso Celso, alma de artista e de poeta, recomenda-me que não deixe de navegar em horas de vária luz por entre as sua penedias e as suas ilhas maravilhosas. Há qualquer coisa que me chama, que atrai o meu coração e o meu pensamento para essas terras tão nossas vizinhas e tão nossas desconhecidas; tomo uma resolução e invisto para o trem.</p>
<div style="text-align: center;">
***</div>
<p>
Às nove horas de uma sexta-feira parti da estação de Santana, em Niterói, para a Vitória num confortável vagão-leito da Leopoldina. O quarto, iluminado a luz elétrica, fornecida ao trem pelo movimento das rodas e nunca interrompida, porque ele dispõe de acumuladores, permite que, mesmo deitada, eu continue a leitura de um livro que me interessa. A cama é boa, de alvos lençóis de linho e cobertor branco, de lã. Para início da viagem não estou mal; de resto, o movimento de tangage (dos pés para a cabeça) imprimido ao corpo por esse leitos transversais parece-me menos enjoativo que os colocados no sentido longitudinal, como os da Central. Com pequenas interrupções, durmo até a vizinha cidade de Campos, onde se passa ao carro-salão, e onde há uns tantos minutos de demora para o café. Percorro a gare — olho para todos os lados, a ver se lobrigo algo da cidade: pontas de torre ou dorsos de telhados. Mas a cidade deve ficar longe; não vejo nada e verifico com alegria que, se nada posso julgar, embora furtivamente, da sua grandeza material, tenho do seu desenvolvimento intelectual uma prova ao alcance das minhas mãos: os jornais. Nada menos de cinco. Compro-os com avidez e atiro-me para o trem, que partiu logo.</p>
<p>Da minha travessia pelo estado do Rio tinha-me ficado um desgosto: não ter visto a estação, já que não podia ser mais, da velha cidade de Macaé, a que sou afeiçoada por tradições de família e que não conheço. Mas agora, à luz da manhã toda azul e ouro, eu não tinha tempo para lamentar coisa nenhuma e só para ver.</p>
<p>A região descampada que percorríamos respondia à nossa curiosidade amiga com uma nuvem de pó, e foi só transposto o rio da divisa, o claro e manso Itabapoana, que essa nuvem loura e importuna se dissipou, como que por encanto.</p>
<p>Por maior que seja a simplicidade com que procuro escrever estas linhas, desornando-as de todo o luxo de uma adjetivação embaraçosa, tornando-as, tanto quanto possível, numa espécie de fotografia intelectual, em que se veja mais a nudez da verdade do que a atmosfera que a envolve, é bem possível que me fuja da pena uma ou outra expressão, que possa parecer ao leitor demasiada em relação à beleza dessa estrada que sobe em voltas de valsa de longas elipses até a uma altura de setecentos e dezesseis metros, e que desce do mesmo modo até quase ao nível do mar.</p>
<p>Os cortes das montanhas desenham pórticos de roxo antigo no fundo verde da vegetação. A estrada, evitando a perfuração de túneis, como se tivesse medo ao escuro, coleia pelo dorso das montanhas, quase na grimpa, ora aproximando-se, ora fugindo de águas que se despenham ou que deslizam. Aqui ondeia o Muqui, de leito tachonado como uma pele de tigre, e de alma sossegada como uma pomba juriti. Apertado entre colinas e penedias, acompanha por algum tempo a estrada, dando lugar depois a outros rios mais fortes e cachoeirosos.</p>
<p>Há, porém, um trecho nesta belíssima estrada da Leopoldina, de que jamais se esquecerá quem o tenha percorrido com a cabeça fora da portinhola do trem: é o &#8220;Soturno&#8221; ou Garganta do Inferno. O trem corta o flanco da penedia imensa, cosendo o seu corpo de réptil negro e fumegante ao corpo duro e frio de pedra branca. O precipício é terrível. Não tem mistérios. É a ribanceira enorme, íngreme, alvadia, em que se despedaçaria, implacavelmente, carne humana ou ferro bruto, que nele fosse despenhado.</p>
<p>Vista de cima, do caminho estreito em que parece haver apenas espaço para os trilhos, cortado parte na rocha, parte suspenso sobre um viaduto, a pedreira do Soturno, na sua nudez e austera simplicidade, acorda fatalmente em quem a veja a idéia da morte. Vista de fora, de uma curva da estrada, tem o aspecto de uma obra de arte monumental, escultura da nossa natureza posta ali pela mão formidável de um ignoto Miguel Ângelo.</p>
<p>A par de belezas imponentes há doçuras de paisagens, que atraem a imaginação para outras idéias.</p>
<p>Não me sinto nunca afagada pela sombra fria de florestas densas. As regiões que atravesso devem ser antes propícias a campos de criação, embora todas ondeadas pelos dorsos dos morros sucessivos. Há de longe em longe restos de cafezais e um ou outro canavial sem importância.</p>
<p>O destino daquelas terras deve estar realmente preso ao gado. Entre montes de vegetação rasteira e clara aparecem aqui e além grandes tufos de árvores. São os bosques de mataria, em que sobressaem as umbaúbas e imbaíbas com os seus troncos altos, esguios, muito brancos, como ossos descarnados ou grossos traços verticais de giz sobre o fundo verde-negro da vegetação.</p>
<p>Sempre que viajo pelo interior dos nossos estados procuro, embora de passagem, observar o tipo de habitação dos nossos camponeses. Estes, do Espírito Santo, parece terem certos instintos de gosto. As casa, se ainda têm telhados de palha, esta é subjugada por linhas paralelas de trançados de embiras aparadas com maior ou menor perfeição. Entretanto, entre estes telhados são freqüentes outras cobertas de escamas de madeira com a sua cor natural. As casa são em geral bem caiadas, resplandecendo de alvura no meio dos prados, e tanto os seus umbrais como as suas portas vêm-se ao longe pela violenta tinta azul anil com que são pintadas. O aspecto é agradável e dá, francamente, a quem o vê, uma impressão saudável de alegria e de asseio. Uma outra nota que afina com essa é a de fazerem paredes divisórias de terrenos com pés de laranjeiras, plantadas tão perto umas das outras que os seus ramos se embaralham e confundem, a ponto que elas mesmas, interrogadas, não poderiam dizer quais seriam os seus galhos, quais os das suas vizinhas.</p>
<p>Isto, que parece coisa nenhuma, é já, aos meus olhos, um magnífico sintoma. Passam-se, todavia, largos trechos sem que veja nenhuma habitação. A terra está à espera do trabalhador que a fecunde, do rebanho que a anime. Ao longe, a famosa pedra Itabira aponta silenciosamente o azul limpo do céu, entre os grandes rochedos — o Frade e a Freira. Por mais curvas que o trem faça, vejo-a sempre ao longe como uma sentinela sonhadora, coberta pelo véu azul da idealidade.</p>
<p>Eis-me, porém, sobre o raso Itapemirim, largo e cantante, em frente à cidade do Cachoeiro, que, a julgar pelo movimento da gare, deve ser animada.</p>
<p>Tendo almoçado no próprio trem, no seu bem organizado salão-restaurante, eu não tinha, desde a véspera à noite, posto o pé em terra senão na curta estadia em Campos, para o café matinal. Não me sentia, contudo, enfadada pela viagem; ao contrário, tinha a convicção de que, só por si, ela justificaria interesse de uma excursão à Vitória.</p>
<p>Essa estrada, inaugurada pelo Dr. Nilo Peçanha, creio que no último mês da sua administração, é um verdadeiro desafogo para o estado do Espírito Santo . Ela é tanto uma estrada estratégica como um traço de união entre o progresso da capital da República e a Vitória, e representa um golpe de alto tino administrativo do homem que, como depois observei, à energia silenciosa de um esforço incansável, alia a habilidade de um fino diplomata: o Dr. Jerônimo Monteiro.</p>
<p>Quando esse senhor assumiu a presidência do Espírito Santo, encontrou feito um trecho dessa estrada, entre a cidade da Vitória e a do Cachoeiro, tendo, portanto, princípio e fim em terras do mesmo estado, numa zona de insignificante produção agrícola e pequeno movimento comercial. O custo desse trecho da estrada tinha sido excessivamente caro e sua manutenção era incompensada, mesmo onerosa. À vista desse embaraço econômico, o governo do estado tomou a resolução progressista de o vender por preço reduzidíssimo à Leopoldina, impondo-lhe a obrigação de, em prazo determinado, inaugurar a viação férrea entre Vitória e Niterói e exigindo ainda dessa Companhia outras obrigações entre as quais figura a construção de uma grande ponte movediça que ligue a cidade da Vitória ao continente. Houve naturalmente quem pusessem as mãos na cabeça, clamando contra o desperdício de ver vender por quase nada o que tanto dinheiro tinha custado ao estado; mas tudo leva a crer que essas mesmas pessoas estejam hoje convencidas de que, mesmo que o governo tivesse feito presente desse trecho de caminho de ferro à Leopoldina, ainda assim teria lucrado com a transação. Graças a esse rasgo administrativo, nem as pessoas nem os progressos da Capital Federal precisam esperam, com oito dias de intervalo, o enjoativo transporte marítimo, a fim de seguirem para a terra capixaba.</p>
<p>Estas primeiras informações foram-me fornecidas no próprio trem por um viajante português, que eu conheci há anos no rio de Janeiro e que é atualmente morador na Vitória. Nenhum laço o prende à política nem às pessoas da representação oficial. É, pois, uma voz insuspeita, a primeira voz que me revela alguma coisa sobre a organização administrativa do Espírito Santo.</p>
<p>É ainda esse viajante quem me aponta, na vertiginosa corrida do trem, uma grande represa de águas e uma usina fornecedora de eletricidade.</p>
<p>— Então a cidade da Vitória&#8230;</p>
<p>— É iluminada a luz elétrica. Devemos também esse melhoramento ao governo atual. E vai ver que boa luz!</p>
<p>— Antes, havia gás?</p>
<p>— Não; havia lampiões de querosene e lanternas. Quem se aventurasse a sair à noite teria de levar luz consigo&#8230; Passar-se do petróleo e da vela à lâmpada elétrica é caminhar aos saltos!</p>
<p>Era já noite quando o trem parou na sua estação terminal, em Argolas, em face da cidade da Vitória. A gare estava coberta de povo, sendo grande parte dele constituído por senhoras, elegantemente trajadas. A estação tem o caráter provisório; é feia e de madeira. Espera naturalmente o lançamento da ponte para se mudar definitivamente para a outra margem. Mas não há tempo de olhar para isso, já as lanchas estão atracadas à espera dos passageiros, e temos todos de saltar para elas sem perda de um minuto.</p>
<p>Ainda não rompeu o luar, mas no céu de veludo azul ferrete brilham os astros com um esplendor diamantino. Nas águas escuras tremeluzem reflexos de ouro e de escarlate de várias luzes, as lanchas partem, e em poucos minutos pisávamos o solo da Vitória, desembarcando no Éden-parque. A cidade tinha uma feição alegre e tumultuosa, a que não me referirei por ser anormal; somente posso assegurar que ao adormecer, tarde, nessas noite no hotel, eu me sentia abalada pela doce impressão de uma agradável surpresa.</p>
<p></p>
<div style="text-align: center;">
<b>II</b></div>
<p>
<span style="font-size: 85%;">Cidade de granito e de mangue – O estilo da cidade – Maria Ortiz e os Holandeses – Casas comerciais – Uma esperança – Uma crisálide que rompe o casulo abandonado – Vila Moscoso – Um parque e duas avenidas – O quartel de Polícia – Lodaçais e mangues que desaparecem – O hospital novo – Habitações populares -A cidade acorda de um letargo – O Bairro do Rubim ou a cidade de palha – Os telhados – A água – Os filtros – Elementos de salubridade – O astro saudoso encarregado do policiamento da cidade – A luz elétrica – Águas servidas – Os esgotos – Quando as famílias dos oposicionistas devem discordar dos seus chefes – O futuro Mercado – O futuro hotel – O papel desempenhado pelos frascos de Fenol e de essências -Serviço de limpeza pública e domiciliária – Em duas horas de passeio – O Suá – A capela do Rosário – O palácio presidencial; o cais do imperador; o jardim da Esplanada – Velhos conventos – Maravilhosa transparência da atmosfera – Os astros – Partida para Vila Velha.</span></p>
<p>
Vitória, se não é, como a Lisboa cantada pelo poeta, uma cidade de mármore e de granito, é uma cidade de granito e de mangue.</p>
<p>A casaria apertada, no estilo das velhas cidades minhotas, encarrapita-se pelo morro acima formando ladeiras e vielas que fazem, a quem as veja pela primeira vez, pensar nas aventuras dos romances de capa e espada.</p>
<p>Aqui na rua estreita descendo em sucessivos lances de escadas entre prédios altos, de janelas à antiga, de uma das quais Maria Ortiz despejou água a ferver sobre os holandeses invasores; acolá a sinuosidade de um caminho beirando as paredes de um convento ou de um colégio fundados pelos jesuítas nos tempos coloniais e, de repente, um corte de terreno, de onde se descortina o azul do mar ou o dorso verde das colinas da outra banda, isto é, do continente.</p>
<p>Na linha plana, em baixo, as ruas comerciais têm muito maior movimento do que eu poderia supor, à vista do que me diziam no Rio da apatia do povo e do atraso do lugar. Nessa parte da cidade as casas, já com fachada à moderna, infundem, muitas delas, a idéia da abastança e da prosperidade.</p>
<p>Há coisas que não se vêem nem se explicam — sentem-se. O ambiente de um lugar tem a sua voz que, embora intraduzível, nos assegura se nele se vive com esperança ou desespero. E tudo, neste torrãozinho pitoresco que é a velha cidade de Vitória, me fala do futuro, porque, todo ele é uma esperança que lateja, uma crisálide que rompe o tosco casulo abandonado para espanejar à luz as asas multicores.</p>
<p>Basta olhar, de qualquer ponto em que se descortine uma área considerável, para se observar o seu esforço de transformação. Os mangues, a que aludi, começam a desaparecer sob as camadas do aterro. Na parte baixa da cidade, em uma planície conquistada a um antigo e extenso lodaçal, Vila Moscoso, vi o debuxo de duas avenidas e um parque já com o leito do seu lago pronto e já combinadas as suas futuras sombras pelo agrupamento das plantas, indicadas nos relvados nascentes.</p>
<p>Em frente a esse campo, agora todo drenado e enxuto, onde em vez de caranguejos patinhando em lama correrão em breve as crianças por sob a galharia das árvores benéficas, o Quartel de Polícia, livre agora das umidades geradoras do béri-béri, que se infiltravam nas suas paredes precipitando a ruína do edifício e a morte dos soldados, firma-se em terra seca e mostra internamente condições de higiene, que não sei se serão comuns em outros quartéis. No alojamento das praças, por exemplo, vi camas com lastros de arame revestido de sola. Essas camas são móveis, ficando durante o dia suspensas, para que toda a sala livre e nua possa ser lavada sem estorvo. O ofício rude do soldado é adoçado assim na sua hora de repouso. Não tive tempo de visitar as aulas de leitura e de música no curso policial, porque a minha visita a esse estabelecimento foi apenas uma visita de passagem, matinal e apressada.</p>
<p>Não longe desse lodaçal desaparecido, está desaparecendo também um mangue, engolido pelo aterro do hospital novo. Esse hospital é edificado em pavilhões separados, quase concluídos, olhando do alto de uma colina para a cidade e para o mar. Se bem entendi o meu cicerone, para construírem esses pavilhões em terreno nivelado fizeram um platô no alto da colina, e é com a terra tirada para esse efeito que aterram o mangue próximo, saneando o local e prolongando uma das ruas mais bonitas de Vitória, que é a avenida Schmidt.</p>
<p>Foi um curto passeio matinal que tive ocasião de observar estas coisa, que desejaria descrever com absoluta clareza, porque tenho a convicção que serviriam de estímulo a muitas atividades ainda adormecidas&#8230;</p>
<p>Realmente a impressão, que tive naquele curto passeio, foi uma alegre impressão de trabalho.</p>
<p>Enquanto as carroças cobriam o lodo salgado com a terra seca do morro; enquanto os trolhas e os pintores davam a última demão a uma grande série de habitações populares higiênicas e baratas, feitas por iniciativa do governo de acordo com um poderoso capitalista do lugar, com quem contratou a edificação de duzentas casas sob várias condições de preço, de tipo e de tamanho, prestando com isso grande benefício à população crescente da Vitória, enquanto as paredes do hospital novo cresciam para refúgio de futuros padecimentos, cá em baixo na estrada os engenheiros eletricistas se apressavam mandando a turma dos seus empregados abrir covas no chão para os postes dos bondes elétricos.</p>
<p>A cidade acorda de um letargo de séculos e quer ganhar tempo aos saltos.</p>
<p>Foi no bairro Rubim, antigamente Cidade de Palha, que eu vi as obras, que acabo de citar. Essa visita não figurava no programa estabelecido para os seis dias da minha demora na Vitória.</p>
<p>Para ver a Cidade de Palha não roubei nada ao meu programa, mas roubei ao meu sono algumas horas, que só no Rio recuperei. Pelo menos isto indica que a Vitória tem que ver!</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-hL5NSpXqupM/WJzIzICichI/AAAAAAAALms/XxtyG9zEj5kxrEEl7HvbsoR0RPgM6iO2wCLcB/s1600/Vila%2BRubim%252C%2B1910.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" alt="Vila Rubim, 1908. Acervo Biblioteca Central da Ufes." border="0" height="170" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/05/Vila2BRubim252C2B1910.jpg" class="wp-image-5174" title="Vila Rubim, 1908. Acervo Biblioteca Central da Ufes." width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Vila Rubim, 1908. Acervo Biblioteca Central da Ufes.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
Que é a cidade de palha? Uma vila de operários, uma espécie do nosso Morro de Santo Antônio, mas sem lixo, com alegria, com asseio, com água. Até ao alto do mais alto barranco, onde se aninha um casebre, ali vereis uma torneira jorrando água em abundância.</p>
<p>Antigamente todas as cobertas das habitações desse bairro eram trançadas com folhas de palmeira ou com sapé.</p>
<p>Era o canto da pobreza, bem significativo e bem pitoresco, entretanto.</p>
<p>Numa colina, em frente ao canal que divide a ilha do continente, esse bairro policromo e modesto dá a impressão de um quadro curioso, uma grande tela coberta de borrõezinhos de tintas disseminadas sem ordem, ao salpicar dos pincéis, pela mão fantasiosa de um paisagista risonho.</p>
<p>Hoje as casas têm paredes caiadas, e a maioria delas é coberta de telhas. Pode-se ainda assim, conforme observou o ilustre médico que me acompanhava, presidente do Congresso espírito-santense sr. dr. Júlio Leite, a cujo espírito e a cuja amabilidade seria ingratidão muito feia não fazer eu aqui uma referência, estudar nesses telhados da Vila Rubim, alinhados em vários planos como nas camadas geológicas, as diferentes épocas da sua história.</p>
<p>Ao lado de um ou outro teto de palha ainda refratário, vê-se um de zinco com a sua cor natural, para logo adiante aparecerem outros também de zinco, mas já pintados de vermelhão ou verde, até aos outros, de telha comum. Não será preciso esperar muito para surgirem entre eles alguns de terraço, com as competentes balaustradas e tinas para flores&#8230;</p>
<p>Mas a principal alegria para os habitantes do Rubim, como para os de toda a cidade, é a água. Se para os ricos e os remediados a água era ainda há três anos na Vitória um líquido quase tão precioso como o Champagne, imagine-se o que seria para os operários, que a não podiam comprar com a mesma facilidade, porque na estação estival cada lata (das de querosene) cheia de água custava 200 réis, 500 réis e, quando a seca apertava, dez tostões e por muito favor! Então ela era colhida dos mananciais escassos da ilha, distribuída em quatro chafarizes da cidade, fora alguns poços para serventia pública. Parece impossível que um tal estado de coisas pudesse durar perto de um século, para só agora ser remediado, mas felizmente remediado de um modo absoluto e definitivo. Disseram-me haver na Vitória água pura para uma cidade de dez vezes maior população, e que haverá em breve para uma cidade de cem vezes maior população, porque está sendo atacada com vigor uma nova obra para abastecimento de água aos arrabaldes do continente, bem como outra muito importante — que é a construção dos filtros. A água sairá já filtrada das torneiras, e não em pranto gotejado como outrora, mas em torrentes copiosas.</p>
<p>Tanto este elemento de alegria e de salubridade como o da luz elétrica, que substituiu as lâmpadas belgas a querosene que alumiavam as ruas, com exceção das noites de luar, em quem de boa ou de má vontade, o astro saudoso ficava encarregado do policiamento da cidade; tanto esses dois melhoramentos como ainda o dos esgotos, inaugurado no ano passado, deram tamanha popularidade na Vitória ao atual governo do Espírito Santo, que não se pode deixar de falar num, e com justo louvor, sempre que se tenha de falar da outra.</p>
<p>Até há bem pouco tempo era um problema saber-se nessa cidade, em que a maioria das casas não tem quintais, onde atirar-se um pouco de água servida, visto que nem sempre pode ser considerada obra meritória vazar-se de uma varanda qualquer tachada de barrela a ferver sobre a cabeça de quem passe, seja holandesa ou cabocla, pacífica ou belicosa.</p>
<p>Mas foi sobretudo o abastecimento da água, primeira comodidade estabelecida pelo sr. Jerônimo Monteiro na capital do Espírito Santo, que lhe granjeou a simpatia da cidade, e muito especialmente a de todas as donas de casa. As próprias famílias dos oposicionistas discordam com certeza dos seus chefes sempre que abrem as torneiras dos seus banheiros ou das suas cozinhas.</p>
<p>A par das obras que observei nessa excursão matinal, citam-me outras já contratadas e com proteção do governo, como por exemplo o mercado. O de agora será substituído por um outro de ferro e de vidro, com aquário para peixes e câmaras frigoríficas para carnes e frutas. Falam-se também da construção de um hotel com cerca de oitenta quartos e todos os rigores da higiene e do conforto moderno, preocupação que não pode ser adiada, porque já é considerável o número de forasteiros nessa cidade. E esse número crescerá em pouco tempo enormemente, sem a menor dúvida.</p>
<p>Volto para o meu hotel com a cabeça cheia de surpresas. Realmente, será esta a gente apática, de que me falavam, e esta a cidade fétida atapetada de lixo? Para certificar-me ainda, chego à janela do meu quarto. Em frente, a ladeira da Matriz sobe apertada entre casaria de paredes brancas; em baixo, ondeia outra rua edificada em estilo mais moderno. Olhei: tanto uma como outra estavam limpas. Inclinei-me da sacada, dilatei as narinas no esforço de perceber a qualidade do cheiro dessa cidade marítima. Não senti nada. Se nas varandas não havia rosas, também nas portas não havia lixo. Lembrei-me então dos meus vidros de fenol e de essências, ainda arrolhados, e não pude deixar de sorrir.</p>
<p>Contando eu isto a algumas pessoas nesse mesmo dia, retrucaram-me que na verdade até pouco tempo o leito das ruas da Vitória permanecia por longas horas enfeitado por pequenos montículos de retalhos e de detritos de toda a espécie. O atual governo estabeleceu o serviço de limpeza e de higiene pública e domiciliária, de modo a fazer cessar por completo essa vergonhosa exibição de imundícies.</p>
<p>Em duas horas de passeio, feito ora de bonde, ora a pé, tive assim nessa manhã ensejo de observar, colhendo-a a bem dizer, em flagrante, a ânsia de progresso que se está desenvolvendo na capital do Espírito Santo, essa pequena cidade, hoje de tão originais aspectos e tão alegres coloridos e destinada a ser em futuro não remoto um grande empório marítimo; assim lhe sucedam a este atual outros governos igualmente patrióticos e ativos.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://1.bp.blogspot.com/-uWUFjtzgco0/WJzKVV-ItmI/AAAAAAAALm4/OG1x07uMJ6wD6wUH6rHU3RVeetyaPbhQACLcB/s1600/Praia%2Bdo%2BSu%25C3%25A1-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Praia de banhos do Suá." border="0" height="131" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/05/Praia2Bdo2BSu25C325A1-1.jpg" class="wp-image-5175" title="Praia de banhos do Suá." width="200" /></a></div>
<p>Em contraposição ao bairro dos operários, a antiga Cidade de Palha, há o bairro elegante da Praia do Suá, preferido por toda a gente que pode hoje na Vitória construir um chalé ou um palacete, Fica um pouco distante do centro. Corresponde em ponto muito mais pequeno e em relação à cidade à nossa Copacabana. Demais a mais, é a melhor, se não única praia de banhos da Vitória, e parece que muito concorrida, pela facilidade de condução, indo o bonde até à praia em viagens amiudadas. O bonde atravessa grandes extensões ainda por edificar, ora em linhas retas, ora em estradas curvas marginando golfos e mangues. Mas esses mangues estarão em breve cobertos de bosques de eucaliptos e essas colinas alegradas pelos talhões das hortas e dos jardins.</p>
<p>O seu destino está escrito pelo progresso da cidade que desperta, guardada à vista pelo penhasco majestoso do Penedo, que desempenha na baía da Vitória, com mais austeridade, o mesmo papel ornamental do nosso Pão de Açúcar.</p>
<p>Conquanto a cidade seja constituída num terreno rochoso, há nela em vários pontos alguns tufos de vegetação forte de um verde intenso, como um, do qual se destaca o palacete do coronel Guaraná, e o outro que serve de fundo à capela do Rosário, que se vê de longe com a sua branca escadaria de pedra e o seu adro cingido de pilastras e de grades.</p>
<p>Como em toda a parte do mundo por onde andem, os jesuítas souberam escolher na Vitória os pontos mais culminantes e melhores para suas edificações. Dá disso testemunho o próprio palácio presidencial, que é um antigo convento construído na parte alta da cidade, e dominando por uma das suas faces laterais uma larga escadaria de pedra que vai até a baixo, o cais do Imperador. Em frente à sua fachada principal há um novo jardim, de esplanada, sustentado por muralhas, e onde duas vezes por semana tocam as bandas locais para alegrar o povo. Junto ao palácio, tem a igreja de S. Tiago, que não visitei, como não visitei também o velho convento de S. Francisco, o que lamento, porque deve haver dentro deles algum assunto antigo e artístico digno de atenção. Nem ousei falar nisso, porque havia um programa a cumprir, e eu começava a perceber que a pequena e tão singular cidade de Vitória não se mostrava toda em poucos dias a ninguém.</p>
<p>O que notei ali desde o primeiro dia até ao último, foi uma admirável transparência na atmosfera, uma claridade puríssima que envolvia as coisas, fazendo-as realçar com todos os seus detalhes.</p>
<p>Essa nitidez que deleitava os meus olhos deve fazer o desespero dos pintores que tentem passar para a tela as encantadoras paisagens espírito-santenses. Águas, troncos, pedras, galharias de árvores, telhados de casas ou barrancos de estradas, não se dissimulam nem se fazem adivinhar sob nenhum véu de névoa que os idealize; mostram-se cruamente, nuamente, em todas as minúcias da sua cor e da sua contextura. O céu tem por isso tintas de um fulgor delicioso, manhãs de turquesa líquida, crepúsculos cor de rosa que tingem de vermelho as águas fundas do mar. Mas é sobretudo à noite, que na sua transparência e profundidade o firmamento mais se embeleza pelo clarão lucilante dos seus astros.</p>
<p>
Mas não nos detenhamos a olhar para as estrelas feiticeiras, porque é tempo de tomar a lancha e partirmos para Vila Velha.</p>
<p></p>
<div style="text-align: center;">
<b>III</b></div>
<p>
<span style="font-size: 85%;">A baía da Vitória – Um canteiro ambulante de papoulas – Vila Velha – O fim destes artigos – Um período de transformação – A sociedade – Pedro Palácios – O Convento da Penha – Um quadro de Velasquez – Efeitos da fé – A construção do Convento no alto da Penha – Rivalidade de Vila Velha e da Vitória – A Diamantina e seus prodígios futuros – Ladeira mais fácil de subir que descer – Promessas – Hospedagem fidalga – Escolas – Governo Municipal de Vila Velha – Fortaleza de Piratininga – Beleza do local – Ordem do estabelecimento – Ginástica sueca – &#8220;Five o&#8217;clock tea&#8221; – Doçura ambiente – Volta à Vitória.</span></p>
<p>
Eram oito horas da manhã, quando &#8220;Santa Cruz&#8221; zarpou da Vitória com rumo à cidade do Espírito Santo.</p>
<p>Ora, até que enfim, ia eu ver essa poética baía tão recomendada pelos poetas e pelos navegantes. Propensa às contemplações da natureza, desviei a atenção das pessoas que me rodeavam, o que posso garantir não ser coisa fácil, visto que a sociedade da Vitória tem na singeleza do seu trato seduções imperiosas, e abri bem os olhos para as maravilhas dessa porção de mar em que a &#8220;Santa Cruz&#8221; ia estendendo o lençol do seu rasto escumoso.</p>
<p>A quem já conhece a baía Guanabara parece impossível poder encontrar motivo de admiração em outra baía, de mais a mais do mesmo país, o que quer dizer da mesma natureza e a pequena distância, relativamente. E, todavia, encontra-o. A da Vitória tem surpresas. Toda ela é feiticeira, toda ela é um misto de poema e de graça, de transparências lúcidas e de recortes airosos. Porque eu levasse talvez nos olhos a impressão majestosa da baía do Rio, tudo nessa do Espírito Santo me parecia de proporções reduzidas e tendo nisso mesmo um encanto muito peculiar e muito interessante. As montanhas que a rodeiam não assombram ninguém; guardam proporções perfeitamente compreensíveis e de uma normalidade de formas quase inquietante.</p>
<p>Em certos pontos, quem está dentro dela pode julgar-se em um lago, tanto a conformação das terras que a cingem parece isolá-la do grande Atlântico.</p>
<p>Alguém, dentro da lancha, chama a minha atenção para os pontos mais pitorescos: aqui uma ilhota; acolá uma linha branca de praia, ou a habitação de um inglês, de bom gosto, numa colina solitária e verde, ou um bosque à beira da água. No cimo de tal montanha azul, cujo nome a minha triste memória esqueceu, descrevem-me uma cavidade natural, para onde os índios atiravam os seus mortos.</p>
<p>Ficava assim o seu alto cemitério de fácil comunicação com o céu.</p>
<p>Reconheço de longe a graciosa Praia do Suá com as suas barracas brancas ainda armadas para os banhistas; e perto o forte de S. João, Penedo, e o contorno de terras vistas na véspera. O mar está de um azul veemente. Cruzamos com outra lancha, em que escolares de vestidos escarlates, uniforme dos colégios, fazem lembrar a floração de papoulas num canteiro ambulante.</p>
<p>Sacodem-se lenços, mas já alguém me faz voltar a cabeça para a Pedra dos Ovos, ilhota que lembra as da vizinhança de Paquetá.</p>
<p>Seria estultice tentar sequer descrever com esta minha pena rombuda e trôpega o encanto das terras, que circundam a baía da Vitória. De resto, o fim destes artigos não é fazer literatura, mas dar, com a possível clareza, idéia do movimento de um dos nossos estados de menores recursos e em um período que é para ele, positivamente, de transformação.</p>
<p>Foi a verificação deste fato que me impulsionou a escrever estas linhas, com a esperança de que elas possam servir de alento a outros estados de mais frouxa iniciativa.</p>
<p>Fique, pois, entendido que a baía da Vitória não desmentiu, antes confirmou absolutamente todo o bem, que dela me tinham dito, e que foi com os olhos cheios da sua beleza que aportei a Vila Velha, primeiro pouso desse desventurado boêmio Vasco Fernandes Coutinho, a quem por mercê de D. João III foi doada a capitania do Espírito Santo.</p>
<p>Rodeada, ali como na Vitória, por uma sociedade fina e carinhosa, empreendi corajosamente a subida do convento da Penha, proeza de que me sinto ainda agora um pouquinho espantada. Não sei a quantos metros de altura fica esse templo, mas posso assegurar que jamais pisei rampas mais resvaladiças nem mais íngremes do que as da Penha, em que ele está assente.</p>
<p>Antes de subir, para que eu tomasse fôlego, levaram-me a ver, perto do portão da entrada, uma pequena gruta natural, onde um frade, frei Pedro Palácios, salvo de um naufrágio, se acolheu, ou antes se escondeu, talvez com medo dos índios, guardando consigo um registo a óleo da Senhora da Penha, que atribuem a Velasquez, não sei por quê, e que também não sei como pode escapar são e perfeito do naufrágio aludido. Mas lendas não são assuntos de comentário neste gênero de artigos meramente descritivos, não se podendo gastar com eles senão o tempo da referência. Não sei quantos dias viveu frei Palácios agachado no seu obscuro buraco, sob uma lapa suspensa e úmida.</p>
<p>O caso espantoso não é esse; o caso espantoso é que todas as noites o quadro a óleo da Senhora da Penha, com o seu bendito filho nos braços, via na gruta da planície adormecer o frade em santa paz, para, ao romper da aurora, aparecer bem do alto da alta penha, em que vive agora definitivamente! O poder do milagre fez os seus efeitos. índios e colonos, tocados por ele, consentiram em carregar à cabeça as pedras, as madeiras, todos os materiais, enfim, com que lá em cima se construiu o grande convento, com a sua torre quadrangular, a sua capela, em que a obra de talha conserva a cor natural da madeira em que é feita, as suas grandes cisternas, porque não havendo fontes no morro seria preciso prevenirem-se para conservar as águas da chuva; as suas celas e corredores e as suas escadarias e terraços. Bem como as pedras, foi carregada à cabeça a água com que se argamassou o barro e a areia para edificação de tantas e tão grossas paredes!</p>
<p>O caso espanta o touriste, mesmo o menos impressionável, e que ainda arquejante dá por bem empregado o esfalfamento da subida, quando lá em cima espalha a vista pelo panorama em redor e vê de um lado o mar, de que emergem aqui e além dorsos de rochas ou pontas de serras de vários cambiantes, estendendo-se depois azul e largo até ao infinito horizonte. Em baixo, a grande planície de Vila Velha, verde-clara e branca, toda ela coberta de gramíneas curtas e de areais, com os seus grupos de casas aqui e além, ruas bem alinhadas e campos cortados de esteiros, que lampejam ao sol e que ali estão à espera da futura cidade, que os há de aproveitar como elemento de graça, margeando-os de árvores, cobrindo-os de longe em longe por pontes elegantes.</p>
<p>Parece-me perceber uma certa rivalidade entre Vila Velha e Vitória, mas essa rabugice ingênua desaparecerá logo que as duas cidades formem uma só, ligada que seja a ilha ao continente pela ponte móvel da Leopoldina. Se as distâncias hoje são grandes entre si, também grande será o incremento dado à capital do Espírito Santo pela Estrada de Ferro da Leopoldina, destinada a transformar o porto da Vitória num dos portos mais ativos do Brasil.</p>
<p>Calculam-se já as toneladas de ferro bruto, que os comboios dessa estrada trarão diariamente de Minas e dos confins do próprio estado do Espírito Santo, para despejarem nos porões dos transatlânticos estrangeiros à sua espera na Vitória, e o número dessas toneladas atinge a uma soma enorme. Mas, voltemos a falar do convento.</p>
<p>Como a ladeira do fado português, que é mais fácil de subir que de descer, porque ao subi-Ia levava o namorado a esperança de ver lá em cima a sua amada, e descendo-a já vinha carregado de saudades suas — assim, mas por outras razões, está claro, é a do convento da Penha de Vila Velha.</p>
<p>Para cima, o peito arfa, mas os pés não escorregam; para baixo, é necessário vir-se executando prodígios de equilíbrio para não se cair redondamente sobre os duros calhaus denegridos e lustrosos, que revestem o solo. E ao pisá-los pensa a gente com espanto na resistência de certas criaturas, que sobem aquelas rampas de rastos por promessa, chegando a cima quase exânimes, ensangüentadas, mas, enfim, ainda vivas!</p>
<p>Parece que hoje não são permitidos tais excessos e que mesmo as ofertas de cera, de cabelos, de trabalhos a miçanga e de quadrinhos ingênuos e grotescos, que ali, como em todos os templos milagrosos, cobrem as paredes das sacristias, vão ser pouco a pouco substituídas por pequenas placas de mármore com o voto do ofertante.</p>
<p>Creio bem que a imaginação do povo relute em aceitar essa substituição, não encontrando na pedra fria o símbolo correspondente ao ardor da sua fé.</p>
<p>Chegamos a baixo com os joelhos trêmulos, mas com os pulmões revigorados por um grande hausto de ar puro e livre, e trazendo para sempre refletida nos olhos a visão maravilhosa dessas terras e rochedos, desse imenso mar, e desse imenso céu todo azul e ouro.</p>
<p>Depois de algumas horas de repouso numa hospedagem fidalga, de uma visita ao governo municipal de Vila Velha e outras visitas aos colégios públicos do lugar, cujas aulas estavam repletas de crianças robustas e alegres, seguimos por uma linda estrada para a Fortaleza de Piratininga, Escola de Aprendizes Marinheiros.</p>
<p>Tinha de notável essa estrada, perfeitamente construída, ter sido feita pelos aprendizes da Escola, sob a direção de um dos seus oficiais. E eis aí uma iniciativa, que deve ter lisonjeado a municipalidade de Vila Velha, por facilitar a comunicação do povo da terra com a pitoresca e velha fortaleza. Aí, ao transpor o portão da entrada, não tive a impressão de penetrar numa praça militar, mas num belo e vasto parque de castelo europeu, com as suas largas alfombras veludosas e as suas aleias de belas perspectivas.</p>
<p>O local é amplo, todo numa curva de terra beijada pelo mar. No pátio do edifício, de forma convexa, tocava a banda dos aprendizes com muito garbo e afinação, embora constituída havia poucos meses.</p>
<p>O diretor da Escola, comandante Maurício Pirajá, oficial distinto e que alia às suas qualidades de militar severo as de um perfeito gentleman, teve a delicadeza de percorrer conosco todo o estabelecimento: enfermaria, farmácia, alojamentos, aulas, refeitório, cozinha, lavanderia e paiol, fazendo notar em tudo o maior asseio e a ordem mais absoluta.</p>
<p>Sobre uma das portas da fortaleza, hoje remoçada e até florida, vê-se ainda, como documento histórico, uma pedra gravada com dizeres no português do tempo relativos à sua fundação.</p>
<p>Depois de ter percorrido todo o interior do edifício saí, a ver no parque os exercícios de ginástica sueca executados com precisão admirável pelos menores.</p>
<p>De cima de um terraço eu dominava o grande tapete relvado onde os aprendizes, dirigidos por um companheiro, faziam ao mesmo tempo que ele todos os movimentos disciplinares, do mais suave ao mais torturado, como se os músculos de todos eles obedecessem a um só maquinismo e a uma só vontade.</p>
<p>A tarde estava de um encanto inesquecível. Numa parte do jardim lateral do edifício, uma grande quantidade de pequeninas mesas brancas e floridas para o <i>five o&#8217;clock</i>, e dispostas com arte de modo a poderem os que estavam em uma delas ver os que estavam em outras, traziam à lembrança naquele cenário de macias relvas, de praias claras, em que o murmúrio das ondas se casava ao ramalhar das árvores e ao som dá música ao ar livre, cenas de outros lugares distantes, talvez Nice, talvez Cannes&#8230;</p>
<p>E até sol-posto foi um rumor alegre de vozes naquele jardim, e um correr de meninos pelos gramados, tachonando-os com as cores alegres dos seus vestidos e dos seus chapéus floridos.</p>
<p>E se o mar não prometesse mau embarque, ali ficaríamos até o romper do luar, para navegarmos depois em mar de prata e gozarmos por mais tempo as doçuras daquele ambiente delicioso&#8230;</p>
<p></p>
<div style="text-align: center;">
<b>IV</b></div>
<p>
Ora, pois, abro um parêntese na série destes artigos descritivos, para me referir a um fato, que nos impressionou a todos no Rio de Janeiro, porque teve na imprensa carioca uma horrível repercussão. Não é preciso uma extraordinária perspicácia para se adivinhar qual ele seja; já o leitor percebeu que aludo ao contrato feito pelo Governo do Estado do Espírito Santo com a firma Lichtenfels &amp; Cª para exploração de matas do Estado e desenvolvimento da sua imigração.</p>
<p>Quando parti para a cidade da Vitória levava o espírito apoquentado por esse assunto e vou dizer por quê, para que não pareça exagerada a minha sensibilidade. É o caso que desde que peguei na pena, resolvida a escrever para o público, me arvorei, por minha conta própria, em advogada das nossas árvores urbanas e florestais.</p>
<p>Corajosamente, sem medo de criar com a minha insistência fama de monótona a propósito de tudo, e manda a boa verdade dizer que muitas vezes fora de propósito, procurei sempre fazer entre nós a propaganda da árvore e da flor, e, se a minha vaidade, ou veleidade, já se tem consolado com alguns triunfos nesse sentido, confesso que ainda estou bem longe de ver confirmados todos os meus propósitos. Tendo em artigos de jornais, em conferências, em livros, clamado sempre contra a devastação inútil das nossas matas e a favor do plantio e replantio do arvoredo benéfico, é fácil de imaginar qual seria a minha opinião em face desse famoso contrato, destinado, segundo diziam, a desnudar por uma miséria a linda terra espírito-santense!</p>
<p>E, por isso mesmo, porque esse assunto me interessasse vivamente, ardia em curiosidade de indagar de alguém bem informado todos os seus detalhes e circunstâncias, não ousando fazê-lo, com receio de ferir susceptibilidades e melindres, tanto o caso me parecia monstruoso.</p>
<p>Em face, porém, dos progressos que via realizados na Vitória e que me atestavam a boa orientação do Governo do Espírito Santo, comecei a duvidar do meu critério anterior, e, sem poder sopitar curiosidades, pedi a alguém, cujo espírito me pareceu Imparcial e justo, que me demonstrasse o verdadeiro espírito da questão. A nossa palestra, no pacato recanto do velho salão do hotel, foi rápida e concisa. O meu ilustre informante afirmou, com espanto para mim, considerar o contrato, em volta do qual se levantou tanta celeuma, de magníficos resultados para o Estado, acrescentando:</p>
<p>&#8220;Minha senhora, não se podem abrir estradas em matarias; fazer vilas em pontos disseminados dos sertões para colônias agrárias; cultivar terras até hoje inexploradas, sem que muitas árvores das florestas gemam sob os golpes do machado derrubador. O progresso também faz as suas vítimas, e parece-me de boa política aproveitar-lhes os corpos inermes, não para aquecer locomotivas das estradas de ferro, como se faz em alguns lugares, mas para convertê-Ias em dinheiro para os magros cofres do Estado. Já que se interessa pelo assunto, eu lhe arranjarei algumas notas positivas a seu respeito. Os meus vagares de aposentado permitem-me esse trabalho.&#8221;</p>
<p>A palavra foi cumprida. As notas vieram, e é sobre elas que ou escrevo estas linhas.</p>
<p>Entre os problemas nacionais, que mais nos preocupam, existe um que no conceito geral merece a primazia:</p>
<p>&#8220;Atrair imigrantes o localizá-los definitivamente no país.&#8221;</p>
<p>Não há sacrifícios a que não nos tenhamos submetido para conseguir semelhante resultado, e ainda a esta hora até humilhações recebemos mesmo das nações de 2a. ordem em troca deste triste papel de mendigos de colonos que representarmos, batendo às portas de quem abertamente nos repele e injuria.</p>
<p>Espalhar agentes pelo mundo civilizado, subvencionar a imprensa, banquetear autoridades, derramar folhetos e mapas em todas as línguas, pagar passagens em linhas terrestres e marítimas, fazer gastos com alojamentos, alimentação, assistência de toda ordem, despender com transportes, salários, adiantamentos, ferramentas, sementes, casas e até com caprichos, eis o que nos custa o agenciamento de meia dúzia de colonos, que, não raro, meses depois nos abandonam em busca da Argentina, ou se transformam em mascates drenadores de nossas economias para o Oriente.</p>
<p>Mas não é tudo: — Os núcleos exigem direção, fiscais, intérpretes, instrutores, escolas, boas estradas, cercados seguros, mercados garantidos, centros industriais e outros complementos, representando no conjunto avultado dispêndio, arriscado e aleatório. Tomemos no Brasil os últimos quatro anos; somemos as quantias todas empregadas com a introdução e manutenção de imigrantes, computadas as despesas acima enumeradas, o dividamo-las pelo número de famílias realmente localizadas.</p>
<p>— Qual o resultado? Nem com dois contos de réis conseguiremos representar a quota de cada uma!</p>
<p>A colônia Afonso Pena custara ao Estado do Espírito Santo mais de 120 contos de réis ao ser transferida à União e, no entanto, não recebera ainda um só colono. Rios de dinheiro tem custado ao Governo o núcleo Itatiaia; e quais as suas atuais condições? Que produz? Que importância representa para atrair imigrantes?</p>
<p>De agora em diante a imigração vai-se tornar cada vez mais difícil e dispendiosa, porque pouco a pouco nos estão fechando os portos as nações, onde nos habituáramos a abastecer-nos. Mas não levemos em conta essa circunstância e digamos que cada família introduzida e localizada em nosso país, de bons imigrantes, vale somente por dois contos de réis. É essa quantia que em plena consciência e acertadamente está buscando aplicar a União para povoar alguns dos nossos Estados, entre outros o Paraná, Minas e mesmo (em escala reduzida) o Espírito Santo.</p>
<p>Este Estado que, todo ele com uma superfície superior várias vezes à da Bélgica, não conta senão duzentos mil habitantes, isto é a quinta parte, tão somente, da população do Rio de Janeiro, precisa antes de tudo cuidar de povoar o seu território, coberto em grande parte de matas e montanhas.</p>
<p>Preocupação constante de alguns dos seus governos, não tardou que se lhes apresentasse como insolúvel o problema, em face da renda exígua do Tesouro, dificilmente mantida, ainda assim, por uma população pobre e desaparelhada.</p>
<p>Foi em uma situação de tal ordem que, ao atual presidente do Estado, se apresentou a casa Lichtenfels &amp; Cª pretendendo extrair madeiras do Estado, alegando dispor de facilidades excepcionais para lhe colonizar o território. Era a solução que se oferecia, afinal, tão ansiosamente buscada, por isso, após acurado estudo, tendente a harmonizar os recíprocos interesses, o acordo se estabeleceu, traduzido em um contrato que é uma glória para o Governo, a despeito dos repetidos mais infundados ataques, de que tem sido alvo até por quem confessa nunca ter lido as cláusulas que firmaram na transação.</p>
<p>A casa contratante viu diante de si terras abundantes, cobertas de cerradas matas virgens, e muito naturalmente acreditou que mediante um bem estudado plano de exploração, apoiado em um conjunto de medidas que mutuamente se auxiliassem, poderia gerar para os capitais, com que contava, uma razoável fonte de renda. Sabia onde encontrar colonos, que acudissem ao seu chamado e viessem ocupar as terras oferecidas, não somente sem lhe exigir as despesas, a que jamais se podem furtar os governos no pagamento e colocação de imigrantes, como dos mesmos colonos recebendo até, e muito justamente, uma certa soma pelo patrimônio recém-adquirido.</p>
<p>Para tornar acessíveis os núcleos projetados seria necessário construir centenas de quilômetros de estradas de rodagem, mediante uma despesa inevitável e sem duvida no valor de muitas centenas de contos de réis, mas era possível atenuá-la utilizando essas novas vias de comunicação com o transporte de madeiras até os rios navegáveis ou as linhas férreas em tráfego.</p>
<p>Esse plano inteligente, governo algum poderia utilizá-lo, porque se existe trabalho fora do alcance dos meios oficiais, esse trabalho é sem dúvida o de explorar madeiras. Assim, aquilo que seria ruinoso e inexequível para o Governo, tornava-se nas mãos de um particular arguto uma medida complementar de alto valor econômico.</p>
<p>Cumpre acentuar que a exploração de madeiras, no Brasil, somente pode ser lucrativa se aquele que as quiser extrair dispuser de abundantes capitais e estiver seguro dê lhe não faltarem avultadas reservas de matas que assegurem compensações pelas despesas a fazer com a abertura de estradas e com a indispensável e dispendiosa organização comercial, que o abrigue contra o ruinoso monopólio exercido por meia dúzia de casas da praça do Rio. Não fora a necessidade de tais reservas e certamente a casa contratante preferiria comprar madeiras em matas particulares à razão de um ou dois mil réis o metro cúbico — como é corrente no interior do Estado — a pagá-las a 5$000 em regiões desprovidas de meios de transporte e de população. Só os que não conhecem o assunto acreditarão que 800.000 metros cúbicos de madeiras nas brenhas de um Estado despovoado podem fornecer 20 a 30 mil contos de lucros aos que se abalançaram a extraí-las. Basta refletir que é 9$000 a diferença apontada entre os ônus fiscais que gravam os atuais possuidores de matas e os que vão pesar sobre o novo contratante, para, feitos os cálculos, verificar-se que o lucro, se o houvesse, seria no máximo de 9$000 vezes 800.000, isto é, 7.200 contos, tão-somente.</p>
<p>Esse lucro, conforme deixamos dito, só se verificaria se o contratante não fosse onerado de outros encargos e se obtivesse as suas madeiras ao longo das estradas ou dos rios navegáveis, como acontece com os terrenos particulares. No entanto, nada disso acontece; muito ao contrário. Assim, pois, o contratante só poderá ter lucros (e é muito justo que os tenha), nas seguintes condições:</p>
<p>1º, se dispuser de grandes capitais;</p>
<p>2º, se puder, sem despesas, atrair colonos para o Estado, colonos que tenham recursos e sejam realmente agricultores;</p>
<p>3º, se tiver tino comercial para bem colocar as madeiras que extrair;</p>
<p>4º, se desenvolver qualidades administrativas para, de modo econômico, extrair e transportar as madeiras contidas nas matas devolutas, que lhe forem concedidas.</p>
<p>Aceitando ele o contrato, é de presumir que possua esses requisitos: será para o Espírito Santo uma felicidade, que assim seja!</p>
<p>E o Governo sob que móveis agiu?</p>
<p>O seu pensamento fundamental foi colonizar o Estado. Como consegui-lo? Sendo dispendioso e difícil realizar tão legítima aspiração, um caminho somente se oferecia a quem não dispunha de dinheiro: ceder terras e o que nelas se contivesse, em troca dos braços que deverão cultivá-las, para enriquecimento do Estado. Ceder gratuitamente terras devolutas a colonos. Que é que fazem os Estados, às claras, doando-as ou, veladamente, vendendo-as a preços irrisórios, sem juros, a prazos que sempre se prorrogam e mediante pagamento proveniente do salários elevados, pagos por compromissos formais o expressos pelos cofres oficiais? Milhares de hectares recebeu do Estado a União a título gratuito, quando lhe foi transferido a Colônia Afonso Pena, mediante menos ainda da quantia, que em benfeitorias despendera o Governo que a fundara. Por que motivo não investiram contra ambos? O complemento da paga ao contratante forneceu-o o Governo dispensando de impostos a madeira das terras cedidas. Examinemos, para fulminá-lo, o ato perdulário. A madeira em causa é das terras devolutas. Esta, se não fosse dispensada do imposto, não seria evidentemente exportada, porque outras, ao longo das linhas de transporte, existem que se vendem por menos de cinco mil réis, preço cobrado pelo Governo no contrato. E nesse caso, que sorte teriam tais madeiras?</p>
<p>Seriam queimadas sem proveito para ninguém.</p>
<p>Com efeito, sendo impossível colonizar terras sem lhes derrubar as matas e transformá-las em culturas, claro é que em breve estariam reduzidas a cinzas as suas madeiras. E é Isso mesmo que se tem feito em toda a parte, a despeito de estéreis clamores da imprensa e das vãs promessas interventoras das administrações. Assim, o Governo dispensou de impostos aquilo que jamais poderia ser taxado, porque estava condenado a ser devorado nas queimadas.</p>
<p>Vendendo árvores por 4 mil contos, o Governo salvou para o Estado essa grande soma. Foi hábil e tornou-se um benemérito.</p>
<p>Cem contos, que as matas produzissem, já seria uma bela conquista ao incêndio. Quando, porém, não militassem tão justos motivos para a transação, é fácil demonstrar que o preço de 5$000 por metro cúbico de madeira em pé, nos sertões do Espírito Santo, não é um preço baixo. Informem-se dos preços vigentes em regiões mais acessíveis, e verão que ninguém vende por mais, nem por tanto. Próximo à linha da Leopoldina, na Serra do Frade, em Macaé, as madeiras escolhidas podem ser e são compradas a 2 e 3 mil réis o metro, se não menos. E ainda mais perto, à margem da Central, a 3 léguas apenas de distância, paga-se 3 a 4 mil réis, somente, pela mesma unidade de madeira de 1a classe em árvore. Se levantam os preços, afastam-se os compradores o não tarda então que o fogo realize a sua obra&#8230;</p>
<p>Eis aí os fatos esmagadores, que não receiam contestação.</p>
<p>Mas, na realidade, por quanto foram vendidos os 80.000 metros cúbicos de madeira que figuram no contrato? Vejamos:</p>
<div align="center">
<table border="1" cellpadding="10" style="width: 80%;">
<tbody>
<tr>
<td align="left" valign="middle" width="80%">1º Em dinheiro </td>
<td align="right" valign="bottom" width="20%">4.000</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="middle" width="80%">2º Como renda dessa quantia, por ter sido fornecia adiantada. Sendo de 10 anos o prazo concedido, tomemos metade desse prazo para média do tempo, em que devem ser contados os juros, que suporemos de 7,5% ao ano, teremos: 4.000 contos, a 7,5% ao ano, em 5 anos</td>
<td align="right" valign="bottom" width="20%">1.500</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="middle" width="80%">3º Custo de introdução e localização de 3.500 famílias a 1 conto de réis somente (em lugar de 2 contos)</td>
<td align="right" valign="bottom" width="20%">3.500</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="middle" width="80%">
<div style="text-align: right;">
Total</div>
</td>
<td align="right" valign="middle">9.000</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Eis o que diretamente vai receber o Estado pelos 800.000 metros cúbicos de madeira, em árvore, nos sertões do Espírito Santo.</p>
<p>Em árvores disputadas ao fogo! Mas de modo menos expresso, mas não menos categórico, são bem maiores os serviços e vantagens auferidos pelo Estado no contrato. Em primeiro lugar há a obrigação de introduzir mais 300 famílias para a lavoura, e isso não vale menos de 200 a 300 contos de réis. Em segundo lugar, em virtude da cláusula 35a. combinada com a cláusula 3a., obrigou-se o contratante a introduzir mais 1400 famílias, sob pena de reverterem ao domínio do Governo os lotes a elas destinados. Eis aí mais uma verba de mil contos, pelo menos. Em resumo: as vantagens do Governo, traduzidas em dinheiro, não somam menos de 10 a 11 mil contos de réis.</p>
<p>As conseqüências de outra ordem são extraordinárias para o Estado:</p>
<p>1º – O número de imigrantes, que nele se deverão localizar, será de cerca de 20.000. Ora, sendo de 200.000 apenas o número total de habitantes do Estado, conclui-se que a sua população vai ser de pronto aumentada em 10%.</p>
<p>E esse colossal resultado se fará sem ônus ou incômodos de qualquer natureza para o Governo Federal.</p>
<p>2º – Sendo, no presente momento, de cerca de 40.000 contos de réis o valor da produção do Estado, é lícito admitir que essa produção será em breve elevada de 10%, isto é, a 44.000 contos, só por influência do contrato.</p>
<p>3º – A renda fiscal do Estado, avaliada no corrente ano em cinco mil contos, poderá em breve, sob aquela mesma influência, elevar-se a 5.500 contos.</p>
<p>Se se quisesse aprofundar o estudo dos resultados da introdução e localização de 3.500 famílias nas terras devolutas do Estado do Espírito Santo, a abertura de estradas, daí decorrentes, a movimentação do interior atualmente despovoado, a repercussão no país de origem dos colonos, e inúmeros outros efeitos evidentes, não haveria louvores bastantes para galardoar o ato de quem assinou o novo contrato. Se este se realizar, como tudo faz prever, acontecerá com este caso o mesmo que se passou com outros na apreciação dos atos administrativos do atual Governo: as mais acerbas criticas e os mais sombrios vaticínios seguidos dos mais retumbantes sucessos. Arguiu-se de ruinosa loucura a execução das obras que deram água, luz e esgotos à Capital. — &#8220;Despender 3.000 contos era empobrecer o Estado, porque, se a obra se fizesse, não daria senão prejuízos&#8221; — eis o que de todos os lados se ouvia.</p>
<p>Pois bem! Fizeram-se as obras. Não são passados senão meses, e aquilo que custou 2.500 contos está vendido por mais de 5.000. O Governo fez construir casas na Capital, e não faltou quem condenasse a resolução. Resultado: as casas estão sendo disputadas e não bastam para as necessidades da população acrescida. O mesmo acontecerá ao contrato das madeiras e a quantos atos administrativos praticar o Governo, inspirado pela confiança nas condições naturais daquele solo privilegiado, na energia de seus filhos e no futuro brilhante, que aguarda o Estado do Espírito Santo.</p>
<div style="text-align: center;">
***</div>
<p>
A estas informações, que aqui ficam expostas, vieram juntar-se ainda, a meu pedido: um esquema representativo da superfície do Estado do Espírito Santo, contendo os terrenos ocupados, os devolutos e a área suficiente para a extração de 800.000 metros cúbicos de madeiras, e mais as seguintes ponderações sobre o mesmo assunto:</p>
<p>Se considerarmos um hectare de terras cobertas por mata virgem, podemos representar esta área por um quadrado que tem 100 metros de lado.</p>
<p>Se supusermos que haja apenas uma árvore de 20 em 20 metros, teremos, que em um hectare existirão 5&#215;5, ou 25 árvores. Tendo cada uma dessas árvores, em média, três metros cúbicos, teremos 75 metros cúbicos de madeira em um hectare, e, portanto, em 10.667 hectares encontraremos 800.025 metros cúbicos de madeira.</p>
<p>A área 10.667 hectares é equivalente à de um retângulo cujos lados são: 10.667 e 10.000 metros. Neste retângulo não há lado que atinja sequer a duas léguas, pois o maior lado tem uma légua, três quartos e uma pequena fração, e o menor tem exatamente uma légua e três quartos.</p>
<p>O Estado tem cerca de 6.000.000 de hectares de terras devolutas, e há proprietários no Espírito Santo de duas e meia sesmarias cobertas de matas virgens ou de 2.222,5 alqueires, área esta que representa 1/282 aproximados dos 3.000.000 de hectares. Esses proprietários poderiam, pois, extrair e exportar os 800.000 metros cúbicos de madeiras.</p>
<p>O contrato para extração dos 800.000 metros cúbicos de madeira estabelece a obrigação da fundação de sete núcleos coloniais por parte da firma concessionária. Será feita para cada uma das &#8220;500 famílias&#8221; de colonos, que compõem cada núcleo, uma derribada de 5 hectares.</p>
<p>Já vimos acima que cada hectare contém 75 metros cúbicos de madeira e, portanto, cada lote colonial fornecerá na derribada dos 5 hectares 375 metros, e cada núcleo 187.500 metros cúbicos. Fundados os 7 núcleos coloniais, a firma concessionária terá feito a derribada de árvores, cujo volume é de 1.312.500 metros.</p>
<p></p>
<div style="text-align: center;">
ESQUEMA</div>
<p>
representativo da superfície do Estado do Espírito Santo, contendo os terrenos ocupados, os devolutos e nestes a área suficiente para a extração de 800.000 metros cúbicos de madeiras, representada pelo quadrado que tem o sinal A.</p>
<p>
Superfície do Estado&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. 44.800 km<br />
Superfície das terras devolutas&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;30.000 km<br />
Área para a extração dos 800.000 metros cúbicos de madeira&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.106.67 km</p>
<div style="text-align: center;">
Escala: 0ms,01=20k².</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://1.bp.blogspot.com/-P2wx9i2Plfs/WJy3FwYKl2I/AAAAAAAALmQ/4fWc41_A5GUFAtgRuekitxptjW-7CJGAACLcB/s1600/julia.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="171" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/05/julia.gif" class="wp-image-5176" width="320" /></a></div>
<p>
E depois deste eloquente quadro, que mostra de modo prático e evidente quão exígua é a área, não já do Estado, mas das &#8220;terras devolutas&#8221;, bárbaras e incultas do Estado, comprometidas no malsinado contrato, o que deu azo à acusação fantasiosa e mirabolante, de que o presidente do Espírito Santo vendera o seu Estado ao concessionário, só me resta esperar a publicação deste artigo para entregar ao Jornal o 5º e último das &#8220;Cenas e paisagens do Espírito Santo&#8221;.</p>
<p></p>
<div style="text-align: center;">
<b>V</b></div>
<p>
<span style="font-size: 85%;">Comparação de aspectos — Partida pela Diamantina — O que será dentro em pouco tempo essa via férrea — Fazenda Modelo da Sapucaia — Terras do Sul e terras do Norte — Pastor e arado — Primeira condição de agrado da Fazenda Modelo; exemplos admiráveis que devem ser seguidos pelos governos de intenções sinceras — A segunda condição de agrado; simplicidade, rusticidade; como se deve ensinar os pobres; a casa; a hospedagem; passes gratuitos — Prêmios; seu estímulo — Máquinas — Ceifadeira de arroz ; quadro de José Malhôa; as moças no arrozal; os discípulos; o mestre; cereais; produções; diversas instalações; substituição de jacarés por feijão; capitães que hão de correr por seus pés — Vias de comunicação; construções de estradas; colônias; fábricas e ainda mais núcleos coloniais e ainda fábricas — O maior benefício prestado pelo senhor Jerônymo Monteiro — O ensino público — A alma da Vitória — O entusiasmo do estudo — Instituto de Pintura — As crianças do Espírito Santo — A freqüência dos colégios — Asilo do Coração de Jesus — Nem uma batina nas ruas nem hábitos de frade — A impressão da viagem — Saudade e agradecimento.</span></p>
<p></p>
<div style="text-align: right;">
<i>Só os fatos louvam sem mentira</i></div>
<div style="text-align: right;">
Ruy Barbosa.</div>
<div style="text-align: right;">
</div>
<p>
Porque o aspecto da capital do Espírito Santo me tivesse impressionado, não só pela sua feição original e pitoresca, como pelo seu frêmito de progresso, desejei conhecer também o de seus campos de lavoura.</p>
<p>Para isso, partimos por uma lindíssima manhã pelo trem da Diamantina, estrada que será muito breve a grande artéria propulsora de progresso e de fortuna desse esperançoso Estado, para a Fazenda Modelo da Sapucaia, a poucos quilômetros da Vitória.</p>
<p>As terras cortadas pela Diamantina fazem já promessas diferentes das outras atravessadas pela Leopoldina. Deram-me estas a impressão de terem nascido para a fartura dos rebanhos e as lidas do pastor; e aquelas, mais coloridas, mais exuberantes, para os sulcos do arado e a glória das sementeiras.</p>
<p>A primeira condição de agrado que me proporcionou a &#8220;Fazenda Modelo Sapucaia&#8221;, criada pelo doutor Jerônymo Monteiro, e inaugurada em 4 de dezembro do ano passado, foi a de ser organizada mesmo às margens da estrada de ferro, que a corta pelo meio. Assim, e há nisso uma tática muito inteligente, quem passar no trem, verá forçosamente por qualquer dos lados do comboio por que olhe, os talhões das diferentes culturas da fazenda estendendo-se, como mostradores em exposição permanente, pelos campos e alegrando a paisagem aqui com um tapete dourado de trigo maduro ou de arroz seco, ali com um azul, de linho em flor; acolá com um outro verde de um feijoal novo ou de um canavial. O exemplo oferecido assim a prevenidos e desprevenidos é de conseqüências admiráveis e deve ser seguido, sempre que for possível, pelos organizadores de escolas dessa natureza; porque enterrar tais estabelecimentos em lugares de condução difícil e longe da vista das populações, quase sempre preguiçosas e indiferentes, é gastar dinheiro sem pena e perder grande parte de trabalhos e de exemplos, que ficam desaproveitados.</p>
<p>Há coisas que parecem insignificantes e que têm, entretanto, um grande alcance administrativo. Esta pareceu-me uma delas. Na realidade, a um povo sem educação é preciso meter-lhe pelos olhos dentro tudo que possa cooperar para a sua felicidade e que a sua inércia não descobrirá de outro modo. Um apeadeiro na própria fazenda facilita a visita dos curiosos.</p>
<p>A segunda condição de agrado, que me proporcionou aquela propriedade agrícola, criada para educar agricultores pobres, foi a sua simplicidade, mais do que simplicidade: a sua rusticidade.</p>
<p>Ali, tudo o que pôde ser feito com materiais fornecidos pela própria fazenda: madeira, barro ou pedra bruta, é — o de preferência a ser executado em metais mais ou menos caros, madeiras envernizadas ou pedras britadas a capricho. Em face daquele exemplo o lavrador pobre não levantará os ombros desdenhosamente com a convicção de que objetos de preço só podem servir nas propriedades dos ricos, ou do Governo, e nunca nas suas propriedades modestíssimas. Ao contrário, observando os processos postos ali em prática, aprenderá a fazer obras de utilidade agrícola aproveitando com acerto em seu beneficio os elementos naturais oferecidos pela terra em que trabalha.</p>
<p>O muxoxo, com que o caipira olha sempre para tudo que está fora da sua compreensão ou das suas posses, é assim substituído por um olhar de curiosidade, de surpresa e de estudo. Porque o que ele vê diante de si é iam modelo que não lhe será impossível imitar. Certamente que aquela fazenda não foi feita para ser mostrada à gente pomposa das cidades, mas só para servir de escola a populações pobres e sem engenho.</p>
<p>Quantos infelizes desesperam por não saber tirar partido de recursos que tem muitas vezes mesmo embaixo das mãos! É essa facilidade e essa independência, que a &#8220;Fazenda Modelo Sapucaia&#8221; estimula e sugere com o seu exemplo, visando facilitar assim a aplicação das teorias que difunde.</p>
<p>A casa, no mesmo estilo singelo, verdadeiramente roceiro, tem acomodações para hospedagem gratuita, até o prazo de trinta dias, para os agricultores que desejarem demorar-se nela, estudando os processos agronômicos modernos. Para facilitar tanto quanto possível a freqüência dessas visitas, o Estado fornece, também gratuitamente, passes da Estrada de Ferro a todos os agricultores que os solicitarem. Procura desse modo animar a lavoura, que vinha de longe arrastando uma crise pesada, de desesperança.</p>
<p>Foi também com o intuito de fazer vibrar os ânimos dos lavradores que o mesmo Governo estabeleceu uma lei, em 1908, criando 241 prêmios em dinheiro para os agricultores, que mais se distinguissem em produção, qualidade e exportação de culturas agrícolas, além de outros prêmios, representados por um reprodutor de raça, já aclimado no país, para o criador que no Estado criasse mais de duzentas cabeças de gado lanígero, vacum, muar ou cavalar.</p>
<p>Essa lei, traduzida em alemão e em italiano, que são os idiomas da maioria dos colonos do Espírito Santo, foi publicada, assim como em português, em folhetos, largamente distribuídos pelos principais centros agrícolas do Estado.</p>
<p>O fruto dessa sementeira não tardou a aparecer. Tanto o nosso povo rural carece de estímulo! Já no ano seguinte foram distribuídos vários prêmios e, desde então, a roda nunca mais parou, fazendo, na sua rotação, salpicar prêmios para um lado ou para outro, sob vários pretextos: a este industrial, porque mantém uma usina; àquele criador, porque exportou tantos mil quilos de toucinho, de truta em conserva, ou uma quantidade considerável de sacos de arroz beneficiado, etc.</p>
<p>Não é nada? É como um punhado de milho louro, espalhado para o alvoroço e alegria de pintos, que, já na contenda de apanharem os grãos mais gordos, encontram meio de satisfação e de atividade. Eu aprecio essas coisas, achando nelas assunto de interesse especial, porque representam gestos independentes, livres de peias, com que a política costuma embaraçar os Governos dos Estados, e, muito, principalmente os Estados de poucos recursos.</p>
<p>Assim, ora acoroçoando lavradores e industriais agrícolas com certas somas de dinheiro, ora criadores com exemplares de reprodutores de raça, o Governo do Espírito Santo tratou pari-passu de combater os processos rotineiros, ainda empregados na lavoura do Estado, estabelecendo um campo de demonstração (fazenda-modelo da Sapucaia), onde o lavrador pode fazer praticamente a sua aprendizagem, manejando instrumentos agrários que o estabelecimento lhe fornece pelo preço do custo, mediante pagamento em prestações, previamente combinadas.</p>
<p>Quando o lavrador não se quiser sujeitar a isso, o Governo mandará, a seu requerimento, montar as máquinas e ensinar a manejá-las, gratuitamente, à sua propriedade. Tudo isso me pareceu muito bem determinado e muito digno de divulgação.</p>
<p>Na manhã em que visitei a &#8220;Fazenda&#8221; fazia-se nela a experiência de uma nova máquina de ceifar e de enfeixar arroz. E a essa experiência cabiam perfeitamente as palavras da chapa: estava sendo coroada de magnifico êxito. O arrozal maduro lourejava ao sol. Lembrava um quadro pintado por José Malhôa, e várias vezes as alegres tonalidades desse artista exuberante e rural me acudiram à memória naquela transparente a luminosa manhã de maio.</p>
<p>A Ceifadeira mergulhava na onda loura o seu pesado corpo de ferro, atirando o arroz, já em feixes atados rapidamente por ela mesma com um solido nó, de embira para o campo devastado, onde ficavam apenas pequenas touceiras do arrozal, rentes ao chão. Aos lavradores que dirigiam a máquina e a outros lavradores que acompanhavam para observá-la de perto, reuniu-se um grupo de senhoras, curiosas, cujas toilettes claras e sombrinhas de cor juntaram ao bucolismo do quadro uma nota risonha, que o completava. Dentro de poucos minutos não havia ali chapéu nem cinto que não estivesse enfeitado com um penacho de arroz.</p>
<p>Do lado oposto da estrada, em outros campos da mesma propriedade, empregavam-se alguns discípulos na aprendizagem dos processos aratórios, preparando o terreno para novas plantações. Surpreendi assim, a fazenda numa hora de atividade, e de aplicação dos modernos processos de trabalho. O mestre de culturas, senhor Agostinho de Oliveira, que se me afigurou sinceramente apaixonado pela sua profissão, informou-me, mostrando-me uma vitrina, em que estavam vários punhados de cereais, que já se têm feito ali experiência de 57 variedades de plantas forraginosas, alimentícias, têxteis, oleaginosas, etc. Dando a aveia na razão de 46 hectolitros por hectare; alfafa, 10 cortes por ano; trigo, 12 hectolitros por hectare; linho, 80 centímetros de altura; algodão, 0,m60 de extensão de fibra; sorgo, 700 alqueires por alqueire de semente, etc.</p>
<p>Embora as terras em que está organizada a fazenda, não sejam das melhores do Estado, tendo sido escolhidas pela sua situação, a cujas vantagens aludi, e pela sua facilidade de comunicação, ainda assim o quadro comparativo da sua produção de trigo, por exemplo, com a de outros países, é-lhes extremamente lisonjeiro.</p>
<p>Enquanto Portugal colheu 9 hectolitros por hectare, a Argentina 11, a Austrália 40, os Estados Unidos 7, — o Espírito Santo colheu 12, o que já constitui uma diferença razoável, guardando as mesmas proporções nas diferentes qualidades de trigo que cultivou como experiência e demonstração, tendo igualmente obtido magníficos resultados de plantas estrangeiras, ainda não conhecidas no Brasil, ao mesmo tempo que, provado as vantagens das plantas conhecidas quando tratadas pelos processos mecânicos que aumentam, melhoram e barateiam a sua produção.</p>
<p>As instalações da fazenda para os seus animais estão ainda de acordo com o seu tipo modesto. São modelos de fácil imitação e em que, na sua rudeza, estão previstas todas as condições de higiene.</p>
<p>Entretanto, falava-se na construção de novas baias, de um posto zootécnico e não me lembra mais o quê. Em todo caso, os carneiros Lincoln, os touros Gersey, ou as galinhas Plymouth encontram condições de vida farta nos campos da fazenda da Sapucaia, para onde têm sido remetidos alguns exemplares deles, e que sempre serão mais proveitosos que os terríveis jacarés que ali habitavam um charco, hoje transformado, pelo aterro, num vistoso e fértil feijoal!</p>
<p>Ainda com o sentido de animar a lavoura, tendo sido fundado o Banco de Crédito Agrícola e Hipotecário, o jornal oficial da Vitória começou a imprimir uma seção diária, de tipo gordo e entrelinhado, com explicações e conselhos sobre agricultura. Este ardil facilita a leitura, pelo menos desse trecho do jornal, às pessoas de vista cansada, ou que saibam apenas soletrar.</p>
<p>É alguma coisa: é o interesse levado a toda gente, em doses de fácil assimilação, pelo mais portentoso assunto do país.</p>
<p>Observando esses pequenos nadas, penso com alegria que o nosso vício de politicagem começa a transformar-se em séria atividade administrativa&#8230; Mas quem me dirá se nos outros Estados se faz o mesmo?</p>
<p>Nós os brasileiros gostamos pouco de viajar em nosso país; desde que se não possa ir para o estrangeiro proferimos a tudo ficar em casa; daí a ignorância de muitos aspectos curiosos e de muitos fatos interessantes de nossa terra e da nossa gente. Quando porém, por qualquer circunstância inesperada, visitamos um ou outro dos nossos Estados, dizemos não trazer deles impressões que valham a pena de ser comunicadas a ninguém! É um mal e um erro, porque da nossa crítica ou do nosso louvor podem resultar benefícios imprevistos para o país.</p>
<p>Por minha parte confesso que tive intenso prazer surpreendendo no Estado do Espírito Santo, tão acoimado de pobre e de rotineiro, um tão grande movimento de progresso e de transformação, e que julgo cumprir um dever de patriotismo afirmando a convicção que nutro de que essas terras, dentro em pouco tempo, atrairão só por si capitais importantes que para elas irão espontaneamente, na certeza de ótimas recompensas. Já não é um Estado rotineiro; é um Estado progressista. Ao mesmo tempo que o Governo dava à cidade principal água, luz, esgotos, serviço de higiene publica e domiciliaria, escolas, habitações populares e um novo e moderno hospital; ao mesmo tempo transformava os seus lodaçais em parques secos e drenados, contratava diversas vias de comunicação: linhas de bondes elétricos, construções de estradas para carros e automóveis; navegação a vapor pelos rios Doce e Itapemirim, construções de estradas de ferro que atravessam regiões feracíssimas; e tudo em vários pontos do Estado, simultaneamente. Não contente com isso, o Governo põe outros serviços em execução, contratando com particulares construções de outras estradas e a fundação de colônias, de fábricas, de serrarias, de usinas, do plantio do cacau, de exploração de matas e desenvolvimento da imigração com a fundação de 7 núcleos coloniais de 500 famílias cada um; e ainda de mais estradas e ainda de mais imigrantes, e ainda de mais fábricas e de mais usinas elétricas!</p>
<p>Mas sobrepujando a todos, o grande beneficio prestado pelo doutor Jerônimo Monteiro ao seu Estado natal está na reforma do seu ensino publico. Hoje a alma da Vitória é a colegial. Ela dá à cidade, provinciana e sossegada, uma nota de alegria vibrante pelo seu ar decidido e entusiasmado e pelo seu traje encarnado ou azul, segundo o grupo escolar a que pertence. A certas horas, quem chegar às janelas ou andar pelas ruas, verá surgir em vários pontos essas manchas luminosas, e inconfundíveis, que fazem pensar que também as hortênsias e as papoulas andam!</p>
<p>Não são só as pequenas, também as mocinhas vestem com orgulho os seus uniformes de normalistas. Toda a mocidade da Vitória estuda e fá-lo com um entusiasmo como jamais observei em parte alguma; o seu Instituto de pintura é frequentado com imenso interesse por muitos moços e moças da sua melhor sociedade.</p>
<p>Mas o seu maior encanto está sobretudo nas escolas publicas refundidas pelo modelo das de São Paulo, que são as mais afamadas do país. Em geral as crianças no Espírito Santo são fortes e desembaraçadas, o que duplica o encanto das salas escolares, que estão bem organizadas, com aparelhos e mobílias modernas. A prova do grande interesse que há na Vitória pelo estudo está bem expressa pelas suas estatísticas escolares.</p>
<p>No mês de maio, em que visitei essa cidade, foram as suas escolas públicas freqüentadas por mil e oitenta e sete crianças, o que representa uma soma respeitável numa cidade de pequena população, tanto mais quanto nela não há só escolas publicas, mas também particulares de grande freqüência. Eu mesmo visitei uma, o &#8220;Asilo Coração de Jesus&#8221;, em que era muito grande o numero de discípulas, aparte as órfãs pobres do Estado, ali recolhidas, se me não engano, em número de 200, e por cuja manutenção o Governo subvenciona esse estabelecimento com uma determinada quantia.</p>
<p>E o engraçado é que foi preciso entrar num edifício religioso para eu ver a primeira touca de religiosa no católico Estado do Espírito Santo! Foi só então que ma ocorreu à lembrança o que me tinham afirmado no Rio, isto é, que eu iria esbarrar com batinas de padres e hábitos de monges por todos os ângulos e curvas da Vitória, quando a verdade é que, em cinco dias, eu ainda não vira nem uma só batina, nem um só habito de freira ou de frade, nas ruas da Vitória nem nas estações do caminho de ferro do Estado do Espírito Santo!</p>
<p>Isso não acontece em São Paulo nem em Minas, nem aqui, verdadeiro refúgio de religiosos exilados da Europa.</p>
<p>Ora pois, até nisso aquela terra era diferente do que me tinham afirmado antes da minha partida.</p>
<p>De fato, em vez de uma sociedade fanática, tristonha, desconfiada, achei-me no centro de uma sociedade carinhosa, risonha, desembaraçada e vivaz, de que guardarei sempre saudades.</p>
<p>E porque de tudo trouxe uma impressão de agrado, de esperança, ou de surpresa, quis fixá-la nestas linhas, em que escondi quanto pude a gratidão pelo excepcional acolhimento que devo a esse Estado, para só deixar transparecer a verdade nua dos fatos que nele observei, sem véus de fantasia, nem parcialidade de sentimento.</p>
<p>E, também, para isso, não escrevi precipitadamente. Esperei; dei tempo a que as minhas idéias amadurecessem antes de rever as notas feitas no tropel das horas movimentadas, que passei na Vitória e que tão imperfeitamente descrevi. Sinto-me, porém, satisfeita de poder afirmar a todos os brasileiros, mesmo aos mais indiferentes, que esse pedaço da Pátria achou quem o despertasse do sono letárgico que ha tanto tempo o entorpecia e que, agora, despertado e fortalecido, caminhará ativamente, alegremente, para um futuro nobre e feliz.</p>
<p>
<span style="font-weight: normal;">[ALMEIDA, Júlia Lopes de. Cenas e paisagens do Espírito Santo.&nbsp;<i>Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil</i>, 75 (126), 1912, p.175-217.]</span></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2000 Estação Capixaba</span></b>.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Júlia Lopes de Almeida</b> (Rio, 1862; Rio, 1934), romancista e contista, tem sido injustamente omitida pelos historiadores e críticos da literatura brasileira, o que se explica, aliás, por lhe faltarem características nitidamente próprias. Pertenceu a um período que vai de 1895, isto é, do declínio do romance naturalista, a 1902, data do <i>Canaã</i> de Graça Aranha. A esse período pertenceu, como figura de primeira grandeza, Coelho Neto — o que basta para definir como fase em que o gosto pela expressão literária em si fatalmente prejudicaria a obra novelesca. Apesar disso, alguns romances de Júlia Lopes de Almeida merecem ser lidos e talvez perdurem como retratos da sociedade brasileira do seu tempo, em especial <i>A Família Medeiros</i>, de 1894. Ficcionista de grande facilidade de inventiva e expressão, e regular poder de análise, retrata em suas obras a evolução material, social, intelectual e moral do Rio de Janeiro do seu tempo. Sob o ponto de vista estilístico procurou aliar a técnica do romance naturalista de Zola a uma constante preocupação de linguagem artística. Publicou, além do romance citado: <i>A viúva Simões&nbsp;</i>(1897); <i>A falência&nbsp;</i>(1901); <i>Ânsia eterna&nbsp;</i>(1903); <i>A intrusa&nbsp;</i>(1908); <i>A herança&nbsp;</i>(1908); <i>Eles e elas&nbsp;</i>(1910); <i>Cruel amor&nbsp;</i>(1911); <i>Correio da roça&nbsp;</i>(1913); <i>A Silveirinha&nbsp;</i>(1914). (Dados extraídos do <i>Dicionário de Literatura Portuguesa e Brasileira</i>, de Celso Pedro Luft)</p></blockquote>
<p></p>
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		<item>
		<title>A cidade pontual: Retrato de Vitória, ES, no início do terceiro milênio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 May 2017 19:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Aguiar dos Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Rogério Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015. FICHA TÉCNICA Coordenação Reinaldo Santos Neves Pesquisa e transcrição de entrevistas Inês Aguiar dos Santos Neves Reinaldo Santos Neves Rogério Coimbra &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; SUMÁRIO Memorial descritivo Vitória, ES: Cidade pontual no início do milênio &#8211;&#160;Fernando Antônio de Moraes Achiamé Entrevistas (2004-2008) &#8212;&#8212;&#8212; © 2014&#160;Texto com direitos autorais em vigor. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-AJJcQES0FgQ/WShvR7K5P0I/AAAAAAAAP3g/cduU77kfEbkTzxhyb3ftOb177rmzNWxBACPcB/s1600/20150329_094659%2B%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015." border="0" data-original-height="439" data-original-width="586" height="478" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/05/20150329_0946592B252812529.jpg" class="wp-image-5182" title="Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p>FICHA TÉCNICA</p>
<p>
<b>Coordenação</b><br />
Reinaldo Santos Neves</p>
<p>
<b>Pesquisa e transcrição de entrevistas</b><br />
Inês Aguiar dos Santos Neves<br />
Reinaldo Santos Neves<br />
Rogério Coimbra</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>
SUMÁRIO</p>
<p><b><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/memorial-descritivo/" target="_blank" rel="noopener">Memorial descritivo</a></b><br />
<b><br /></b><br />
<b><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/02/vitoria-es-cidade-pontual-no-inicio-do/" target="_blank" rel="noopener">Vitória, ES: Cidade pontual no início do milênio</a> &#8211;&nbsp;</b>Fernando Antônio de Moraes Achiamé</p>
<p><b><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/entrevistas-2004-2008/" target="_blank" rel="noopener">Entrevistas (2004-2008)</a></b><br />
<b><br /></b><br />
<b><br /></b><br />
<b><br /></b><br />
</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://3.bp.blogspot.com/-smwmXn8LQeU/WSGjzE9tkvI/AAAAAAAAP1k/C3xxumO7HxQz6Xe6lv62-YSWTZI5rwXKwCLcB/s1600/conjunto-de-marcas3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="263" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/05/conjunto-de-marcas3.jpg" class="wp-image-5183" width="320" /></a></div>
<p><b><br /></b></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2014&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação <b>sem prévia autorização</b> dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p></p>
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		<title>O menino e o parque</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2017 20:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Luiz Guilherme Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Moscoso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há 73 anos um menino pedalava seu velocípede na calçada de cimento da José Bonifácio. Havia nascido cinco anos antes na casa nº 1 daquela rua, sendo recebido para o mundo pelas mãos de Dona Augusta Mendes, a parteira que atendia a domicílio as parturientes da cidade antiga. Nas pedaladas que dava de um lado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 73 anos um menino pedalava seu velocípede na calçada de cimento da José Bonifácio. Havia nascido cinco anos antes na casa nº 1 daquela rua, sendo recebido para o mundo pelas mãos de Dona Augusta Mendes, a parteira que atendia a domicílio as parturientes da cidade antiga.</p>
<p>Nas pedaladas que dava de um lado para o outro como velocista de velocípede, o menino se sentia um Pintacuda (esta é uma referência de época ao campeão de corridas automobilísticas) preparando-se, sem o saber, para futuras conquistas geográficas.</p>
<p>Uma delas seria a do Parque Moscoso, situado à curtíssima distância da casa onde nascera.</p>
<p>Desse tempo de infância, o menino guardaria uma de suas mais caras e recuadas lembranças quando, ao lado de seu pai, um iniciante professor de português, ambos foram ao Parque e se sentaram num banco de concreto sem encosto, reto como uma tábua, duro como uma pedra, onde o menino merendou banana prata diante de um jardim com flores de inesquecíveis corolas amarelas.</p>
<p>Um pouco adiante estava o Parque Tênis Clube com seu alambrado alto e duas quadras de saibro demarcadas com linhas brancas como fitas espichadas pelo chão.</p>
<p>Mas ainda não era o momento do menino saber que iria jogar naquelas quadras.</p>
<p>Seria necessário que, antes de ser fazer tenista-mirim aos 12 anos, ele se mudasse com seus pais e seu irmão da casa de nº 1, onde nasceu, para morar temporariamente na casa de seu avô paterno, na Rua da Santa Casa (então denominada Misael Pena), sobre uma padaria que a cada fornada expandia o cheiro irresistível do pão fresco pela vizinhança toda.</p>
<p>Talvez – ainda que seja esta uma ideia romântica – talvez o odor do pão saído do forno chegasse até as corolas amarelas do Parque Moscoso, a pouca distância da padaria.</p>
<p>Aos seis anos, o menino volta a se achegar ao Parque de sua origem, de cuja órbita nunca escapou indo morar na residência nova da Rua Afonso Brás, 73. Dali, esticando o olhar pela Rua Vasco Coutinho, podia ver o Parque Tênis Clube que se situava onde foi construído o Jardim da Infância Ernestina Pessoa, e onde o menino se iniciou no jogo do tênis sem que lograsse passar do primeiro grau como tenista para jamais ser um campeão nesse bretão esporte.</p>
<p>Mas, afinal, que Parque Moscoso era este de que estamos falando?</p>
<p>Que nos conduza através dele o menino desta crônica não mais pedalando um velocípede, mas encimado numa bicicleta Hércules, de cor preta, aro 28, farol niquelado no meio do guidon, na qual ia prazerosamente andar sobre o piso de areia batida do Parque Moscoso.</p>
<p>Eis que o menino deixa a Vasco Coutinho de atenção alertada para se prevenir do bonde que passa pelos trilhos da 23 de Maio, vindo de Santo Antônio e indo para a Praça Costa Pereira, ou vice versa.</p>
<p>Pedalando sem parar prossegue em demanda da Alameda Paulo Mota – que através do parque era uma projeção natural da Avenida José Carlos, atual Marcos de Azevedo e que, com o seu nome, rendia homenagem ao idealizador da planta física do Parque que apesar das sucessivas intervenções sofridas conserva relativamente até hoje as suas bem traçadas linhas.</p>
<p>Firme na bicicleta, o menino contorna o coretinho com telhado de flandres e escadinha lateral onde a poucos metros desse coreto armava-se um tablado em que pulavam os foliões e mascarados que no Carnaval vinham a pé de Caratoíra e Vila Rubim cantando animadamente sambas e marchinhas; o menino passa em seguida em frente ao Orchidário, escrito com ch, que tem o formato de uma oca indígena gigantesca; roda agora pela fonte dos Cavalos, o mais antigo monumento do Parque; avança na direção do Clube Vitória, na esquina da Avenida Cleto Nunes, mas sem sair do Parque; dobra para a esquerda onde fica hoje a Concha Acústica; corta transversalmente a grande alameda dos oitis que, de ponta a ponta, vara o Parque, dando-se o menino à brincadeira de fazer a bicicleta tirar um fino na máquina fotográfica de um lambe-lambe, apoiada num tripé de madeira; atinge a curva em que, do outro lado da Cleto Nunes localizavam-se o Cine Politeama e a Padaria Sarlo; vira à esquerda e segue pelo piso de areia grossa tendo à sua direita a Avenida República com seus canteiros centrais, postes com luminárias e trânsito nenhum, e tendo à esquerda o lago central do Parque com as ilhas artificiais que lhe dão graça e servem de cenário de romance para os namorados se fotografarem ao estilo das décadas de 30 e de 40; chega agora na extremidade em que fica a esquina da Avenida República com a Rua José de Anchieta, onde mais à frente situa-se o Quartel da Polícia Militar com suas ameias eriçadas para uma guerra que nunca houve; ganha novamente a alameda Paulo Mota, ladeada por fícus verdejantes, rente aos quais o menino tira outro fino, já sabemos que se trata de um jovem ciclista que gosta de tirar finos, pedalando a bicicleta. Nessa alameda o menino atinge um conjunto de fícus majestosos, hoje substituídos por uma cancha esportiva rasteira e rasa, perto dos quais tinha lugar o recreio dos alunos do curso primário do Colégio Sagrado Coração de Jesus, da professora Mariazinha Silva, o menino entre eles; passa depois pelo chafariz com suas clássicas figuras esculpidas em bronze cujos jorros o vento espalha; chega próximo do alambrado do Parque Tênis por onde ramas de trepadeiras se engatam; enviesa para a esquerda, e – atenção, senhoras e senhores, atenção porque, fechando o périplo pelo Parque Moscoso, o menino, com sua hercúlea bicicleta preta, aro 28 e farol niquelado no meio do guidon, vai passar pelo banco de concreto sem encosto, reto como uma tábua, duro como uma pedra, onde num indeterminado dia de sua infância, acompanhado pelo pai, merendou banana prata diante de um jardim com flores de inesquecíveis corolas amarelas.</p>
<p>Embora o menino não seja capaz de identificar esse banco duro e reto quando bicicleteia ao lado dele, tal lapso de memória há de lhe ser perdoado porque em nada desfaz a força nostálgica da recordação que conservará permanentemente desse imorredouro recanto do velho Moscoso.</p>
<p>Que velho Moscoso era este?</p>
<p>Se a volta dada na companhia do menino em sua bicicleta não foi bastante para responder à pergunta que se repete, diga-se então que era um parque que estava com pouco mais de trinta anos de idade, desde que fora inaugurado, e que se afirmara desde a sua criação como a única e nobre área verde de Vitória, espaço aberto ao povo, sem muralhas e sem portões, sem roletas e sem gradis, para que todos pudessem nele entrar e dele sair com a naturalidade de quem vivia tempos de um viver provinciano e pacato.</p>
<p>A este parque, e ao que resultou dele em virtude das intervenções que acabou sofrendo para o bem e para o mal, o menino, que se fez adulto, continuou gravitacionalmente ligado durante sua vida.</p>
<p>Dispenso-me de espichar outras lembranças além das que foram levantadas. Mas não posso deixar de dizer (e faço questão de fazê-lo alto e bom som) que o menino que se fez velho tendo o Parque Moscoso como centro de gravidade ao longo de sua vida acha, sem modéstia alguma, que se faz merecedor da gentileza de um gentílico que é para si um motivo de orgulho: o de ser um parquemoscosense da gema!</p>
<p>NOTAS EVOCATIVAS</p>
<p><b>1. Rua José Bonifácio</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
A Rua José Bonifácio ainda existe e mantém a denominação. Ela serve de ligação entre as Ruas Henrique Coutinho e Washington Pessoa, no Parque Moscoso. A casa nº 1, e a de nº 2, sua vizinha, construídas próximas à atual Escadaria Sana Cecília, eram de planta e arquitetura idênticas. Pertenciam ao Sr. Alexandre Buaiz, que as alugava. As casas hoje estão reunidas numa só construção comercial. Conserva o nº 1.</p>
<p>
<b>2. Parque Tênis Clube</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
O Parque Tênis Club tinha como associados profissionais liberais e comerciantes de Vitória para a prática do jogo do tênis. Situava-se onde foi construído, no governo Jones dos Santos Neves (1951-1955), o Parque Infantil Ernestina Pessoa, cujas dependências estão hoje ocupadas pela Escola da Ciência Física, pertencente ao município de Vitória. Cercado de alambrado, dispunha de duas quadras de saibro separadas por um corredor que terminava na sede social do clube – um pequeno prédio de dois andares. A entrada habitual dos sócios era pelo portão que dava para a Rua 23 de Maio, ao lado do qual havia um depósito para a guarda das redes e demais equipamentos de limpeza do parque.</p>
<p>
<b>3. Padaria Electrica</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
A Padaria Electrica localizava-se na Rua Misael Pena – hoje João dos Santos Neves -, na época popularmente denominada “Rua da Santa Casa” por influência do hospital situado no morro dessa rua e que tinha seu acesso principal por meio de larga escadaria, atualmente posta em desuso. A padaria ocupava uma das dependências (lojas) que havia embaixo do sobrado onde morava a família do Dr. Jones, como era conhecido o médico que era um dos donos da padaria. Esta, durante muito tempo, atendeu a uma clientela de fregueses que tinha centro na região do Parque Moscoso, competindo com a Padaria Sarlo (da família Sarlo), que ficava na esquina da Avenida Cleto Nunes com a Avenida República.</p>
<p>
<b>4. Rua Afonso Brás e Vasco Coutinho</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
A Rua Afonso Brás tem inicio na Avenida Marcos de Azevedo e segue em direção ao pé do morro da Santa Clara, sendo transversalmente atingida, quase no final, pela Rua Vasco Coutinho. Exatamente neste ângulo situa-se a casa de nº 73, de que trata a crônica. Por seu turno, a Rua Vasco Coutinho desemboca na Rua 23 de Maio depois de receber, como se fosse um afluente enladeirado, a Ladeira da Santa Clara. A rua tem, nas duas esquinas que a formam, diante do Parque Moscoso, dois imóveis característicos do velho Moscoso. No lado direito de quem entra na rua, uma casa que pertenceu ao Sr. Alcides Guimarães, estilo final da década de 40, do século passado, “de concreto armado” como se dizia, com “moderna” arquitetura em linhas retas, hoje revestida de azulejos. Na esquina oposta fica o que resta do notável palacete da segunda década do século passado, com o nome de Villa Oscarina. Pertenceu originariamente ao comerciante Antenor Guimarães, passando depois a seu filho Orlando Guimarães. A denominação do imóvel foi homenagem à única filha mulher de Antenor Guimarães, casado com Ana da Cruz Guimarães. Depois da morte do marido, a viúva passou a residir na parte debaixo da casa, sendo a parte superior ocupada pelo filho do casal, o também comerciante Orlando Guimarães. A majestosa grade de ferro fundido do jardim (hoje infelizmente substituída por um muro tipo fortaleza) e os portões da Villa Oscarina (o de frente e o lateral) foram feitos em São Paulo, conforme informações colhidas a Oscar Augusto Saletto da Costa, sobrinho por afinidade (por parte de mãe) de Orlando Guimarães, que morou na Villa Oscarina mais de uma vez, durante a sua juventude.</p>
<p>
<b>5. O bonde Santo Antônio</b></p>
<p>
Na década de 50 o bonde Santo Antônio vinha desse bairro, passava no Parque Moscoso pela Rua 23 de Maio, indo para a Praça Costa Pereira após percorrer a Rua Henrique Coutinho, a praça do Quartel (atual Misael Pena), a ladeira Dom Fernando, a Rua Coronel Monjardim e a Rua Sete. Antes dele existiu o bondinho Circular que também passava pela Rua 23 de Maio e circulava pelo centro de Vitória, servindo aos moradores da Cidade Alta e da Cidade Baixa (e do Parque Moscoso), uma vez que retornava pelo centro da cidade (pela atual Jerônimo Monteiro, a partir do Teatro Glória).</p>
<p>
<b>6. Clube Vitória</b></p>
<p>
O Clube Vitória, que foi um dos mais tradicionais de Vitória nas décadas de 20 a 50, localizava-se em um sobrado, na esquina da Rua 23 de Maio com a Avenida Cleto Nunes. Era chamado “o aristocrático” por ter como sócios os membros das famílias de melhores condições sociais de Vitória que, todavia, não moravam apenas no centro da cidade. Paradoxalmente a decadência do Clube começou a se desenhar a partir da construção da sua nova sede, na Rua José de Anchieta, obra realizada pela CIEC – Comércio Indústria e Engenharia Capichaba Ltda. (depois sociedade anônima), dos irmãos engenheiros Jones Santos Neves Filho e Joel Santos Neves, sendo presidente do Clube o sr. Guaracy Assis. Influenciaram também na decadência do clube as mudanças sócio-econômicas por que passou a cidade de Vitória da década de 70 em diante, com a expansão urbana direcionando-se para a Praia do Canto. A nova sede do Clube Vitória, na Rua José de Anchieta (hoje o prédio, que envelheceu rapidamente foi adquirido pelo SESC), foi uma das últimas obras construídas pela CIEC nesse bairro (e a única não residencial) quando a tradicional nobreza do Parque começava a virar passado. Vale ainda o registro de que a CIEC, desde a sua fundação em 1954, destacou-se como a empresa capixaba de engenharia que, nas décadas de 50 a 70, mais edificou prédios residenciais na então valorizada área do bairro Moscoso, a saber: Edifícios Alpha, Marthélia, Serafim Derenzi (ex-Canopus), Procyon, Sheratan, Talitha, Régulos (na Rua Thiers Veloso), Churchil, Beethoven (na Rua 23 de Maio) e o prédio misto da Associação Comercial de Vitória (na Rua João dos Santos Neves).</p>
<p>
<b>7. Cine Politeama</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
O Cine Politeama foi o único cine “poeira” clássico que existiu em Vitória. Funcionava num barracão de alvenaria, coberto de zinco, localizado na esquina da Avenida Cleto Nunes com a Avenida República, tendo em frente, na esquina oposta, a Padaria Sarlo (este prédio ainda existe). O cine pertencia à família Cerqueira Lima, sendo comercialmente explorado como cinema popular pela empresa Santos e Cia., pertencente àquela família. O Politeama dispunha, na parte interna traseira, de uma “Geral” em forma de arquibancada semicurva, com acesso independente da entrada principal, destinada aos espectadores de menor poder aquisitivo, razão por que os seus ingressos eram vendidos a preços mais baratos. Na parte central do cinema havia, para os demais espectadores, cadeiras de madeira e, em piso ressaltado nas laterais, vizinhas das “cadeiras do meio”, bancos inteiriços para os assistentes que os preferissem. A cabine de projeção era isolada na parte de trás, diante da Geral. As sessões eram noturnas, uma por noite e, aos domingos havia matinês para o público infantil com filmes de faroeste e de mistério, geralmente em seriado. Na segunda-feira à noite a “sessão colosso” repetia os filmes que tinham passado no Teatro Carlos Gomes que a empresa Santos, proprietária ainda do Cine Teatro Glória, também explorava como cinema por concessão contratual monopolística que manteve com o governo do Estado durante muito tempo. No terreno onde existiu o Politeama seria construído pela família Cerqueira Lima o prédio em cujo térreo funcionou o Cine Santa Cecília, que marcou época como um dos mais luxuosos de Vitória. Com o tempo, e com o declínio urbano da área do Parque Moscoso, o Cine Santa Cecilia foi decaindo de qualidade e entrando também em decadência. No final de sua história como cinema exibia filmes de erotismo explícito. O cinema depois deu lugar a uma igreja evangélica.</p>
<p>
<b>8. Quartel da Polícia Militar</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
O quartel com planta quadrangular ficava onde está hoje o conjunto de serviços do SESC, na praça popularmente chamada “do Quartel”, atualmente denominada Misael Pena (esta era a denominação da atual Rua João dos Santos Neves, “a rua da Santa Casa”, cujo nome foi mudado em homenagem a Dr. Jones, depois do seu falecimento). Com sua planta quadrada, pátio interno largo, ameias no alto da fachada e corpo central em destaque, o quartel abrigava o contingente da Policia Militar antes de sua transferência para Maruípe.</p>
<p>
<b>9. Colégio Sagrado Coração de Jesus</b><br />
<b><br /></b></p>
<p>O Colégio Sagrado Coração de Jesus, de ensino primário, pertenceu às irmãs vocacionadas para o magistério Odete, Iracema e Maria Silva, sendo esta última a diretora responsável pelo colégio, por isso também conhecido por “colégio de Dona Mariazinha”. Funcionou durante décadas na Rua Dom Fernando (em mais de um local), e fazia do Parque Moscoso o ambiente de recreio para os seus alunos, no intervalo das aulas. A casa da família de Dona Mariazinha situava-se na esquina da Rua Afonso Brás com a Vasco Coutinho.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2012&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><br /></b><br />
</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Luiz Guilherme Santos Neves&nbsp;</b>(autor) nasceu em Vitória, ES, em 24 de setembro de 1933, é filho de Guilherme Santos Neves e Marília de Almeida Neves. Professor, historiador, escritor, folclorista, membro do Instituto Histórico e da Cultural Espírito Santo, é também autor de várias obras de ficção, além de obras didáticas e paradidáticas sobre a História do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/luiz-guilherme-santos-neves-bio/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-menino-e-o-parque/">O menino e o parque</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
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		<title>Caminhos percorridos — Memórias inacabadas</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/caminhos-percorridos-memorias-inacabadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 14:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Luiz Serafim Derenzi]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>SUMÁRIO Capítulo I&#160;–&#160;Minhas mais antigas reminiscências Capítulo II&#160;–&#160;Na Leopoldina e estudante em Vitória Capítulo III&#160;–&#160;Ginasiano ainda Capítulo IV&#160;–&#160;Candidato a engenheiro — na Politécnica Capítulo V&#160;–&#160;A Carta Geográfica Capítulo VI&#160;–&#160;Por terras de Minas e Paraná [DERENZI, Luiz Serafim.&#160;Caminhos percorridos&#160;— Memórias inacabadas. [Publicado posteriormente em Vitória: Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, 2002. Reprodução autorizada pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://4.bp.blogspot.com/-RsG-nkowV-0/WH_dMmL6CfI/AAAAAAAALOw/9_qT-ssuT6M46eKN1gRGu_90MBcet1wrQCPcB/s1600/retrato_1921.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="400" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/01/retrato_1921.gif" class="wp-image-5268" width="247" /></a></div>
<p>SUMÁRIO</p>
<p>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/capitulo-i-minhas-mais-antigas/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo I</a><span style="font-family: &quot;calibri&quot; , sans-serif; font-size: 11pt;">&nbsp;</span><span style="font-family: &quot;calibri&quot; , sans-serif; font-size: 11pt;">–&nbsp;</span>Minhas mais antigas reminiscências</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/capitulo-ii-na-leopoldina-e-estudante/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo II</a><span style="font-family: &quot;calibri&quot; , sans-serif; font-size: 11.0pt; line-height: 107%;">&nbsp;–&nbsp;</span>Na Leopoldina e estudante em Vitória</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/capitulo-iii-ginasiano-ainda/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo III</a><span style="font-family: &quot;calibri&quot; , sans-serif; font-size: 11.0pt; line-height: 107%;">&nbsp;–&nbsp;</span>Ginasiano ainda</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/capitulo-iv-candidato-engenheiro-na/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo IV</a><span style="font-family: &quot;calibri&quot; , sans-serif; font-size: 11.0pt; line-height: 107%;">&nbsp;–&nbsp;</span>Candidato a engenheiro — na Politécnica</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/capitulo-v-carta-geografica/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo V</a><span style="font-family: &quot;calibri&quot; , sans-serif; font-size: 11.0pt; line-height: 107%;">&nbsp;–&nbsp;</span>A Carta Geográfica</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/capitulo-vi-por-terras-de-minas-e-parana/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo VI</a><span style="font-family: &quot;calibri&quot; , sans-serif; font-size: 11.0pt; line-height: 107%;">&nbsp;–&nbsp;</span>Por terras de Minas e Paraná</p>
<p>
[DERENZI, Luiz Serafim.&nbsp;<i>Caminhos percorridos</i>&nbsp;— <i>Memórias inacabadas</i>. [Publicado posteriormente em Vitória: Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, 2002. Reprodução autorizada pela família Avancini Derenzi.]</p>
<p>
&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2001&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação <b>sem prévia autorização</b> dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Luiz Serafim Derenzi</b> nasceu em Vitória a 20/3/1898 e faleceu no Rio a 29/4/1977. Formado em Engenharia Civil, participou de muitos projetos importantes nessa área em nosso Estado e fora dele. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/luiz-serafim-derenzi-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
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		<title>Memórias do passado: A Vitória através de meio século</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2016 19:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fernando Achiamé]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Antunes de Siqueira (Pe.)]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[História / Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Autor: Padre Francisco Antunes de Siqueira&#160; Edição de texto, estudo e notas: Fernando Achiamé &#160; Introdução O culpado pela elaboração deste trabalho é Reinaldo Santos Neves. Há mais de dez anos me entregou uma transcrição de artigos publicados de forma anônima no jornal A Província do Espírito Santo em 1885. Pediu que fizesse um breve [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://3.bp.blogspot.com/-7vg5h6921t8/V_fmrW5RtAI/AAAAAAAAKZg/WItEM0cAF5QeU21P5Y9xuSyDtvNVLcPyQCLcB/s1600/capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/10/capa.jpg" class="wp-image-5292" width="424" /></a></div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: right;">
Autor: Padre Francisco Antunes de Siqueira&nbsp;</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: right;">
Edição de texto, estudo e notas: Fernando Achiamé &nbsp;</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<h3 style="clear: both;">
<b>Introdução</b></h3>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
O culpado pela elaboração deste trabalho é Reinaldo Santos Neves. Há mais de dez anos me entregou uma transcrição de artigos publicados de forma anônima no jornal <i>A Província do Espírito Santo</i> em 1885. Pediu que fizesse um breve estudo sobre eles, adiantando que faltavam algumas partes que não pudera obter. O estudo e a transcrição seriam publicados pela Fundação Ceciliano Abel de Almeida, em cuja editora Reinaldo trabalhava na época. Fui logo lendo a transcrição. Achei a obra muito interessante e interessado fiquei em localizar as partes faltantes (cinco artigos ao todo) e preencher as poucas lacunas da transcrição. E, é claro, descobrir o autor do escrito.</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
Os artigos que faltavam (de números 14, 15, 16, 24 e 26) foram facilmente obtidos, bem como preencheram-se as lacunas da transcrição, no acervo de microfilmes do Arquivo Público Estadual que por essa época já tinha microfilmado (em conjunto com a Biblioteca Nacional) os jornais mais antigos da nossa terra. Aproveitei para corrigir alguns trechos incorretos da transcrição. Já estava completamente tomado pela obra e comecei a conversar com ela procurando resposta para minha pergunta fundamental: “Quem te escreveu?” Não demorei muito a descobrir o autor da façanha entre os escritores capixabas do século passado. Acredito mesmo que o padre Francisco Antunes de Siqueira (filho) queria encobrir-se, <i>ma non troppo</i>. Levantei passagens significativas da vida do ilustre capixaba em jornais da época e em livros de história espírito-santense. Cotejei a obra em causa com outra do mesmo autor para comprovar a atribuição, esbocei as partes da presente crítica e… larguei o trabalho de lado, embora pensando nele de vez em quando.</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
Tencionava pesquisar no Arquivo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro os processos de habilitação de <i>genere e vita et moribus</i>, já que a figura em causa era padre secular. Aliás cheguei a ter em mãos os referidos processos em 1995 em rápida estada naquela cidade, fiquei de voltar no dia seguinte para fazer uma transcrição das suas peças principais, mas encontrei o arquivo fechado, helas. Este negócio de a gente querer sempre fazer um trabalho muito perfeito e completo resulta em que não se faz trabalho algum. Usava a consulta aos citados documentos como uma desculpa para ir adiando a elaboração desta crítica de atribuição.</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
Ano passado tive oportunidade de consultar os referidos processos e perante mim mesmo a desculpa não mais existia. Também ano passado, num lançamento literário, o Reinaldo, após mais de dez anos de cobrança (com a média de duas tentativas anuais para me arrancar o trabalho), lança o repto: “Termine o estudo sobre o texto do padre. Você é um homem ou um pé de alface?” E isto na presença de outras pessoas. Uma conhecida até brincou: “Mais de dez anos? Reinaldo, você é muito paciente!” Gosto de alface, mas não a ponto de querer ser um pé de.</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
Assim, aqui vai o que foi possível fazer. Pela demora e pelos eventuais erros o culpado sou eu, exclusivamente.</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: right;">
Fernando Achiamé.</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
<b>&nbsp;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</b></div>
<h3 style="clear: both;">
&nbsp;Sumário</h3>
<div class="separator" style="clear: both;">
&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/publicacao-do-folhetim/" target="_blank" rel="noopener">Publicação do folhetim</a></div>
<div class="separator" style="clear: both;">
&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/contexto-historico-da-producao-da-obra/" target="_blank" rel="noopener">Contexto histórico da produção da obra</a></div>
<div class="separator" style="clear: both;">
&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/critica-de-atribuicao/" target="_blank" rel="noopener">Crítica de atribuição</a></div>
<div class="separator" style="clear: both;">
&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/biografia-do-autor/" target="_blank" rel="noopener">Biografia do autor</a></div>
<div class="separator" style="clear: both;">
&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/importancia-da-obra/" target="_blank" rel="noopener">Importância da obra</a></div>
<div class="separator" style="clear: both;">
&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/explicacao/" target="_blank" rel="noopener">Explicação</a></div>
<div class="separator" style="clear: both;">
&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/anexo-1_1/" target="_blank" rel="noopener">Anexo 1</a></div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
&nbsp;<b>Artigos</b></div>
<div class="separator" style="clear: both;">
<b><br /></b></div>
<div align="left">
<table border="0" style="width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td align="left" valign="middle"><span style="color: black; font-family: inherit; font-size: 90%;"><a href="https://estacaocapixaba.com.br/1/">Artigo 1 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/2/">Artigo 2 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/3/">Artigo 3 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/4/">Artigo 4 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/5/">Artigo 5 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/6/">Artigo 6 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/7/">Artigo 7 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/8/">Artigo 8 </a><br />
</span></td>
<td align="left" valign="middle"><span style="color: black; font-family: inherit; font-size: 90%;"><a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-9/">Artigo 9 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/bugiarias-1-da-antiguidade-eram-essas/">Artigo 10 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-11/">Artigo 11 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-12/">Artigo 12 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-13/">Artigo 13 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/pe/">Artigo 14 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-15/">Artigo 15 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-15_1/">Artigo 16 </a></span></td>
<td align="left" valign="middle"><span style="color: black; font-family: inherit; font-size: 90%;"><a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-17/">Artigo 17 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-xviii/">Artigo 18 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-19/">Artigo 19 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-20/">Artigo 20 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-21/">Artigo 21 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-22/">Artigo 22 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-22_1/">Artigo 23 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-24/">Artigo 24 </a><br />
</span></td>
<td align="left" valign="middle"><span style="color: black; font-family: inherit; font-size: 90%;"><a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-25/">Artigo 25 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-26/">Artigo 26 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-27/">Artigo 27 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-28/">Artigo 28 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-29/">Artigo 29 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-30/">Artigo 30 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-31/">Artigo 31 </a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/artigo-31_1/">Artigo 32 </a></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 1999&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação<b>&nbsp;sem prévia&nbsp;autorização&nbsp;</b>dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Pe. Francisco Antunes de Siqueira</b> nasceu em 1832, em Vitória, ES, e faleceu na mesma cidade, em 1897. Autor de: <i>A Província do Espírito Santo (Poemeto)</i>, <i>Esboço Histórico dos Costumes do Povo Espírito-santense</i>, &nbsp;<i>Memórias do passado: A Vitória através de meio século</i>. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/biografia-do-autor/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Fernando (Antônio de Moraes) Achiamé&nbsp;</b>nasceu em Colatina, ES, em 22/02/1950 e fixou-se em Vitória a partir de 1955. Formado em história pela Universidade Federal do Espírito Santo e em língua e literatura francesas pela Universidade de Nancy II (Pela Aliança Francesa do Brasil). Especialista em arquivos pela Ufes. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/noticia-bio-bibliografica-de-fernando/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both;">
</div>
<p></p>
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		<title>1950: Diário de um engenheiro no Espírito Santo</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/1950-diario-de-um-engenheiro-no/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2016 22:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Luiz Edmundo Appel]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Viajantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Meu pai, Luiz Edmundo Appel Luiz Carlos Seara Appel Meu pai, Luiz Edmundo Appel (1924-2006), ainda era um jovem e recém formado engenheiro de minas, metalurgia e geologia, quando em 1950 andou pelo Espírito Santo. Naqueles idos, num vai-e-vem entre Linhares, Colatina, São Mateus, Nova Venécia, Vitória e outros lugares menores, realizou um trabalho de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/10/caderneta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="553" border="0" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/10/caderneta.jpg" class="wp-image-5299" /></a></div>
<p></p>
<h3>
Meu pai, Luiz Edmundo Appel</h3>
<div style="text-align: right;">
Luiz Carlos Seara Appel</div>
<p>
Meu pai, Luiz Edmundo Appel (1924-2006), ainda era um jovem e recém formado engenheiro de minas, metalurgia e geologia, quando em 1950 andou pelo Espírito Santo. Naqueles idos, num vai-e-vem entre Linhares, Colatina, São Mateus, Nova Venécia, Vitória e outros lugares menores, realizou um trabalho de levantamento topográfico, de mapeamento e demarcação, com cálculo de distâncias percorridas, em algumas estradas de rodagem. Para essa tarefa virava-se com um teodolito, um cronômetro e o velocímetro do “jeep”. Não me perguntem o objetivo desse levantamento. Ele nunca me contou e desconfio de que tampouco soubesse.</p>
<p>Gaúcho, “apenas nascido em Santa Maria”, como gostava de informar, cumpria aqui, logo depois de formado, sua primeira missão em seu primeiro e único emprego público. Falava que tomou verdadeira ojeriza das repartições técnicas do governo e da Petrobras (na época, Conselho Nacional do Petróleo) onde, dizia, “só advogados e políticos dirigem assuntos de engenharia”. Em 1953 ele já trabalhava para a iniciativa privada, de onde nunca mais saiu.</p>
<p>Enquanto escreve o seu diário, distante de suas duas amadas – a “noivinha” e a sua querida cidade de Porto Alegre, onde moravam meus avós –, deixa claro que suportar as saudades era uma tarefa colossal, muito mais penosa do que passar fome e sede nas estradas esburacadas, rios sem pontes ou com pontes quebradas e nas canoas furadas em que, vira e mexe, se via metido.</p>
<p>Naqueles tempos qualquer um que saísse de casa para ganhar a vida como engenheiro era um Indiana Jones. Diferente de hoje, havia muitos. Meu jovem futuro pai certamente foi um deles. Muito entediado, apaixonado e melancólico, mas um deles.</p>
<p>Enquanto realizava seus trabalhos de campo sempre escrevia uma espécie de diário. Essas poucas anotações sobre sua passagem por terras capixabas foram retiradas de uma das suas cadernetas. Daqui seguiu para o sul da Bahia, Minas Gerais e interior de São Paulo, sempre no levantamento das estradas, sempre escrevendo sobre o tédio e suas saudades.</p>
<p>Antes de voltar a Porto Alegre ainda passou pelo Rio de Janeiro, onde encontrou-se com meus avós e uma de suas irmãs, para uns poucos dias de férias. Só então, finalmente, pode voltar para a sua amantíssima “noivinha” (nove anos de noivado) com quem afinal não se casou. Pois, passado um ano e durante uma crise de origem religiosa (a família da noiva era católica apostólica romana e ele e nossa família gaúcha eram anglicanos episcopais), num baile no Colégio Sacre Coeur de Porto Alegre, conheceu e foi fulminado por minha mãe – sabemos bem como essas coisas acontecem – para casarem-se três meses depois.</p>
<p>Quem o conheceu (e não foi um de seus companheiros de aventuras) jamais imaginaria que aquele sujeito pacato, educadíssimo – um verdadeiro lorde –, apegado à família e ao conforto sossegado, é o mesmo que ainda se pode ver em dezenas de fotos, tiradas durante suas andanças, onde sempre está lá, em suas roupas cáqui suadas, botas de cano alto e chapéu na cabeça (estilo Indiana Jones, claro) montado num jegue, pendurado num vagão de trem em algum lugar na Amazônia ou no lombo de um autêntico “jeep”.</p>
<p>Entremeadas com períodos de empregos mais calmos no Rio de Janeiro, em Porto Alegre (não tanto quanto ele adoraria) e uma breve volta a Vitória, nos idos de 1970, suas andanças se repetiram até sua aposentadoria, que aconteceu logo depois de sua última aventura: a complicada gerência de uma operação de prospecção de água, para uma empreiteira brasileira a serviço da Petrobras, no meio do deserto, nos cafundós da Líbia do finado Kadafi.</p>
<p>
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-vies-socio-historiografico-de-um/" target="_blank" rel="noopener">SANTOS NEVES &#8211; O viés sócio-historiográfico de um diário escrito no Espírito Santo em meados do século XX.</a></b><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/1950-diario-de-um-engenheiro-no/" target="_blank" rel="noopener"><br /></a><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/1950-diario-de-um-engenheiro-no/" target="_blank" rel="noopener">APPEL, Luiz Edmundo &#8211; 1950: Diário de um engenheiro no Espírito Santo.</a></b><br />
<b><br /></b><br />
<b><br /></b><br />
</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-9XFblyGQ-JA/V_QerKsJORI/AAAAAAAAKVM/iqFpFWH9JKM2w7Xh3gH9PAQHSRPrDkcVgCPcB/s1600/1-Luiz%2BEdmundo%2BAppel%252C%2Bpr%25C3%25B3ximo%2Ba%2BLinhares%252C%2BES%252C%2Babril%2Bde%2B1950..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="1-Luiz Edmundo Appel, próximo a Linhares, ES, abril de 1950." border="0" height="262" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/10/1-Luiz2BEdmundo2BAppel252C2Bpr25C325B3ximo2Ba2BLinhares252C2BES252C2Babril2Bde2B1950..jpg" class="wp-image-5300" title="1-Luiz Edmundo Appel, próximo a Linhares, ES, abril de 1950." width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">1-Luiz Edmundo Appel, próximo a Linhares, ES, abril de 1950.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><br /></b><br />
<b><br /></b><br />
<b><br /></b><br />
<b><br /></b></p>
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		<title>Memória</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/memoria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2016 19:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rede de arrasto. Praia de Itapuã, Vila Velha, ES. Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2013. ALMEIDA, Ceciliano Abel de. O desbravamento das selvas do Rio Doce (Memórias). Rio de Janeiro: Livraria e Editora José Olympio, 1959. Relato da construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, em que o autor trabalhou. ALMEIDA, Júlia Lopes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://2.bp.blogspot.com/-6fY4-Il2bio/WOKHYWoc1lI/AAAAAAAAMVY/41F5LS2y1Nwo2RGCT2PqkSidmhj6zV0igCLcB/s1600/JRM_16.10-p.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Rede de arrasto. Praia de Itapuã, Vila Velha, ES. Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2013." border="0" height="246" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/08/JRM_16.10-p.jpg" class="wp-image-5316" title="Rede de arrasto. Praia de Itapuã, Vila Velha, ES. Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2013." width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Rede de arrasto. Praia de Itapuã, Vila Velha, ES. <br />
Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2013.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<div style="color: black; font-family: &quot;times new roman&quot;; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; word-spacing: 0px;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce/" target="_blank" rel="noopener">ALMEIDA, Ceciliano Abel de. <i>O desbravamento das selvas do Rio Doce (Memórias)</i>. </a>Rio de Janeiro: Livraria e Editora José Olympio, 1959. Relato da construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, em que o autor trabalhou.</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/cenas-e-paisagens-do-espirito-santo/" style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;" target="_blank" rel="noopener">ALMEIDA, Júlia Lopes de. Cenas e paisagens do Espírito Santo.</a><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">&nbsp;</span><i style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil</i><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">, 75 (126), 1912, p.175-217.</span></div>
<p>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/cacadas/" target="_blank" rel="noopener">ALVES, Luiz Flores. <i>Caçadas</i></a>. Reprodução parcial do livro publicado em Vitória-ES, pelo Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e Prefeitura Municipal de Vitória em 1999.</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/1950-diario-de-um-engenheiro-no/" target="_blank" rel="noopener">APPEL, Luís Edmundo.&nbsp;<i>1950: Diário de um engenheiro no Espírito Santo</i>.</a></p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/recordacoes-do-futebol-de-vitoria/" target="_blank" rel="noopener">BORGO, Ivan. <i>Recordações do futebol de Vitória</i>.</a> [Publicado em forma de livro em 2001].<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-cidade-pontual-retrato-de-vitoria-es/" target="_blank" rel="noopener"><br /></a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-cidade-pontual-retrato-de-vitoria-es/" target="_blank" rel="noopener">A cidade pontual: Retrato de Vitória, ES, no início do terceiro milênio.</a> Projeto patrocinado pela Lei Rubem Braga da Prefeitura de Vitória, ES, e publicado originalmente em 2014.</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/cabras-e-ratos-por-que-lutaram/" target="_blank" rel="noopener">COSTA, José Caldas da.&nbsp;Cabras e Ratos — Por que lutaram militares da Marinha, Exército e Aeronáutica na Guerrilha do Caparaó, primeira tentativa de reação armada ao regime de 1964.</a>&nbsp;Textos introdutórios ao livro&nbsp;<i>Caparaó, a primeira guerrilha contra a ditadura</i>, baseado em depoimentos e entrevistas, com prefácio de Carlos Heitor Cony [Rio de Janeiro: Boitempo, 2007.]</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/caminhos-percorridos-memorias-inacabadas/" target="_blank" rel="noopener">DERENZI, Luiz Serafim. <i>Caminhos percorridos</i> <i>— Memórias inacabadas</i></a>. 2002 [Publicado posteriormente em Vitória: Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, 2002.]</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/falando-de-vitoria/" target="_blank" rel="noopener">DERENZI, Luiz Serafim. <i>Falando de Vitória</i></a>. Reunião de vários artigos publicados na década de 1970, com texto introdutório de Maria Clara Medeiros Santos Neves.</p>
<div>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/preservacao-e-divulgacao-de-registros_19/" target="_blank" rel="noopener">Preservação e Divulgação de Registros do Folclore Capixaba</a></p>
<div>
Projeto aprovado na Lei Rubem Braga no ano de 2014, foi realizado com a participação do INSTITUTO PHOENIX CULTURA, recursos da PREFEITURA DE VITÓRIA / LEI RUBEM BRAGA e apoio da SPASSU TECNOLOGIA, e que apresenta ao público parte do acervo da família Santos Neves compreendendo apontamentos de alunas do Colégio do Carmo feitos entre 1943 e 1959.</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/colecao-levy-rocha/" target="_blank" rel="noopener">ROCHA, Levy. Crônicas de Cachoeiro.</a> Rio de Janeiro: Gelsa, 1966.</p>
</div>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/falando-de-vila-velha/" target="_blank" rel="noopener">SANTOS, Jair. <i>Falando de Vila Velha</i></a>.&nbsp;Vila Velha, 2002.</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/reminiscencias-de-sao-mateus/" target="_blank" rel="noopener">SANTOS NEVES, Jones dos.&nbsp;Reminiscências de São Mateus.</a></p>
<div>
<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-pesca-de-espera-em-jacaraipe/" target="_blank" rel="noopener">SANTOS NEVES, Luiz Guilherme.&nbsp;A pesca de espera em Jacaraípe</a>. In Revista&nbsp;<i>Folclore</i>, Vitória-ES, n. 40-48, de janeiro de 1956 a junho de 1957.</p>
<p><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2000/04/pesca-artesanal-na-praia-de-itapua/" target="_blank" rel="noopener">SANTOS NEVES, Maria Clara Medeiros. Pesca artesanal na praia de Itapuã: entrevista e observação. </a>Vila Velha, ES, 1999.</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/registros-da-pesca-artesanal-em-vila/" target="_blank" rel="noopener">___.&nbsp;Registros da Pesca Artesanal em Vila Velha</a></p>
<div>
Projeto realizado pela PHOENIX CULTURA com recursos da Prefeitura de Vila Velha / Lei Vila Velha Cultura e Arte.</div>
<p>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/vista-da-prainha-vila-velha-es/" target="_blank" rel="noopener">SETÚBAL, José Anchieta de. <i>Ecos de Vila Velha</i></a>. Reprodução parcial do livro publicado em Vila Velha-ES, pela Prefeitura Municipal, em 2001.</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/memorias-do-passado-vitoria-atraves-de/" target="_blank" rel="noopener">SIQUEIRA, Pe. Francisco&nbsp;Antunes de. <i>Memórias do passado: A Vitória através de meio século</i>.</a>&nbsp;Vitória: Florecultura / Cultural-ES, 1999.</p>
</div>
<p>
<b>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</b></div>
<div>
Consulte também no menu&nbsp;<b>MULTIMÍDIA&nbsp;</b>(<b>Fotografia / Som / Vídeo</b>) todo o material de multimídia postado relacionado com o tema.</p>
<p></div>
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			</item>
		<item>
		<title>O desbravamento das selvas do Rio Doce (Memórias)</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2016 19:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ceciliano Abel de Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Estrada de Ferro Vitória a Minas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[História / Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Doce]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O engenheiro Ceciliano Abel de Almeida (terceiro sentado da direita para a esquerda), em 1907, durante a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas. SUMÁRIO Prefácio Reminiscências Rio Doce ______________________ Capítulo I — O Rio Doce no tempo de Cabral. Lendas. Entradas. Ouro. Comunicações. Estrada geral. Embarcação a vapor. Liberta-se do vento a navegação. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://2.bp.blogspot.com/-0IMN6mEptW4/Vrz2XvugriI/AAAAAAAABLs/hHMoZ1_2XD8/s1600/Ceciliano-EFVM-p.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="O engenheiro Ceciliano Abel de Almeida (terceiro sentado da direita para a esquerda), em 1907, durante a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas." border="0" height="470" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Ceciliano-EFVM-p.jpg" class="wp-image-5379" title="O engenheiro Ceciliano Abel de Almeida (terceiro sentado da direita para a esquerda), em 1907, durante a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: left;">O engenheiro Ceciliano Abel de Almeida (terceiro sentado da direita para a esquerda), em 1907, durante a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4>
SUMÁRIO</h4>
<p>
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_78/" target="_blank" rel="noopener">Prefácio</a></b><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_38/" target="_blank" rel="noopener">Reminiscências</a></b></p>
<p><b>Rio Doce</b><br />
______________________</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_13/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo I</a></b> — O Rio Doce no tempo de Cabral. Lendas. Entradas. Ouro. Comunicações. Estrada geral. Embarcação a vapor. Liberta-se do vento a navegação. Farol. Regência Augusta. Padre Anchieta. Navegação fluvial. A barra do Rio Doce. Flora e fauna. A madrugada. Retiram as pranchas. Rio acima. Suínos. A benzedeira. Lenha. Ilha das Frecheiras. Grupo das Carapuças. Energia do brasileiro. Cabas-tatu. Fechava o corpo.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_98/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo II</a></b> — Linhares em 1905. Decadência. Reerguimento. Terra maravilhosa. Progresso delirante. O Rio Pequeno. A Lagoa Juparanã. Visita de D. Pedro II. Ilha do Imperador. Rio de São José e suas matas. Pescarias e caçadas. O caboclo indispensável. Apólogo. &#8220;Rodas ponteadas&#8221;. Versos soltos. Histórias fantásticas. Paisagens. Borboletas amarelas.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_14/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo III</a></b> — Confronto das florestas. Rio Juparanã-mirim. Encalhou: o barqueiro. Satisfação a bordo. O homem da carabina. &#8220;Olhe a carniça&#8221;. &#8220;Na cabeça não entra bala&#8221;. Terra Alta. Colônias de caçaremas. Quadro bucólico. Respeitável poeta. Exuberância da floresta. Garças estudam? Gastão Cruls e as perspectivas do Rio Doce. Guaribas. A. Wallace e Humboldt. O orgulho do barbado e a arrogância do caracu. Um &#8220;mimo&#8221; das matas. É &#8220;desinfeliz&#8221; na caçada. O condenado da ninhada. Um &#8220;revés&#8221;. A terra adormece. O grito do quero-quero.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo IV</a></b> — O nevoeiro. Colatina. O cometa. Vale de Canaã. Contraste. Conversa de rio-docenses. O rio de Santa Joana. O pavor da bicharada. Catita. Barrigudas e companheiras. Porto BElo. Ariranhas. O capitão Nazaré. Urubus e carniça. Divergências. O rio Mutum. Passarinhada. Esperam o milho. Desaparecem os indícios de chuvas.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_1/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo V</a></b> — Porto Final. Franqueada a navegação do Rio Doce? Problema não resolvido. Entrega de novas florestas. Cachoeira das Escadinhas. Saint-Hilaire esclarece. Registros e destacamentos. Rui Barbosa, patrono do Espírito Santo. A Constituição de 1937. &#8220;Lembrem-se de que sou mineiro.&#8221;</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_44/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo VI</a></b> — Observações de C. F. Hartt. Casebres. Pedras do Lorena, dos Cágados, do Resplendor e da Vaca. Serra da Onça. Cachoeira de Santana. Vasto anfiteatro. Moradores e cabras. Cachoeirão. Matas e lendas. Afluentes do Rio Doce. Cachoeiras e ilhas. Figueira. Ibituruna. Distrito de Peçanha. Os três pioneiros. Suaçuí Pequeno. Baguari. Pedra Corrida. Escura. Cachoeira perigosa. Antônio Dias.</p>
<p><b>Bugres</b><br />
_______________________</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_2/" target="_blank" rel="noopener"><br />
</a><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_2/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo I</a></b> — Mata gigantesca. Índios. VIII Congresso de Geografia. General Rondon. Excursão à Cachoeira da Serra. Detidos por indígenas. Fazendeiro flechado.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_11/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo II</a></b> — Ligeiras informações. Capitão da Mão Branca. Fundação de Filadélfia. Companhia do Mucuri. Carro tirado a bestas. Liquidação da Companhia. Imprensa da Corte.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_68/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo III</a></b> — Sugestão dos índios. &#8220;Daquí não sairei.&#8221; O livro de Frei Jacinto. Ataques dos Pojichás. Flagelo do Mucuri. Dois mil e quinhentos indígenas. Sarampo e febres. &#8220;Você morrerá depois irei eu.&#8221; O bugre chorou. Flechados os missionários. O chefe Pojichá volta a ser cruel. Ataques repetidos. Remanescentes da terrível tribo. Presentes. Apertados abraços. Foi infeliz o Dr. Portela.<br />
<b><br /></b><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_26/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo IV</a></b> — Correspondência trocada. Relatório. Origem tupi. Boas lavouras. Ascendência sobre os chefes, de algumas índias. O Vale do Etuete. A bebedeira do capitão. Crenaques gritadores. Giporocas taciturnos. Assistência médica. Crenaques recusam presentes e atacam. População escassa. Recrutamento de trabalhadores nos Estados do Norte.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">A Estrada de Ferro Vitória a Minas</span><br />
_______________________</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_56/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo I </a></b>— Trocando a capital pela selva. Porto Velho, a estação inicial. O ferroviário perde o trem. Lenda da jaqueira. As esposas dos agentes, pioneiras do comércio. A malária em Alfredo Maia. As moças da estação e a pedra de Itapocu. Timbuí, seu progresso e seus arredores. O Rio Itapirá e as matas do Guaraná. Novamente a febre. Lotes coloniais. Pendanga. Enfim, Lauro Müller: a ponta dos trilhos.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_83/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo II</a></b> — A família do chefe. A hospitalidade praxista. A dedicação dos médicos. Justos elogios aos trabalhadores. Visita ao povoado de muitos nomes; a igreja. Exame de perfis e projetos. Preparo do leito da estrada. Fornecimentos difíceis. Mina encravada, trabalhador maneta. Rampa máxima, supressão de túneis e muros. Referência a engenheiros. O Dr. Schnoor , o auxiliar, o pagador e a variante de Cariacica. A construção além de Lauro Müller. Crítica. Caminho de serviço, um arremedo! Garganta do Guasti: o bombardeio, os cavouqueiros e os marreteiros. Minúcias a respeito dos trabalhos. Crianças radiam felicidade. A nobreza da profissão de engenheiro. Discursos de inauguração.<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_40/" target="_blank" rel="noopener"><br /></a><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_40/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo III</a></b> — Moços da cidade. Conversas de família. O carneiro de Djalma e a inveja do autor. O Professor ou o Coronel Xandoca. Itinerário de viagem. &#8220;O mata a fome&#8221; ou &#8220;o mata à fome&#8221;. O almoxarifado. Aquisição de mantimentos. A amizade entre o coronel e o chefe. Pagamento atrasado. Dificuldades de trânsito. A família do coronel. Louvores ao Rio Doce. O pé-de-alferes do auxiliar à filha do coronel. Últimas recomendações.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_21/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo IV</a></b> — Agitação matinal. Despedidas. A cavalo, rumo ao Rio Doce. Moças ítalo-brasileiras. Paisagens da viagem. Cafezais. Cães ameaçadores. Matrona enraivecida. A moeda tudo aplaina. Colchão de palha de milho. O Rio Baunilha. Rio Doce! &#8220;Patrão, como ele é bonito!&#8221; Recepção cordial. Viagem em canoa. A professora de Colatina. Canto e peleja dos canoeiros. Monotonia. &#8220;A criança quebra&#8221;, diz o engenheiro austríaco. Porto da Esperança. Família Buriche. Porto Final. Família Viana. Um mito, as maleitas do Rio Doce? Compra do Queimado, suas qualidades. Assistência religiosa. Dom Fernando de Souza Monteiro.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_35/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo V</a></b> — O emissário. O chefe da exploração. Viminas. Advertências e deveres. Início do trabalho. O sol descai. &#8220;Alto!&#8221; Vamos bem. Travessia do Manhuaçu. Dez quilômetros explorados. Pedra da Vaca. O abarracamento. O cuca, palmito e surubim. Coruja, macuco e curiango. Cobra na barraca. Correição de guaju-guajus. &#8220;Não é homem, é arsenal!&#8221; Ribeirão dos Quatis. Luz, muita luz. Trabalho leve. A gulodice da Morena. A foice do Lopinho. &#8220;Não quero brigas.&#8221; Tolerância do chefe. Lopinho mofino. Rezas e penitência. Galo músico. &#8220;Olhem! Que perigo!&#8221; O caburé. &#8220;Basta!&#8221; O velho Moisés. O avejão. &#8220;Ele sou eu.&#8221;</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_78/" target="_blank" rel="noopener"><b>Capítulo VI</b> </a>— O santa casa. A barriguda estourou. O capiau, a filha, o tordilho e a alazã. Cabras, borrachudos, carrapatos e mucuins. A cachoeira do M. Crenaques e Puris. &#8220;Pode aumentar, diminuir nunca!&#8221; Canecas aos doutores, cuités aos trabalhadores. A tempestade. Vi cair um &#8220;perigo&#8221;. O córrego embraveceu. Estômagos e &#8220;terradas&#8221; sem açúcar? A estanca do ribeirão da Lapa. Úlceras. &#8220;É homem bom.&#8221; &#8220;O alarido era enorme.&#8221; &#8220;Estão vivos por milagre!&#8221; As três barras. A venda indiscreta. Ainda o Lopinho. O Rio Doce impetuoso. A morte de um cunhado.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_50/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo VII</a></b> — O Chefe despede-se. Revisão de projeto. Compressão de dispêndios. A construção da estrada empolga a todos. O café das quinze horas. Comentários. Críticas aos &#8220;bitolinhas&#8221; e à Diretoria. Diligências máximas. Obcecados pela profissão. A estação de Colatina. O Pinga-Fogo. A borrasca. &#8220;Baiano custa a ter medo.&#8221; Operários estrangeiros gungunam. Pagamento atrasado. A pescaria. &#8220;Estou muito preocupada.&#8221; Boatos. Pretendente nervoso. Cavalheiro de respeitável sociedade. A agourenta. Está solene. &#8220;Agora ou nunca.&#8221; &#8220;Que boa lembrança!&#8221; &#8220;Essa vale!&#8221; Deixam de ser amigos. Método impiedoso. Caçada interrompida. &#8220;Seu doutor, em bugres não se confia.&#8221; Vasto programa de trabalho.<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_13/" target="_blank" rel="noopener"><br /></a><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_13/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo VIII</a></b> — Missão cumprida em Colatina. Viagem incômoda. &#8220;Cala a boca Feróis!&#8221; Manta de suçuarana. Instalações. Aboletam-se as turmas. &#8220;Eia! vai mariquinha!&#8221; Boa impressão. Variante. Bugres famintos. Assustou-se o zabelê. Labuta intensíssima. Tarimba e serão. Bruxas endoidecidas. A jiquitiranabóia. A tagarelice do Carvão. Rio Guandu. Índios bravos. Curiosidade lusa. A cabocla intérprete. Canoa encalhada. O ataque. Saraivada de flechas. Grito selvático da Benedita. Alucinado de pavor. Festejam os Crenaques a fuga dos civilizados. Grupos de imprudentes.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_92/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo IX</a></b> — Casas de turmas de Quatis e Boa Vista. Trânsito difícil. Tolices de trabalhadores. Invernada. Ilhados. Mutuns. A mudança. Moradia aprazível. Elevado conceito técnico. Reconciliado o espalha-brasas. Novos planos. O engenheiro setuagenário. Aceleração no trabalho. Homem disciplinador. &#8220;Julguei-os hipócritas.&#8221; Gente enfezada. Admoestações. Feitores semi-embriagados. Impropérios do chefe. Linha telefônica. Exasperado. Babou-se de raiva. Frase indecorosa. Tocaia. Surrado e amarrado. &#8220;Seu Góis está aqui.&#8221; Condenação. Palavras respeitadas.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_28/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo X</a></b> — Notícias falsas. Tarefas e empreitadas. &#8220;Trabalhar a vida inteira, não.&#8221; A antítese do outro. O profissional não esmorecia. Sepultado em Figueira. Febre amarela? Visita do primeiro engenheiro. &#8220;Seu doutor está multado.&#8221; &#8220;Aquele homem não produz.&#8221; Compressão nos gastos. Promovido. Outra mudança. Legiões de soldados do trabalho. A bondade e o peso da senhora. &#8220;A doença é falta de pagamento.&#8221;</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_82/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo XI</a></b> — O cascatear do ribeirão. Um apelo inesperado. &#8220;Não seja imprudente.&#8221; A afirmação do Dr. Mayo. O Rio Cuieté. O paludismo alastra-se. O sexagenário da Serra do ltueta. &#8220;Não é corrupio, mas é birro grosso.&#8221; Transes comoventes. &#8220;Mosquito não transmite a malária.&#8221; A alegria desapareceu. Durante o dia ou a noite o drama é o mesmo. Para imigrantes, monumentos, para brasileiros, discursos. Perseguição dos insetos. Termo da tarefa. Proteção. Recordações. Justiça e generosidade. Caçadores. O mau-olhado.</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-desbravamento-das-selvas-do-rio-doce_27/" target="_blank" rel="noopener">Capítulo XII</a></b> — Na berlinda. Obrigações retomadas. Retirada de um profissional. Parabéns. Novo superintendente. Apanhado de surpresa. Reclamações. Não recebem. Promessas. Interferência conciliatória. Satisfação geral. &#8220;Não troquei palavras.&#8221; &#8220;A greve vai estourar.&#8221; &#8220;O dinheiro aparecerá.&#8221; Pagamentos sem atraso. Boa intenção. Despedidas. O trem parte. Explodiu a greve. Divergências. Engenheiros demitem-se. Vitória! região descampada. Caminho de cabrito ou de serviço.</p>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><a href="https://picasaweb.google.com/113886180969444208463/DesbravamentoDaSelvaDoRioDoceMemorias#slideshow/6251696395810726082" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Capa da primeira edição." border="0" height="400" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Desbravamento-capa.jpg" class="wp-image-5380" title="Capa da primeira edição." width="255" /></a></span></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;"><a href="https://picasaweb.google.com/113886180969444208463/DesbravamentoDaSelvaDoRioDoceMemorias#slideshow" target="_blank" rel="noopener"><b><span style="font-size: small;">Galeria de imagens desta postagem</span>.</b></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
<span style="font-size: 80%;">[Reprodução da primeira edição publicada pela Livraria e Editora José Olympio, Rio de Janeiro, em 1959, como parte da Coleção Documentos Brasileiros. Publicado originalmente no site em 2004.]</span><br />
<span style="font-size: 80%;"><br /></span><br />
&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 1959&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação <b>sem prévia autorização </b>dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p></p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Ceciliano Abel de Almeida</b>&nbsp;(autor) foi engenheiro da Estrada de Ferro Vitória a Minas, tendo trabalhado nos primórdios de sua construção, sendo também responsável por importantes obras de infraestrutura no Estado. Foi o primeiro prefeito de Vitória, ES, professor de ensino secundário no Ginásio Espírito Santo e primeiro reitor da Universidade do Espírito Santo, quando de sua fundação como instituição estadual.&nbsp;</p></blockquote>
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			</item>
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		<title>Dermatologia Sanitária no Espírito Santo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2016 21:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[História / Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Clara Medeiros Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A &#8216;Dermatologia Sanitária&#8217; foi uma designação oficial para uma área técnica do Ministério da Saúde, criada pelo Decreto Presidencial de n° 76.078, de 04 de agosto de 1975, Brasília. Trata-se de uma iniciativa brasileira, visando substituir a &#8216;Campanha Nacional da Lepra&#8217;, no momento em que as sociedades brasileiras de Dermatologia e de Hansenologia pressionavam o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<div align="right">
<table style="width: 70%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">A &#8216;Dermatologia Sanitária&#8217; foi uma designação oficial para uma área técnica do Ministério da Saúde, criada pelo Decreto Presidencial de n° 76.078, de 04 de agosto de 1975, Brasília. Trata-se de uma iniciativa brasileira, visando substituir a &#8216;Campanha Nacional da Lepra&#8217;, no momento em que as sociedades brasileiras de Dermatologia e de Hansenologia pressionavam o Ministério para a mudança do <span id="DSES_RP1V">nome,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP1" title="Rotberg, Abrahão, A 'lepra', moléstia psico-social, apud Wan-Del-Rey, Maria Leide, Notas sobre Dermatologia Sanitária [texto inédito]."><sup><b>[ 1 ]</b></sup></a> formalizada pela Portaria n° 165, de 14 de maio de 1976, já da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária (DNDS), extinta na reforma do governo de Fernando Collor de Melo e substituída por uma área técnica de mesmo nome, com estrutura burocrática mais simples, integrada na atenção <span id="DSES_RP2V">básica.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP2" title="Idem. Maria Leide Wan-Del-Rey foi a última diretora da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária."><sup><b>[ 2 ]</b></sup></a><br />
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
<b><br /></b><br />
<b>A hanseníase no Espírito Santo até 1937</b></p>
<p>De 1560 a 1880 desconhece-se a presença da lepra no Espírito Santo, e a 4 de julho de 1881 o provedor da Saúde Pública, Manoel Goulart de Souza, em ofício enviado a Marcelino de Assis Tostes, presidente da província, declarava que os casos de &#8220;morféia&#8221; não eram freqüentes aqui, não sendo a doença endêmica em nenhum ponto, manifestando-se apenas isoladamente. Acreditava-se ser a moléstia hereditária em apenas duas ou três <span id="DSES_RP3V">famílias.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP3" title="Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo e a sua profilaxia..., p. 5."><sup><b>[ 3 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1882, Dr. José Lourenço de Magalhães comentava que &#8220;a província do Espírito Santo é, pois, uma das que se pode, mediante cuidados e conselhos higiênicos, circunscrever completamente a morféia, impedindo-lhe a reprodução&#8221;. No entanto, durante os 45 anos seguintes esses &#8220;cuidados e conselhos&#8221; nunca foram <span id="DSES_RP4V">adotados.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP4" title="Idem, ibidem, p. 5."><sup><b>[ 4 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1887 J. J. de Azevedo Lima publicou uma estatística com 1.047 leprosos de todo o país que tinham dado entrada no Hospital dos Lázaros do Rio de Janeiro entre os anos de 1799 e 1887, sendo 28 deles, ou 2,7%, provenientes do Espírito Santo. De 1899 a 1936 foram registrados dez casos do Espírito Santo dentre as 975 fichas de leprosos internados no mesmo hospital, e em São Paulo foram registrados cinco casos oriundos do Espírito Santo entre os anos de 1924 e <span id="DSES_RP5V">1936.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP5" title="Idem, ibidem, p. 5."><sup><b>[ 5 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1921 Belmiro Valverde, em seu livro <i>A lepra no Brasil</i>, colocava o Espírito Santo entre os Estados em que a lepra era de ocorrência <span id="DSES_RP6V">rara.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP6" title="Idem, ibidem, p. 6."><sup><b>[ 6 ]</b></sup></a></p>
<p>Heráclito de Souza-Araújo, em discurso proferido durante sessão de 1937 da Academia Nacional de Medicina, dizia:</p>
<div align="right">
<table style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">Por cerca de meio século, fagueira ilusão nos dizia que o Espírito Santo era um Estado indene do flagelo da leprose. E, mesmo há dez anos passados, relatório da Saúde Pública federal, publicado em julho de 1927, dizia que o Espírito Santo, com uma população de 400 mil habitantes, tinha, apenas, 22 leprosos, dos quais 9 figuraram como fichados no Distrito <span id="DSES_RP7V">Federal.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP7" title="......"><sup><b>[ 7 ]</b></sup></a> &nbsp;Eram, portanto, 13, os leprosos existentes no Estado e a lepra não constituía um sério problema para aquele departamento do nosso país.</p>
<p>Infelizmente, porém, essa ilusão fagueira não pôde perdurar por muito tempo, porquanto o nosso Prof. Clementino Fraga, teve a feliz lembrança de mandar para a cidade de Vitória, o Dr. Pedro Fontes, como chefe de um serviço agonizante, que era, então, a Inspetoria de Lepra e Doenças Venéreas, que ali não tinha o que fazer, porque não havendo leprosos, a outra face do problema não era das piores. Mas, desgraçadamente para nós, qualquer Estado do Brasil está em situação idêntica à de Java. E para Java, o grande tropicalista, Prof. J. D. Kayser, de Haia, dizia: &#8216;Onde quer que se procure leprosos, eles serão encontrados!&#8217;</p>
<p>Pedro Fontes, então, começou a procurar leprosos no Espírito Santo e eles foram encontrados em número sempre maior de ano para ano. E, hoje, o número dos encontrados, bem conhecidos e bem conquistados, orça exatamente em 719.<br />
Pedro Fontes criou, portanto, para o Espírito Santo, o problema da lepra, mas criou-o para ter o prazer de dominá-lo, de extingui-lo, dando aos nossos pósteros um exemplo de patriotismo e de <span id="DSES_RP8V">sabedoria&#8230;</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP8" title="......"><sup><b>[ 8 ]</b></sup></a></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Ao assumir, em 1928, a Inspetoria de Lepra e o Dispensário de Doenças Venéreas do Estado, Pedro Fontes criou e organizou o que seria fundamental para o controle da lepra no Espírito Santo: um serviço intensivo de recenseamento da <span id="DSES_RP9V">lepra.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP9" title="Idem, ibidem, p. 18."><sup><b>[ 9 ]</b></sup></a> Esse serviço permitiu à Saúde Pública tomar conhecimento da real situação da doença no Estado, revelando números bastante diferentes daqueles que até então eram divulgados oficialmente, conforme veremos a seguir:</p>
<div align="center">
<table border="1" cellpadding="10" style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td align="center" valign="top"><b>Ano</b></td>
<td align="center" valign="top"><b>N° de leprosos</b></td>
<td align="center" valign="top"><b>Suspeitas</b></td>
<td align="center" valign="top"><b>Total</b></td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top"><span id="DSES_RP10V">1927</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP10" title="Número de casos registrados pela Saúde Pública Federal."><sup><b>[ 10 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">22</td>
<td align="right" valign="top">—</td>
<td align="right" valign="top">22</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top"><span id="DSES_RP11V">1928</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP11" title="Pedro Fontes percorreu todo o Estado fazendo inquérito entre médicos e autoridades e estimou o total de 150 leprosos. [Souza-Araújo, H.C. de, op. cit., p. 9.]"><sup><b>[ 11 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">150</td>
<td align="right" valign="top">—</td>
<td align="right" valign="top">150</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top"><span id="DSES_RP12V">1929</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP12" title="Número levantado no início do recenseamento por médicos itinerantes. [Idem, ibidem, p. 9.]"><sup><b>[ 12 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">133</td>
<td align="right" valign="top">—</td>
<td align="right" valign="top">133</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top">1930</td>
<td align="right" valign="top">225</td>
<td align="right" valign="top">—</td>
<td align="right" valign="top">225</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top"><span id="DSES_RP13V">1931</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP13" title="Fim do recenseamento. [Idem, ibidem, p. 9.]"><sup><b>[ 13 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">290</td>
<td align="right" valign="top">50</td>
<td align="right" valign="top">340</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top"><span id="DSES_RP14V">1932</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP14" title="Primeira revisão do censo. [Idem, ibidem, p. 9.]"><sup><b>[ 14 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">334</td>
<td align="right" valign="top">36</td>
<td align="right" valign="top">370</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top"><span id="DSES_RP15V">1933</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP15" title="Segunda revisão do censo de 1931 (410 fichas). [Idem, ibidem, p. 9.]"><sup><b>[ 15 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">367</td>
<td align="right" valign="top">43</td>
<td align="right" valign="top">410</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top"><span id="DSES_RP16V">1934</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP16" title="Terceira revisão do censo de 1931. [Idem, ibidem, p. 9.]"><sup><b>[ 16 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">445</td>
<td align="right" valign="top">60</td>
<td align="right" valign="top">505</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top"><span id="DSES_RP17V">1935</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP17" title="Prosseguimento do censo. [Idem, ibidem, p. 9.]"><sup><b>[ 17 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">529</td>
<td align="right" valign="top">66</td>
<td align="right" valign="top">595</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top"><span id="DSES_RP18V">1936</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP18" title="Censo. [Idem, ibidem, p. 9.]"><sup><b>[ 18 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">611</td>
<td align="right" valign="top">90</td>
<td align="right" valign="top">701</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="top">30/4/1937</td>
<td align="right" valign="top">639</td>
<td align="right" valign="top">90</td>
<td align="right" valign="top">719</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Os números da tabela correspondem aos vários municípios do Estado, observando-se maiores concentrações de casos no município de Alegre, seguido de Colatina, Mimoso do <span id="DSES_RP19V">Sul,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP19" title="Na época esse município denominava-se João Pessoa."><sup><b>[ 19 ]</b></sup></a> Afonso Cláudio, Cachoeiro de Itapemirim, <span id="DSES_RP20V">Guaçuí</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP20" title="Antes denominado Siqueira Campos."><sup><b>[ 20 ]</b></sup></a> e <span id="DSES_RP21V">Vitória.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP21" title="Souza-Araújo, H.C. de, op. cit., p. 13."><sup><b>[ 21 ]</b></sup></a></p>
<p>Mesmo considerando a importância do censo como aproximação da realidade, admite-se o acréscimo de 50% aos 639 casos apurados em 1937, o que resultaria num total de 957 casos.</p>
<p>Por uma série de motivos, o serviço de recenseamento provou sua importância no controle da lepra. Os números obtidos através de sua realização provocaram mudanças significativas na lida com a doença, desencadeando ações profiláticas mais enérgicas e radicais, principalmente naquelas áreas de maior incidência, e orientando também a criação de dispensários. Ao mesmo tempo, pelo exame sistemático pôde-se descobrir a ocorrência de novos casos, chamando-se a atenção dos médicos do interior para a doença que, muitas vezes, passava despercebida em seus atendimentos. A realização do censo também permitiu identificar os casos mais perniciosos à comunidade, como os indivíduos que levavam vida ambulante, e levá-los a isolamento no leprosário de emergência da ilha da <span id="DSES_RP22V">Cal.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP22" title="Idem, ibidem, p. 18-9."><sup><b>[ 22 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1937 o Espírito Santo era apontado como o Estado com o mais minucioso censo de leprosos e também como um dos mais bem aparelhados para o combate à <span id="DSES_RP23V">doença.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP23" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1937, João Punaro Bley, p. 95."><sup><b>[ 23 ]</b></sup></a></p>
<p>O trabalho dos técnicos envolvidos incluía também a orientação dos leprosos nos cuidados que deveriam ter para prevenir a transmissão da doença principalmente no círculo familiar, instruindo-os quanto às precauções para impedir ou dificultar o contágio enquanto não era possível o isolamento de todos os casos de lepra <span id="DSES_RP24V">aberta.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP24" title="Casos de lepra paucibacilar; Souza-Araújo, H.C. de, op. cit., p. 19."><sup><b>[ 24 ]</b></sup></a></p>
<p>Os técnicos promoveram também o tratamento dos doentes a domicílio, fornecendo-lhes comprimidos ou injeções de Chaulmoogra, e exortando-os a abandonar práticas antigas como a de entregarem-se à ação de curandeiros que os <span id="DSES_RP25V">exploravam.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP25" title=".Souza-Araújo, H.C. de, op. cit., p. 19."><sup><b>[ 25 ]</b></sup></a></p>
<p>Mas a contribuição definitiva do censo foi a confirmação da premente necessidade de criar uma colônia de leprosos no Estado.</p>
<p>
<b>Ações federais e estaduais no combate à hanseníase e às doenças venéreas</b></p>
<p>A partir de 1916 iniciou-se um movimento a favor do saneamento. Miguel Pereira proferiu naquele ano um discurso intitulado &#8220;O Brasil é ainda um imenso hospital&#8221;, e no ano seguinte Belisário Pena começava uma campanha jornalística pelo saneamento rural. Uma comissão da Academia Nacional de Medicina fez pronunciamento aconselhando medidas de saneamento que foi encaminhado ao Ministério do Interior e depois ao Congresso Nacional. Entretanto, mesmo sendo a lepra considerada uma doença de notificação compulsória, desde a reforma sanitária de Osvaldo Cruz, em <span id="DSES_RP26V">1904,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP26" title="Souza-Araújo, História da lepra no Brasil, vol. III."><sup><b>[ 26 ]</b></sup></a> esse documento deixou de incluí-la, priorizando outras doenças cutâneas menos importantes na época, o que deu origem a protestos por parte de Heráclito de Souza-<span id="DSES_RP27V">Araújo.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP27" title="Ramos e Silva, J., Subsídios para a história da Dermiatria no Brasil, p. 154; Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003."><sup><b>[ 27 ]</b></sup></a> Em 1920, a reforma Carlos Chagas criou o Departamento Nacional de Saúde Pública, subordinado ao Ministério da Justiça e Negócios Interiores, e regulamentado em dezembro de <span id="DSES_RP28V">1923.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP28" title="Decreto legislativo n° 3.967."><sup><b>[ 28 ]</b></sup></a> Na mesma época foi criada a Inspetoria de Lepra e Doenças Venéreas, primeira política pública que veio a normatizar o controle da doença no país, cuja coordenação foi entregue a Eduardo <span id="DSES_RP29V">Rabello.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP29" title="Ramos e Silva, J., op. cit., p. 154; Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003."><sup><b>[ 29 ]</b></sup></a> A mudança repercute no Espírito Santo com a transformação da Diretoria de Serviços Sanitários em Delegacia Geral de Higiene, ligada à Secretaria do <span id="DSES_RP30V">Interior.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP30" title="Cabral, Sebastião, Saúde pública no Espírito Santo, p. 24."><sup><b>[ 30 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1922 foi criado, no Espírito Santo, o Serviço de Profilaxia Rural, numa parceria entre o Estado e a União, contribuindo cada um com 300 contos anuais, e Leorne Menescal foi nomeado chefe desse serviço. Na mesma ocasião criou-se também, como parte do serviço, a Inspetoria de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas, com Miguel Motta no cargo de inspetor.</p>
<p>Durante o governo de Florentino Avidos (1924-28) a Delegacia Geral de Higiene transformou-se em Diretoria, tendo à frente Osvaldo Monteiro. É o período em que o serviço sanitário se organiza efetivamente, desdobrando-se em serviços técnicos com objetivos mais definidos. Apesar de sua ação ainda se restringir à capital, o setor de profilaxia geral e específica das moléstias transmissíveis, o laboratório bromatológico e a estatística demógrafo-sanitária funcionavam regularmente. No interior os delegados de higiene municipal, que não eram remunerados, não tinham uma presença efetiva, contando-se com o apoio das autoridades policiais na fiscalização dos exercícios de Medicina e Farmácia e do comércio de <span id="DSES_RP31V">drogas.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP31" title="Idem, ibidem, p. 25-6."><sup><b>[ 31 ]</b></sup></a></p>
<p>A partir de 1925, com a construção do Hospital de Isolamento da Ilha da Pólvora a administração de Osvaldo Monteiro torna-se mais ativa. Com algumas adaptações, o Regulamento Sanitário Federal foi adotado no Estado em <span id="DSES_RP32V">1926,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP32" title="Decreto Presidencial n° 7.567, de 30 de abril de 1926. [Apud Sebastião Cabral, op. cit., p. 27.]"><sup><b>[ 32 ]</b></sup></a> prevendo-se também a organização de um serviço de propaganda e educação sanitária e dos serviços de higiene <span id="DSES_RP33V">infantil.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP33" title="Sebastião Cabral, op. cit., p. 27."><sup><b>[ 33 ]</b></sup></a></p>
<p>Expirado, em 31 de dezembro de 1926, o contrato para execução, pelo governo federal, do Serviço de Profilaxia Rural, este foi extinto. Manteve-se porém a Inspetoria de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas, subordinada à Diretoria de Higiene do Estado, e ainda sob a direção de Miguel Motta até agosto de 1927, quando foi substituído por Pedro Fontes, destacado do Serviço de Saneamento Rural do Distrito Federal para assumir esse <span id="DSES_RP34V">cargo.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP34" title="Enviado do Rio de Janeiro ao Espírito Santo para essa função por Clementino Fraga. [Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo..., p. 4.]. Segundo Florentino Avidos, em sua Mensagem Final, p. 62, em março de 1927 o Estado e a União fizeram acordo para continuação do Serviço de Profilaxia de Doenças Venéreas, sendo Pedro Fontes nomeado para chefiá-lo."><sup><b>[ 34 ]</b></sup></a></p>
<p>Segundo Florentino Avidos, &#8220;limitam-se as nossas autoridades sanitárias [&#8230;] a fazer recomendações especiais para vigilância e isolamento dos doentes leprosos, aliás, em número reduzidíssimo no Estado.&#8221; Declarava também que os hospitais do Rio de Janeiro se recusavam sistematicamente a internar os pacientes provenientes do Espírito <span id="DSES_RP35V">Santo.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP35" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem Final, 1928, Florentino Avidos, p. 63."><sup><b>[ 35 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1927 foram criados os postos municipais de <span id="DSES_RP36V">higiene</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP36" title="Lei federal n° 1.610, de junho de 1927. [Cabral, Sebastião, op. cit., p. 27.]"><sup><b>[ 36 ]</b></sup></a> e instalado em Vitória, por Osvaldo Monteiro, o Dispensário Central de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas, mais tarde conhecido como Dispensário Osvaldo Monteiro, que tinha como anexo um laboratório de microscopia e sorologia que desenvolvia todas as atividades <span id="DSES_RP37V">necessárias.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP37" title="Cabral, Sebastião, op. cit., p. 27; Espírito Santo (Estado), Mensagem Final, 1928, Florentino Avidos, p. 59 e 62."><sup><b>[ 37 ]</b></sup></a> O dispensário, que inicialmente havia sido instalado junto à Diretoria de Higiene, onde hoje temos a Faculdade de Farmácia, à rua Cleto Nunes, no Parque Moscoso, foi transferido para o prédio originalmente destinado aos Serviços de Melhoramentos da Capital, onde já se encontrava instalada a Inspetoria de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas. O prédio, que ainda existe, está situado à avenida Jerônimo Monteiro, esquina com rua do <span id="DSES_RP38V">Rosário.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP38" title="Local em que hoje está o Museu de Artes do Espírito Santo."><sup><b>[ 38 ]</b></sup></a></p>
<p>Nessa época — janeiro a setembro de 1927 — a situação das doenças venéreas, em termos de casos matriculados, era a seguinte:</p>
<div align="center">
<table style="width: 30%;">
<tbody>
<tr>
<td align="left" valign="top">Homens</td>
<td align="right" valign="top">1.359</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Mulheres</td>
<td align="right" valign="top">669</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Crianças</td>
<td align="right" valign="top">85</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Total</td>
<td align="right" valign="top">2.113</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Em sua campanha de combate à lepra, Pedro Fontes promoveu a criação de novos dispensários e o recenseamento dos leprosos por médicos itinerantes e solicitou a criação de um leprosário e de um preventório para recolhimento dos filhos sadios dos portadores da <span id="DSES_RP39V">doença.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP39" title="Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo..., p. 22-3."><sup><b>[ 39 ]</b></sup></a></p>
<p>Foi assim que no mesmo ano de 1927 fundou-se outro dispensário em Colatina, cuja chefia foi entregue a Sílvio Avidos, e no ano seguinte mais um em Cachoeiro de Itapemirim. Em 1929 foi criado também o dispensário de Alegre, em 1932 um quinto dispensário em Mimoso do Sul e, em 1933, outro em Muqui, enquanto em 1935 outros dois foram criados em São José do Calçado e Afonso Cláudio, formando ao todo oito dispensários em todo o <span id="DSES_RP40V">Estado.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP40" title="Idem, p.17; Espírito Santo (Estado), Mensagem Final, 1928, Florentino Avidos, p. 62."><sup><b>[ 40 ]</b></sup></a></p>
<p>Ainda em 1930 Pedro Fontes encaminhou ao interventor federal no Espírito Santo um memorial contendo o número de leprosos apurado até aquele ano no censo que realizava, e ressaltando a situação da doença no Estado, ao mesmo tempo que sugeria a instalação de um leprosário-colônia e de um asilo de emergência na ilha da <span id="DSES_RP41V">Cal.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP41" title="Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo..., p. 23; Cabral, Sebastião, op. cit."><sup><b>[ 41 ]</b></sup></a></p>
<p>Como resultado, a ilha foi adquirida em 1932, iniciando-se obras para adaptação de uma casa lá existente para servir de asilo de emergência. Ainda no mesmo ano construiu-se um complemento para atender aos doentes do sexo masculino, já que o núcleo inicial fora destinado às mulheres e às <span id="DSES_RP42V">crianças.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP42" title="Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo..., p. 23; Cabral, Sebastião, op. cit."><sup><b>[ 42 ]</b></sup></a></p>
<p>Com relação aos dispensários mencionados anteriormente, Pedro Fontes assim se pronunciou em 1933, no Rio de Janeiro, na apresentação de seu trabalho à Conferência para a Uniformização do Combate à Lepra:</p>
<div align="right">
<table style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">Os dispensários de doenças venéreas prestam serviços na profilaxia da lepra, descobrindo leprosos entre os indivíduos portadores de dermatoses, que vão à procura de tratamento anti-sifilítico&#8230;<br />
É necessário, portanto, que facilitemos aos chefes dos dispensários um estágio nos leprosários e clínicas dermatológicas, para familiarizá-los com os sintomas da lepra, principalmente quando <span id="DSES_RP43V">incipiente.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP43" title="Pedro Fontes, apud Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo..., p. 18."><sup><b>[ 43 ]</b></sup></a><br />
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Mais tarde, a 23 de setembro de 1936, Pedro Fontes novamente se pronunciaria em relação aos dispensários dizendo que</p>
<div align="right">
<table style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">Existem oito dispensários <span id="DSES_RP44V">mistos&#8230;</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP44" title="Dispensários para lepra e doenças venéreas. [Espírito Santo (Estado), Relatório, 1943, João Punaro Bley, p. 108.]"><sup><b>[ 44 ]</b></sup></a> &nbsp;Nestes dispensários é feito tratamento ambulatório dos leprosos que residem perto e distribuídos medicamentos, seringas etc., aos que residem longe. O Serviço mantém dois dispensários ambulantes para exame e reexame dos leprosos, suspeitos e comunicantes, e conselhos profiláticos às famílias dos <span id="DSES_RP45V">leprosos.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP45" title="Pedro Fontes, apud Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo..., p. 18."><sup><b>[ 45 ]</b></sup></a><br />
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
O governo Getúlio Vargas criou o Ministério da Educação e Saúde, ao qual se subordinaram os serviços de saúde pública, sendo então extintos os Serviços de Saneamento Rural e de Profilaxia de Lepra e Doenças <span id="DSES_RP46V">Venéreas.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP46" title="Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003."><sup><b>[ 46 ]</b></sup></a> O interventor João Punaro Bley, notificado a respeito, resistiu à execução imediata da medida no Espírito Santo, e pediu permissão para manter os serviços por mais um ano, alegando haver saldo orçamentário do exercício anterior, no que foi atendido: &#8220;está continuando a funcionar neste Estado de acordo com a autorização do Ministro da Educação, de 6 de janeiro de 1931, custeado, porém, pelo <span id="DSES_RP47V">Estado.&#8221;</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP47" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 413."><sup><b>[ 47 ]</b></sup></a></p>
<p>De 1930 a 1935 foi elaborado o grande plano nacional do Serviço Nacional de Lepra, SNL, para implantação do isolamento compulsório nacional. Vários médicos da ex-Inspetoria são então enviados para cursos de especialização: em 1934, Sílvio  <span id="DSES_RP48V">Avidos</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP48" title="Médico que participou do primeiro censo realizado por Pedro Fontes, concluído em 1931. [Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo..., p. 8.]"><sup><b>[ 48 ]</b></sup></a> para a Universidade de Minas Gerais; em 1936, Moacir Henriques de Mendonça e Honório Esteves Ottoni para o Rio de Janeiro; e, ainda em 1936, Otávio Manhães de Andrade participou do primeiro curso do Centro Internacional de Leprologia, também no Rio de <span id="DSES_RP49V">Janeiro.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP49" title="Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo..., p. 57; Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003."><sup><b>[ 49 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 28 de dezembro de 1935, através do Decreto n° 7.117, foi aprovado o regulamento do Serviço de Profilaxia do Espírito Santo, tornando obrigatória a internação dos leprosos contagiantes, o tratamento e vigilância dos não contagiantes e o reexame dos <span id="DSES_RP50V">comunicantes,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP50" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 418."><sup><b>[ 50 ]</b></sup></a> atendendo recomendação do SNL, apesar de a regulamentação final ocorrer somente em abril de <span id="DSES_RP51V">1941.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP51" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 418."><sup><b>[ 51 ]</b></sup></a></p>
<p>Outro marco importante na saúde pública do Estado foi o início da construção, em 1934, do leprosário-colônia em Itanhenga, inaugurado definitivamente em abril de <span id="DSES_RP52V">1937.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP52" title="Cabral, Sebastião, op. cit., p. 32."><sup><b>[ 52 ]</b></sup></a></p>
<p>Em julho de 1936 o Serviço de Profilaxia Contra a Lepra do <span id="DSES_RP53V">Estado</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP53" title="Idem, ibidem, p. 33."><sup><b>[ 53 ]</b></sup></a> substituiu a antiga Inspetoria excepcionalmente mantida aqui em <span id="DSES_RP54V">funcionamento.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP54" title="Como vimos anteriormente, essa Inspetoria fora extinta pelo governo revolucionário em 1930, tendo, no entanto, o governo estadual obtido permissão para mantê-la em funcionamento sob sua responsabilidade. [Cabral, Sebastião, op. cit., p. 31; Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 413.]"><sup><b>[ 54 ]</b></sup></a> Em 1937 o Serviço estava organizado da seguinte forma:</p>
<p>a) Chefia do Serviço — criado pelo Decreto n° 6.579, de 31 de julho de 1935, funcionava em Vitória, na sede do Dispensário Central;<br />
b) Dispensário de Pele — abrangendo lepra e sífilis, funcionava em Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, Muqui, Mimoso do Sul, Alegre, Guaçuí, São José do Calçado, Castelo, Afonso Cláudio e Colatina;<br />
c) Dispensário Itinerante — responsável pelos exames dos &#8220;comunicantes&#8221; em suas casas e pela verificação dos casos suspeitos;<br />
d) Postos de Vigilância — exclusivamente voltados para a lepra, foram criados em janeiro de 1937 em municípios de pouca concentração populacional e poucas ocorrências, como Rio Pardo, Santa Teresa, Baixo Guandu, <span id="DSES_RP55V">Itaguaçu;</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP55" title="Antes denominado Figueira de Santa Joana."><sup><b>[ 55 ]</b></sup></a><br />
e) Inspetoria dos Dispensários — criada em 1936 e confiada inicialmente a José Augusto Soares, com a função de orientar e uniformizar os serviços de lepra nos dispensários e postos de vigilância;<br />
f) Leprosário de Itanhenga — destinado aos casos de lepra paucibacilares e aos doentes inválidos e mendicantes;<br />
g) Preventório e Granja — ambos em construção naquele ano, sendo que o preventório, denominado Alzira Bley, destinava-se ao acolhimento dos filhos sadios de <span id="DSES_RP56V">leprosos.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP56" title="Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo..., p. 21-2; Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 418-9."><sup><b>[ 56 ]</b></sup></a> <br />
A situação das doenças venéreas em 1936, segundo Punaro <span id="DSES_RP57V">Bley,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP57" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1936, João Punaro Bley, p. 95."><sup><b>[ 57 ]</b></sup></a> era a seguinte:</p>
<div align="center">
<table style="width: 50%;">
<tbody>
<tr>
<td align="left" valign="top">Doentes matriculados</td>
<td align="right" valign="top">6.246</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Total de consultas a venéreos</td>
<td align="right" valign="top">242.235</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top"><span id="DSES_RP58V">Injeções</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP58" title="914 (24.817), mercúrio (41.991), iodureto de sódio (8.428), bismuto (77.851), vacina antigonocócica (6.201) e outras (7.187)."><sup><b>[ 58 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">165.396</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Curativos</td>
<td align="right" valign="top">45.855</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Pequenas intervenções cirúrgicas</td>
<td align="right" valign="top">318</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Reações de Wassermann</td>
<td align="right" valign="top">7.501</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Reações de Kahn</td>
<td align="right" valign="top">408</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Outras pesquisas de laboratório</td>
<td align="right" valign="top">26.287</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Em 1940, Dr. Jayme Santos Neves assumiu a Diretoria dos Serviços Sanitários, nela permanecendo até fevereiro de 1946. Através de Decreto-lei n° 11.797, datado de 14 de junho de 1940, processou-se profunda mudança estrutural na saúde pública estadual. Foi criado o Departamento de Saúde Pública do Espírito Santo, subordinado à Secretaria de Educação e Saúde, e que compreendia vários setores e serviços, entre os quais o Serviço de Profilaxia de Lepra e Doenças <span id="DSES_RP59V">Venéreas.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP59" title="Cabral, Sebastião, op. cit., p. 35."><sup><b>[ 59 ]</b></sup></a></p>
<p>O decreto definiu também o conceito de Centro de Saúde como uma unidade com, no mínimo, os serviços especializados de tuberculose, sífilis e outras doenças venéreas, doenças transmissíveis agudas, saneamento e política sanitária, higiene da criança, da alimentação, do trabalho e enfermagem de saúde <span id="DSES_RP60V">pública.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP60" title="Idem, ibidem, p. 35-6."><sup><b>[ 60 ]</b></sup></a></p>
<p>Em setembro de 1947 Jayme Santos Neves reassumia a direção do Departamento, cargo em que permaneceu até fevereiro de 1955, sendo esse período marcado pela elevação do nível da saúde pública do Estado, que voltaria a ser considerada uma das melhores do país. Foram realizadas muitas obras em vários municípios do interior, tanto de construção como de adaptação dos postos de puericultura. Da mesma forma conseguiram-se recursos para construção e instalação de maternidades no interior do Estado, da Policlínica Antônio Aguirre, em Argolas, Vila Velha. Nesse período também foi inaugurado o Posto de Higiene de 1ª classe de São <span id="DSES_RP61V">Mateus.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP61" title="Idem, ibidem, p. 41-2."><sup><b>[ 61 ]</b></sup></a></p>
<p>Na década de 1940 os serviços de saúde pública do Estado eram tidos em alta conta, entre as autoridades sanitárias tanto nacionais como internacionais. Seu modelo de organização era bastante apreciado pela precisão e eficiência, assim como pelo corpo de profissionais e técnicos especializados que <span id="DSES_RP62V">possuía.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP62" title="O Observador Econômico e Financeiro, Estado do Espírito Santo..., separata, n. 65, p. 32-3."><sup><b>[ 62 ]</b></sup></a> O combate às doenças venéreas foi bastante intenso, criando-se, inclusive, um serviço de visitadoras de meretrício em Vitória e Cachoeiro de Itapemirim, sabendo-se que, pelo menos em Vitória, tal serviço foi mantido até a década de <span id="DSES_RP63V">1950.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP63" title="Espírito Santo (Estado), Relatório, 1943, João Punaro Bley, p. 109; Luiz Buaiz, entrevistas de 09/12/2002 e 08/5/2003."><sup><b>[ 63 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1948 a luta contra as doenças venéreas obteve resultados bastante significativos, tendo sido atendidas, nos vários serviços, 53.846 pessoas. Em Vitória foi instalada, no Centro de Tratamento Rápido, uma enfermaria com cinco leitos para gestantes sifilíticas e portadoras de outras doenças <span id="DSES_RP64V">venéreas.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP64" title="......"><sup><b>[ 64 ]</b></sup></a></p>
<p>Ainda em 1948 realizou-se o primeiro curso intensivo de lepra do Espírito Santo, sob o patrocínio do Departamento Nacional de <span id="DSES_RP65V">Saúde.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP65" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1949, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, p. 57."><sup><b>[ 65 ]</b></sup></a></p>
<p>Como exemplo do alto conceito em que era tida a saúde pública em nosso Estado temos o depoimento do Prof. Wilson Smillie, médico e higienista norte-americano, das universidades de Harvard e Cornell, que visitou o Estado em 1949:</p>
<div align="right">
<table style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">Ainda há pouco estive no Espírito Santo, e tive ensejo de visitar ali um dos melhores centros de saúde, ou melhor falando, o melhor que já conheci e também os serviços rurais do Serviço Especial de Saúde Pública, em Colatina, que também considero modelares. Não posso deixar de consignar o alto apreço que me merece o trabalho do Dr. Jayme Santos Neves, na direção da Saúde Pública do Estado, e do Dr. Henrique Penido, diretor do programa sanitário em execução no Rio Doce. Quanto ao primeiro destes serviços, posso dizer-lhe que considero a sua organização mais perfeita até que a do Centro de Saúde em que trabalho em Nova Iorque, geralmente considerado dos mais <span id="DSES_RP66V">eficientes.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP66" title="O professor Wilson Smillie visitou o Estado em maio de 1949. [Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1950, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, p. 102.]; A Noite, Rio de Janeiro, 12/5/1949, apud O Observador Econômico e Financeiro, Estado do Espírito Santo..., separata, n. 165, p. 33."><sup><b>[ 66 ]</b></sup></a></span>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
O ano de 1950 foi marcado pela inauguração do grande Centro de Saúde de Cachoeiro de Itapemirim, pelas obras de ampliação e complementação do Sanatório Getúlio Vargas e pela criação do Serviço Social do Estado, vinculado ao Departamento Estadual de Saúde. Também nesse ano foram estabelecidas as bases para a Campanha Contra o Câncer, que seria lançada no ano seguinte, com a instalação da primeira Clínica de Câncer do Estado, que funcionaria nas dependências da Santa Casa de <span id="DSES_RP67V">Misericórdia.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP67" title="Cabral, Sebastião, op. cit., p. 42."><sup><b>[ 67 ]</b></sup></a></p>
<p>Na primeira metade da década de 1950 foi criado o Ministério da <span id="DSES_RP68V">Saúde,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP68" title="Decreto n° 34.596, de 16 de novembro de 1953. [Cabral, Sebastião, op. cit., p. 43.]"><sup><b>[ 68 ]</b></sup></a> sendo também expandidos os serviços de saúde pública pelo interior do Estado, com a instalação de postos de higiene em diversos municípios.</p>
<p>Logo no início do segundo governo de Jones dos Santos Neves (1951-55) a verba destinada ao Departamento Estadual de Saúde é significativamente elevada dos Cr$14.885.060,00, previstos para 1950, para Cr$46.698.380,00.</p>
<p>O período foi marcado por grande número de obras, permitindo a inauguração de 36 novas unidades sanitárias, compreendendo um posto de saúde em cada município, excetuando-se Mantenópolis, além de oito subpostos nos distritos. Outras realizações importantes desse governo foram a construção e inauguração do Hospital-colônia Adauto Botelho, destinado a pacientes psiquiátricos, e a construção e instalação do bloco cirúrgico da Clínica de Câncer do Estado, com aparelhagem importada da <span id="DSES_RP69V">Alemanha.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP69" title="O Espírito Santo trabalha e confia, 1951-1955 (Relatório geral)."><sup><b>[ 69 ]</b></sup></a> Ao que tudo indica, essa clínica seria o embrião do atual Hospital Santa Rita, em <span id="DSES_RP70V">Maruípe.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP70" title="Acervo fotográfico de 1951-1955 do Arquivo Público Estadual (Espírito Santo)."><sup><b>[ 70 ]</b></sup></a></p>
<p>Em termos de ação itinerante da saúde pública estadual, o governo implantou também um serviço de assistência médica fluvial com duas unidades denominadas Osvaldo Monteiro e Sílvio Avidos, percorrendo os rios São Mateus e Doce, e estendendo o atendimento às populações <span id="DSES_RP71V">ribeirinhas.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP71" title="O Espírito Santo trabalha e confia, 1951-1955 (Relatório geral); Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1954, Jones dos Santos Neves, p. 212."><sup><b>[ 71 ]</b></sup></a></p>
<p>O quadro das doenças venéreas em 1952 é apresentado abaixo, sendo o setor da saúde pública mais movimentado nos últimos dez <span id="DSES_RP72V">anos:</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP72" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1953, Jones dos Santos Neves, p. 159."><sup><b>[ 72 ]</b></sup></a></p>
<div align="center">
<table style="width: 50%;">
<tbody>
<tr>
<td align="left" valign="top">Atendimentos</td>
<td align="right" valign="top">34.819</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top"><span id="DSES_RP73V">Injeções</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP73" title="Penicilina, arsênico, bismuto e iodo."><sup><b>[ 73 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">24.666</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top"><span id="DSES_RP74V">Comprimidos</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP74" title="Sulfaderivados."><sup><b>[ 74 ]</b></sup></a></td>
<td align="right" valign="top">31.2976</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Reações de Wassermann e Kahn</td>
<td align="right" valign="top">16.922</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Ao mesmo tempo que houve um aumento no movimento do serviço, observou-se também uma queda acentuada na mortalidade por sífilis e suas seqüelas durante o <span id="DSES_RP75V">período.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP75" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1953, Jones dos Santos Neves, p. 159."><sup><b>[ 75 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1954, através da Portaria n° 80, o Estado é dividido em três regiões sanitárias, tendo como sedes Vitória, Cachoeiro de Itapemirim e São <span id="DSES_RP76V">Mateus.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP76" title="Cabral, Sebastião, op. cit., p. 44."><sup><b>[ 76 ]</b></sup></a></p>
<p>Segundo Francisco Lacerda de Aguiar, em 1955 deu-se continuidade aos acordos para campanhas contra o câncer, a lepra e outras doenças com os respectivos serviços <span id="DSES_RP77V">nacionais.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP77" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1956, Francisco Lacerda de Aguiar, p. 224."><sup><b>[ 77 ]</b></sup></a> Quanto ao Centro de Saúde de Vitória, este teria conseguido manter sua reputação de unidade modelo, atraindo estudantes em final de curso de Saúde Pública do Rio de Janeiro e Belo Horizonte para estágios <span id="DSES_RP78V">curriculares.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP78" title="Ibidem, p. 225."><sup><b>[ 78 ]</b></sup></a></p>
<p>Ainda segundo aquele governador, no Serviço de Lepra foram mantidos oito dispensários e seis postos de vigilância localizados em vários municípios, levantando-se as seguintes atividades no ano de <span id="DSES_RP79V">1955:</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP79" title="Ibidem, p. 230-1."><sup><b>[ 79 ]</b></sup></a></p>
<div align="center">
<table style="width: 50%;">
<tbody>
<tr>
<td align="left" valign="top">Leprosos fichados</td>
<td align="right" valign="top">80</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Reexames de leprosos</td>
<td align="right" valign="top">585</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Comunicantes fichados</td>
<td align="right" valign="top">212</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Reexames de comunicantes</td>
<td align="right" valign="top">1.778</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Total de comparecimentos</td>
<td align="right" valign="top">2.655</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
O Hospital de Itanhenga ainda constava como um dos maiores serviços de que se dispunha para profilaxia, diagnóstico e tratamento da lepra, convergindo para ele as melhores atenções do Serviço. Em 31 de dezembro de 1955 havia 411 pacientes internados, sendo que naquele ano foram admitidos 46, registrando-se a fuga de 76 deles e o regresso de 32, além de 16 <span id="DSES_RP80V">óbitos.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP80" title="Ibidem, p. 231."><sup><b>[ 80 ]</b></sup></a></p>
<p>No serviço médico-hospitalar ocorreram 13.993 consultas, sendo 5.911 de <span id="DSES_RP81V">leprosos.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP81" title="Ibidem, p. 231."><sup><b>[ 81 ]</b></sup></a></p>
<p>A partir de 1954 observou-se um aumento excessivo de pessoal na área da saúde pública do Estado, o que veio a acarretar sérios problemas para a sua manutenção. Só no Centro de Saúde de Vitória verificou-se que o número de funcionários quadruplicou. Esse excesso de funcionários em nada beneficiou o serviço, ao contrário, além dos problemas financeiros, concentrou elementos despreparados, deteriorando o quadro de pessoal e comprometendo a qualidade do <span id="DSES_RP82V">atendimento.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP82" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1960, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, p. 235."><sup><b>[ 82 ]</b></sup></a></p>
<p>De maneira geral, a situação da Saúde Pública no Estado, segundo Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, herdada do mandato anterior, era a seguinte:</p>
<p>a) O território do Estado encontrava-se dividido em duas zonas de influência em questões de saúde;<br />
b) As despesas com pessoal consumiam quase toda a verba do Departamento Estadual de Saúde;<br />
c) Qualidade precária do pessoal envolvido nos serviços;<br />
d) Desaparecimento do serviço de transportes da saúde pública, causando sérios transtornos ao abastecimento das unidades do interior e tornando estáticas todas as sedes dos distritos sanitários;<br />
e) Esvaziamento do almoxarifado;<br />
f) Falta de manutenção dos prédios de todas as unidades sanitárias, levando-os a um estado precário de conservação;<br />
g) Os hospitais da rede estadual encontravam-se desassistidos, com sua capacidade de atendimento reduzida em <span id="DSES_RP83V">50%.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP83" title="Ibidem, p. 236."><sup><b>[ 83 ]</b></sup></a></p>
<p>O governo de Carlos Lindenberg dedicou-se inicialmente ao saneamento financeiro e restabelecimento do crédito em diversas praças; reparo e limpeza das unidades sanitárias, além do seu reaparelhamento; oferta de cursos de Organização e Administração Sanitária, diplomando 29 médicos especializados em Saúde <span id="DSES_RPV">84</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP84" title="Ibidem, p. 237."><sup><b>[ 84 ]</b></sup></a></p>
<p>Logo a seguir foram registrados positivamente 1.474 casos de sífilis, 265 de blenorragia, 92 de cancro venéreo, 15 de Nicholas Favre e 5 de granuloma. No caso da lepra, foram confirmados 163 casos, 181 suspeitos, sendo examinados 3.611 <span id="DSES_RP85V">comunicantes.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP85" title="Ibidem, p. 177"><sup><b>[ 85 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1963, através da Lei n° 1.768, de 14 de janeiro, o Departamento Estadual de Saúde foi transformado em Secretaria de Saúde e Assistência, mas a única mudança efetiva ocorrida no órgão foi a criação do cargo de secretário, mantendo-se a estrutura até <span id="DSES_RP86V">1967.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP86" title="......"><sup><b>[ 86 ]</b></sup></a></p>
<p>Ainda em 1967, o Estado dispunha de uma rede considerável de unidades sanitárias espalhadas por quase todos os municípios, herança do governo Jones dos Santos Neves. Eram 49 unidades em péssimo estado de conservação, mas até 1970 foram construídas 24 novas <span id="DSES_RP87V">unidades.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP87" title="Ibidem, p. 53."><sup><b>[ 87 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1968 foi iniciada a construção da sede da Secretaria no bairro Bento Ferreira, que foi inaugurada em <span id="DSES_RP88V">1970.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP88" title="Espírito Santo (Estado), Desafio &amp; resposta..., 1970, Christiano Dias Lopes, p. 58."><sup><b>[ 88 ]</b></sup></a></p>
<p>Na esfera nacional, durante o governo Juscelino Kubitschek foi criada a Campanha Nacional Contra a Lepra, formalizada em<span id="DSES_RP89V"> 1959,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP89" title="Orestes Diniz, Profilaxia da lepra: evolução e aplicação no Brasil."><sup><b>[ 89 ]</b></sup></a> sendo introduzida a quimioterapia com sulfona. Foram tomadas iniciativas de descentralização das atividades de controle da doença para unidades estaduais de saúde, conduzidas por Orestes Diniz, concretizadas a partir dos anos <span id="DSES_RP90V">60.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP90" title="Oliveira, MLW. Controle da Hanseníase: gestão político-administrativa das ações de controle da hanseníase. In Hanseníase: epidemiologia e controle (Org.) Lombardi, C.; Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003."><sup><b>[ 90 ]</b></sup></a></p>
<p>Em vista das modificações ocorridas no Ministério, a Secretaria de Saúde e Assistência começou a elaborar um projeto de combate e controle da doença, com as unidades sanitárias mantendo a relação de todas as pessoas fichadas como portadoras da doença. À Divisão Nacional de Lepra cabia então apenas a ação normativa, sendo atribuída ao Estado a <span id="DSES_RP91V">execução.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP91" title="Espírito Santo (Estado), Desafio &amp; resposta..., 1970, Christiano Dias Lopes, p. 59; Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1973, Arthur Gerhardt Santos, p. 101."><sup><b>[ 91 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1971 o Espírito Santo ainda apresentava elevadas taxas de hanseníase. Com a transferência da responsabilidade do controle da doença para o Estado, foram inscritos, de 1967 a 1970, 592 enfermos, com uma média anual de 148. Em 1971 o número salta para 346. Nesse período realiza-se o recadastramento dos hansenianos do Estado, buscando-se reintegrá-los na <span id="DSES_RP92V">sociedade.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP92" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1972, Arthur Gerhardt Santos, p. 21, 24."><sup><b>[ 92 ]</b></sup></a> De acordo com os registros de 1971 e 1972, foram identificados nesses dois anos 642 novos casos, inscrevendo-se 924 comunicantes. Foram realizados 1.788 testes de Mitsuda, ocorrendo 1.154 altas por <span id="DSES_RP93V">cura.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP93" title="Ibidem, p. 101."><sup><b>[ 93 ]</b></sup></a></p>
<p>Em 1972 a verba destinada pelo Ministério de Saúde para o combate da hanseníase no Estado não chegou a ser liberada, dificultando as atividades da <span id="DSES_RP94V">Secretaria.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP94" title="Ibidem, p. 101."><sup><b>[ 94 ]</b></sup></a> No mesmo ano a doença passaria oficialmente a denominar-se <span id="DSES_RP95V">&#8220;hanseníase&#8221;.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP95" title="Ibidem, p. 101."><sup><b>[ 95 ]</b></sup></a></p>
<p>No Centro de Saúde de Vitória e na área de confinamento das prostitutas foram criados serviços especiais. Em Manguinhos, Serra, foi instalada uma unidade sanitária polivalente dando enfoque especialmente às doenças <span id="DSES_RP96V">venéreas.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP96" title="Ibidem, p. 102."><sup><b>[ 96 ]</b></sup></a></p>
<p>No mesmo período de 1971-72 foram registrados 4.371 novos casos de doenças venéreas e a conclusão de tratamento de 3.350 <span id="DSES_RP97V">casos.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP97" title="Ibidem, p. 102."><sup><b>[ 97 ]</b></sup></a></p>
<p><b><br /></b><br />
<b>Nova fase na Saúde Pública</b></p>
<p>A oficialização da Dermatologia Sanitária em 1975, tendo à frente uma médica dermatologista, além inserir a hanseníase numa situação semelhante à das demais doenças dermatológicas, facilitou a consumação de uma nova postura diante dos problemas relacionados com a pele, que deviam ser encarados como questões de saúde pública. Apesar disso, somente a partir de 1986 outras ocorrências dermatológicas, além da hanseníase e das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), receberiam a necessária <span id="DSES_RP98V">atenção.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP98" title="Wan-Del-Rey, Maria Leide, Notas sobre Dermatologia Sanitária. [texto inédito]"><sup><b>[ 98 ]</b></sup></a></p>
<div align="right">
<table style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">A integração do atendimento da hanseníase na atenção às doenças de pele viria minimizar o preconceito pós-isolamento compulsório e permitir o diagnóstico precoce da doença. Entretanto, há controvérsias quanto ao fato dessa vinculação ter influenciado na &#8216;especialização&#8217; do atendimento em hanseníase e estar dificultando a integração nos serviços gerais. <span id="DSES_RP99V">Oliveira</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP99" title="Oliveira, M.L.W., Articulação docente-assistencial..., apud Wan-del-Rey, Maria Leide, Notas sobre Dermatologia Sanitária. [texto inédito]"><sup><b>[ 99 ]</b></sup></a> &nbsp;identifica um conflito entre essas sociedades científicas e a área de saúde pública permeando todas as políticas oficiais desde 1920, não apenas quanto à importância dada à mudança do nome lepra, mas também na definição de diretrizes de controle.<br />
Apesar da primeira política de controle em 1920 (Inspetoria de Lepra e Doenças Venéreas) agrupar as prioridades na área, a inclusão de outros agravos da área tem sido marginal, com iniciativas influenciadas pelo perfil dos técnicos na gerência nacional. Assim é que a partir de 1986, quando uma dermatologista assume a Dermatologia Sanitária — a primeira depois de Rabello, com A.C. Pereira Júnior como diretor interino —, o enfoque dermatológico é ampliado. Apesar da prioridade para a hanseníase e AIDS, fez-se investimento em referências para DST — Doenças Sexualmente Transmissíveis —, especialmente nas regiões norte e nordeste. Com a saída do Programa de AIDS e DST em 1988, algumas iniciativas de inserção de outras dermatoses prevalentes foram tomadas: reuniões técnicas para normatização do diagnóstico e tratamento dos pênfigos, da LTA — Leishmaniose Tegumentar Americana — e câncer de pele. Tentou-se até organizar um projeto nacional para estudo da incidência de câncer no <span id="DSES_RP100V">Brasil.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP100" title="Wan-Del-Rey, Maria Leide, Notas sobre Dermatologia Sanitária. [texto inédito]"><sup><b>[ 100 ]</b></sup></a><br />
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Ainda no ano de 1975, a Secretaria de Estado da Saúde, com seus próprios recursos acrescidos dos que obteve junto à DNDS e medicamentos do CEME, deu um avanço significativo no controle e combate da hanseníase. No caso das demais doenças dermatológicas, somente temos uma pequena demonstração do quadro geral em termos numéricos, como vemos a <span id="DSES_RP101V">seguir.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP101" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1975, Élcio Álvares, p. 121."><sup><b>[ 101 ]</b></sup></a></p>
<div align="center">
<table border="1" cellpadding="10" style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td align="center" valign="top"><b>Doença</b></td>
<td align="center" valign="top"><b>1974</b></td>
<td align="center" valign="top"><b>1975</b></td>
<td align="center" valign="top"><b><span id="DSES_RP102V">1976</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP102" title="Dados levantados até outubro de 1976. [Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1975, Élcio Álvares, p. 123; Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1976, Élcio Álvares, p. 115.]"><sup><b>[ 102 ]</b></sup></a></b></td>
<td align="center" valign="top"><b><span id="DSES_RP103V">1977</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP103" title="A única novidade nesse ano é a inclusão dos coeficientes calculados com base numa população de 100.000 habitantes. Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1977, Élcio Álvares, p. 172."><sup><b>[ 103 ]</b></sup></a></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Paracoccidioidomicose</td>
<td align="right" valign="top">2</td>
<td align="right" valign="top">16</td>
<td align="right" valign="top">18</td>
<td align="right" valign="top">3</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Bouba</td>
<td align="right" valign="top">1</td>
<td align="right" valign="top">6</td>
<td align="right" valign="top">1</td>
<td align="right" valign="top">5</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Donovanose</td>
<td align="right" valign="top">—</td>
<td align="right" valign="top">10</td>
<td align="right" valign="top">3</td>
<td align="right" valign="top">—</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Leishmaniose</td>
<td align="right" valign="top">101</td>
<td align="right" valign="top">56</td>
<td align="right" valign="top">57</td>
<td align="right" valign="top">22</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Pênfigo</td>
<td align="right" valign="top">2</td>
<td align="right" valign="top">7</td>
<td align="right" valign="top">—</td>
<td align="right" valign="top">—</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>De acordo com o Mapa do Serviço de Enfermagem de <span id="DSES_RP104V">1980,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP104" title="Espírito Santo (Estado), Mensagem..., 1981, Eurico Vieira de Rezende, p. 140."><sup><b>[ 104 ]</b></sup></a> através da triagem foram encaminhados naquele ano 26.370 pacientes por sintomas dermatológicos, representando a maior das ocorrências. No mesmo mapa constam 664 visitas por casos de hanseníase.</p>
<p>Na década de 1980 a leishmaniose tegumentar teve destacada incidência em oito municípios do Estado, e naqueles próximos à capital — Cariacica e Viana — a endemia atingiu elevado índice de transmissão. Dos 58 municípios, 26 apresentaram diagnósticos positivos, sendo os de maior incidência São Gabriel da Palha, Linhares e <span id="DSES_RP105V">Pancas.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP105" title="Espírito Santo (Estado), Diagnóstico de saúde, p.15-6."><sup><b>[ 105 ]</b></sup></a></p>
<p>Em sua forma visceral, a leishmaniose era considerada endêmica nos municípios de Afonso Cláudio, Baixo Guandu e Pancas. No ano de 1984 observou-se um surto em Pancas, com dez casos confirmados e três óbitos. Entre 1980 e 1984 foram registrados doze casos e quatro óbitos.</p>
<p>A presença de uma dermatolgista na coordenação nacional de Dermatologia Sanitária ampliaria o interesse da saúde pública, que passou a abranger outras doenças dermatológicas, principalmente em meados da década de 1980, dando origem a &#8220;uma discussão nacional sobre o controle do câncer de pele, da leishmaniose tegumentar americana e dermatoses da <span id="DSES_RP106V">infância.&#8221;</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP106" title="Rita Rocha, A Dermatologia Sanitária no Espírito Santo — Uma história em construção [texto inédito]."><sup><b>[ 106 ]</b></sup></a></p>
<p>Nesse cenário atuou Rita de Cássia Rocha, médica dermatologista e sanitarista, então coordenadora da Dermatologia Sanitária no Estado, responsável pela reestruturação das ações de controle da hanseníase em 1986, e implantação dos programas de DST — Aids — e Câncer da Pele.</p>
<p>
<b>A hanseníase e a implantação da poliquimioterapia</b></p>
<p>O ano de 1985 é marcado nacionalmente pelo reconhecimento da poliquimioterapia — PQT — como forma oficial de tratamento da hanseníase, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde. Apesar de algumas universidades federais questionarem o tratamento, devido a alguns efeitos indesejáveis que provocava, as autoridades federal e estadual se mantiveram firmes em sua posição, baseadas nas experiências mundiais, principalmente em exemplos de países em que a doença tinha caráter <span id="DSES_RP107V">endêmico.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP107" title="Idem, ibidem."><sup><b>[ 107 ]</b></sup></a></p>
<p>No Espírito Santo, a oficialização da implantação da PQT se deu em 1987, através de parceria com o Ministério da Saúde, coincidindo com o período de Rita Rocha na presidência da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional Espírito Santo. A II Jornada Capixaba de <span id="DSES_RP108V">Dermatologia,</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP108" title="Evento anual promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional Espírito Santo."><sup><b>[ 108 ]</b></sup></a> realizada em 1987, deu destaque à Dermatologia Sanitária, sendo as principais conferências dedicadas à hanseníase/poliquimioterpia e às doenças sexualmente <span id="DSES_RP109V">transmissíveis.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP109" title="......"><sup><b>[ 109 ]</b></sup></a></p>
<p>Com base nessa posição, o órgão estadual de saúde iniciou dois projetos-piloto. Para o primeiro deles, sob responsabilidade da coordenação estadual da Dermatologia Sanitária, à época a cargo de Rita Rocha, foram convidadas Elizabeth Santos Madeira, médica sanitarista, e Marizete Altoé Puppin, enfermeira, que se integraram ao projeto. No interior, mais precisamente em Linhares, a iniciativa coube a Carlos Jaques Mazzei, que assumiu a coordenação do projeto local. Com o treinamento das duas equipes, a PQT foi implantada em todo o Estado, causando forte impacto nas saídas do registro ativo dos casos de hanseníase por alta de cura. A segunda metade da década de 1980 é marcada por uma ação intensa e efetiva no combate e controle da hanseníase. Muitos treinamentos institucionais e campanhas educativas foram realizados a partir de então com o envolvimento da <span id="DSES_RP110V">mídia.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP110" title="Ibidem."><sup><b>[ 110 ]</b></sup></a></p>
<div align="right">
<table style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">Com o slogan &#8216;Vamos acabar com esta mancha no Brasil&#8217;, todos os coordenadores estaduais instituíram estratégias para diminuir a persistência do bacilo nas comunidades. Desenvolvemos diversos projetos junto ao Ministério da Saúde, passando pelo Plano de Emergência (PEM) para o controle da hanseníase por um período de quatro anos — 1991 a 1994 —, que tinha como metas: 1) diagnosticar todos os casos esperados; 2) incluir em PQT todos os casos novos; 3) aplicar vacina BCG em todos os contatos de pacientes multibacilares; e 4) conhecer a prevalência real da hanseníase até chegarmos à&nbsp;<em>eliminação da hanseníase como problema da saúde pública no Brasil</em>, plano este que propõe alcançar menos de um caso de hanseníase por 10.000 habitantes num determinado período. O Espírito Santo, mesmo assumindo esses planos, ainda se encontra num quadro epidemiológico de alta endemicidade, com estimativa em torno de 1.500 casos novos descobertos por ano, que poderá reverter-se com o profissionalismo e capacitação das equipes técnicas, incluindo os médicos dermatologistas, tornando a hanseníase uma endemia do passado no setor público.<span id="DSES_RP111V">público.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP111" title="Ibidem."><sup><b>[ 111 ]</b></sup></a></span>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
A implantação da PQT provocou também uma mudança na relação médico/equipe com o paciente. As atenções se voltaram para o indivíduo, observando-se o seu comportamento e o da doença, tendo como objetivo a cura.<br />
De 26 a 28 de agosto de 1992 a Secretaria de Estado da Saúde realizou, no auditório do INAMPS, o Encontro Estadual de Avaliação das Ações de Controle de Hanseníase em 91 e Programas de Meta para 92. Esse encontro contou com a participação de Gerson Oliveira Pena Pereira, coordenador nacional da Dermatologia Sanitária do Ministério da Saúde, e Maria Leide Wan-Del-Rey, também do Ministério da Saúde, além de representantes de todas as unidades de saúde do Estado ligadas ao tratamento da hanseníase. Maria Helena Sandoval, como presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional Espírito Santo, fez explanação sobre os resultados da PQT na Unidade de Maruípe com o Programa de controle de comunicantes e o uso do BCG. Foi levantada discussão sobre a Ofloxacina, medicamento incluído no tratamento, e ainda em fase de <span id="DSES_RP112V">experimentação.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP112" title="Sociedade Brasileira de Dermatologia, seção Espírito Santo, Atas..., 25/7 e 29/8/1992."><sup><b>[ 112 ]</b></sup></a></p>
<p>Em outubro de 1997 foi iniciada, sob a coordenação de João Basílio de Souza Filho, a Campanha de Prevenção da Hanseníase, evento mundial presente nos países <span id="DSES_RP113V">endêmicos.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP113" title="Ibidem, 30/8 e 22/11/1997."><sup><b>[ 113 ]</b></sup></a></p>
<p>
Doenças sexualmente transmissíveis</p>
<p>Com o aparecimento da AIDS, as DSTs ganham importância nacional e internacional, destacando no Brasil o setor de Dermatologia Sanitária que, encarregado do controle dessas doenças, ganha reconhecimento <span id="DSES_RP114V">público.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP114" title="Rita Rocha, op. cit."><sup><b>[ 114 ]</b></sup></a></p>
<div align="right">
<table style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">Em reunião oficial do Ministério da Saúde ocorrida em 1986, o Espírito Santo tomou conhecimento do seu primeiro caso com AIDS. Iandecy Zanol, médica dermatologista, na época responsável pela AIDS em nosso Estado, participou desta reunião onde decisões importantes foram tomadas para impedir o surgimento de novos casos, principalmente pela transfusão de sangue. [&#8230;] Outro importante passo foi a elaboração, pela coordenação da dermatologia sanitária, de um projeto de controle do sangue dos bancos de sangue do Estado. Obtivemos crédito ao implantarmos este controle com <span id="DSES_RP115V">efetividade.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP115" title="Ibidem."><sup><b>[ 115 ]</b></sup></a></span>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Durante o governo de Vitor Buaiz (1995-98), a Secretaria de Estado da Saúde inaugurou a oferta de exames de carga viral em parceria com o Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes, compreendendo exames especializados que possibilitariam tratamento adequado aos portadores de HIV. Os recursos eram provenientes do governo do Estado e do Ministério da Saúde e beneficiaram a todos os municípios do Espírito <span id="DSES_RP116V">Santo.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP116" title="Espírito Santo (Estado), Realizações de governo, 1995-98, Vitor Buaiz, p. 42."><sup><b>[ 116 ]</b></sup></a></p>
<p>
<b>Câncer de pele</b></p>
<p>Em 14 de outubro de 1949, através da Lei n° 258, foi fundado o Serviço Estadual de Profilaxia e Tratamento do Câncer, proposta do deputado Aristides Campos. Mais tarde uma modificação na Lei criava o Serviço Estadual de Câncer com o objetivo de desenvolver e fiscalizar a campanha contra o câncer em nosso Estado. Esse serviço foi dirigido por Afonso Bianco, médico ginecologista e oncologista atuante no Hospital da Santa Casa de Misericórdia desde o início da década de 1950.</p>
<p>Em maio de 1954 o Serviço de Câncer do Departamento Estadual de Saúde dava início a campanhas para esclarecimento e educação da população e de aprimoramento científico. Com esse intuito foi produzido oBoletim da Clínica de Câncer, assim como promovida exposição de fotos na Associação Espírito-santense de Imprensa e proferida, pelo Prof. Aloísio de Paula, catedrático da Faculdade de Ciências Médicas, do Rio de Janeiro, palestra intitulada &#8220;Câncer bronco-pulmonar&#8221;. Organizou-se também, na mesma ocasião, uma excursão do corpo clínico do Serviço a Cachoeiro de Itapemirim, com vistas à conjugação de esforços para o combate à <span id="DSES_RP117V">doença.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP117" title="Boletim da Clínica de Câncer, p. 3, maio de 1954."><sup><b>[ 117 ]</b></sup></a></p>
<p>Em nosso Estado, como ficou patente a partir da década de 1950, considerável parcela da população está sujeita ao câncer de pele, dado o grande contingente de descendentes de imigrantes alemães e italianos que possui.</p>
<p>Essa constatação desencadeou algumas ações de caráter emergencial e posteriormente de controle, como ocorreu em pequena escala em 1976-77, numa iniciativa pioneira de Douglas Puppin apoiada pela Ufes, e mais amplamente em 1987, quando Carlos Cley Coelho, também com o apoio da mesma Universidade e de outras entidades como Secretaria de Estado da Saúde, prefeituras, Igreja Luterana e Associação Albergue Martim Lutero, iniciou o Programa de Assistência Dermatológica aos Lavradores Pomeranos do Espírito Santo, atuando em onze municípios do <span id="DSES_RP118V">interior.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP118" title="Douglas Puppin, entrevista de 11/12/2002; Carlos Cley Coelho, entrevista de 14/02/2003."><sup><b>[ 118 ]</b></sup></a></p>
<p>Mais tarde, em 2002, Carlos Cley Coelho, com o intuito de atingir também os descendentes de imigrantes residentes na Grande Vitória, desenvolveu, juntamente com a Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia, igrejas protestantes e católica, Associação Albergue Martim Lutero e Secretaria de Estado da Saúde, o projeto &#8220;Salve sua pele&#8221;.<span id="DSES_RP119V">pele&#8221;.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP119" title="Programa de Assistência aos Lavradores Pomeranos do Espírito Santo, atuante no interior do Estado a partir de 1987, e Projeto 'Salve sua pele', que funciona em Vila Velha desde o ano de 2002 atendendo à população da Grande Vitória. No caso do Programa de Assistência aos Lavradores, a participação da Secretaria de Estado da Saúde foi formalizada através de convênio datado de 1989 e renovada em 1994, com os municípios reafirmando a necessidade de continuação do trabalho e aderindo a ele. [Rocha, Rita, Câncer de pele — uma parceria para a prevenção e controle, p. 1. (texto inédito)]"><sup><b>[ 119 ]</b></sup></a></p>
<p>Numa parceria com a Ufes que já dura quatorze anos, a Secretaria de Estado da Saúde, além de uma ação ativa no atendimento aos pacientes do interior, vem desenvolvendo desde 1990 um levantamento estatístico que fornecerá subsídios para o banco de dados do referido programa, possibilitando a análise epidemiológica dos onze municípios <span id="DSES_RP120V">cobertos.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP120" title="Rocha, Rita, Câncer de pele — uma parceria para a prevenção e controle [texto inédito]."><sup><b>[ 120 ]</b></sup></a></p>
<div align="right">
<table style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">O câncer de pele não melanoma é o principal câncer que acomete a população brasileira, sendo que em 2002 houve uma estimativa de 62.190 casos, tornando elemento importante nas ações de prevenção e controle de fatores de risco e de doença.<span id="DSES_RP121V"></span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP121" title="Ibidem."><sup><b>[ 121 ]</b></sup></a><br />
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Apesar da prevalência de casos de câncer basocelular, o programa tem permitido também o controle do melanoma, cuja ocorrência não é pouco freqüente. Esse controle é bastante significativo, considerando a alta letalidade representada pela <span id="DSES_RP122V">doença.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP122" title="Ibidem."><sup><b>[ 122 ]</b></sup></a></p>
<p>Em setembro de 1992 foi lançada, pela Comissão Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, uma campanha de prevenção da doença mediante a distribuição de folhetos e a realização de palestras em empresas e postos de atendimento médico e esclarecimentos por meio da imprensa. Em Vitória a campanha foi inaugurada com palestra proferida pelo Dr. Jarbas Porto, no auditório da Rede <span id="DSES_RP123V">Gazeta.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP123" title="Sociedade Brasileira de Dermatologia, seção Espírito Santo, Atas..., 25/01 e 29/8/1992."><sup><b>[ 123 ]</b></sup></a></p>
<p>Nova Campanha de Prevenção do Câncer de Pele foi iniciada em dezembro de 1994, e em seu âmbito foi realizado um evento em Guriri, norte do Estado, sendo atendidos muitos pacientes com lesões cutâneas pré-cancerosas e outras neoplasias. Em novembro de 1997 iniciou-se nova <span id="DSES_RP124V">campanha.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP124" title="Ibidem, 30/8 e 22/11/1997."><sup><b>[ 124 ]</b></sup></a></p>
<p>Assumindo o câncer de pele como problema de saúde pública, a Secretaria de Estado da Saúde deverá envolver ainda mais os municípios na prevenção e controle da doença, com ações básicas no sistema municipal de saúde que permitam uma intervenção ainda mais precoce e abrangente do que o Programa da Sesa/Ufes/Igreja Luterana vem <span id="DSES_RP125V">proporcionando.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP125" title="Rocha, Rita, Câncer de pele — uma parceria para a prevenção e controle [texto inédito]."><sup><b>[ 125 ]</b></sup></a></p>
<p>A estimativa do Ministério da Saúde, para o ano de 2003, de número de novos casos de câncer de pele não melanoma no Espírito Santo é de 590, enquanto de melanoma estima-se que serão 50.</p>
<p>Atualmente Rita Rocha é responsável pelo Setor de Prevenção e Controle do Câncer de Pele, vinculado ao Programa Estadual de Epidemiologia e Avaliação dos Cânceres e seus Fatores de Risco, da Secretaria de Estado da Saúde.</p>
<p>Para o ano de 2004, a Secretaria de Estado da Saúde, com o objetivo de &#8220;promover a prevenção e detecção precoce do câncer de pele para reduzir a morbi-mortalidade no Estado do Espírito Santo no ano de 2004&#8221;, estabeleceu como metas a serem alcançadas através do projeto Prevenção e Vigilância do Câncer de Pele no Estado do Espírito Santo: &#8220;implementar as ações de prevenção e vigilância do câncer de pele em nível de referência estadual e municipal com 70% de cobertura dos serviços existentes [&#8230;] e implementar o Programa Estadual de Epidemiologia e Controle do Câncer em nível <span id="DSES_RP126V">central.&#8221;</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP126" title="Espírito Santo (Estado), Secretaria de Estado da Saúde, Projeto Prevenção e Vigilância do Câncer de Pele no Estado do Espírito Santo, 2003."><sup><b>[ 126 ]</b></sup></a></p>
<p>
<b>Municipalização da saúde</b></p>
<p>A partir da VIII Conferência Nacional de Saúde, em 1986, foi impulsionada a descentralização da saúde. No Espírito Santo, durante o governo de Max de Freitas Mauro (1987-91), vinte e cinco municípios assumiram o gerenciamento e administração de suas respectivas unidades sanitárias ainda no ano de <span id="DSES_RP127V">1990.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP127" title="Espírito Santo (Estado), Secretaria de Estado da Saúde, Projeto Prevenção e Vigilância do Câncer de Pele no Estado do Espírito Santo, 2003."><sup><b>[ 127 ]</b></sup></a></p>
<p>A NOB — Norma Operacional Básica &#8211; de 1993 tratou da questão da municipalização da saúde pública, enquanto a de 1996 definiu responsabilidades em nível federal, estadual e municipal. Os municípios assumiram, de acordo com essa última norma, a responsabilidade que lhes cabia no que se refere ao sistema municipal de saúde.</p>
<p><b><br /></b><br />
<b>Principais ações hoje</b></p>
<p>Em janeiro de 1990 o governador Max de Freitas Mauro instituiu o Sistema Estadual de Saúde (Lei n° 4.317) com o objetivo de promover, coordenar e executar planos, programas, atividades e projetos de promoção, prevenção, proteção e recuperação da saúde no território do Estado e apoiar supletivamente as atividades de saúde desenvolvidas pelos municípios e pelo setor privado, de acordo com a política nacional e os planos de desenvolvimento econômico-social do Estado e em consonância com os princípios e diretrizes estabelecidos pela Constituição Federal (Seção II, Capítulo II, Título VIII) e Constituição Estadual (Seção II, Capítulo II, Título VII).&#8221;</p>
<div align="right">
<table style="width: 90%;">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-size: 80%;">Nesta lei já se propõe um modelo de saúde hierarquizado, regionalizado bem como municipalizado, garantindo o acesso universal e igualitário do usuário ao sistema e constitui uma estrutura organizacional para a SESA e o IESP.<br />
Em todo o país há uma mudança radical na concepção e construção de um novo modelo de atenção à saúde com a regulamentação da Constituição Federal através das leis n° 8.080 e 8.142, de 1990, e início do processo de implantação do SUS. O SUS tem como objetivo&nbsp;<em>assistir as pessoas, promover a saúde em todos os setores da vida humana e proteger os indivíduos</em>, dando às práticas de saúde um caráter social com dimensão política ideológica e democrática.<br />
Esta lei estadual facilitou este processo de implantação do SUS no Espírito Santo e vigora até a presente <span id="DSES_RP128V">data.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP128" title="Espírito Santo (Estado), Assim construímos um Estado..., [1991], Max Mauro, p. 6."><sup><b>[ 128 ]</b></sup></a><br />
Atualmente com a Norma Operacional da Assistência — NOAS, que direciona o papel de cada gestor de saúde em níveis de hierarquia, cabe ao Estado estruturar as referências estaduais como local de maior complexidade para elucidação de diagnóstico e tratamentos até alternativos. Neste primeiro semestre de 2003 foi inaugurado o Centro de Referência em Dermatologia Sanitária, o que certamente trará um impulso nas pesquisas de interesse da saúde pública. A lógica de atendimento pelos dois programas de rastreamento do câncer de pele deverá ser compreendida como referências regionalizadas do Sistema Único de Saúde &#8211; SUS, e uma proposta técnica está sendo conduzida pela Secretaria Estadual de <span id="DSES_RP129V">Saúde.<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP129" title="Rocha, Rita, A Dermatologia Sanitária no Espírito Santo - Uma história em construção [texto inédito]."><sup><b>[ 129 ]</b></sup></a></span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
Os reduzidos recursos e altos custos dos programas obrigam a saúde pública, como um todo, a estabelecer prioridades em suas atenções. Os programas desenvolvidos estão geralmente ligados às ocorrências endêmicas que, em geral, atingem a parcela mais carente da população. No entanto, algumas doenças que, apesar de não serem consideradas endêmicas, atingem grande número de indivíduos, têm merecido essa atenção, principalmente pelas dificuldades de tratamento, o que não permite a omissão dos órgão oficiais de saúde. Esse é o caso da psoríase e do vitiligo, por exemplo.</p>
<p>Em termos de hanseníase, a prioridade está no diagnóstico precoce e na garantia de tratamento adequado aos doentes. Para isso se tem estruturado um Programa de Controle da Hanseníase, que é desenvolvido pelas unidades básicas de saúde. Os casos com complicações como reações exuberantes, recidivas, tratamentos alternativos e internações são encaminhados ao Centro de Referência Estadual de Hanseníase, do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, que conta com orientação de João Basílio de Souza Filho e Lúcia Martins Diniz, dermatologistas, e de Giselle Holliday, terapeuta ocupacional. Sob a responsabilidade do mesmo Centro está a reciclagem de <span id="DSES_RP130V">profissionais.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP130" title="Lúcia Martins Diniz, inserção de 31/7/2003."><sup><b>[ 130 ]</b></sup></a></p>
<p>_____________________________</p>
<h4>
NOTAS</h4>
<p></p>
<div id="DSES_RP1">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP1V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 1 ]</b></sup></a>&nbsp;Rotberg, Abrahão, A &#8220;lepra&#8221;, moléstia psico-social, apud Wan-Del-Rey, Maria Leide, Notas sobre Dermatologia Sanitária [texto inédito].</div>
<div id="DSES_RP2">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP2V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 2 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem. Maria Leide Wan-Del-Rey foi a última diretora da Divisão Nacional de Dermatologia Sanitária</div>
<div id="DSES_RP3">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP3V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 3 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo e a sua profilaxi/2016/01/a-dermatDSES, p. 5.</div>
<div id="DSES_RP4">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP4V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 4 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem, p. 5.</div>
<div id="DSES_RP5">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP5V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 5 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem, p. 5.</div>
<div id="DSES_RP6">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP6V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 6 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem, p. 6.</div>
<div id="DSES_RP7">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP7V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 7 ]</b></sup></a>&nbsp;Na época o Rio de Janeiro era sede do Distrito Federal.</div>
<div id="DSES_RP8">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP8V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 8 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, H.C. de, op. cit., p. 4.</div>
<div id="DSES_RP9">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP9V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 9 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem, p. 18.</div>
<div id="DSES_RP10">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP10V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 10 ]</b></sup></a>&nbsp;Número de casos registrados pela Saúde Pública Federal.</div>
<div id="DSES_RP11">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP11V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 11 ]</b></sup></a>&nbsp;Pedro Fontes percorreu todo o Estado fazendo inquérito entre médicos e autoridades e estimou o total de 150 leprosos. [Souza-Araújo, H.C. de, op. cit., p. 9.]</div>
<div id="DSES_RP12">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP12V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 12 ]</b></sup></a>&nbsp;Número levantado no início do recenseamento por médicos itinerantes. [Idem, ibidem, p. 9.]</div>
<div id="DSES_RP13">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP13V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 13 ]</b></sup></a>&nbsp;Fim do recenseamento. [Idem, ibidem, p. 9.]</div>
<div id="DSES_RP14">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP14V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 14 ]</b></sup></a>&nbsp;Primeira revisão do censo. [Idem, ibidem, p. 9.]</div>
<div id="DSES_RP15">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP15V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 15 ]</b></sup></a>&nbsp;Segunda revisão do censo de 1931 (410 fichas). [Idem, ibidem, p. 9.]</div>
<div id="DSES_RP16">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP16V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 16 ]</b></sup></a>&nbsp;Terceira revisão do censo de 1931. [Idem, ibidem, p. 9.]</div>
<div id="DSES_RP17">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP17V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 17 ]</b></sup></a>&nbsp;Prosseguimento do censo. [Idem, ibidem, p. 9.]</div>
<div id="DSES_RP18">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP18V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 18 ]</b></sup></a>&nbsp;Censo. [Idem, ibidem, p. 9.]</div>
<div id="DSES_RP19">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP19V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 19 ]</b></sup></a>&nbsp;Na época esse município denominava-se João Pessoa.</div>
<div id="DSES_RP20">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP20V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 20 ]</b></sup></a>&nbsp;Antes denominado Siqueira Campos.</div>
<div id="DSES_RP21">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP21V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 21 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, H.C. de, op. cit., p. 13.</div>
<div id="DSES_RP22">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP22V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 22 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem, p. 18-9.</div>
<div id="DSES_RP23">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP23V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 23 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1937, João Punaro Bley, p. 95.</div>
<div id="DSES_RP24">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP24V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 24 ]</b></sup></a>&nbsp;Casos de lepra paucibacilar; Souza-Araújo, H.C. de, op. cit., p. 19.</div>
<div id="DSES_RP25">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP25V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 25 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, H.C. de, op. cit., p. 19.</div>
<div id="DSES_RP26">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP26V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 26 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, História da lepra no Brasil, vol. III.</div>
<div id="DSES_RP27">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP27V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 27 ]</b></sup></a>&nbsp;Ramos e Silva, J., Subsídios para a história da Dermiatria no Brasil, p. 154; Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003.</div>
<div id="DSES_RP28">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP28V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 28 ]</b></sup></a>&nbsp;Decreto legislativo n° 3.967..</div>
<div id="DSES_RP29">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP29V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 29 ]</b></sup></a>&nbsp;Ramos e Silva, J., op. cit., p. 154; Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003.</div>
<div id="DSES_RP30">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP30V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 30 ]</b></sup></a>&nbsp;Cabral, Sebastião, Saúde pública no Espírito Santo, p. 24.</div>
<div id="DSES_RP31">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP31V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 31 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem, p. 25-6.</div>
<div id="DSES_RP32">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP32V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 32 ]</b></sup></a>&nbsp;Decreto Presidencial n° 7.567, de 30 de abril de 1926. [Apud Sebastião Cabral, op. cit., p. 27.]</div>
<div id="DSES_RP33">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP33V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 33 ]</b></sup></a>&nbsp;Sebastião Cabral, op. cit., p. 27.</div>
<div id="DSES_RP34">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP34V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 34 ]</b></sup></a>&nbsp;Enviado do Rio de Janeiro ao Espírito Santo para essa função por Clementino Fraga. [Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo&#8230;, p. 4.]. Segundo Florentino Avidos, em sua Mensagem Final, p. 62, em março de 1927 o Estado e a União fizeram acordo para continuação do Serviço de Profilaxia de Doenças Venéreas, sendo Pedro Fontes nomeado para chefiá-lo.</div>
<div id="DSES_RP35">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP35V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 35 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem Final, 1928, Florentino Avidos, p. 63.</div>
<div id="DSES_RP36">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP36V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 36 ]</b></sup></a>&nbsp;Lei federal n° 1.610, de junho de 1927. [Cabral, Sebastião, op. cit., p. 27.]</div>
<div id="DSES_RP37">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP37V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 37 ]</b></sup></a>&nbsp;Cabral, Sebastião, op. cit., p. 27; Espírito Santo (Estado), Mensagem Final, 1928, Florentino Avidos, p. 59 e 62.</div>
<div id="DSES_RP38">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP38V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 38 ]</b></sup></a>&nbsp;Local em que hoje está o Museu de Artes do Espírito Santo.</div>
<div id="DSES_RP39">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP39V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 39 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo&#8230;, p. 22-3.</div>
<div id="DSES_RP40">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP40V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 40 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, p.17; Espírito Santo (Estado), Mensagem Final, 1928, Florentino Avidos, p. 62.</div>
<div id="DSES_RP41">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP41V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 41 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo&#8230;, p. 23; Cabral, Sebastião, op. cit.</div>
<div id="DSES_RP42">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP42V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 42 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo&#8230;, p. 23; Cabral, Sebastião, op. cit.</div>
<div id="DSES_RP43">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP13V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 43 ]</b></sup></a>&nbsp;Pedro Fontes, apud Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo&#8230;, p. 18.</div>
<div id="DSES_RP44">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP44V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 44 ]</b></sup></a>&nbsp;Dispensários para lepra e doenças venéreas. [Espírito Santo (Estado), Relatório, 1943, João Punaro Bley, p. 108.]</div>
<div id="DSES_RP45">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP45V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 45 ]</b></sup></a>&nbsp;Pedro Fontes, apud Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo&#8230;, p. 18.</div>
<div id="DSES_RP46">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP46V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 46 ]</b></sup></a>&nbsp;Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003.</div>
<div id="DSES_RP47">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP47V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 47 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 413.</div>
<div id="DSES_RP48">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP48V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 48 ]</b></sup></a>&nbsp;Médico que participou do primeiro censo realizado por Pedro Fontes, concluído em 1931. [Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo&#8230;, p. 8.]</div>
<div id="DSES_RP49">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP49V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 49 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo&#8230;, p. 57; Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003.</div>
<div id="DSES_RP50">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP50V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 50 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 418.</div>
<div id="DSES_RP51">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP51V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 51 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 418.</div>
<div id="DSES_RP52">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP52V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 52 ]</b></sup></a>&nbsp;Cabral, Sebastião, op. cit., p. 32.</div>
<div id="DSES_RP53">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP53V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 53 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem, p. 33.</div>
<div id="DSES_RP54">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP54V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 54 ]</b></sup></a>&nbsp;Como vimos anteriormente, essa Inspetoria fora extinta pelo governo revolucionário em 1930, tendo, no entanto, o governo estadual obtido permissão para mantê-la em funcionamento sob sua responsabilidade. [Cabral, Sebastião, op. cit., p. 31; Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 413.]</div>
<div id="DSES_RP55">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP55V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 55 ]</b></sup></a>&nbsp;Antes denominado Figueira de Santa Joana.</div>
<div id="DSES_RP56">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP56V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 56 ]</b></sup></a>&nbsp;Souza-Araújo, H.C. de, A lepra no Espírito Santo&#8230;, p. 21-2; Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1936, João Punaro Bley, p. 418-9.</div>
<div id="DSES_RP57">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP57V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 57 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1936, João Punaro Bley, p. 95.</div>
<div id="DSES_RP58">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP58V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 58 ]</b></sup></a>&nbsp;914 (24.817), mercúrio (41.991), iodureto de sódio (8.428), bismuto (77.851), vacina antigonocócica (6.201) e outras (7.187).</div>
<div id="DSES_RP59">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP59V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 59 ]</b></sup></a>&nbsp;Cabral, Sebastião, op. cit., p. 35.</div>
<div id="DSES_RP60">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP60V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 60 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem, p. 35-6.</div>
<div id="DSES_RP61">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP61V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 61 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem, p. 41-2.</div>
<div id="DSES_RP62">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP62V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 62 ]</b></sup></a>&nbsp;O Observador Econômico e Financeiro, Estado do Espírito Santo&#8230;, separata, n. 65, p. 32-3.</div>
<div id="DSES_RP63">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP63V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 63 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Relatório, 1943, João Punaro Bley, p. 109; Luiz Buaiz, entrevistas de 09/12/2002 e 08/5/2003.</div>
<div id="DSES_RP64">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP64V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 64 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Relatório, 1943, João Punaro Bley, p. 109; Luiz Buaiz, entrevistas de 09/12/2002 e 08/5/2003.</div>
<div id="DSES_RP65">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP65V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 65 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1949, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, p. 57.</div>
<div id="DSES_RP66">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP66V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 66 ]</b></sup></a>&nbsp;O professor Wilson Smillie visitou o Estado em maio de 1949. [Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1950, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, p. 102.]; A Noite, Rio de Janeiro, 12/5/1949, apud O Observador Econômico e Financeiro, Estado do Espírito Santo&#8230;, separata, n. 165, p. 33.</div>
<div id="DSES_RP67">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP67V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 67 ]</b></sup></a>&nbsp;Cabral, Sebastião, op. cit., p. 42.</div>
<div id="DSES_RP68">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP68V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 68 ]</b></sup></a>&nbsp;Decreto n° 34.596, de 16 de novembro de 1953. [Cabral, Sebastião, op. cit., p. 43.]</div>
<div id="DSES_RP69">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP69V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 69 ]</b></sup></a>&nbsp;O Espírito Santo trabalha e confia, 1951-1955 (Relatório geral).</div>
<div id="DSES_RP70">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP72V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 70 ]</b></sup></a>&nbsp;Acervo fotográfico de 1951-1955 do Arquivo Público Estadual (Espírito Santo).</div>
<div id="DSES_RP71">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP71V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 71 ]</b></sup></a>&nbsp;O Espírito Santo trabalha e confia, 1951-1955 (Relatório geral); Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1954, Jones dos Santos Neves, p. 212.</div>
<div id="DSES_RP72">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP72V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 72 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1953, Jones dos Santos Neves, p. 159.</div>
<div id="DSES_RP73">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP73V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 73 ]</b></sup></a>&nbsp;Penicilina, arsênico, bismuto e iodo.</div>
<div id="DSES_RP74">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP74V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 74 ]</b></sup></a>&nbsp;Sulfaderivados.</div>
<div id="DSES_RP75">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP75V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 75 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1953, Jones dos Santos Neves, p. 159.</div>
<div id="DSES_RP76">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP76V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 76 ]</b></sup></a>&nbsp;Cabral, Sebastião, op. cit., p. 44.</div>
<div id="DSES_RP77">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP77V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 77 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1956, Francisco Lacerda de Aguiar, p. 224.</div>
<div id="DSES_RP78">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP78V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 78 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 225.</div>
<div id="DSES_RP79">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP79V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 79 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 230-1.</div>
<div id="DSES_RP80">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP80V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 80 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 231.</div>
<div id="DSES_RP81">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP81V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 81 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 231.</div>
<div id="DSES_RP82">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP82V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 82 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1960, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, p. 235.</div>
<div id="DSES_RP83">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP83V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 83 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 236.</div>
<div id="DSES_RP84">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP84V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 84 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 237.</div>
<div id="DSES_RP85">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP85V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 85 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 177.</div>
<div id="DSES_RP86">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP86V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 86 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 52.</div>
<div id="DSES_RP87">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP87V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 87 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 53.</div>
<div id="DSES_RP88">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP88V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 88 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Desafio &amp; respost/2016/01/a-dermatDSES, 1970, Christiano Dias Lopes, p. 58.</div>
<div id="DSES_RP89">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP89V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 89 ]</b></sup></a>&nbsp;Orestes Diniz, Profilaxia da lepra: evolução e aplicação no Brasil.</div>
<div id="DSES_RP90">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP90V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 90 ]</b></sup></a>&nbsp;Oliveira, MLW. Controle da Hanseníase: gestão político-administrativa das ações de controle da hanseníase. In Hanseníase: epidemiologia e controle (Org.) Lombardi, C.; Maria Leide Wan-Del-Rey, inserções de 25/6/2003.</div>
<div id="DSES_RP91">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP91V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 91 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Desafio &amp; resposta&#8230;, 1970, Christiano Dias Lopes, p. 59; Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1973, Arthur Gerhardt Santos, p. 101.</div>
<div id="DSES_RP92">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP92V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 92 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1972, Arthur Gerhardt Santos, p. 21, 24.</div>
<div id="DSES_RP93">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP93V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 93 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 101.</div>
<div id="DSES_RP94">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP94V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 94 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 101.</div>
<div id="DSES_RP95">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP95V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 95 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 101.</div>
<div id="DSES_RP96">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP96V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 96 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 102.</div>
<div id="DSES_RP97">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP97V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 97 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, p. 102.</div>
<div id="DSES_RP98">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP98V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 98 ]</b></sup></a>&nbsp;Wan-Del-Rey, Maria Leide, Notas sobre Dermatologia Sanitária. [texto inédito]</div>
<div id="DSES_RP99">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP99V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 99 ]</b></sup></a>&nbsp;Oliveira, M.L.W., Articulação docente-assistencial&#8230;, apud Wan-del-Rey, Maria Leide, Notas sobre Dermatologia Sanitária. [texto inédito]</div>
<div id="DSES_RP100">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP100V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 100 ]</b></sup></a>&nbsp;Wan-Del-Rey, Maria Leide, Notas sobre Dermatologia Sanitária. [texto inédito]</div>
<div id="DSES_RP101">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP101V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 101 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1975, Élcio Álvares, p. 121.</div>
<div id="DSES_RP102">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP102V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 102 ]</b></sup></a>&nbsp;]Dados levantados até outubro de 1976. [Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1975, Élcio Álvares, p. 123; Espírito Santo (Estado), Mensagem, 1976, Élcio Álvares, p. 115.]</div>
<div id="DSES_RP103">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP103V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 103 ]</b></sup></a>&nbsp;A única novidade nesse ano é a inclusão dos coeficientes calculados com base numa população de 100.000 habitantes. Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1977, Élcio Álvares, p. 172.</div>
<div id="DSES_RP104">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP104V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 104 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Mensagem&#8230;, 1981, Eurico Vieira de Rezende, p. 140.</div>
<div id="DSES_RP105">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP105V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 105 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Diagnóstico de saúde, p.15-6.</div>
<div id="DSES_RP106">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP106V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 106 ]</b></sup></a>&nbsp;Rita Rocha, A Dermatologia Sanitária no Espírito Santo — Uma história em construção [texto inédito].</div>
<div id="DSES_RP107">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP107V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 107 ]</b></sup></a>&nbsp;Idem, ibidem.</div>
<div id="DSES_RP108">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP108V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 108 ]</b></sup></a>&nbsp;Evento anual promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional Espírito Santo.</div>
<div id="DSES_RP109">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP109V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 109 ]</b></sup></a>&nbsp;Rita Rocha, op. cit.</div>
<div id="DSES_RP110">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP110V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 110 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem.</div>
<div id="DSES_RP111">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP111V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 111 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem.</div>
<div id="DSES_RP112">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP112V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 112 ]</b></sup></a>&nbsp;Sociedade Brasileira de Dermatologia, seção Espírito Santo, Atas&#8230;, 25/7 e 29/8/1992.</div>
<div id="DSES_RP113">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP113V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 113 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, 30/8 e 22/11/1997.</div>
<div id="DSES_RP114">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP114V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 114 ]</b></sup></a>&nbsp;Rita Rocha, op. cit.</div>
<div id="DSES_RP115">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP115V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 115 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem.</div>
<div id="DSES_RP6">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP116V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 116 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Realizações de governo, 1995-98, Vitor Buaiz, p. 42.</div>
<div id="DSES_RP117">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP117V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 117 ]</b></sup></a>&nbsp;Boletim da Clínica de Câncer, p. 3, maio de 1954.</div>
<div id="DSES_RP118">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP118V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 118 ]</b></sup></a>&nbsp;Douglas Puppin, entrevista de 11/12/2002; Carlos Cley Coelho, entrevista de 14/02/2003.</div>
<div id="DSES_RP119">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP119V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 119 ]</b></sup></a>&nbsp;Programa de Assistência aos Lavradores Pomeranos do Espírito Santo, atuante no interior do Estado a partir de 1987, e Projeto &#8220;Salve sua pele&#8221;, que funciona em Vila Velha desde o ano de 2002 atendendo à população da Grande Vitória. No caso do Programa de Assistência aos Lavradores, a participação da Secretaria de Estado da Saúde foi formalizada através de convênio datado de 1989 e renovada em 1994, com os municípios reafirmando a necessidade de continuação do trabalho e aderindo a ele. [Rocha, Rita, Câncer de pele — uma parceria para a prevenção e controle, p. 1. (texto inédito)]</div>
<div id="DSES_RP120">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP120V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 120 ]</b></sup></a>&nbsp;Rocha, Rita, Câncer de pele — uma parceria para a prevenção e controle [texto inédito].</div>
<div id="DSES_RP121">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP121V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 121 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem.</div>
<div id="DSES_RP122">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP122V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 122 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem.</div>
<div id="DSES_RP123">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP123V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 123 ]</b></sup></a>&nbsp;Sociedade Brasileira de Dermatologia, seção Espírito Santo, Atas&#8230;, 25/01 e 29/8/1992.</div>
<div id="DSES_RP124">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP124V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 124 ]</b></sup></a>&nbsp;Ibidem, 30/8 e 22/11/1997.</div>
<div id="DSES_RP125">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP125V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 125 ]</b></sup></a>&nbsp;Rocha, Rita, Câncer de pele — uma parceria para a prevenção e controle [texto inédito].</div>
<div id="DSES_RP126">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP126V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 126 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Secretaria de Estado da Saúde, Projeto Prevenção e Vigilância do Câncer de Pele no Estado do Espírito Santo, 2003.</div>
<div id="DSES_RP127">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP127V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 127 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Secretaria de Estado da Saúde, Projeto Prevenção e Vigilância do Câncer de Pele no Estado do Espírito Santo, 2003.</div>
<div id="DSES_RP128">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP128V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 128 ]</b></sup></a>&nbsp;Espírito Santo (Estado), Assim construímos um Estado&#8230;, [1991], Max Mauro, p. 6.</div>
<div id="DSES_RP129">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP129V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 129 ]</b></sup></a>&nbsp;Rocha, Rita, A Dermatologia Sanitária no Espírito Santo &#8211; Uma história em construção [texto inédito].</div>
<div id="DSES_RP130">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/a-dermatologia-sanitaria-foi-uma/#DSES_RP130V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 130 ]</b></sup></a>&nbsp;Lúcia Martins Diniz, inserção de 31/7/2003.</div>
<p>
FONTES</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>ARQUIVOS Brasileiros de Medicina. 3:311-436, 1912.</p>
<p>CABRAL, Sebastião. Saúde Pública no Espírito Santo — da colônia aos dias atuais. Vitória: Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo/Prefeitura Municipal de Vitória, 1992. (Coleção Cadernos de História, 3/1992)</p>
<p>CADASTRO Hospitalar, 1963.</p>
<p>DINIZ, Orestes. Profilaxia da lepra: evolução e aplicação no Brasil.</p>
<p>ESPÍRITO SANTO (Estado). Assim construímos um Estado — Relatório do governo 87/91 — Max Mauro. s/l, s/d.</p>
<p>___. Desafio &amp; resposta — desenvolvimento do estado do Espírito Santo — 1967/1970 — Governo Christiano Dias Lopes Filho. [Vitória] , [1970] .</p>
<p>___. Diagnóstico de saúde. Vitória: SESA/Grupo de Planejamento Setorial, junho de 1986.</p>
<p>___. Um Estado em marcha para o desenvolvimento. Vitória, 1968.</p>
<p>___. Médicos residentes no Estado do Espírito Santo, 1950. Vitória: Departamento Estadual de Estatística/Setor de Análise, Documentação e Divulgação, 1952.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa do Espírito Santo, na 2ª sessão ordinária da 14ª legislatura em 1° de julho de 1936 pelo governador João Punaro Bley. Vitória: Imprensa Oficial, 1936.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa do Espírito Santo, na 3ª sessão ordinária da 14ª legislatura em 1º de julho de 1937 pelo governador do Estado, João Punaro Bley. Vitória: Imprensa Oficial, 1937.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa do Estado em sessão ordinária de 1949, pelo governador Carlos Fernando Monteiro Lindenberg. Vitória: Imprensa Oficial, 1949.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa do Estado em sessão ordinária de 1950, pelo governador Carlos Fernando Monteiro Lindenberg. Vitória: Imprensa Oficial, 1950.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa estadual por ocasião da abertura da sessão legislativa de 1952 por Jones dos Santos Neves, governador do Estado. Vitória: [Imprensa Oficial] , 1952.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa estadual por ocasião da abertura da sessão legislativa de 1953 por Jones dos Santos Neves, governador do Estado. Vitória: [Imprensa Oficial] , 1953.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa estadual por ocasião da abertura da sessão legislativa de 1954 por Jones dos Santos Neves, governador do Estado. Vitória: [Imprensa Oficial] , 1954.</p>
<p>___. Mensagem final apresentada pelo presidente do Estado do Espírito Santo, Florentino Avidos, ao Congresso Legislativo, a 15 de junho de 1928, contendo dados completos de todos os serviços realizados no quatriênio de 1924-1928. [Vitória] , 1928.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa estadual por ocasião da abertura da sessão legislativa de 1956 por Francisco Lacerda de Aguiar, governador do Estado. Vitória: [Imprensa Oficial] , 1956.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa estadual por ocasião da abertura da sessão legislativa de 1960 por Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, governador do Estado. Vitória: [Imprensa Oficial] , 1960.</p>
<p>___. Mensagem apresentada à Assembléia Legislativa estadual por ocasião da abertura da sessão legislativa de 1961 por Carlos Fernando Monteiro Lindenberg, governador do Estado. Vitória: [Imprensa Oficial] , 1961.</p>
<p>___. Mensagem à Assembléia Legislativa — Governador Arthur Gerhardt Santos. Vitória, 1972.</p>
<p>___. Mensagem à Assembléia Legislativa — Governador Arthur Gerhardt Santos. Vitória, 1973.</p>
<p>___. Mensagem à Assembléia Legislativa — Élcio Álvares. 1975.</p>
<p>___. Mensagem à Assembléia Legislativa — Élcio Álvares. 1976.</p>
<p>___. Mensagem à Assembléia Legislativa — Élcio Álvares. 1977.</p>
<p>___. Mensagem à Assembléia Legislativa — Eurico Vieira de Rezende. 1980.</p>
<p>___. Mensagem à Assembléia Legislativa — Eurico Vieira de Rezende. 1981.</p>
<p>___. Realizações de governo — gestão 1995-1998 — Vitor Buaiz. s/l, s/d.</p>
<p>___. Projeto Prevenção e Vigilância do Câncer de Pele no Estado do Espírito Santo. Secretaria de Estado da Saúde. 2003. [não foi publicado]</p>
<p>___. Relatório de atividades. Vitória: Secretaria de Estado da Saúde, 1985.</p>
<p>___. Retrospectiva 1991-1994. Vitória: Governo do Estado do Espírito Santo, A Gazeta, 18/12/1994. (Informe publicitário)</p>
<p>___. Relatório apresentado ao Exmo. Sr. presidente da República pelo major João Punaro Bley, interventor federal no Estado do Espírito Santo. Vitória: Imprensa Oficial, 1943.</p>
<p>___. Relatório apresentado pelo Dr. Alexandre Figueiredo, referente à sua gestão na direção clínica do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, durante o período de 10/02/1943 a 11/12/1943. Vitória: Imprensa Oficial, 1944.</p>
<p>O ESPÍRITO Santo trabalha e confia — 1951-1955. Vitória, 1958.</p>
<p>ESTADO do Espírito Santo — aspectos sociográficos e administrativos. Separata de O Observador Econômico e Financeiro, n. 165, ano XIV, out. 1949.</p>
<p>LABORATÓRIO &#8220;Oswaldo Monteiro&#8221;, livro de registro de exames de pacientes do Hospital Pedro Fontes. Itanhenga, 1939. (último registro datado de 1946)</p>
<p>[LIVRO registro de entrada de pacientes do Hospital Pedro Fontes] . Itanhenga, 1937.</p>
<p>OLIVEIRA, M.L.W. Controle da Hanseníase: gestão político-administrativa das ações de controle da hanseníase. In LOMBARDI, C. (org.). Hanseníase: epidemiologia e controle. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 1990.</p>
<p>REVISTA do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Vitória, n.10, 1935. (Artigos sobre a inauguração da primeira parte da Colônia de Itanhenga).</p>
<p>ROCHA, Rita de Cássia Cunha. Câncer de Pele — uma parceria para a prevenção e controle. 2003. [texto inédito]</p>
<p>___. A Dermatologia Sanitária no Espírito Santo — Uma História de Construção. 2003. [texto inédito]</p>
<p>SANTOS NEVES, Jones dos. Discursos. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1945.</p>
<p>SCHWAB, Afonso, FREIRE, Mário Aristides. A irmandade e a Santa Casa da Misericórdia do Espírito Santo. Vitória: Arquivo Público Estadual, 1979.</p>
<p>SOUZA-ARAÚJO, Heráclides C. de. A lepra no Espírito Santo e a sua profilaxia — A &#8220;Colônia de Itanhenga&#8221; — Leprosário modelo (1937). Rio de Janeiro: Inspetoria de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas do Estado do Espírito Santo, 1942. [Reimpresso das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, tomo 32, fasc. 4, dez. 1937.]</p>
<p>___. História da lepra no Brasil. Vol. III.</p>
<p>WAN-DEL-REY, Maria Leide. Notas sobre Dermatologia Sanitária. 2003. [texto avulso]</p>
<p>Entrevistas</p>
<p>Rita Rocha, entrevistas de 13/02/2003; 02/4/2003, 09/4/2003, 07/7/2003, 10/7/2003.<br />
João Caminote (interno de Itanhenga), entrevista de 30/5/2003.<br />
Maria Leide Wan-Del-Rey, entrevistas de 25 e 26/6/2003.</p>
<p>Outras fontes</p>
<p>Arquivo Público Estadual, Catálogo de Negativos.<br />
Arquivo Público Estadual, Acervo Fotográfico, 1951-55, Jones dos Santos Neves.</p>
<p>
<span style="font-size: 90%;">[Capítulo do livro <i>Além das aparências: Memória da dermatologia no Espírito Santo</i>, de autoria de Maria Clara Medeiros Santos Neves (Vitória: Sociedade Brasileira de Dermatologia/Regional Espírito Santo, 2003), p.83-110.]</span></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2002&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<div style="text-align: right;">
<blockquote class="tr_bq" style="text-align: left;"><p>
<b>Maria Clara Medeiros Santos Neves</b>, coordenadora do site ESTAÇÃO CAPIXABA, é museóloga formada pela Universidade do Rio de Janeiro e pós-graduada em Biblioteconomia pela UFMG, autora do projeto do Museu Vale e de diversas publicações. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/maria-clara-medeiros-santos-neves-bio/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
</div>
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