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	<title>Arquivos Paulo Roberto Sodré &#8902; Estação Capixaba</title>
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	<description>Patrimônio Cultural Capixaba</description>
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	<title>Arquivos Paulo Roberto Sodré &#8902; Estação Capixaba</title>
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	<item>
		<title>Série Estação Capixaba, volume 5</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Apr 2017 17:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Roberto Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Série Estação Capixaba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Co-edição com a Cândida Editora:&#160;[Edição digital ISBN&#160;978-85-64258-11-2]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;">
<b style="text-align: center;"><br /></b><br />
<b style="text-align: center;">Co-edição com a Cândida Editora:&nbsp;[Edição digital ISBN&nbsp;978-85-64258-11-2]</b><br />
<b style="text-align: center;"><br /></b><br />
<b style="text-align: center;"><br /></b></div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://issuu.com/mariaclaramedeiros7/docs/poemas_desconcertantes__de_paulo_ro" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" alt=" Poemas desconcertantes" border="0" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Capa2Bfinal-Poemas2Bdesconcertantes-m25C325A9dia.jpg" class="wp-image-5205" width="374" /></a></div>
<p></p>
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		<item>
		<title>Caligrafia de fogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2017 18:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Roberto Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CALIGRAFIA INCANDESCENTE (ou visão de malabar) Para Douglas 1. Deserto Estava seco o chão e nulo e feio. Nada acendia a eira, por mesquinha. Assim, o veio de fogo, depois, chama e tinta: ígnea manifestação. 2. Epifania O fio de magma a desenhar o rubro. A chama a riscar a beira do escuro. A teia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
CALIGRAFIA INCANDESCENTE<br />
(ou visão de malabar)</p>
<p></p>
<div style="text-align: right;">
Para Douglas</div>
<p><b>1. Deserto</b></p>
<p>Estava seco<br />
o chão<br />
e nulo e feio.</p>
<p>Nada acendia<br />
a eira,<br />
por mesquinha.</p>
<p>Assim, o veio<br />
de fogo, depois,<br />
chama e tinta:</p>
<p>ígnea manifestação.</p>
<p>
<b>2. Epifania</b></p>
<p>O fio<br />
de magma<br />
a desenhar<br />
o rubro.</p>
<p>A chama<br />
a riscar<br />
a beira<br />
do escuro.</p>
<p>A teia<br />
de flama<br />
a seduzir<br />
o percurso</p>
<p>da claridade</p>
<p>no sopro<br />
em fogo<br />
de um homem.</p>
<p><b>3. Malabar</b></p>
<p>O rubro,<br />
em ruivo;<br />
o turvo</p>
<p>mesclado na eira<br />
do olhar assombrado<br />
com os raios de brasa.</p>
<p>O lábio,<br />
o cálido,<br />
o mágico</p>
<p>no nome<br />
que doma<br />
e habita<br />
em sopro<br />
a faísca:</p>
<p>um homem; um lobo: um renome.</p>
<p>
<b>4. Efeito</b></p>
<p>O ruído da luz<br />
doura a gaze<br />
da vontade.</p>
<p>O olhar se fecha;<br />
se abre o hálito;<br />
os dedos fremem</p>
<p>à lâmpada<br />
que doma, louva, masca<br />
a falta de luz.</p>
<p>Incandescência.</p>
<p>
<b>5. Malabarino</b></p>
<p>Chamusca o ar<br />
o cheiro do fogo<br />
que<br />
acende a barba<br />
e a voz de lobo<br />
e<br />
ruivo.</p>
<p>Estraçalha o ar<br />
o desenho da quentura<br />
que<br />
enrubesce o pelo<br />
e a voz de lobo<br />
e<br />
fluido.</p>
<p>Rápido<br />
cede quem olha o ar em fogo<br />
abocanhado pelo fulgor do lobo<br />
fúlvido</p>
<p>e belo.</p>
<p>
<b>6. Sedução</b></p>
<p>Seco o chão, e inóspito,<br />
até que o ruivo<br />
fogo lupino [e terno]<br />
adejasse a poeira<br />
e comovesse,<br />
humano, a eira dos olhos.</p>
<p>Célere, a tinta da chama<br />
umedece o pátio ínfimo,</p>
<p>e instala o fogo em fluxo<br />
no corpo verde do olhar,</p>
<p>e clareia, ele,<br />
breve, leve,<br />
o mapa do escuro.</p>
<p>
<b>7. Salamandra</b></p>
<p>Magma, em fluido e flama,<br />
aflora ao nervo da luz&#8230;</p>
<p>Lupino o homem, em zelo,<br />
luminescência tanta<br />
vocifera: faça-se lux.</p>
<p>Entro com um eu<br />
lagártil, lânguido,</p>
<p>e as labaredas<br />
abraçam cada palmo</p>
<p>da carne, do gesto, do som<br />
que cedo<br />
[túmido<br />
de lume]<br />
aos dentes<br />
do fogo, do festo, do ardor</p>
<p>em sopro.</p>
<p>
<b>8. Auto de luz</b></p>
<p>Enquanto ardo<br />
sob as garras da luz<br />
que o lobo fluido<br />
espalha sobre o corpo,</p>
<p>as lanternas dançam.</p>
<p>Enquanto inflamo,</p>
<p>as chamas nomeiam<br />
da alegria o caminho</p>
<p>sob a voz da luz<br />
que o homem ruivo<br />
ordena, conduz, domina</p>
<p>lupinante e lúcido:<br />
vibrante lamparina.</p>
<p>
<b>9. Fortuna</b></p>
<p>O chão, incendido<br />
de inúmeras faíscas,<br />
ignora o ímã do risco:</p>
<p>lobos mordem o abandono<br />
e criam estepes de sombra.</p>
<p>O térreo iluminado, assim,<br />
nubla-se, neblina-se<br />
diante do destino:</p>
<p>a marca do lobo<br />
doma, doura, desgasta<br />
a falta de lume,</p>
<p>mas ensombra o triste<br />
inflamado chão-corpo,<br />
e subtrai-se, em eclipse.</p>
<p>
<b>10. Passagem</b></p>
<p>Belo, rubro, terno<br />
[em pele de homem,<br />
emblema de lobo]<br />
ele doma o chão</p>
<p>túrgido de fagulhas.</p>
<p>Ruivo, leve, fluido,<br />
[em olhos de lobo,<br />
esquema de homem]<br />
ele louva a eira</p>
<p>impregnada de lúmen.</p>
<p>Sobre o pátio, sobre o terreiro<br />
as patas, o pelo, o porte<br />
de um lobo iluminado e exato<br />
a soprar o incêndio líquido:</p>
<p>feixe de luz, fado de lume,<br />
feito fluxo frutífero de homem.</p>
<p></p>
<div style="text-align: right;">
Vitória,&nbsp;</div>
<div style="text-align: right;">
5 de setembro de 2014</div>
<div>
</div>
<p>
[Poema inédito reproduzido com autorização do autor.]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p></p>
<div>
</div>
<p></p>
<blockquote class="tr_bq" style="-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;">
<div style="margin: 0px;">
<b>Paulo Roberto Sodré</b>, nascido em Vitória em 1962, é poeta, escritor, pesquisador e professor universitário de Literatura na Ufes, com vários livros e artigos publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener"><b>clique aqui</b></a>.)</div>
</blockquote>
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		<title>Conversa com sombra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2017 18:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Roberto Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para Lino Machado 1. Sob a sombra da mangueira, um rato (de si empoeirado) fuça o sumo solar da manga largada, à sorte, ao chão. O chão, entregue a sua generosidade, acolhe a sombra, o rato, a manga, e o pássaro, repentino na paisagem desarmada, estranha. E fecunda. 2. O rato, esquecido de si à [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<div style="text-align: right;">
Para Lino Machado</div>
<p><b><br /></b><br />
<b><br /></b><br />
<b>1.</b><br />
Sob a sombra da mangueira,<br />
um rato (de si empoeirado)<br />
fuça o sumo solar da manga<br />
largada, à sorte, ao chão.</p>
<p>O chão, entregue a sua generosidade,<br />
acolhe a sombra, o rato, a manga,<br />
e o pássaro, repentino na paisagem<br />
desarmada, estranha. E fecunda.</p>
<p>
<b>2.</b><br />
O rato, esquecido de si<br />
à luz indócil do meio-dia,<br />
não sente senão a bondade do fruto<br />
suave sob seu escuso olhar corroído.</p>
<p>O que vê da manga ninguém saberia.</p>
<p>Colhe o fruto sem dar por isso,<br />
mas lépido, ao som de passos,<br />
retorna à ausência de luz.</p>
<p>
<b>3.</b><br />
Filigranada em sombra,<br />
a mangueira permanece,<br />
como o chão, entregue<br />
à ventura de seus frutos<br />
à mão, à boca, à sombra.</p>
<p>
<b>4.</b><br />
Do escuro cavado à sorte,<br />
espreitam o rato e sua poeira,<br />
inertes no cheiro acre<br />
que só a sombra dócil,<br />
o chão<br />
e a manga<br />
ignoram.</p>
<div>
</div>
<p>[Poema inédito reproduzido com autorização do autor.]</p>
<div>
</div>
<div>
</div>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Paulo Roberto Sodré</b>, nascido em Vitória em 1962, é poeta, escritor, pesquisador e professor universitário de Literatura na Ufes, com vários livros e artigos publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener"><b>clique aqui</b></a>.)</p></blockquote>
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			</item>
		<item>
		<title>Palavras de cobre (ao pai)</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/palavras-de-cobre-ao-pai/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2017 18:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Roberto Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para Hilal S. Hilal, 1. Atrás dessa escritura de cobre, atravessa a margem, a beira, o rio, tua ausência terna, a que leva camadas de dobras indefinidamente. 2. Se escrevo em metal, atravesso o conto, a conta que recorda o fio que reencontro no canto, na concha de tua sombra nebulosamente aqui, a sós, na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<div style="text-align: right;">
Para Hilal S. Hilal,</div>
<p><b>1.</b></p>
<p>Atrás dessa<br />
escritura de cobre,</p>
<p>atravessa</p>
<p>a margem, a beira, o rio,<br />
tua ausência terna,</p>
<p>a que leva<br />
camadas de dobras<br />
indefinidamente.</p>
<p>
<b>2.</b></p>
<p>Se escrevo<br />
em metal,</p>
<p>atravesso</p>
<p>o conto, a conta<br />
que recorda o fio<br />
que reencontro<br />
no canto, na concha<br />
de tua sombra</p>
<p>nebulosamente<br />
aqui, a sós,</p>
<p>na frase cortante<br />
de metal<br />
e alma.</p>
<p><b>3.</b></p>
<p>Atravessa-me<br />
o passo<br />
de tua ausência<br />
incandescente.</p>
<p>(se escrevo<br />
linhas em cobre<br />
é para reter<br />
na teia<br />
a palavra</p>
<p>que adivinhe<br />
a raiz, o sumo, a noz<br />
de teu nome<br />
lindo e<br />
árido<br />
de luz).</p>
<p>Atravessa-me<br />
o gesto,<br />
o jeito<br />
de tua paisagem<br />
ínfima e<br />
fulgurante.</p>
<p>E ardo.<br />
E fremes.<br />
E passo.</p>
<p></p>
<div style="text-align: right;">
Paulo Roberto Sodré,</div>
<div style="text-align: right;">
Vitória,</div>
<div style="text-align: right;">
Fim de maio, início de junho de 2007.</div>
<div style="text-align: right;">
</div>
<p>
[Poema inédito reproduzido com autorização do autor.]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Paulo Roberto Sodré</b>, nascido em Vitória em 1962, é poeta, escritor, pesquisador e professor universitário de Literatura na Ufes, com vários livros e artigos publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener"><b>clique aqui</b></a>.)</p></blockquote>
<div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Paulo Roberto Sodré &#8211; Repertório Literário</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-repertorio-literario/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-repertorio-literario/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2017 17:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Roberto Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Repertório literário]]></category>
		<category><![CDATA[Rol de escritores]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>BIOBIBLIOGRAFIA VITRINE DE TEXTOS Poemas do livro Interiores. 1984. Trecho do romance Lhecídio: gravuras de sherazade na penúltima noite.&#160;1989. Poemas do livro&#160;Dos olhos, das mãos, dos dentes. 1992. Poemas do livro De Ulisses a Telêmacos e outras epístolas. 1998. Livro de poemas Senhor Branco ou o indesejado das gentes (inédito em 2004): Prefácio ou a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://1.bp.blogspot.com/-JPHigCEj4Zo/WOqBTjJlRjI/AAAAAAAAMW4/lEuF790LrdUiE-NptfYw7HTZaTlxV_HpACEw/s1600/Paulo-p.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" height="387" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Paulo-p.jpg" class="wp-image-5217" width="640" /></a></div>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">BIOBIBLIOGRAFIA</a></b></p>
<p><b><br /></b><br />
<b>VITRINE DE TEXTOS</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/poemas-do-livro-interiores/" target="_blank" rel="noopener">Poemas do livro <i>Interiores</i>.</a> 1984.<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/trecho-do-romance-lhecidio-gravuras-de/" target="_blank" rel="noopener">Trecho do romance <i>Lhecídio: gravuras de sherazade na penúltima noite.</i></a>&nbsp;1989.<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/poemas-do-livro-dos-olhos-das-maos-dos/" target="_blank" rel="noopener">Poemas do livro&nbsp;<i>Dos olhos, das mãos, dos dentes</i>.</a> 1992.<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/poemas-do-livro-de-ulisses-telemacos-e/" target="_blank" rel="noopener">Poemas do livro <i>De Ulisses a Telêmacos e outras epístolas.</i></a> 1998.</p>
<p>Livro de poemas <i>Senhor Branco ou o indesejado das gentes</i> (inédito em 2004):</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/prefacio-ou-mao-sem-luva/" target="_blank" rel="noopener">Prefácio ou a mão sem luva</a></p>
<p>Parte I – Percurso de sombra e frescor</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/nestes-paramos/" target="_blank" rel="noopener">Nestes paramos</a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/provocacao/" target="_blank" rel="noopener">Provocação</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2004/03/vi-tua-danca/" target="_blank" rel="noopener">Vi tua dança</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2004/03/talvez-os-cisnes/" target="_blank" rel="noopener">Talvez os cisnes</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2004/03/que-rumor-havera-em-teus-olhos/" target="_blank" rel="noopener">Que rumor haverá em teus olhos</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2004/03/os-arredores-florem/" target="_blank" rel="noopener">Os arredores florem</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2004/03/os-cavalos/" target="_blank" rel="noopener">Os cavalos</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2004/03/poeira-fina/" target="_blank" rel="noopener">Poeira fina</a></p>
<p><i>Poemas desconcertantes</i> [2012, versão completa.]</p>
<div>
</div>
<div>
<b>Inéditos:</b></div>
<p>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/palavras-de-cobre-ao-pai/" target="_blank" rel="noopener">Palavras de cobre (ao pai)</a>&nbsp;[2017]<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/conversa-com-sombra/" target="_blank" rel="noopener">Conversa com sombra</a>&nbsp;[s/d]<br />
<a href="https://issuu.com/mariaclaramedeiros7/docs/in__dito_3._lita_e_o_rato_que_gosta/10" target="_blank" rel="noopener">Lita e o rato que gostava de manga</a>&nbsp;[conto inédito para criança, 2012.]<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/caligrafia-de-fogo/" target="_blank" rel="noopener">Caligrafia de fogo</a>&nbsp;[2014]</p>
<p><b>DEPOIMENTOS</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/um-itinerario-de-tres-passos-primeira/" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Um itinerário de três passos&#8221; (Primeira aproximação autocrítica de uma obra poética)</a>. In Revista <i>Você</i>, SPDC/Ufes, n. 45, maio de 1997.</p>
<p>&#8220;Um itinerário de três passos (Primeira aproximação autocrítica de uma obra poética)”. Revista <i>Você</i>, Vitória, n. 45, maio 1997.</p>
<p><a href="https://drive.google.com/open?id=0B9YZkbO4qyDVWGV2U04taW1LN2c" target="_blank" rel="noopener">“Um autor à luz da leitura insatisfeita: autopoética”.</a> In: LEITE, Leni Ribeiro et al. (Org.). <i>Leitor, leitora: literatura, recepção, gênero</i>. Vitória: Edufes, 2011. p. 495-499.</p>
<p>“XXI. Literatura deste início de século”. <i>Graciano: Literatura Brasileira feita no Espírito Santo</i>, Vitória, ano 1, n. 2, jul. 2010. Entrevista concedida a Sidney Spacini. [Disponível em: https://issuu.com/revistagraciano/docs/graciano_dois]</p>
<p><a href="https://drive.google.com/open?id=0B9YZkbO4qyDVV2M2bm9RRERDa1k" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Edward Morgan Forster, Maurice e uma ponderação&#8221;.</a> In: CASER, Maria Mirtis; SOUZA, Santinho Ferreira de (Org.). Por que é importante ler literatura. Vitória: Edufes, 2015. p. 78-81. Disponível em: http://repositorio.ufes.br/bitstream/10/1278/1/Livro%20edufes%<br />
20Por%20que%20%C3%A9%20importante%20ler%20literatura.pdf</p>
<p>
<b>FORTUNA CRÍTICA</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
GAMA FILHO, Oscar. Prefácio. In: SODRÉ, Paulo Roberto. <i>Interiores</i>. Vitória: Fundação Ceciliano Abel de Almeida/UFES, 1984. p. 11-18.</p>
<p>COUTINHO, Afrânio, SOUZA, J. Galante de, dir. <i>Enciclopédia de literatura brasileira</i>. Rio de Janeiro: MEC/Fundação de Assistência ao Estudante, 1990. &#8220;Espírito Santo&#8221;, p. 560.</p>
<p>BOGÉA, José Artur. Escritura da paixão. <i>Revista de Cultura</i> da UFES. Vitória, v. XVII, n. 49, p. 15-21, 1994.</p>
<p>BUSATTO, Luiz. [Orelha sem título]. In: SODRÉ, Paulo Roberto. <i>Lhecídio: gravuras de sherazade na penúltima noite</i>. Vitória: FCAA/UFES, 1989.</p>
<p>LYRA, Bernadette. Prefácio. In: SODRÉ, Paulo Roberto. <i>Dos olhos, das mãos, dos dentes.</i> Vitória: DEC, 1992. p. 5-6.</p>
<p>RIBEIRO, Francisco Aurélio. O erotismo ou a &#8220;escritura da paixão&#8221; em Paulo Roberto Sodré. In: —. <i>A literatura do Espírito Santo: uma marginalidade periférica</i>. Vitória: Nemar, 1996. p. 71-75.</p>
<p>DELMASCCHIO, Andréia. A recepção da literatura &#8220;infanto-juvenil&#8221; e da poesia &#8220;adulta&#8221; pelos públicos inversos. In: RIBEIRO, Francisco Aurélio (Org.). <i>Leitura e literatura infanto-juvenil</i>. Vitória: UFES, 1997. p. 45-61.</p>
<p>BARCELLOS, José Carlos. Poéticas do masculino: Olga Savary, Valdo Motta e Paulo Sodré. In: PEDROSA, Célia (Org.). Rio de Janeiro: 7Letras, 2000. p. 77-86.</p>
<p>NUNES, Sandra dos Reis Abrante. O ritual erótico em Dos olhos, das mãos, dos dentes, de Paulo Roberto Sodré. In: OLIVEIRA, Luiz Romero et al. (Org.). <i>Bravos companheiros e fantasmas</i> [1]: estudos críticos sobre o autor capixaba. Vitória: Ufes/Flor&amp;Cultura, 2006. p. 240-257.</p>
<p>PESSOA, Fernando Mendes. Prefácio. In: SODRÉ, Paulo Roberto. <i>Senhor Branco ou o indesejado das gentes</i>. Vitória: Secult-ES, 2006. [p. 9-13].</p>
<p>BERÇACO, Ériton. <i>Ominho</i>: uma história de homem pra homem. In: MACHADO, Lino et al. (Org.). <i>Bravos companheiros e fantasmas</i> 2: estudos críticos sobre o autor capixaba. Vitória: Ufes, 2007. p. 86-92.</p>
<p>MOISÉS, Massaud. Prefácio. In: SODRÉ, Paulo Roberto. <i>Poemas desconcertantes seguidos de Senhor Branco ou o indesejado das gentes</i>. Vitória: Cousa, 2012. p. 13-14.</p>
<p>RIBEIRO, Francisco Aurelio. O amor e a morte nos versos de Paulo Sodré.<i> A Gazeta</i>, Vitória, 28 jan. 2012. Pensar, p 10-11.</p>
<p>DALVI, Maria Amélia. Livro e leitura: O medo do mato, de Rodrigo Britto, e Guido, a folha e o capim, de Paulo Roberto Sodré. In: ___; LOPES, Orlando; NEVES, Reinaldo Santos (Org.). <i>Bravos companheiros e fantasmas</i> 5: estudos críticos sobre o autor capixaba. Vitória: Edufes, 2014. p. 217-230.</p>
<p>
&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2001&nbsp;</span></b>Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p></p>
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		<title>Poeira fina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2004 20:17:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Roberto Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Poeira final: joeira das horas delicadas. Poalha leve. Entre a leitura dos dias e a partitura dos gestos a praia, o vento, o pó. Poalha fina: joeira das horas enternecidas. Poeira leve. [In&#160;Senhor Branco ou o indesejado das gentes&#160;(inédito em&#160;2004).] &#8212;&#8212;&#8212; © 2004&#160;Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&#160;sem prévia autorização&#160;dos detentores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
Poeira final:<br />
joeira das horas delicadas.<br />
Poalha leve.</p>
<p>Entre a leitura dos dias<br />
e a partitura dos gestos<br />
a praia, o vento, o pó.</p>
<p>Poalha fina:<br />
joeira das horas enternecidas.<br />
Poeira leve.</p>
<p>
[In&nbsp;<i>Senhor Branco ou o indesejado das gentes</i>&nbsp;(inédito em&nbsp;2004).]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2004&nbsp;</span></b>Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Paulo Roberto Sodré</b>, nascido em Vitória em 1962, é poeta, escritor, pesquisador e professor universitário de Literatura na Ufes, com vários livros e artigos publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener"><b>clique aqui</b></a>.)</p></blockquote>
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		<title>Os cavalos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2004 20:15:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Roberto Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os cavalos: pétalas de estrelas, faíscam de velocidade e músculos. No espelho de tua lâmina eles riscam o tempo e relincham de poder. Diverte-te a energia dos que não te percebem, tomados de alegria e sonho. [In&#160;Senhor Branco ou o indesejado das gentes&#160;(inédito em&#160;2004).] &#8212;&#8212;&#8212; © 2004&#160;Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
Os cavalos:<br />
pétalas de estrelas,<br />
faíscam de velocidade e músculos.</p>
<p>No espelho de tua lâmina<br />
eles riscam o tempo<br />
e relincham de poder.</p>
<p>Diverte-te a energia<br />
dos que não te percebem,<br />
tomados de alegria e sonho.</p>
<p>
[In&nbsp;<i>Senhor Branco ou o indesejado das gentes</i>&nbsp;(inédito em&nbsp;2004).]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2004&nbsp;</span></b>Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Paulo Roberto Sodré</b>, nascido em Vitória em 1962, é poeta, escritor, pesquisador e professor universitário de Literatura na Ufes, com vários livros e artigos publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener"><b>clique aqui</b></a>.)</p></blockquote>
<p></p>
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		<title>Os arredores florem</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/os-arredores-florem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2004 20:14:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Paulo Roberto Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os arredores florem: figos, nervos, libélulas a criarem nas águas os brevíssimos movimentos. Sob o salgueiro, brancamente, dormes. E tudo, no entanto, aguarda. [In&#160;Senhor Branco ou o indesejado das gentes&#160;(inédito em&#160;2004).] &#8212;&#8212;&#8212; © 2004&#160;Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&#160;sem prévia autorização&#160;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
Os arredores florem:<br />
figos, nervos, libélulas<br />
a criarem nas águas<br />
os brevíssimos movimentos.</p>
<p>Sob o salgueiro,<br />
brancamente,<br />
dormes.</p>
<p>E tudo,<br />
no entanto,<br />
aguarda.</p>
<p>
[In&nbsp;<i>Senhor Branco ou o indesejado das gentes</i>&nbsp;(inédito em&nbsp;2004).]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2004&nbsp;</span></b>Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Paulo Roberto Sodré</b>, nascido em Vitória em 1962, é poeta, escritor, pesquisador e professor universitário de Literatura na Ufes, com vários livros e artigos publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener"><b>clique aqui</b></a>.)</p></blockquote>
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]]></content:encoded>
					
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		<title>Que rumor haverá em teus olhos</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/que-rumor-havera-em-teus-olhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2004 20:12:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Que rumor haverá em teus olhos, quando escolhes, dono, a criatura para teu senhorio de ausências? Que tremor se flagrará entre teus dentes, ao escolher o corpo belo ou chagado para teu recesso de silêncios? Que canção ocorrerá a teus ouvidos quando, senhor, recolhes o ânimo para teu domínio de esquecimento? [In&#160;Senhor Branco ou o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
Que rumor haverá em teus olhos,<br />
quando escolhes, dono, a criatura<br />
para teu senhorio de ausências?</p>
<p>Que tremor se flagrará entre teus dentes,<br />
ao escolher o corpo belo ou chagado<br />
para teu recesso de silêncios?</p>
<p>Que canção ocorrerá a teus ouvidos<br />
quando, senhor, recolhes o ânimo<br />
para teu domínio de esquecimento?</p>
<p>
[In&nbsp;<i>Senhor Branco ou o indesejado das gentes</i>&nbsp;(inédito em&nbsp;2004).]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2004&nbsp;</span></b>Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Paulo Roberto Sodré</b>, nascido em Vitória em 1962, é poeta, escritor, pesquisador e professor universitário de Literatura na Ufes, com vários livros e artigos publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener"><b>clique aqui</b></a>.)</p></blockquote>
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		<title>Talvez os cisnes</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/talvez-os-cisnes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2004 20:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Roberto Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Talvez os cisnes toquem árias quando abres os olhos, líquidos, e castanhos como poeira, para aquele que te espera. Talvez cachos rodopiem teus cabelos e os lábios claros serenem o riso que de teu rosto vem, quando do corpo retiras o nome. És lindo e pálido e esguio ou hediondo como um susto que rompe [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
Talvez os cisnes<br />
toquem árias<br />
quando abres os olhos,<br />
líquidos, e castanhos como poeira,<br />
para aquele que te espera.</p>
<p>Talvez cachos rodopiem teus cabelos<br />
e os lábios claros serenem o riso<br />
que de teu rosto vem,<br />
quando do corpo retiras o nome.</p>
<p>És lindo e pálido e esguio<br />
ou hediondo como um susto<br />
que rompe o peito e tira os sentidos?</p>
<p>Senhor, que beleza<br />
amaciaria tua voz,<br />
quando anuncias tua passagem<br />
àquele que, surpreso, te nomeia?</p>
<p>
[In&nbsp;<i>Senhor Branco ou o indesejado das gentes</i>&nbsp;(inédito em&nbsp;2004).]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2004&nbsp;</span></b>Textos com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Paulo Roberto Sodré</b>, nascido em Vitória em 1962, é poeta, escritor, pesquisador e professor universitário de Literatura na Ufes, com vários livros e artigos publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/paulo-roberto-sodre-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener"><b>clique aqui</b></a>.)</p></blockquote>
<p></p>
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]]></content:encoded>
					
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