<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Reinaldo Santos Neves &#8902; Estação Capixaba</title>
	<atom:link href="https://estacaocapixaba.com.br/category/reinaldo-santos-neves/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://estacaocapixaba.com.br/category/reinaldo-santos-neves/</link>
	<description>Patrimônio Cultural Capixaba</description>
	<lastBuildDate>Mon, 22 Nov 2021 20:50:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2019/01/favEC-150x150.png</url>
	<title>Arquivos Reinaldo Santos Neves &#8902; Estação Capixaba</title>
	<link>https://estacaocapixaba.com.br/category/reinaldo-santos-neves/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Elucidação: Pós-Escrito a Mr. Name &#8211; volume 17</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/elucidacao-pos-escrito-a-mr-name-volume-17/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/elucidacao-pos-escrito-a-mr-name-volume-17/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Clara]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 19:58:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Série Estação Capixaba]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://estacaocapixaba.com.br/?p=8887</guid>

					<description><![CDATA[<p>SANTOS NEVES, Reinaldo.&#160;Elucidação: Pós-Escrito a Mr. Name.&#160;Vitória: Estação Capixaba &#124; Cândida Editora, 2019. [Série ESTAÇÃO CAPIXABA, volume 17, edição digital ISBN: 978-85-64258-27-3.]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/elucidacao-pos-escrito-a-mr-name-volume-17/">Elucidação: Pós-Escrito a Mr. Name &#8211; volume 17</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2021/11/elucidacao.jpg" alt="" class="wp-image-8888" width="322" height="456"/></figure>



<p><a href="https://drive.google.com/open?id=1_bjFDnR2qLn7DnBaXD-KEGOGjf_9NpVM" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SANTOS NEVES, Reinaldo.&nbsp;<em>Elucidação: Pós-Escrito a Mr. Name.&nbsp;</em>Vitória: Estação Capixaba | Cândida Editora, 2019. [Série ESTAÇÃO CAPIXABA, volume 17, edição digital ISBN: 978-85-64258-27-3.]</a></p>



<div data-wp-interactive="core/file" class="wp-block-file"><object data-wp-bind--hidden="!state.hasPdfPreview" hidden class="wp-block-file__embed" data="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Name-Elucidacao-10.03.2019-completo.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Incorporado de Embed of Mr.-Name-Elucidacao-10.03.2019-completo.."></object><a href="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Name-Elucidacao-10.03.2019-completo.pdf">Mr.-Name-Elucidacao-10.03.2019-completo</a><a href="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Mr.-Name-Elucidacao-10.03.2019-completo.pdf" class="wp-block-file__button" download>Download</a></div>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/elucidacao-pos-escrito-a-mr-name-volume-17/">Elucidação: Pós-Escrito a Mr. Name &#8211; volume 17</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/elucidacao-pos-escrito-a-mr-name-volume-17/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O sobressimbolismo: linhas sobre a superfície</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/o-sobressimbolismo-linhas-sobre/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/o-sobressimbolismo-linhas-sobre/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Aug 2017 18:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Oscar Gama Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria e Crítica]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Qual música ecoa de linhas sobre a superfície? Não de linhas complexas: — linhas simples, como as das letras. Que quadro compõem estas linhas desunidas, que apenas se tocam nos seus vértices? Pontos em que se interseccionam, mas não se penetram. Toda escrita é formada de linhas sobre a superfície. As linhas podem ser cordas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-sobressimbolismo-linhas-sobre/">O sobressimbolismo: linhas sobre a superfície</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://2.bp.blogspot.com/-2ihwJ8B46tI/WZHdaKJX05I/AAAAAAAARQ0/L-JC7fFwMOYlx3KwKU-rMdIOZ-mDkh87wCLcBGAs/s1600/Pensar-Sobressimbolismo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" data-original-height="363" data-original-width="1106" height="210" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/08/Pensar-Sobressimbolismo.jpg" class="wp-image-5118" width="640" /></a></div>
<p>Qual música ecoa de linhas sobre a superfície? Não de linhas complexas: — linhas simples, como as das letras.</p>
<p>Que quadro compõem estas linhas desunidas, que apenas se tocam nos seus vértices? Pontos em que se interseccionam, mas não se penetram. </p>
<p>Toda escrita é formada de linhas sobre a superfície. As linhas podem ser cordas suspensas, como a língua inca. Ou gravadas na areia da praia.</p>
<p>Quem se dedica a descobrir o ritmo e a musicalidade dessas linhas sobre a superfície é. Música sem harmonia nem arranjos além da escansão greco-latina ocidental.</p>
<p>Quem se dedica a transformar letras em tintas espalhadas na tela branca da página e a compor cenas em quadros sem perspectiva, mas dotadas de plasticidade é.</p>
<p>É <b><i>sobressimbolista</i></b>.</p>
<p>
<b>Características do Sobressimbolismo</b><br />
<b><br /></b><br />
<br />
Carlos Nejar é o autor clássico, no sentido de ser estudado em classes de aula. O único 100% sobressimbolista.</p>
<p><i>Leitmotiv</i>: Toda escrita envolve linhas sobre uma superfície.</p>
<p>Presente em artistas contemporâneos em que o hibridismo dos gêneros fez com que se tornassem posteriores a fronteiras.</p>
<p>Insatisfação com o cientificismo, com o neoliberalismo e com a destruição dos valores humanos e culturais pela globalização.</p>
<p>Emprego do <i>Método do Raciocínio Obsessivo</i>, que leva a técnica a explorar os mínimos detalhes dos caminhos estéticos que se bifurcam até o exagero inumerável de cada possibilidade. Melhor dizendo: leva tudo ao exagero dos mínimos detalhes de cada caminho estético possível.</p>
<p>Interesse pelo aspecto plástico, visual e musical da literatura. Sem abandonar a letra e a palavra.</p>
<p>Criação da literatura abstrata, não figurativa, sem compromisso com a mensagem, em que o ritmo e as imagens falam por si sós, com uma musicalidade que não chega à música e uma plasticidade que não chega às artes plásticas.</p>
<p>Psicologismo: foco na visão do indivíduo, no mundo interior do artista ou no dos seus personagens.</p>
<p>Interesse por símbolos, em que o sentido deve ser descoberto, não revelado de pronto.</p>
<p>Metáforas, aliterações, assonâncias, paronomásias, comparações, rimas internas, coliterações, antíteses — não barrocas, mas sobressimbolistas.</p>
<p>Culto da forma, chegando ao hermetismo.</p>
<p>Hibridismo dos gêneros e das artes. As fronteiras entre gêneros e artes são anuladas: qualquer coisa é a mesma coisa. Romance = poema = conto = novela = teatro = música = artes plásticas.</p>
<p>Paixão pelo mistério, pela noite, pela morte e por entretons como o pôr do sol.</p>
<p>A liberdade só é possível no sonho, na imaginação e na fantasia. </p>
<p>Temperamento pessimista e crítico.</p>
<p>Misticismo agnóstico: volta ao espiritualismo cristão medieval.</p>
<p>Preocupação com o cultural, não com o natural.</p>
<p>Subjetividade contra a sociedade objetiva.</p>
<p>Preocupação com o inconsciente e com o psicológico.</p>
<p>Nefelibatas reclusos, andam nas nuvens e vivem em torres de cristal.</p>
<p>Na narrativa, o enredo e ação ficam em segundo plano. Contar uma história é importante, mas a forma é muito mais: formalismo.</p>
<p>Afastamento e crítica da sociedade burguesa.</p>
<p>Idealismo — arte pura — crença nos espíritos da razão e da narrativa — platonismo.</p>
<p>Tom literário, mesmo na prosa, não o coloquial.</p>
<p>Temas elevados ou elevação de temas vulgares até a altura em que se acha o estético.</p>
<p>Arte pela arte, sem interesse comercial.</p>
<p>Técnica típica do sobressimbolismo: <i>a obra desmontável</i>.</p>
<p></p>
<div style="text-align: center;">
<b><a href="https://dl.dropboxusercontent.com/u/38539432/11-ESTA%C3%87%C3%83O%20CAPIXABA_em%20vigor/Blogger/Literatura/Oscar%20Gama/Artigos/O%20Sobressimbolismo%20Pensar%2012-08-2017.pdf" target="_blank" rel="noopener">Clique aqui</a></b> para ler a matéria publicada no Caderno Pensar, de <i>A Gazeta.</i></div>
<p><b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia&nbsp;autorização&nbsp;</b>dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><br /></b><br />
</p>
<div>
</div>
<blockquote class="tr_bq" style="font-family: &quot;times new roman&quot;;">
<div style="margin: 0px;">
<b>Oscar Gama Filho&nbsp;</b>é psicólogo, poeta e crítico literário com diversas obras publicadas.(Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/oscar-gama-filho-bio-bibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</div>
</blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-sobressimbolismo-linhas-sobre/">O sobressimbolismo: linhas sobre a superfície</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/o-sobressimbolismo-linhas-sobre/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Série Estação Capixaba &#8211; volume 8</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-8/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-8/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jun 2017 14:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Série Estação Capixaba]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Co-edição com a Cândida Editora [Edição digital &#8211; ISBN 978-85-64258-14-3]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-8/">Série Estação Capixaba &#8211; volume 8</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;">
<br />
<b><a href="https://issuu.com/mariaclaramedeiros7/docs/saga_dos_tr__s_poetas-vers__o_para_/2" target="_blank" rel="noopener">Co-edição com a Cândida Editora [Edição digital &#8211; ISBN 978-85-64258-14-3]</a></b></p>
<p></div>
<div style="text-align: center;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://issuu.com/mariaclaramedeiros7/docs/saga_dos_tr__s_poetas-vers__o_para_/2" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" alt=" Série Estação Capixaba - volume 8" border="0" data-original-height="1454" data-original-width="990" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/06/capa.jpg" class="wp-image-5169" width="434" /></a></div>
<p><span style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"></span></div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div style="text-align: center;">
<b><br /></b></div>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-8/">Série Estação Capixaba &#8211; volume 8</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-8/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Match Point</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/match-point/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/match-point/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 May 2017 16:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Oscar Gama Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria e Crítica]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Anotações de Oscar Gama Filho. Reinaldo Santos Neves não abriria mão de viver esteticamente nem para ser autor de um best-seller. Mas Kitty aos 22: divertimento (Flor&#38;Cultura, Vitória, 2006) tem todos os seus ingredientes. Os vivos diálogos e a ação trepidante dos estranhos personagens desta novela de costumes, que critica a banalidade de suas vidas, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/match-point/">Match Point</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-AhXpayb72C8/WSBwsAHAniI/AAAAAAAAP08/dISgubFSqPYyzKHZbVZplTybOmhtducPQCLcB/s1600/kitty-1-p.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Anotações de Oscar Gama Filho." border="0" height="488" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/05/kitty-1-p.jpg" class="wp-image-5185" title="Anotações de Oscar Gama Filho." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Anotações de Oscar Gama Filho.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p>Reinaldo Santos Neves não abriria mão de viver esteticamente nem para ser autor de um best-seller. Mas <i>Kitty aos 22: divertimento</i> (Flor&amp;Cultura, Vitória, 2006) tem todos os seus ingredientes. Os vivos diálogos e a ação trepidante dos estranhos personagens desta novela de costumes, que critica a banalidade de suas vidas, parecem dignos de um filme de Woody Allen. Evitando tropeçar no caricato e no grotesco, misturou sua formação clássica ao pop e à novela policial para transformar o amálgama em pura energia estética.</p>
<p>A visão de Reinaldo sobre Mictória é &nbsp;mais europeia, &nbsp;americana &nbsp;e <i>noir</i>, que brasileira. Daí a mordacidade, a aversão à mediocridade, a ausência da complacência que seria de esperar num nativo. Seu olhar britânico é que o torna capaz de capturar o genuíno. Para ele, o único <i>noir </i>verdadeiro é o espírito-santense, com suas nuances de romantismo neorrealista. O contraste entre seus claros solares, que empapuçam a cor, desfazendo-a, e tons escuros, primitivos e bárbaros, compõe um filme preto e branco ultrapassado pela realidade: cápsula do tempo a ser apreciada no museu raro desta obra.</p>
<p>Reinaldo trata de pessoas que, abandonadas por deus (e, agora, por demônios que não as suportam), metamorfoseiam-se em mitos pela mão que bate o egoísmo, a violência, a crueldade e a indiferença pelo próximo — como massa de pão — até que se convertam em arte.</p>
<p>O processo de escrever, para um clássico, passa necessariamente por barreiras que dificultem a facilidade criativa. Daí seu processo de pesquisa ter-lhe granjeado dois momentos em mundos que jamais conheceu: <i>A Crônica de Malemort</i> e <i>Kitty aos 22</i>. Desta vez, lança mão de fragmentos de um sonho real para compor um alegado <i>divertissement</i>, gênero musical que vai do ligeiro à sinfonia, passando por tons noturnos de uma atmosfera com toques policiais.</p>
<p>É uma tradução intersemiótica. O <i>eidos</i>, que constitui a essência da obra desmontável, transforma-se em qualquer forma de arte e lê-se em qualquer linguagem ou língua. Ao inventar a cor das vogais, Rimbaud executou uma tradução intersemiótica da pintura para a literatura. Se a passagem da linguagem de uma forma de arte para outra é tão impossível quanto escrever um <i>divertissement</i>, sua missão de artista foi realizada. O <i>eidos </i>está centrado no sonho parcialmente esquecido, a que se lança para recuperar o tempo perdido. Proust mostrou que é pela memória involuntária que se recupera esse tempo perdido, momento miraculoso que possibilita escutar o tão caro silêncio. E há descrições minuciosamente proustianas, como a da alvorada (p. 71-73) e (sem ter assistido a nenhum) do desfile de moda (p. 183-86). Mas é um mundo a que só teve acesso pela pesquisa na internet. Sonhar é crime em 2017, e Reinaldo é réu confesso: culpado. O futuro o absolverá. O sonho retornará apenas no epílogo do livro (p. 232-33), com o avesso do som fazendo ouvir o silêncio.</p>
<p>Retrata, com total verossimilhança, fixando suas características, a Geração Y: seu modo de falar (o dialeto internetês), de sentir friamente e de se expressar. O rico vocabulário inclui neologismos como ‘putamerdalmente’ (p.112) e ‘adolescentozoides’ (p.183), gírias como ‘mó sexy’ (p. 120) e ‘ficou rox’ (p.121), e construções sintáticas que reproduzem o dialeto contemporâneo. Citações cinematográficas e intertextos refletem a formação do escritor: Camões, Orwell, ‘King Kong’, ‘Cabaré’, ‘De Olhos Bem Fechados’, ‘Cinderela’&#8230;</p>
<p>Em Reinaldo, as metáforas tomam vida. O pedido de Lu, melhor amiga de Kitty, é literalmente atendido: “Kitty: dá ponto pra ele, e aí, quando ele achar que te ganhou, fura o olho do gato, pelamor de Deus” (p. 163). Se, na gíria, “furar o olho” é trair, Kitty o faz: na oportunidade da primeira transa, ela o deixa na mão, sem comê-la, e ainda o mata, furando seu olho com o salto alto agulha do sapato, depois de usá-lo, anteriormente, para sair nas manchetes dos jornais de Mictória, que é exatamente a união da cidade de Vitória com o mictório poluído em que a contemporaneidade a transformou.</p>
<p>Bruno e Kitty são personagens complexos, dinâmicos, contraditórios, dotados de primorosa construção psicológica, digna de Dostoiévski. A partir do encontro com o Relinchador (p.110), Kitty se humaniza, retira-se de um estado primitivo de amoralidade e egocentrismo para uma semi-humanidade circunstancial. Já Phil é plano, linear, paráfrase de Philip Marlowe, detetive durão criado por Raymond Chandler. Estamos diante de um virtuose: esta novela pode ser usada, por um aprendiz de prosador, como compêndio de fórmulas de realização de narrativas e falas, escalas literomusicais, ou seja, exercícios de improviso em inúmeras variações.</p>
<p>Se a morte é um evento constrangedor, mas imprescindível à sua proposta, a solução é embrulhá-la no mais belo papel de presente: a literatura. A questão básica da humanidade, aqui abordada, é o quanto vamos aguentar, como vamos aguentar e por que vamos aguentar.</p>
<p>A equação proposta por ‘Kitty’, criada a partir do sonho, tem suas consequências. Mostra, pelo princípio clássico da intemporabilidade do belo, por autoevidência, que a arte é o <i>eidos</i>, a essência em torno de que a realidade variante muda. O belo, a arte, é o invariante, o eixo da realidade, núcleo imutável ao redor do qual ela se fragmenta, centrifugadora existencial. A arte forma o mundo real como dom que dela vaza. O que há de belo e atemporal em Kitty é o eixo-<i>eidos </i>da incompreensível consciência.</p>
<p>E para quem deseje posições sociais ou políticas engajadas, é bom lembrar que o autor viveu num tempo de ditadura militar, terrorismo e censura federal. Descrever e ridicularizar foi a saída. Rindo, ele castigou os costumes: <i>ridendo castigat mores</i>. O que nossas escassas forças podem alterar? Quando os políticos agem como se a corrupção fosse um direito adquirido, a mudança é a única guerrilha ao nosso alcance. Mas a solução apenas homologa a situação. Resta saber para qual revolução micropolítica possível conformaremos nossos gestos, que não podem ser estancados nem paralisados, mesmo que aleatórios e perdidos no mundo fútil e superficial de Kitty.</p>
<p>Em seu romance <i>Sueli</i>, Reinaldo Santos Neves afirmou que a função maior do homem no mundo “é transformar-se em literatura.”</p>
<p>Aprendemos, então, que a maior missão de um escritor é fazer-se literatura, tornar-se literatura. Escrever bem qualquer um consegue. O diferencial é conseguir metamorfosear-se em <i>O Escritor</i>, transformar-se em matéria-prima de lendas, em homem santo da religião sem deus dedicada à adoração do hegeliano espírito da literatura, entronizar-se como <i>Filho do Absoluto</i>.</p>
<p>Este é o caso de Reinaldo, que saiu da vida e abandonou seu lar para dormir em bibliotecas, livrarias e estantes, tornando-se pedra fundamental da literatura brasileira.</p>
<p>
EPÍLOGO</p>
<p>Kitty, a Bela Adormecida.</p>
<p>
O Mago-mor, vândalo infiltrado entre os Reis Magos, amaldiçoou Kitty, e todos os que na obra viviam, a um sono de cem anos, porque não foi convidado à festa da beleza e do destino. Preferiu a festa do sucesso e da riqueza, e lá chapou o coco e dormiu. Perdeu o melhor batizado do mundo e acordou puto por isso. E, afinal de contas, por não &nbsp;estar na lista dos convidados. Mas sabia, como Mago, que seu talento na magia encantava a todos e, por si só, o admitiria em qualquer recinto. Todos gostam de show de mágicas.</p>
<p>O Mago-padrinho, contudo, figura mais esperada no evento, chegou atrasado, como sempre, e não tinha dado seu presente. Nem levado. Esqueceu. A única saída residia em cumprir seu destino na linha do tempo, a que nada escapa.</p>
<p>Aí o Mago-padrinho concedeu sua bênção a Kitty, transformando seu sono de esquecimento. O encanto seria quebrado quando um poeta recluso, solitário e verdadeiro e sincero beijasse a beleza que do livro emana. Seria tarde demais, porque o vestibular da UFES, em que foi adotado, em 2008, já se foi, mas Kitty acordaria e viveria para sempre nas estantes de livrarias.</p>
<p>Kitty dormiu por mais de uma década: este ensaio foi escrito entre 2006 e 2017, em marginália, nas páginas do próprio livro, ou em pedaços de papel avulsos, com garranchos incompreensíveis em que eu insistia em ver ideogramas autoexpressivos, não um texto com início, meio e fim. Em homenagem aos 70 anos de Reinaldo, concluí o caso. Tirem suas conclusões por si mesmos, pois nem sempre o mordomo é o culpado, mesmo sendo anglo-capixaba seu senso de humor.</p>
<p>Enfim ressuscitei e beijei a pátina de sua página de rosto, tencionando resolver esta longa história de amor, ou, ao menos, captar seu <i>satori</i>, a iluminação possível em um ambiente <i>noir</i>, e que por isso forneceria presença à alma de Kitty, que, sem ela, continuaria perdida no limbo onírico.</p>
<p></p>
<div style="text-align: right;">
Casamar, 23 de abril de 2017</p>
<p></p>
<div style="text-align: center;">
<a href="https://photos.google.com/share/AF1QipNm8ayRUXMMH6nWO376iMKheNdNtcJ0XUZL2t8cDl0c67YZ1WzssTWBXyvsYVT3oQ/photo/AF1QipONw1D3ZBoYTBnFSQzpZoz315T4nD7xcgUrRdWQ?key=Tkp5UlptcndwRHdIemVPSXZRZ2NScmlTRmI4bmxR" target="_blank" rel="noopener"><b>Clique aqui</b></a> para ver imagens de páginas anotadas pelo autor.</div>
<div style="text-align: center;">
</div>
</div>
<div>
</div>
<div style="text-align: left;">
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia&nbsp;autorização&nbsp;</b>dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><br /></b><br />
</p>
<div>
</div>
<p></p>
<blockquote class="tr_bq" style="-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-decoration-color: initial; text-decoration-style: initial; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;">
<div style="margin: 0px;">
<b>Oscar Gama Filho&nbsp;</b>é psicólogo, poeta e crítico literário com diversas obras publicadas.(Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/oscar-gama-filho-bio-bibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</div>
</blockquote>
</div>
<div style="text-align: center;">
</div>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/match-point/">Match Point</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/match-point/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mina Rakastan Sinua (contos), volume 1</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/mina-rakastan-sinua-contos/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/mina-rakastan-sinua-contos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2017 17:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Série Estação Capixaba]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Nota do site Estação Capixaba O livro de contos Mina Rakastan Sinua, de Reinaldo Santos Neves, editado pela CÂNDIDA e site ESTAÇÃO CAPIXABA, foi publicado em 2016 com patrocínio da LEI RUBEM BRAGA e apoio cultural da SPASSU TECNOLOGIA. O projeto apresentado, tendo como proponente Eurico Scaramussa, previa, à guisa de contrapartida, além da doação [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/mina-rakastan-sinua-contos/">Mina Rakastan Sinua (contos), volume 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft is-resized"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-PkTYmJ4cVz4/WNALN1rqxCI/AAAAAAAAMNg/R0yWM1sDVE4kMmqJyJgKFZV-UBo2L7WAQCLcB/s1600/Capa-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/03/Capa-2.jpg" alt="" class="wp-image-5228" width="812" height="552"/></a></figure></div>



<p><b>Nota do site Estação Capixaba</b></p>



<p>O livro de contos <i>Mina Rakastan Sinua</i>, de Reinaldo Santos Neves, editado pela CÂNDIDA e site ESTAÇÃO CAPIXABA, foi publicado em 2016 com patrocínio da LEI RUBEM BRAGA e apoio cultural da SPASSU TECNOLOGIA. O projeto apresentado, tendo como proponente Eurico Scaramussa, previa, à guisa de contrapartida, além da doação de exemplares ao patrocinador e à empresa apoiadora, dois outros itens: (a) realização de um debate público, o que aconteceu, sob a forma de mesa-redonda, no auditório do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, em Vitória, no dia 22 de fevereiro de 2017, tendo, além do autor, participado da mesa Gilbert Chaudanne, Sérgio Blank e o editor Alfredo Andrade; e (b) publicação online, para leitura gratuita, de quatro dos nove contos do livro, aqui cumprida. Os quatro contos foram selecionados pelo próprio autor.</p>



<p><b><a href="https://drive.google.com/file/d/1cruagHVdYHAsidTfaq4YtrMDL2fR7CcK/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Orelhas</a></b></p>



<p><b><a href="https://drive.google.com/file/d/1X4_WYbv6MioKIbF4dqI5vA5iackWFekU/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Introdução</a></b><br><b><br></b><br><b><a href="https://drive.google.com/file/d/19xntgbw2zq961fhadU2tbpnZhZLyPey5/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Sumário</a></b><br><b><br></b><br><b>Contos</b></p>



<p><a href="https://drive.google.com/file/d/1yZN5LcHZOTGDPOYv7yFxi7iiL-5bLMV7/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Nascido em 4 de julho</a><br><a href="https://drive.google.com/file/d/1FjnGTmzvT26jhTiIfKavvwexfgC6Fr_G/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Homens de letras</a><br><a href="https://drive.google.com/file/d/1vC7M9lgwjd7DkmqUaJlPBQ3Xa4lOHGyT/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Inverno em Volna</a><br><a href="https://drive.google.com/file/d/1CJWNM_8gtY3P1V2uEa524veV1CHUkl8z/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">A corveta em chamas</a><br><a href="https://dl.dropboxusercontent.com/u/38539432/11-ESTA%C3%87%C3%83O%20CAPIXABA_em%20vigor/Blogger/Literatura/RSN/Mina%20Rakastan%20Sinua/P%C3%A1ginas%20finais.pdf" target="_blank" rel="noopener"><br></a><br><b><a href="https://drive.google.com/file/d/177ZwUAnfJw7MHINB_G__C-G2JRCxu7nD/view?usp=sharing" target="_blank" rel="noopener">Páginas finais</a></b></p>



<p>[In SANTOS NEVES, Reinaldo. Mina Rakastan Sinua &#8211; contos. Vitória: Cândida / Estação Capixaba, 2016.]</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-qXFIUP_S1iI/WNFKeCkdYaI/AAAAAAAAMNw/d9763zATCQcHtJ7rx-THzWlB1RR2MmgYwCLcB/s1600/Marcas.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="115" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/03/Marcas.jpg" alt="" class="wp-image-5229"/></a></figure>



<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br><b><span style="color: #660000;">© 2016&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br>&#8212;&#8212;&#8212;</p>



<blockquote class="wp-block-quote tr_bq is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><b>Reinaldo Santos Neves</b>&nbsp;é escritor com vários livros publicados e foi responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-bio-bibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)&nbsp;</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/mina-rakastan-sinua-contos/">Mina Rakastan Sinua (contos), volume 1</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/mina-rakastan-sinua-contos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Série Estação Capixaba &#8211; volume 2</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-2/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Mar 2017 17:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Série Estação Capixaba]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Co-edição com a Cândida Editora [Edição digital &#8211; ISBN&#160;978-85-64258-07-5]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-2/">Série Estação Capixaba &#8211; volume 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div align="center">
<b style="text-align: center;">Co-edição com a Cândida Editora [Edição digital &#8211; ISBN&nbsp;978-85-64258-07-5]</b><br />
<b style="text-align: center;"><br /></b><br />
</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-2/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" alt=" Série ESTAÇÃO CAPIXABA, volume 2" border="0" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/03/capa2Bpara2Bchamada.jpg" class="wp-image-5240" width="436" /></a></div>
<p><b style="text-align: center;"><br /></b></div>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-2/">Série Estação Capixaba &#8211; volume 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/serie-estacao-capixaba-volume-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Espírito Santo, Brasil (Português / Inglês)</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/espirito-santo-brasil-portugues-ingles/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/espirito-santo-brasil-portugues-ingles/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2016 14:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[História / Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Guilherme Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Pacheco]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Baía de Vitória a partir do Morro do Moreno. Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2016. Texto (Text): Luiz Guilherme Santos Neves Renato Pacheco Reinaldo Santos Neves TERRA DE MAR E MONTANHA /&#160;LAND OF MOUNTAINS AND SEA Desta terra sem par a grandeza O meu canto não diz nem traduz São cachoeiras de força e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/espirito-santo-brasil-portugues-ingles/">Espírito Santo, Brasil (Português / Inglês)</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: right;">
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-GVNPe3c75-Q/V_ezgbp3B_I/AAAAAAAAKYw/-Q__oZ3j77gnmnokQb3lLM6F-o31OEL1ACLcB/s1600/Vista-MC.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Baía de Vitória a partir do Morro do Moreno. Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2016." border="0" height="326" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/10/Vista-MC.jpg" class="wp-image-5297" title="Baía de Vitória a partir do Morro do Moreno. Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2016." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Baía de Vitória a partir do Morro do Moreno. Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2016.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Texto (Text): Luiz Guilherme Santos Neves</p></div>
<div style="text-align: right;">
Renato Pacheco</div>
<div style="text-align: right;">
Reinaldo Santos Neves</div>
<h4>
<br />TERRA DE MAR E MONTANHA /&nbsp;LAND OF MOUNTAINS AND SEA</h4>
<div align="right">
<table style="font-size: 90%; width: 40%;">
<tbody>
<tr>
<td>Desta terra sem par a grandeza<br />
O meu canto não diz nem traduz<br />
São cachoeiras de força e beleza<br />
São montanhas cobertas de luz<br />
(Canção Minha terra, letra de Cyro Vieira da Cunha, música de Henrique Vogeler)<br />
&#8212;&#8212;&#8211;<br />
I know not how to sing or tell you<br />
Of this matchless land’s wonders:<br />
Waterfalls in their strength and beauty,<br />
Mountains sparkled with light.<br />
(My land. Lyrics by Cyro Veira da Cunha, music by Henrique Vogeler.)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Espírito Santo, Brasil. O que é? Como é? O que tem de El-Dorado, de Shangri-lá, de Canaã?</p>
<p>Falemos desse pequeno Estado do sudeste brasileiro. E falemos primeiro da terra, porque no princípio era a terra.</p>
<p>Em linguagem de geógrafo se diria que o Espírito Santo é um território de 45.597 km² de superfície, situado nos trópicos entre 17º 55′ 21″ e 21º 17′ 59″ de latitude sul. Mas, em estilo de crônica, vejam: o Espírito Santo, no mapa, nada mais é do que uma faixa de terra espremida entre o vasto Estado de Minas Gerais e o profundo mar azul. Parece mesmo, por ironia ou simbolismo, um Portugal invertido, com Minas fazendo o papel de Espanha, eqnaunto o oceano é o mesmo, Atlântico lá como cá. A diferença está no sol, que aqui se ergue molhado de mar, e lá, é no leito do mar que se deita ao crepúsculo.</p>
<p>É uma terra feita de mar e montanha, que o sol banha de muita luz a maior parte do ano.</p>
<p>As praias se sucedem ao longo de 400 quilômetros de costa, alternando-se em estirões e enseadas. Algumas conservam traços primitivos e edênicos. Outras se sofisticaram em balneários de fama internacional.</p>
<p>No verão essas praias são tomadas de assalto pelos turistas, atraídos pelas águas claras de temperatura agradável. Cresce então a procura pelos pratos típicos da terra, feitos com frutos do mar — peixes, camarões, siris e lagostas — ou com caranguejos, frutos dos mangues do litoral do Espírito Santo. Nessa culinária reina soberana a moqueca de peixe com pirão de farinha, servida fervendo em panela de barro.</p>
<p>A partir de 16 milhas da costa, nas águas azuis, a plataforma continental do Espírito Santo é o principal reduto do mundo para a pesca do marlim. Um marlim azul de 636 quilos mereceu registro noGuiness Book of Records.</p>
<p>As montanhas realçam a beleza natural da região central do Espírito Santo. Esses verdes relevos têm ameno clima tropical de altitude e a temperatura, nas noites de inverno, pode chegar perto de zero grau centígrado. Aí vivem beija-flores e orquídeas, e espalham-se pacatas cidades com jeito rural, onde o tempo não tem pressa de passar. Aí se deparam cenários que lembram recantos europeus, numa transposição mágica de geografias.</p>
<p>A região tem bons hotéis com chalés à beira de lagos onde se pode pescara carpa do almoço e campos de golfe para praticar aquele que é o mais tranqüilo dos esportes. Sem falar nas pousadas e restaurantes de estilo rústico nas vertentes das colinas cobertas de mata.</p>
<p>Rio é coisa que não falta nessa parte do Espírito Santo, com águas frias e arrepiadas caindo em penca em inúmeras cachoeiras e cascatas, ou percorrendo vales cheios de história, porque neles se estabeleceram colônias de imigrantes europeus. O nome de alguns deles — Jucu, Itapemirim — guarda a lembrança dos indígenas, donos da terra por direito natural. O nome de outros, como Benevente, fixa a saudade que o colono português sentia de casa.</p>
<p>Mas o maior rio do Estado chama-se simplesmente rio Doce. Natural de Minas Gerais, vem desaguar no Atlântico, cindindo o território do Espírito Santo em duas metades quase iguais em tamanho, porém de relevo distinto.</p>
<p>Ao sul ficam os contrafortes da serra da Mantiqueira, que se aproxima do litoral para espiar o mar. Seu ponto culminante é o pico da Bandeira, na serra do Caparaó, muro que separa os quintais do Espírito Santo e Minas Gerais. Do alto de seus2.890 metros fica fácil, quando as nuvens não tapam a vista, contemplar boa parte do Espírito Santo.</p>
<p>Já ao norte do rio Doce abre-se uma região de tabuleiros ondulados onde despontam belos picos solteiros plantados em meio a maciços de granito. O rio São Mateus, chamado Cricaré — ou preguiçoso, em língua tupi — desliza por essas bandas numa pachorra que lhe justifica o antigo nome.</p>
<p>Nessa parte setentrional, em que o porto de São Mateus teve época de fastígio, graças ao comércio da farinha de mandioca, desenvolvem-se hoje a pecuária, o reflorestamento intensivo e a produção do petróleo.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
Espírito Santo, Brazil. What is it? What is it like? What does it have in common with El Dorado, Shangri-la, and Canaan? We will speak first of the land, because it has always been there.</p>
<p>Geographers would state that Espírito Santo has an area of 17,605 square miles in the tropics, between 17º 55′ 21″ and 21º 17′ 59″ south latitudes. But, if we were to write a chronicle, we would say that, on a map, it represents no more than a strip of land wedged between the state of Minas Gerais and the deep blue sea. It seems — be it ironically or symbolically — like an inverted Portugal, with Minas playing the role of Spain whereas the ocean is the same. It is the Atlantic, both here and there. We find the difference in the sun. Here it rises, drenched by the sea, and there its settles into a watery bed at dusk.</p>
<p>This is a land forged from the mountains and sea, basking in the sun most of the year.</p>
<p>Its beaches lie along more than two hundred miles of coast, alternating between long, sandy stretches and small bays. Some have retained their primitive, Edenic features while others have become sophisticated resorts of world renown.</p>
<p>During the summer, those beaches are stormed by tourists, attracted by the clear, warm waters. And the demand grows for typical local dishes prepared from the fish, shrimp and lobsters taken from the sea or crabs from the mangrove swamps along the coast. The matchless specialty there is fish moqueca, served boiling in earthenware pots with a side of pirão de farinha — a spicy cassava flour mush.</p>
<p>The continental shelf, which begins 16 miles offshore, is by far the best spot in the world for marlin fishing. A 1,404-pound blue marlin caught there was duly granted an entry in the Guinness Book of Records.</p>
<p>Mountains heighten central Espírito Santo’s beauty. Those green highlands enjoy a mild climate, where the temperature may drop to zero degree Celsius on winter nights. In an area that is home to hummingbirds and orchids, peaceful rural towns abound where there is no hurrying time. And we can find scenes that remind us of Europe, in a magical transposition of geography.</p>
<p>The region features good hotels with lakeside chalets. You can catch a carp for your lunch or take advantage of the golf course built for fans of that particularly relaxing sport. And we have not even mentioned the rustic restaurants and inns scattered on the slopes of tree-covered hills.</p>
<p>There is no shortage of streams in the area. Their chilly waters rush over numerous falls and wash along valleys drenched with the history of the European immigrants who once settled on their banks. Some of their names — Jucu, Itapemirim — remind of the land’s original inhabitants, the Indians. Others, like Benevente, express the Portuguese colonists’ longing for their homeland.</p>
<p>The state’s greatest river is simply called the Rio Doce — Fresh Water River. With its headwaters in Minas Gerais, it flows eastward to the Atlantic ocean and divides Espírito Santo into two halves, almost identical in size but with quite different contours.</p>
<p>In the south lie the foothills of the Mantiqueira range, which approach the coast as if to peep at the sea. They culminate at Bandeira peak in the Caparaó range, forming a wall that separates the backyards of Espírito Santo and Minas Gerais. At 9,462 feet, you can easily see much of Espírito Santo on a clear, dry day.</p>
<p>A vast expanse of rolling tablelands stretches north from the Rio Doce, displaying beautiful, solitary peaks that crop up among granite massifs. Rio São Mateus, also know as Cricaré — Lazy River in Tupi — flows across those areas at a sluggish pace that accounts for its earlier name.</p>
<p>Today, we find cattle farming, intensive reforestation, and oil production in this northern region where São Mateus was once a booming port, thanks to cassava flour.</p>
<h4>
<br />UM POUCO DE HISTÓRIA /&nbsp;A BIT OF HISTORY</h4>
<p>
Falamos da terra. Falemos agora um pouca da história do povo que nela habita.</p>
<p>Pode-se dizer, com liberdade de imagem, que a história do Espírito Santo tem uma estrutura sinfônica, dividindo-se em três movimentos: <i>vivace com brio</i>, <i>adagio </i>e <i>presto</i>.</p>
<p>O primeiro movimento abrange o século inicial da colonização portuguesa, quando se põem face a face, na terra luxuriosa, portugueses e índios, no confronto dos contrários. A fundação dos primeiros povoados, a criação de uma agricultura permanente, a exploração do território, a pregação do cristianismo pelo jesuítas, a escravização e aldeamento dos indígenas, fazem estalar conflitos inevitáveis entre colonos e índios, marcando com a violência os compassos dessas overture. A introdução do africano para o trabalho das lavouras agrava e amplia o ritmo desses entrechoques.</p>
<p>Vasco Fernandes Coutinho, o primeiro donatário, é o personagem principal desse período. Sua longa vida teve duas fases bem distintas: na primeira ele é o herói camoniano, o lusíada que desbrava os mares e conquista as Índias, na Segunda, que é a aventura brasileira, Coutinho protagoniza uma tragédia shakesperiana de fracasso, miséria e morte. Tendo empenhado patrimônio e saúde na colonização, morreu quase ao desamparo depois de 25 anos de Brasil.</p>
<p>A chegada dos portugueses à terra se deu em 23 de maio de 1535, Domingo do Espírito Santo — razão do nome. Espírito Santo também chamou-se a primeira vila, fundada no remanso de uma enseada, a Prainha. Quinze anos depois, o lugarejo passou a chamar-se Vila Velha, não porque tivesse envelhecido a olhos vistos, mas porque a administração da colônia foi mudada para local mais seguro, a ilha montanhosa no interior da baía. Desde então, a Vila Nova de Nossa Senhora da Vitória tornou-se sede do governo do Espírito Santo.</p>
<p>Esparsos núcleos de povoamento surgiram ao norte e ao sul de Vitória — São Mateus, Nova Almeida, Serra, Guarapari, Reritiba — sempre na franja litorânea. Suas populações, ralas e humildes, daí não arredavam pé, sofrendo da crônica falta de recursos, atemorizados pelos índios do sertão e pelos piratas do mar.</p>
<p>Era o pau-brasil e o açúcar da capitania que atraíam esses piratas, mas suas incursões não passaram de grandes sustos. Nem os franceses, nem os ingleses, que aqui estiveram em 1592 sob o comando do célebre corsário Thomas Cavendish, conseguiram butim que valesse a pena.</p>
<p>Maior foi o susto nas duas ocasiões em que holandeses assaltaram Vitória subindo suas ladeiras. Em 1625 tiveram de se ver com a jovem Maria Ortiz, que se fez heroína e virou mito. Em 1640, foram repelidos após ferozes escaramuças que serviram para batizar uma ladeira com o nome de rua do Fogo.</p>
<p>Lá na Bahia, o padre Antônio Vieira celebrou a derrota dos protestantes com estas palavras de duplo sentido: “Esta foi a vitória do Espírito Santo uma das mais notáveis que hão tido no Brasil as armas católicas”.</p>
<p>São palavras de exaltação que encerram o <i>vivace com brio</i> de nossa sinfonia histórica.</p>
<p>O segundo movimento é um <i>adagio</i>. Descobrira-se ouro no sertão, que foi logo desmembrado do território do Espírito Santo para constituir a capitania de Minas Gerais. Para proteger riquezas recém-descobertas, Portugal proibiu a abertura de caminhos naquela direção, sob pena de confisco e degredo para Angola.</p>
<p>Mesmo parcos de bens, os habitantes do Espírito Santo não se arriscaram ao desterra, e até acharam na ameaça oficial um motivo a mais para ficar como estavam. Permaneceram aquietados no litoral, emendando o vazio dos dias com os pavores da noite, bastando-se das roças de milho, feijão e mandioca. O regalo das proteínas, em sua dieta diária, vinha dos peixes que colhiam ao mar e aos rios e que comiam do jeito que já se sabe, cozidos em panelas de barro, fortalecendo assim a tradição das moquecas.</p>
<p>O século XIX vê brotar um outro Espírito Santo, no que seria o terceiro movimento — <i>presto </i>— da sinfonia, uma sinfonia ainda inacabada. Esgotado o ouro das Minas Gerais, foi estimulada a comunicação com aquela capitania pelo governo português. O sertão, antes impenetrável, passou a ser desbastado e o botocudo, que nele habitava, defendeu como pôde seu território.</p>
<p>Nesse século começa também, em ondas crescentes, o avanço dos cafezais pelo sul da província, ficando raízes no chão antes recoberto de matas. Lavradores fluminenses e mineiros fundam fazendas no vale do rio Itapemirim e em terrenos vizinhos. Em pouco, um novo pólo econômico centraliza-se na vila de Cachoeiro de Itapemirim.</p>
<p>A partir de meados do século foram criados, nas serras centrais do Espírito Santo e nos vales dos rios que por entre elas correm, colônias com novos imigrantes europeus. São colonos da Europa Central, alemães — especialmente pomeranos — austríacos, suíços e holandeses. Mas o maior número vem do norte da Itália em fluxo que não pára.</p>
<p>Plantando e colhendo café juntamente com outros produtos agrícolas, os imigrantes e seus descendentes vão gradativamente incorporando novas áreas à agricultura, transpondo o rio Doce e desbravando as terras setentrionais, onde mineiros e baianos também se estabeleciam. Na metade do século XX o território do Espírito Santo estava enfim todo conquistado. A população rural sobrepujava a urbana mas a cidade de Vitória, capital do Estado, já pontificava como importante porto do litoral brasileiro.</p>
<p>Esta situação demográfica se inverteu nas décadas seguintes. Atualmente quase metade da população do Espírito Santo, cujo total ascende a cerca de 3 milhões de habitantes, vive nas cidades, com maior concentração na região metropolitana da Grande Vitória. Constituída pelos municípios da Serra, Vila Velha, Cariacica, Viana e Vitória.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
We have talked about the land, so let us now turn to the history of those who live there.</p>
<p>We can imagine the history of Espírito Santo as being a three-movement symphony. The first movement — <i>vivace con brio</i> — spans the first century of European colonization, as the Portuguese and Indians faced each other in a battle of contrasts over a lush, tropical country. The founding of the first settlements, introduction of permanent agriculture, exploration of the land, preaching of Christianity by Jesuit missionaries, and attempts to settle the Indians and reduce them into slavery gave rise to inevitable conflicts between the native population and the colonists, thus stamping this overture with a high pitch of violence. The forced arrival of Africans to work in the fields aggravated and deepened those hostilities.</p>
<p>Vasco Fernandes Coutinho, who received the first grant in Espírito Santo, was the outstanding figure during this period. His long life had two very different phases. He began as a typical Portuguese hero in the style of Camoëns’s Lusíadas by braving unknown seas and conquering the East Indies. As a middle-aged man, however, he took part in a Shakespearean tragedy of failure, misery, and death on Brazilian shores. He invested both his property and health in the colonial effort, only to die almost penniless after twenty-five years in the country.</p>
<p>The Portuguese landed on May 23, 1535, Pentecost Sunday — Domingo do Espírito Santo in their language — which explains the origins of the name. They also christened their first settlement on the backwaters of the bay — Prainha, or Small Beach — with the same name. Fifteen years later, it was changed to Vila Velha — Old Village, but not because the village had aged. Rather, they moved the colonial administration to a safer location — a mountainous island in the bay. Since that time, the new village — Vila Nova de Nossa Senhora da Vitória — has been the seat of government in Espírito Santo.</p>
<p>Dispersed settlements sprang up north and south of Vitória — São Mateus, Nova Almeida, Serra, Guarapari, Reritiba — all along or near the coast. Poor and few in number, the colonists would not budge, even though they suffered from chronic shortages of supplies and were terrified of Indians from the backlands and pirates from the sea.</p>
<p>The pirates coveted brazilwood and sugar, but their raids in Espírito Santo caused little more than great alarm. Neither the French nor the English — the latter led by the famed privateer Thomas Cavendish in 1592 — were able to take enough loot to justify their effort.</p>
<p>The Dutch tried and almost succeeded where others had failed. They twice fought their way up the island’s slopes. In 1625, they had to deal with Maria Ortiz, a young heroine who became a local legend. They were driven off in 1640 after a series of wild skirmishes that gave Fire Street its name.</p>
<p>In Bahia, Father Antônio Vieira commemorated the Protestants’ defeat with a play on words: “This Victory of the Holy Spirit was one of the most remarkable victories ever achieved by Catholic arms in Brazil.” In Portuguese, Vitória do Espírito Santo can mean both the name of the city and, literally, the victory in question.</p>
<p>And with these words of exaltation, the first movement of our historic symphony comes to a close.</p>
<p>Our second movement is an <i>adagio</i>. Gold was discovered in the hinterlands, which led the Portuguese to separate it from Espírito Santo and create the captaincy of Minas Gerais. So zealous were they about protecting their newly-found mines that they forbade the opening of roads westward, under the penalty of forfeiture of property and banishment to Angola.</p>
<p>Though destitute, Espírito Santo’s inhabitants would not risk being transported overseas. They even regarded the official threat as another reason to stay the way they were. They quietly remained on the coast, coupling fear of their nights with the emptiness of their days while contenting themselves with crops of corn, beans, and cassava. The protein in their daily diet came from fish they caught at sea or in the rivers, which they boiled in earthenware pots, thus strengthening the tradition of moquecas.</p>
<p>Our third symphonic movement — <i>presto </i>— brought with it the flowering of a new Espírito Santo in the nineteenth century, which is still in progress. With the depletion of gold in Minas Gerais, the Portuguese government encouraged the opening of new routes to that captaincy. The backlands, formerly barred, were now opened and the Botocudo Indians living there defended their land as best they could.</p>
<p>At the time, coffee groves were planted in southern Espírito Santo on formerly forest-covered lands. Farmers from Rio de Janeiro and Minas Gerais established plantations in and around Itapemirim Valley and a new economic axis was soon centered on the village of Cachoeiro de Itapemirim.</p>
<p>By mid-century, new waves of European immigrants had begun settling in the central highlands and along the rivers running through its valleys. The immigrants were from Central Europe — Germans, mainly from Pomerania, as well as Austrians, Swiss, and Dutch. But the greatest numbers came from northern Italy in a never-ending flow.</p>
<p>The immigrants and their descendants, planting and harvesting coffee, gradually occupied new areas for agriculture. They spread beyond the Rio Doce into northern Espírito Santo, where people from Minas Gerais and Bahia had already put down roots.</p>
<p>By mid-twentieth century, Espírito Santo’s territory had been fully occupied. The rural population out-numbered that in urban areas, but Vitória, the state capital, had grown into a major Brazilian port.</p>
<p>This demographic pattern was reversed in subsequent decades. Today, roughly, half of the state’s three million inhabitants live in cities, particularly in Cariacica, Viana, Vila Velha, and Vitória.</p>
<h4>
RAÍZES CULTURAIS /&nbsp;CULTURAL ROOTS</h4>
<p>
Se a história do Espírito Santo veio do mar, sua cultura formou-se na terra, de outras culturas pré-existentes.</p>
<p>Os índios contribuíram com palavras que batizaram lugares e enriqueceram a língua do povo. A expressão capixaba é uma delas. Significando em tupi pequena roça de milho, virou o gentílico dos nascidos no Espírito Santo. Os índios transmitiram ainda técnicas tropicais de pescar e caçar, do fabrico da farinha de mandioca, da produção de panelas de barro usadas na culinária e na decoração. De lambuja ensinaram os portugueses a pescar com gestos artísticos usando tarrafas.</p>
<p>Os africanos entraram, de sua parte, com danças populares como as Bandas de Congo e o Ticumbi, de indumentária vistosa e coreografia guerreira. Deles veio a devoção a São Benedito, o requinte no preparo das comidas à base de farinha de mandioca, da torta de marisco da Semana Santa e da gostosa moqueca capixaba, feita com o africano capricho de temperos e azeites.</p>
<p>Os portugueses trouxeram a língua, a organização administrativa, a arquitetura colonial e a fé católica, cujo monumento máximo é o convento da Penha, na entrada da baía de Vitória, o mais notável templo seiscentista da costa do Brasil. Fundado pelo fanciscano frei Pedro Palácios, o convento tornou-se sede do culto a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo.</p>
<p>Os imigrantes da Itália e da Europa Central deixaram sua marca na culinária, de que é exemplo a polenta da receita italiana, e na arquitetura de telhados inclinados. Com experiência milenar legaram a aptidão para o cultivo do solo, a prática de ofícios artesanais e mecânicos e o gosto pela música o vaivem alegre e serpentino das concertinas. Seu poder de iniciativa revela-se em grandes empreendimentos do comércio e da indústria, acompanhados mais tarde pelos descendentes dos sírios e libaneses, chegados ao Espírito Santo no começo do século XX.</p>
<p>O perfil cultural do Espírito Santo não está acabado. Ele continua sendo conformado pelas transformações econômicas e sociais. Os japoneses, mais recentemente, estão se integrando a este grande caldeamento cultural, atraídos como técnicos pelos projetos industriais em expansão, principalmente nas áreas portuária, siderúrgica e de indústrias de ponta.</p>
<p>
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
If Espírito Santo’s history arrived by sea, its culture was forged on land from other cultures.</p>
<p>Indians gave us place names and enriched our everyday language. The very word capixaba serves as an example. Originally a Tupi word meaning a small corn field, capixaba now signifies anyone born in Espírito Santo. They also contributed hunting and fishing skills, cassava flour, techniques for making earthenware pots used for cooking and decorative purposes. As a bonus, they taught the Portuguese the graceful art of fishing with throw nets.</p>
<p>The Africans, on their part, also contributed folk dances replete with colorful costumes and warlike choreography, such as the Congo and Ticumbi. In addition, they gave us the cult of St. Benedict, excellent cassava-based culinary, a seafood pie traditionally served during Holy Week, and the delicious moqueca, concocted with typically African spices and oils.</p>
<p>The Portuguese brought their language, administrative organization, colonial architecture, and the Catholic religion. The convent of Our Lady of the Rock, atop a hill overlooking the entrance to Vitória bay, is the most notable example of colonial church architecture on Brazil’s coast. Founded by the Franciscan friar Pedro Palácios, it became the shrine of Our Lady of the Rock, Espírito Santo’s patron saint.</p>
<p>Immigrants from Italy and Central Europe also left their mark on local cuisine and architecture, as shown by Italian polenta and tall, sloping roofs. Their millennial legacy included agricultural techniques, handicrafts, mechanical skills, and a taste for concertina music. Many large commercial and industrial ventures bear witness to their entrepreneurial abilities, an aptitude they share with the descendants of Syrians and Lebanese who arrived here in the early twentieth century.</p>
<p>Espírito Santo’s cultural profile has not yet been completed. It is still undergoing economic and social transformations. The Japanese, recent newcomers, are integrating themselves in this great cultural melting pot. They are being employed as technicians in expanding industrial projects, especially in port facilities, iron ore mills, and state-of-the-art technology.</p>
<h4>
A CAMINHO DE UM TEMPO NOVO /&nbsp;BOUND FOR TOMORROW</h4>
<p>
Falemos, finalmente, do que se fez e se pode fazer nesta terra.</p>
<p>Até meados do século passado, a economia do Espírito Santo limitava-se à pesca artesanal, à extração de madeiras, à pecuária incipiente, às lavouras de subsistência e da cana-de-açúcar e da mandioca.</p>
<p>O cultivo do café alterou este quadro tornando-se a base da economia, responsável pela transformação de Vitória em ativo porto de exportação.</p>
<p>O café ainda tem expressiva participação no produto interno bruto estadual, contando com milhões de cafeeiros produtivos. Novos produtos, porém, encontram-se em franca expansão, como alho, tomate, macadâmia, pimenta-do-reino e outros. O cultivo de frutas tropicais e de clima temperado se firma aceleradamente. Outras frutas como abacaxi, mamão e banana são exportadas para vários Estados brasileiros. A industrialização de alimentos à base de carnes de qualidade e de derivados do leite tem campo aberto pela frente devido ao avanço da pecuária.</p>
<p>Com a implantação, a partir da década de 60, dos chamados grandes projetos, a fisionomia econômica estadual mudou radicalmente. A Companhia Vale do Rio Doce inaugurou, em 1966, o porto de Tubarão, para exportação de minério de ferro, inclusive pelotizado.</p>
<p>Nas proximidades do porto o governo brasileiro instalou a Companhia Siderúrgica de Tubarão tendo, à época, parceiros italiano e japonês. A empresa está hoje privatizada produzindo mais de três milhões de toneladas de placas de aço por ano.</p>
<p>Contíguo ao terminal de Tubarão foi montado o grande porto de Praia Mole que completa, com o complexo industrial da Aracruz Celulose, ao norte de Vitória, o elenco dos grandes projetos.</p>
<p>O Centro Industrial de Vitória — Civit — no município da Serra abriga hoje cerca de cem indústrias inclusive a JDR, uma joint-venture da Xerox com dois de seus ex-empregados, dedicada à fabricação de periféricos para impressoras eletrônicas. Dois centros industriais já estão projetados para os municípios de Vila Velha e Linhares, com previsão de novos para Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim e Colatina. Nesta última cidade, à margem do rio Doce, acaba de ser inaugurada uma Escola Técnica Federal para a preparação de técnicos de nível médio. Ela passa a integrar a rede de ensino especializado que tem na Escola Técnica Federal de Vitória, no Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e na Universidade Federal do Espírito Santo centros fundamentais de formação profissional.</p>
<p>Mas é sem dúvida, o corredor de exportação da região centro-leste do Brasil que rasga incomparáveis perspectivas para o Espírito Santo. O corredor escoa por meio de ferrovia a produção do cerrado brasileiro — vastíssima e rica área que compreende os Estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul. Para isto o terminal de Tubarão foi dotado do aparelhamento necessário, além de unidades especiais de armazenamento de grãos, notadamente soja. A Companhia Vale do Rio Doce participa do transporte com sua estrada de ferro Vitória a Minas.</p>
<p>Vitória transformou-se no maior complexo portuário brasileiro, voltado para a importação de produtos vários como o carvão e para a exportação principalmente de minérios, produtos siderúrgicos e grãos. Caminha assim para ser poderoso pólo comercial e financeiro internacional graças a sua posição portuária privilegiada, integrada à região que, com os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerias e São Paulo, gera a maior renda interna do Brasil.</p>
<p>Buscando equilibrar o desenvolvimento da Grande Vitória com o do interior do Estado, medidas estão sendo postas em prática. São projetos diferenciados, ligados aos recursos naturais e às possibilidades econômicas dos municípios do Estado. O beneficiamento do granito e do mármore com segurança de absorção pelo mercado externo, onde o mármore do Espírito Santo tem sido confundido com o de Carrara, é um exemplo.</p>
<p>O turismo, atrelando a região serrana às praias próximas, já movimenta investimentos públicos e privados atentos à capacidade da recepção do Estado para 5.000.000 de turistas por ano.</p>
<p>O desenvolvimento do Estado está sendo alcançado com a consciência da necessidade de se priorizar a preservação do meio ambiente.</p>
<p>O Espírito Santo fecha o século bem diferente de quando começou. O projeto de expansão econômica que se tem agora é arrojado e diversificado, dentro de planejamento bem estruturado, de sólida sustentação. Suas diretrizes apontam para o século que se aproxima e dão a certeza de que é possível se realizar o sonho de que fala o hino do Espírito Santo: alcançar a estrela prometida.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
And, finally, let us speak about what has been and can be done in this land.</p>
<p>Until the mid-nineteenth century, Espírito Santo’s economy was restricted to rudimentary fishing and cattle ranching, lumbering, subsistence level agriculture, sugar cane and cassava.</p>
<p>Coffee, which became the basis of the economy, changed this picture altogether. It made Vitória evolve into a major port for exports.</p>
<p>Coffee remains an important item in the state’s gross domestic product, as there are millions of productive coffee plants. A new line of products, however, is now being fully expanded to include, among others, garlic, tomatoes, Queensland nuts, and black pepper. The cultivation of tropical and temperate fruits has been rapidly increased. Other fruits, such as pineapples, papaya, and bananas, are being exported to several Brazilian states. Improved cattle ranching has opened the horizon for the meat processing and dairy industries.</p>
<p>The state’s economic profile began to change drastically in the early sixties due to the implementation of so-called major projects. The Vale do Rio Doce Company inaugurated the port of Tubarão in 1966 to export iron ore, including in the form of pellets.</p>
<p>The Brazilian government opened the Tubarão Steel Company near the port in conjunction with Italian and Japanese partners. This company has since been privatized and now has an annual output of over three million tons of steel plates.</p>
<p>The large Praia Mole port was constructed near Tubarão, which, with the Aracruz Celulose industrial complex north of Vitória, rounds out the list of the state’s major projects.</p>
<p>The Vitória Industrial Center (Civit) in the municipality of Serra now houses nearly one hundred industries. Among these, we find JDR, a joint-venture established by Xerox and two of its former employees to manufacture peripherals for electronic printers. Another two industrial centers have been planned for Vila Velha and Linhares, and others are being considered for Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim, and Colatina. Colatina, on the banks of the Rio Doce, just witnessed the inauguration of a federal technical school to train middle level technicians. This school has been integrated into the network of specialized education that includes the Federal Technical School in Vitória, the National Service for Industrial Apprenticeship (Senai) and the Federal University of Espírito Santo.</p>
<p>However, it is undoubtedly the transport corridor in Brazil’s central-eastern region that has brought the state incomparable perspectives for growth. Products from the Brazilian cerrado — a vast and fertile area including the states of Minas Gerais, Goiás, Tocantins, and Mato Grosso do Sul — are carried along the corridor by rail, which is why the Tubarão terminal was given all of the equipment it needed, in addition to special facilities for storing grain, particularly soy beans. The Vale do Rio Doce Company has contributed its Vitória-Minas railroad to this transportation network.</p>
<p>Vitória has become Brazil’s largest port facility, focussing on importing goods like coal and exporting iron ore, steel, and grain. It is thus on its way to becoming an important international commercial and financial center because of its highly developed port, which is closely integrated with the states of Rio de Janeiro, Minas Gerais, and São Paulo — Brazil’s greatest income-producing region.</p>
<p>Measures are being taken to balance Greater Vitória’s economic growth with that of the state’s rural areas. These projects are varied in nature and are linked to the natural resources and economic potential of the state’s municipalities. As an example, we can cite the processing of granite and marble. The state’s marble — in great demand overseas — has been ranked equal to that of Carrara.</p>
<p>Tourism, which links the highland and coastal regions, has already brought about public and private investments aimed at the state’s capacity to accommodate five million tourists per year.</p>
<p>Furthermore, development in the state is being carried out with an awareness of the need to make environmental protection a priority.</p>
<p>Espírito Santo is different altogether from the humble province it was at the turn of the century. The daring and diversified economic development project now under way is being carried out in accordance with sensible, carefully thought-out guidelines. It is geared toward the coming century, certain of realizing the dream spoken of in the state’s an them: to reach the promised star.</p>
<p>
[Reprodução autorizada pela Xerox do Brasil e pelos autores.]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2011&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Luiz Guilherme Santos Neves&nbsp;</b>(autor) nasceu em Vitória, ES, em 24 de setembro de 1933, é filho de Guilherme Santos Neves e Marília de Almeida Neves. Professor, historiador, escritor, folclorista, membro do Instituto Histórico e da Cultural Espírito Santo, é também autor de várias obras de ficção, além de obras didáticas e paradidáticas sobre a História do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/luiz-guilherme-santos-neves-bio/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Renato Pacheco</b>&nbsp;foi importante pesquisador da história e folclore capixabas, além de escritor, com vários livros publicados. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/renato-pacheco-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Reinaldo Santos Neves</b>&nbsp;é escritor com vários livros publicados e foi responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-bio-bibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)&nbsp;</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/espirito-santo-brasil-portugues-ingles/">Espírito Santo, Brasil (Português / Inglês)</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/espirito-santo-brasil-portugues-ingles/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mapa da literatura brasileira feita no Espírito Santo</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/mapa-da-literatura-brasileira-feita-no/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/mapa-da-literatura-brasileira-feita-no/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2016 21:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa da Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria e Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Visão geral]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Ilustração do livro Nova Escola para aprender a ler, escrever e contar, de autoria de Manuel de&#160;Andrade Figueiredo, publicado em Portugal no ano de 1722 (1a. edição). Sumário Introdução: Questão de limites Primeira parte: Do século XVI ao Poema Mariano a) As primeiras manifestações b) José de Anchieta c) Dois séculos de quase nada d) [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/mapa-da-literatura-brasileira-feita-no/">Mapa da literatura brasileira feita no Espírito Santo</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-EaZ7_ZnYDbU/V09CB_krUpI/AAAAAAAAIFs/f8nFBPlGvHgO47aPG4hs-pV2LfgnblfrACLcB/s1600/Manuel%2BAndrade%2Bde%2BFigueiredo-Nova%2BEscola.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Ilustração do livro Nova Escola para aprender a ler, escrever e contar, de autoria de Manuel de Andrade Figueiredo, publicado em Portugal no ano de 1722 (1a. edição)." border="0" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/06/Manuel2BAndrade2Bde2BFigueiredo-Nova2BEscola.jpg" class="wp-image-5329" title="Ilustração do livro Nova Escola para aprender a ler, escrever e contar, de autoria de Manuel de Andrade Figueiredo, publicado em Portugal no ano de 1722 (1a. edição)." width="416" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Ilustração do livro Nova Escola para aprender a ler, escrever e contar, de autoria de<br />
Manuel de&nbsp;<span style="font-size: 12.8px;">Andrade Figueiredo, publicado em Portugal no ano de 1722 (1a. edição).</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>
Sumário</h3>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/introducao-questao-de-limites/" target="_blank" rel="noopener"><br /></a><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/introducao-questao-de-limites/" target="_blank" rel="noopener">Introdução: Questão de limites</a></b></p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/primeira-parte-do-seculo-xvi-ao-poema/" target="_blank" rel="noopener">Primeira parte: Do século XVI ao <i>Poema Mariano</i></a></b></p>
<p>a) As primeiras manifestações<br />
b) José de Anchieta<br />
c) Dois séculos de quase nada<br />
d) O <i>Poema mariano</i><br />
<b><br /></b><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/segunda-parte-o-seculo-xix/" target="_blank" rel="noopener">Segunda parte: O século XIX</a></b></p>
<p>e) Pré-romantismo<br />
f) Romantismo<br />
g) Parnasianismo e simbolismo</p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/terceira-parte-de-1901-1950/" target="_blank" rel="noopener">Terceira parte: De 1901 a 1950</a></b></p>
<p>h) Primeiras décadas do século XX<br />
i) Os anos 30 e 40: os príncipes dos poetas capixabas<br />
j) Os anos 30 e 40: pouca prosa<br />
k) A Academia Capixaba dos Novos<br />
<b><br /></b><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/quarta-parte-de-1951-1978/" target="_blank" rel="noopener">Quarta parte: De 1951 a 1978</a></b></p>
<p>l) Cenário cultural dos anos 50 e 60<br />
m) A geração de 45<br />
n) Audífax e depois: a poesia dos anos 60 e 70<br />
o) A redescoberta do romance e outros sinais de prosa nos anos 60 e 70<br />
<b><br /></b><br />
<b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/quinta-parte-modernidade/" target="_blank" rel="noopener"><span id="goog_677567359"></span>Quinta parte: A modernidade<span id="goog_677567360"></span></a></b></p>
<p>p) A época áurea: os anos 80<br />
q) A década de 80: prosa de ficção<br />
r) A década de 80: poesia<br />
s) Os anos 90<br />
t) Outras contribuições institucionais<br />
u) Outros autores da década de 90</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/sexta-parte-os-tres-primeiros-anos-do/" target="_blank" rel="noopener"><b>Sexta parte: Os três primeiros anos do século XXI</b></a></p>
<p><b><a href="https://estacaocapixaba.com.br/bibliografia_87/" target="_blank" rel="noopener">Bibliografia</a></b></p>
<p>
&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2003&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Reinaldo Santos Neves</b>&nbsp;é escritor com vários livros publicados e foi responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-bio-bibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<p></p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/mapa-da-literatura-brasileira-feita-no/">Mapa da literatura brasileira feita no Espírito Santo</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/mapa-da-literatura-brasileira-feita-no/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>4</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Coletânea de estudos e registros do folclore capixaba &#8211; 1944-1982</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/coletanea-de-estudos-e-registros-do/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/coletanea-de-estudos-e-registros-do/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2016 18:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Folclore]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Banda de Congos de Manguinhos, Serra, anos 1950. Este Livro O projeto deste livro nasceu na Universidade Federal do Espírito Santo, concebido como uma forma de marcar o centenário de nascimento do folclorista Guilherme Santos Neves em 2006. Nasceu no Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, setor que, vinculado ao Programa [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/coletanea-de-estudos-e-registros-do/">Coletânea de estudos e registros do folclore capixaba &#8211; 1944-1982</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;">
<a href="https://4.bp.blogspot.com/-mnMoLgOjL4E/VvA7OY3zNCI/AAAAAAAAHM8/v9_gA9TN1-w-NVETZgiRip9LKR8ovnjqg/s1600/banda_congo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Banda de Congos de Manguinhos, Serra, anos 1950." border="0" height="412" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/03/banda_congo.jpg" class="wp-image-5373" title="Banda de Congos de Manguinhos, Serra, anos 1950." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Banda de Congos de Manguinhos, Serra, anos 1950.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>
Este Livro</h3>
<p>
O projeto deste livro nasceu na Universidade Federal do Espírito Santo, concebido como uma forma de marcar o centenário de nascimento do folclorista Guilherme Santos Neves em 2006. Nasceu no Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, setor que, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Letras (Departamento de Línguas e Letras, Centro de Ciências Humanas e Naturais), venho administrando desde 1995.</p>
<p>Nascendo na Ufes nasceu, creio, no lugar certo: pois, paralelamente à sua intensa atividade como folclorista no meio cultural espírito-santense, Guilherme Santos Neves foi também – e na Ufes – professor de Literatura Portuguesa, tendo feito parte do corpo docente do Departamento de Letras da então Faculdade de Filosofia desde 1951 até se aposentar em 1976. Nasceu, assim, este projeto, no lugar certo e, se não nas mãos do homem certo – porque são as mãos suspeitas de seu filho –, o leitor verá que a obra em si paira acima de qualquer parcialidade filial.</p>
<p>O sempre lembrado Renato Pacheco, discípulo dileto de Guilherme Santos Neves, costumava declarar com total conhecimento de causa que a grande obra de Mestre Guilherme – como o chamava – jazia nas centenas de artigos e estudos que publicara em jornais e revistas do Espírito Santo, Brasil e Portugal. Era aí – e não em livros que suas demais ocupações não lhe possibilitaram organizar – que ele divulgava os resultados de seus estudos e pesquisas sobre o folclore espírito-santense. Sua produção em formato de livro – no que se refere ao folclore – está restrita a apenas cinco títulos, que, embora clássicos como estudos da cultura popular capixaba, não traduzem a amplitude do trabalho que Mestre Guilherme realizou nessa área. São eles os dois livrinhos de <i>Cantigas de roda</i>, de 1948 e 1950;[1] o <i>Cancioneiro capixaba de trovas populares</i>, de 1950, quatro das quais trovas foram musicadas pelo maestro Guerra-Peixe; <i>Alto está e alto mora: Nótulas de folclore</i>, de 1954; <i>História popular do convento da Penha</i>, de 1958 (2a. edição, 1999); e <i>Romanceiro capixaba</i>, de 1983 (2a. edição, 2000), este último por mim organizado a partir dos estudos esparsos que meu pai publicou no campo do romanceiro tradicional. Um sexto livro poderia acrescentar-se a essa lista: <i>Folclore brasileiro: Espírito Santo</i>, publicado pela Funarte em 1978.</p>
<p>Na verdade, uma coletânea de estudos sempre esteve nos planos de Mestre Guilherme, como o demonstram diversas listas de artigos encontradas, em manuscrito ou datiloscrito, entre seus papéis, com diferentes títulos, como <i>História e tradições do Espírito Santo</i> e <i>Índice do folclore capixaba</i> (deste último se valeram Luiz Guilherme Santos Neves e Renato Pacheco para batizar, numa homenagem ao mestre, o panorama do folclore capixaba em verbetes que publicaram, em 1994, com a chancela do Banestes). Não pôde ele próprio, porém, por várias razões que não cabe identificar aqui, organizar aquela que seria sua obra de maior escopo e significado.</p>
<p>Assim, no momento em que se decidiu escolher uma obra para celebrar-lhe o centenário de nascimento, natural e justo que se escolhesse a coletânea sonhada por Mestre Guilherme, incluindo textos selecionados de tudo quanto ele publicou, no varejo, sobre o tema pelo qual tinha particular carinho e devoção: a cultura popular do Espírito Santo.</p>
<p>O projeto foi aprovado na seleção pública, de âmbito nacional, do Programa Cultural da Petrobras, basicamente no formato e no escopo em que está aqui. Das centenas de artigos, chegando ou ultrapassando a casa do milheiro, que Mestre Guilherme publicou em vida, cerca de 80% abordam temas de folclore e cultura popular, inclusive paremiologia. A seleção dos artigos passíveis de inclusão nesta coletânea foi feita mediante a leitura e exame de várias centenas de itens até chegarmos ao número de 240 que consta do projeto submetido à Petrobras e posteriormente à Lei Rouanet. Quando, porém, iniciei o trabalho de organização do livro, a reavaliação do seu conteúdo e a localização de estudos importantes levaram à supressão de alguns dos artigos da relação original e à inclusão de outros, resultando nos 250 itens, mais o texto do Prólogo, que compõem o texto definitivo.</p>
<p>O trabalho de seleção é uma via de mão dupla: inclui-se e exclui-se. Assim, ao mesmo tempo em que várias modalidades de estudos folclóricos foram incluídas sem discussão, outras decidi desde o início deixar fora da obra, em especial a paremiologia, as cantigas de roda e o romanceiro tradicional. Vetei os artigos de paremiologia porque, por seu grande número, viriam congestionar uma obra já por si vasta, e também porque, tendo estreita afinidade com a linguagem, perdiam o toque regional que, no meu entender, constituía a principal premissa do trabalho. As cantigas de roda e o romanceiro foram suprimidos porque praticamente toda a contribuição de Guilherme Santos Neves nesses campos que lhe eram particularmente caros já fora reunida e divulgada nos dois volumes de <i>Cantigas de Roda</i> e no <i>Romanceiro capixaba</i>. Ainda assim, alguns textos paremiológicos – “Por que somos capixabas”, por exemplo – acharam lugar nesta coletânea, assim como alguns estudos avulsos sobre cantigas de roda e o trabalho panorâmico que Mestre Guilherme publicou na <i>Revista Brasileira de Folclore</i> sobre o romanceiro no Brasil – e no Espírito Santo –, não incluído no citado <i>Romanceiro capixaba</i>.</p>
<p>O material selecionado para publicação foi então distribuído pelas onze categorias que compõem a obra, mas algumas vezes após um processo de hesitação e dúvida, pois muitos itens se encaixariam perfeitamente em mais de uma categoria.</p>
<p>Algumas explicações se impõem sobre três dessas categorias.</p>
<p>A categoria <b>Personalidades</b> congrega, lado a lado, textos que Guilherme Santos Neves escreveu não só sobre mestres do folclore brasileiro como também sobre alguns dos portadores de folclore com os quais teve ligação mais estreita e constante.</p>
<p>Já a categoria denominada <b>Registros </b>abrange uma série de notícias, relatórios e resenhas que contribuirão para mostrar como se fazia o trabalho de coleta, preservação e divulgação das manifestações folclóricas no Espírito Santo daquela época.</p>
<p>Por fim, os <b>Anexos</b>. Os textos previstos nesta categoria eram, a princípio, mais numerosos, mas por conveniência editorial e/ou estrutural foram suprimidos ou distribuídos ao longo da obra, exceto dois. O primeiro deles reúne todo o conteúdo (exceto os fac-símiles) da publicação intitulada <i>A Cabula: Um culto afro-brasileiro</i> (Cadernos de Etnografia e Folclore, volume 3, Vitória, Comissão Espírito-santense de Folclore, 1963) tendo como núcleo a pesquisa do bispo D. João Batista Correia Nery sobre a seita afro-brasileira com que se deparou nos municípios de Conceição da Barra e de São Mateus durante sua visita pastoral de 1900. O segundo abriga o acervo de informações coligidas pelo folclorista junto à portadora de folclore Dalmácia Ferreira Nunes, que trabalhou como doméstica em sua casa durante mais de vinte anos. Esse material, cuja divulgação em folheto à parte o folclorista chegou a cogitar, foi publicado no boletim <i>Folclore,&nbsp;</i>92, de 1979.</p>
<p>A edição do texto seguiu uma metodologia específica. Em termos gerais, os textos originais foram respeitados o mais fielmente possível, exceto na ortografia, que foi atualizada, e em eventuais interferências como cortes na adjetivação puramente laudatória e introdução, entre colchetes, de esclarecimentos julgados necessários. Alguns dos itens, de que foram encontradas mais de uma versão, não só impressas como, por vezes, em forma de textos datilografados, levaram à decisão de compor um texto único, respeitando o mais possível o discurso do autor e aproveitando informações presentes numa versão e ausentes em outra ou outras. Por outro lado, evitei essa atitude no caso de certos estudos em que, embora tratando de um mesmo tema e até repetindo certos conceitos e informações, o autor o fazia por outro ângulo ou com base em novos subsídios.</p>
<p>Uma palavra sobre a expressão banda de congos. Nos textos a expressão aparece sob duas formas, banda de congo e banda de congos. Ao proceder à devida padronização, entendi que, sendo congo o termo que designa o tambor cujo número predomina na instrumentação do conjunto, o mais acertado seria usar o termo no plural, a exemplo de banda de metais, banda de palhetas, orquestras de violinos, etc. Mantivemos o termo no singular quando designativo da banda propriamente dita e não do instrumento de percussão a ela pertencente.</p>
<p>A elaboração da bibliografia apresentou alguns problemas. Embora nunca deixasse de citar a fonte de suas citações, Mestre Guilherme por vezes o fazia de modo incompleto, omitindo ora editora, ora local, ora data das publicações, ora até mesmo, no caso de alguns textos publicados em periódicos, o próprio título do artigo citado, substituindo-o por uma alusão ao assunto. Uma parte das referências pôde ser recuperada mediante consulta às centenas de itens do acervo particular do folclorista que, por doação da família, hoje pertencem à Biblioteca Central da Ufes; outra parte, sobretudo no caso de itens que se perderam, mediante consulta na internet (mas não necessariamente a edição consultada pelo folclorista). Ainda assim, os leitores verão que persistem lacunas de informação em alguns títulos incluídos na bibliografia ao final do livro.</p>
<p>Coube-me também a seleção das fotografias a serem inseridas não só no livro mas também no <i>Banco de Fotos do Folclore Capixaba</i>, cuja criação e divulgação no site <b>Estação Capixaba</b> [www.estacaocapixaba.com.br] estavam previstas já no projeto apresentado à Petrobras. Sendo as fotografias destinadas à obra impressa em menor número que as destinadas ao <i>Banco de Fotos</i>, demos prioridade, para inclusão naquela, a fotos que tivessem uma ligação direta com os textos. Já o <i>Banco de Fotos</i>, além de incluir todas as fotografias constantes do livro e outras tantas sobre os assuntos ali abordados, abriga também algumas imagens que ilustram assuntos que o folclorista não chegou a desenvolver por escrito.</p>
<p>Não sendo um especialista em música, embora grande apreciador dela, Guilherme Santos Neves sempre dependeu de profissionais da área para estabelecer as anotações musicais do grande número de peças de música folclórica por ele gravadas. João Ribas da Costa e Maria Penedo foram seus principais colaboradores nessa tarefa, além de Therezinha de Jesus Freitas, que viria a ser sua nora, e, mais tarde, Terezinha Dora Abreu de Carvalho.</p>
<p>Uma parte das gravações feitas pelo folclorista se perdeu, e outro tanto se acha ainda à espera de oportunidade para transposição da mídia da época para a de hoje. Uma pequena parte já transposta inclui algumas peças de que não se achou a respectiva partitura. Isso levou à contratação da musicista Kéllen Sena Mendes Lyra, a quem pedi não só que fizesse a transcrição musical dessas peças como também, talvez com excesso de zelo, que revisse aquelas que tinham sido feitas décadas atrás, cotejando-as com as gravações, quando disponíveis. Pedi também que, para fins de padronização geral, reproduzisse as velhas partituras com base na mais avançada tecnologia para esse efeito permitida pela informática.</p>
<p>Perdoem se registro aqui o fato de que duas das toadas de que não se encontrou partitura nem tampouco gravação – uma modinha sobre a cachaça e a canção “Soldado de Minas” – puderam ser recuperadas porque guardei na memória a melodia, graças à freqüência com que ouvia Mestre Guilherme cantá-las em casa.</p>
<p>Creio que essas são as informações que me cabia dar aqui nesta nota sobre a seleção de material e a organização da obra como um todo, tarefa que me coube neste projeto e que procurei realizar conciliando a preocupação técnica e o sentimento de amor e respeito filiais.</p>
<p>Vila Velha, março de 2008.</p>
<p>Reinaldo Santos Neves</p>
<p>
Nota</p>
<p>[ 1 ] Esses livrinhos serviram de base para a produção, em 2007, com recursos obtidos via Lei Rubem Braga (lei de incentivo à cultura do município de Vitória), do cd <i>Cantigas de roda: Versões capixabas para coral infantil e orquestra de câmera</i> (produção de Rogério Coimbra; arranjos de Modesto Flávio Chagas Fonseca; regência de Hélder Trefzger; regência do coral de Ronaldo Sielemann).</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<h3>
<b>Clique nos links abaixo para acessar os arquivos PDF</b></h3>
<p></p>
<div align="left">
<table cellpadding="10" style="width: 100%px;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%">
<h3 style="text-align: left;">
Volume I</h3>
</td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%">
<h3 style="text-align: left;">
Volume II</h3>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1jCBFrBi3LNT9O_SJv6eYUTkmTricwSky" target="_blank" rel="noopener">Páginas iniciais</a></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1H0qvtcLpY2ZXfLp_d3oI7oTXPw4kcWnt" target="_blank" rel="noopener">Páginas iniciais</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1IsWYMEunpSbHwb5oD6Wprdi94IsCPUSn" target="_blank" rel="noopener">Prólogo</a></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1TWivyWHzYQsxwhB0OLLnUB3giS4Q-rKq" target="_blank" rel="noopener">Festas e folguedos</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=12j_FHRHLKjPKSrzBT22yktrgZiZ7PCrp" target="_blank" rel="noopener">Teoria</a></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1ZK2bXmob4jSQPJNaAplvHS5En2raaKoi" target="_blank" rel="noopener">Dramatizações</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1Fa0fpOVyhzxsDnAp68DXQBNGL8BgNW6P" target="_blank" rel="noopener">Literatura oral, adivinhas</a></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1o_mjSWy6qB6zKt529mNshTTauPHKvh4C" target="_blank" rel="noopener">Música folclórica</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1XzgwO5jBLiOA7jgyTvyAQaLn-P4MOW75" target="_blank" rel="noopener">Lendas e contos populares</a></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=13IN2k12oKzOvhwSTRpOrvL66PYZvgGie" target="_blank" rel="noopener">Personalidades</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1--3xO7dkYlti3Y6MbCn7aOUQny9K5ytF" target="_blank" rel="noopener">Poesia popular</a></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1sTKqEmmJ0LBGemjfpIgWv0e3RbwV6kLB" target="_blank" rel="noopener">Registros</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1LaY70mZ-CLBFbE6ACAN-bOuZFHRqOnan" target="_blank" rel="noopener">Crendices e superstições</a></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1XcUhtlNgtstxiqUzrzdhM74hBOiTCVy5" target="_blank" rel="noopener">Anexo I &#8211; A cabula</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=11N6Iouc10anDC8LzpDnGJQ1KcMTl87Dy" target="_blank" rel="noopener">Tradições e costumes</a></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1WLyD14bSB73wlgksIcattm44Vo2ccj_z" target="_blank" rel="noopener">Anexo II &#8211; Dalmácia</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1T4eerQDVWTitt9yM6AC3owsT7-TkbTXL" target="_blank" rel="noopener">Folclore infantil</a></p>
<p><a href="https://drive.google.com/open?id=1LCvOqw_9n0ouJrEcYOCDK4Nb7X8xBuOx" target="_blank" rel="noopener">Índice do volume I</a></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1RdTyNmmul9qvQvkbghdfcvqI-Dlca2J5" target="_blank" rel="noopener">Bibliografia</a></p>
<p><a href="https://drive.google.com/open?id=1jaiQzzGHlEQL3m3NIotbCqzvHbpG5p1A" target="_blank" rel="noopener">Álbum de fotografias</a></p>
<p><a href="https://drive.google.com/open?id=1KGxiuXWczSvrSQsn1kjN4PQhrMz2ja6N" target="_blank" rel="noopener">Álbum de ilustrações</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;"></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1a5AoTv94t9K6yg62pd6ZCT2vYHZerMiT" target="_blank" rel="noopener">Caderno de partituras</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;"></td>
<td style="text-align: left;" valign="top" width="50%"><a href="https://drive.google.com/open?id=1-ZE3cdzIIMR4ojK2dlG6E_9KdNlheuZZ" target="_blank" rel="noopener">Autor, equipe</a></p>
<p><a href="https://drive.google.com/open?id=1Bk2LfKhfgoAkPv3p0SQIhrXsHkSK4nAz" target="_blank" rel="noopener">Índice do volume II</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>
<b>Clique aqui para acessar o&nbsp;<i><a href="https://picasaweb.google.com/113886180969444208463/BancoDeFotosDoFolcloreCapixaba#slideshow" target="_blank" rel="noopener">Banco de Fotos do Folclore Capixaba</a></i></b></p>
<div style="text-align: left;">
<b><i><br /></i></b></div>
<p>
[SANTOS NEVES, Guilherme. Coletânea de estudos e registros do folclore capixaba. Org. e ed. Reinaldo Santos Neves. Vitória: Cultural-ES, 2008. Patrocínio: MINC / Lei Rouanet &#8211; Patrocínio: Petrobras.]</p>
<p>[Publicado originalmente neste site em 2008]</p>
<p>
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><span style="font-size: normal;"><b><span style="color: #660000;">© 2008 Estação Capixaba</span></b>&nbsp;&#8211; Todos os direitos de reprodução a partir das imagens digitalizadas e tratadas pela equipe do site, assim como estudos e demais textos produzidos especialmente para esta publicação online estão reservados exclusivamente para o site ESTAÇÃO CAPIXABA (www.estacaocapixaba.com.br) e à família do autor. A reprodução de qualquer item sem prévia consulta e autorização configura violação à lei de direitos autorais, desrespeito à propriedade dos acervos e aos serviços de preparação para publicação.</span><br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq" style="text-align: left;"><p>
<b>Guilherme Santos Neves</b>&nbsp;foi pesquisador do folclore capixaba com vários livros e artigos publicados.&nbsp;(Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/guilherme-santos-neves-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://2.bp.blogspot.com/-QHJlmaO2PdQ/VvgnP8m54_I/AAAAAAAAHOg/2sCt9d-T7Asl8W3BqsxO5HywmTIl6mrXw/s1600/Logos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="268" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Logos.jpg" class="wp-image-5374" width="640" /></a></div>
<p><span style="font-size: 80%;"><b><br /></b></span></p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/coletanea-de-estudos-e-registros-do/">Coletânea de estudos e registros do folclore capixaba &#8211; 1944-1982</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/coletanea-de-estudos-e-registros-do/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>UM</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/um/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/um/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Mar 2016 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Folclore]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Romero de Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Música Folclórica]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Som]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Introdução Um não é promessa de outro, mas também não se quer único (não é uma negação plena do Dois). Não é uma Unidade tampouco (não se presta a universal). Um é a união de ritmos relidos e reescritos por Fabiano e Wanderson (os arranjadores). Transcriação do Folclore, e só. Um é fruto do desafio [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/um/">UM</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://3.bp.blogspot.com/-Dc3tJPOaugQ/VtTMrZV3AmI/AAAAAAAAFQE/8fhB5pGkU8o/s1600/capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="638" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/03/capa.jpg" class="wp-image-5376" width="640" /></a></div>
<h3>
</h3>
<h3>
<br /></h3>
<h3>
Introdução</h3>
<p>
Um não é promessa de outro, mas também não se quer único (não é uma negação plena do Dois). Não é uma Unidade tampouco (não se presta a universal).</p>
<p>Um é a união de ritmos relidos e reescritos por Fabiano e Wanderson (os arranjadores). Transcriação do Folclore, e só.</p>
<p>Um é fruto do desafio feito por Reinaldo Santos Neves para que eu tentasse fazer jazz com os temas folclóricos que o seu pai havia gravado há várias décadas. Acho que perdi. De jazz, no sentido estrito do termo, o disco não é. Deixei- me levar pela força inerente aos temas. Creio que ganhei musicalmente.</p>
<p>Agradeço a Kátia Moreira e toda a equipe da Comunicação Interativa, ao grande talento Solé, aos músicos que participaram da longa e recordista jornada, à paciência (quase perdida) da rapaziada da Lei Rubem Braga, às empresas que apoiaram o projeto, e a Reinaldo Santos Neves (que concebeu o projeto).</p>
<div style="text-align: right;">
Luiz Romero de Oliveira</div>
<h3>
</h3>
<h4>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/um-apresentacao/" target="_blank" rel="noopener">Apresentação</a>&nbsp;<span style="font-weight: normal;">&#8211; Reinaldo Santos Neves</span></h4>
<h4>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/um-faixas/" target="_blank" rel="noopener">Faixas</a></h4>
<h4>
<a href="https://picasaweb.google.com/113886180969444208463/MusicasFolcloricas_Salsa_200402#slideshow" target="_blank" rel="noopener">Ilustrações</a></h4>
<p>
[Reprodução no site Estação Capixaba autorizada por Luiz Romero de Oliveira (Salsa)]</p>
<h3>
</h3>
<p></p>
<h3>
</h3>
<p></p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/um/">UM</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/um/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
