<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Revista Você &#8902; Estação Capixaba</title>
	<atom:link href="https://estacaocapixaba.com.br/category/revista-voce/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://estacaocapixaba.com.br/category/revista-voce/</link>
	<description>Patrimônio Cultural Capixaba</description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 Sep 2021 17:37:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2019/01/favEC-150x150.png</url>
	<title>Arquivos Revista Você &#8902; Estação Capixaba</title>
	<link>https://estacaocapixaba.com.br/category/revista-voce/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Introdução ao conto &#8220;A rainha que piava&#8221;</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-rainha-que-piava/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-rainha-que-piava/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2015 16:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Fortuna Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[João Bonino Moreira]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Assim como domingo, dizem, é dia de pescaria, sábado é dia de livraria. Isso, pelo menos, para o grupo de amigos que se reúne todo sábado na Livraria Logos da Praia do Suá, a partir de por volta de dez horas da manhã. Somos nem sei quantos. Tem a velha guarda, tem a nova guarda, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-rainha-que-piava/">Introdução ao conto &#8220;A rainha que piava&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como domingo, dizem, é dia de pescaria, sábado é dia de livraria. Isso, pelo menos, para o grupo de amigos que se reúne todo sábado na Livraria Logos da Praia do Suá, a partir de por volta de dez horas da manhã.</p>
<p>Somos nem sei quantos. Tem a velha guarda, tem a nova guarda, tem a média guarda: ou seja, gente de todas as idades e para todos os gostos. Somos – reconheço – barulhentos; já houve freguês que reclamasse (como se estivesse em sua própria casa), mas até agora ninguém atirou sobre nós nenhum pé de sapato velho, como se faz, ou se fazia, para calar a miação de um gato.</p>
<p>Falar em gato me leva, por uma associação que só Freud explica, a falar em João Bonino Moreira. A origem dessa confraria tavolar já se perdeu nas brumas da História, mas alguma coisa me diz que aí tem dedo de Bonino: creio não estar errado se disser que é ele a célula mater que deu à luz a nossa confraria, não sei como nem quando (essa questão ainda será tema de tese de doutoramento em 2035, ano em que a grande escassez de temas de teses de doutoramento justificará a existência de um próspero mercado negro dessa mercadoria). Porque houve uma época (meus amigos hão de se chocar, mas não estou mentindo nem delirando) em que essa confraria ainda estava por se formar ou, em outras e mais cruas palavras, ainda nem existia. Lembro-me vagamente de ter visto a figura de João Bonino algumas vezes, nessa época proto-histórica, quando era ele toda a confraria: lembro-me como pisava com impaciência os frisos da loja, novinhos em folha, fumando com impaciência mais cigarros ainda um atrás do outro do que fuma hoje. Bonino não sabia, mas essa era a impaciência da espera: ele já estava esperando por nós.</p>
<p>Com mais paciência esperava ele condução, um belo sábado deste mês de março (belo aí é mero eufemismo, porque estava um puto calor), no ponto de ônibus da avenida República. Foi ali que dei com nosso querido sócio fundador. O primeiro ônibus que parou foi um ônibus do bairro Bairro República. Assim, no meu pobre entender, se fôssemos dali até o ponto final, teríamos ido da República à República, o que, na velha lógica do absurdo, seria o mesmo que não sair do lugar (como também não saiu o Brasil, na República, durante muito tempo).</p>
<p>No trajeto para a Praia do Suá, bateu-me a brilhante idéia e pedi autorização a Bonino, e ele deu, para publicar um texto dele na Escrivaninha. Assim, veja o leitor que numa simples viagem num dos ônibus da linha 123 pode estar o embrião de acontecimento historicamente tão crucial como este: o que você vai ler na seção Escrivaninha desta revista (revista que, como já disse alhures, não pode ser vendida separadamente).</p>
<p>Mas com que então, dirá o leitor, esse João Bonino, além de ser fundador de confrarias, ainda se mete a gato-mestre e escreve as suas literaturas? Sim. Bonino é um caso ímpar na nossa literatura home-made. Primeiro, porque só se arvorou a publicar na alta maturidade, que é o que, convenhamos, muitos de nós devíamos ter feito também. Segundo, porque mesmo depois de uma vida pródiga de grandes peripécias e experiências, de vastas leituras sobre tudo sob o sol e de profundas reflexões a respeito de tudo que fez, que viu e que leu, Bonino escreve modicamente. Escreve somente aquilo que tem mais prazer em escrever: aquilo que é fruto de uma escolha pessoal muito pessoal: mais pessoal que a de Borges, famoso por dar ao adjetivo respeitáveis conotações.</p>
<p>Mas acabo estendendo-me mais do que devo. O conto de Bonino que escolhi para a Escrivaninha me agrada por vários motivos. Em primeiro lugar, porque é muito engraçado. Em segundo lugar, porque tem subentendidos políticos que juntam no mesmo saco de ironia farinhas políticas aparentemente tão diferentes como uma prefeitura do Espírito Santo e um palácio da Grã-Bretanha. Em terceiro lugar, porque nunca, creio eu, tinha ocorrido a ninguém trazer para a literatura os famosos pios de caça fabricados em Cachoeiro de Itapemirim, coisa autenticamente nossa, que não existe em parte do mundo alguma. Em quarto, porque Bonino usa os pios como ponto de partida para a criação de uma verdadeira fábula, e quando digo fábula não estou usando o termo na solene concepção em que é usado em teoria literária, nem na de Faulkner em A Fable, mas antes, por exemplo, na de Stevenson em The Bottle Imp. Para provar o que digo, basta-me uma pergunta retórica: o conto de Bonino a que remete? E outra resposta não tenho, para tirar de imediato do chapéu, a não ser: remete à fábula do flautista de Hamelin. A associação se apóia num fio tênue, mas bastante forte, espero, para sustentar classificação que não hesito em dar ao conto.</p>
<p>Mas agora já está mais que na hora de me calar antes que o leitor, impaciente por ler o conto, atire sobre mim um pé de sapato velho. Só direi mais que o conto faz parte do livro A rainha que piava e outros contos, lançado em dezembro de 1997 por ocasião daquele que foi o maior lançamento da história literária do Estado, quando o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo desovou de uma só vez vinte e cinco títulos diferentes, no evento que ficou conhecido, por sugestão inspirada de Luiz Guilherme, como “dezembrada”.</p>
<p>Direi ainda, por fim, que esse ilustre teresense de Santa Teresa João Bonino Moreira é também autor do estranho e maravilhoso fragmento de romance, O presidente nu, de 1996, texto concebido e realizado à la Borges, sem que Bonino tenha jamais gostado de ler Borges.</p>
<p><span style="font-size: x-small;">[O conto “A rainha que piava”, de João Bonino Moreira, foi publicado na seção Escrivaninha da revista Você n° 55, de março de 1998, com a introdução aqui apresentada.]</span></p>
<p></p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Reinaldo Santos Neves </b>é escritor com vários livros publicados e responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo.</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-rainha-que-piava/">Introdução ao conto &#8220;A rainha que piava&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-rainha-que-piava/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ivan Borgo: “Carta-resposta” – II</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-ii/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-ii/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2015 15:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Borgo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Ivan Borgo O que era Piúma para mim até então? Apenas sinônimo de contratempo. Explico. Nos primórdios das viagens de ônibus Vitória/Rio, circa 1955, havia só o trecho Campos/Rio em asfalto. O restante da estrada era de terra que produzia uma gorda poeira amarela. Lembro-me que, quando o ônibus chegava a Campos, um outro motorista [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-ii/">Ivan Borgo: “Carta-resposta” – II</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: right;">
Ivan Borgo</p>
</div>
<div style="text-align: right;">
</div>
<p>O que era Piúma para mim até então? Apenas sinônimo de contratempo. Explico. Nos primórdios das viagens de ônibus Vitória/Rio, circa 1955, havia só o trecho Campos/Rio em asfalto. O restante da estrada era de terra que produzia uma gorda poeira amarela. Lembro-me que, quando o ônibus chegava a Campos, um outro motorista assumia a direção de nossos destinos. Esse novo motorista, sempre muito janota, vinha com uma imaculada camisa de linho branco e um boné de almirante, cheio de dourados. Ao adentrar no ônibus tínhamos a impressão que nos lançava a todos um olhar de comiseração, a nós que vínhamos amarelados pela obesa poeira que, em dias de chuva, se transformava em grossas pastas de lama. Nos piores trechos da estrada que, como é da ordem natural das coisas, ficavam no Espírito Santo, quando o tempo era chuvoso, as interrupções eram constantes e, por isso, o caminho precisava ser desviado, o que significava sempre um bom acréscimo no tempo de viagem. Numa dessas viagens, à noite, nosso ônibus teve de ser desviado para Piúma. Ao passar pelo lugarejo recordo-me de ter visto apenas postes de luzes mortiças e uma triste rua deserta que não disseram nada. Claro, Luiz Guilherme ainda não havia dito fiat para que aquele local ingressasse no universo da criação artística, conforme a referida citação de Huxley/Almada. Se isso já tivesse ocorrido, quem sabe, os postes de luz e a rua deserta poderiam ter um significado diferente. Talvez até pudesse ser percebido o “alarido de vozes e canções sopradas pelo vento sudeste, oriundos das palhoças sitas na outra parte do rio” e que foram ouvidas inicialmente pelo major Marcelino de Castro e Silva naqueles idos de 1840, de acordo com a informação constante da Nau decapitada.</p>
<p>Ao chegar agora a Piúma, já devidamente criada por Luiz Guilherme, também fui marcado, de início, por um som, tal como o major, mas só que de forma bem diferente. Entre as demais razões porque se tratava de um segundo dia de carnaval e o baticum cavernoso que vinha de algum ponto da praia podia ser ouvido num raio de milhas. Chegando mais perto do povoado, o som já teria semelhanças com um terremoto do Armagedon. Não exagero. Os sons transpassavam minha camisa e me batiam no peito como se fossem pequenos tapas ou socos. Daí foi um pulo para, divertido, imaginar que seria talvez um truque de ninguém menos que o velho crápula Simão Boncarneiro, o vilão da história de Luiz Guilherme, que estaria querendo me impedir de entrar na cidadezinha onde fez as conhecidas estripulias com o governador Machado de Oliveira. Quem sabe o ordinário do Boncarneiro não estivesse morando por ali, posando de metralha regenerado que vai gozando a aposentadoria bebericando sua cerveja nos botecos de praia de Piúma. Talvez ele esteja querendo fazer o tipo bom velhinho que fica jogando ronda ou dama, a dinheiro, com os companheiros da praça. Seus companheiros ainda não perceberam seu jogo que certamente seria roubado. Graças a isso, com essa receita adicional, produto da rapinagem, viveria muito bem, comendo moqueca de robalo todos os dias e sempre imaginando novos golpes, como é de sua natureza. Portanto, seria bastante previsível que alguém que viesse de fora — como era meu caso — e conhecesse sua ficha, representasse uma ameaça de desmascaramento. Daí os tapas e socos enviados por ele através dessa usina do inferno sonorizado.</p>
<p>Apesar disso, fui me aproximando mais da cidade e os petardos sonoros atingiam níveis incríveis de intensidade. Agora até as folhas das árvores tremiam. Mas, lá na frente, afinal o mistério se desfazia e naturalmente nada tinha com o velho Boncarneiro, conforme a minha hipótese brincalhona. Um caminhão carregando duas caixas de som, altas como torres, despejava esse som desatinado em cima de uma pequena multidão possuída de fantástica alegria ou que pelo menos aparentava isso. Claro, o desastrado era eu mesmo, o que não é incomum. Você imagina doces praias ensombradas de coqueiros e ondas de brancas espumas quebrando na areia, como nas velhas poesias, e dá com a universal imposição de que é imperioso consumir o produto tal, tudo empurrado pela sua goela abaixo por esse som absurdo. Para suportá-lo é quase certo que essas pessoas não estejam mais ouvindo direito ou então que o problema seja de meus ouvidos que estariam já muito gastos e extremamente eletivos em matéria de gosto musical. Mas não fica nenhuma dúvida de que a culpa foi mesmo toda minha que estava no tempo e no lugar errados. A Piúma criada por Luiz, só em outro dia. Assim mesmo foi possível ver que a enseada é mesmo arredondada e que, olhando-se para o oriente, podem ser vistas as longas formas azuladas do dorso da cordilheira da Serra Geral. Fugindo um pouco da cidade, uma descoberta pessoal. O monte Agá, muito belo, não fica numa ilha, como eu pensava. Pode-se chegar até ele por uma pequena estrada. Nesse dia, ele estava sendo varejado por aviões ultraleves e teco-tecos. O que estariam querendo saber? Não sei. Mas fiquemos atentos, como diria um daqueles ultras de antigamente. De repente, constroem um prédio, uma torre ou qualquer outra coisa no cocuruto do morro e adeus monte Agá.</p>
<p>Mas, pensando bem, uma visita ao espaço criado pela ficção de Luiz seria apenas um requinte, a degustação da azeitona do martini, pois a fina degustação fica mesmo por conta da própria Nau decapitada em si. O livro, além do valor literário, é também muito importante para que o capixaba vá tomando consciência maior do seu espaço/tempo. Mas há ainda uma observação a ser feita. Depois da visita ao monte Agá, a fome chegou. Achei um discreto restaurante num canto de rua onde pude comer uma excelente moqueca de papa-terra. Mas afinal me esqueci de esclarecer um ponto que tencionava verificar in loco, relacionado com um detalhe da preparação desse imbatível prato regional. Pela boca do major Marcelino, Luiz Guilherme dá uma receita de moqueca que deixou uma dúvida: deve-se ou não adicionar uma pequena quantidade de água no preparo do prato? A água que as postas de peixe vão soltando durante o cozimento seria suficiente para fazer o caldo (receita constante da novela) ou haveria necessidade da adição de um copo d’água suplementar, como já vi em outras receitas? Eis a palpitante questão. Um detalhe aparentemente sem importância mas que talvez tenha sido decisivo na resistência inicial, que me parece ter havido e, em seguida, na aceitação generalizada do prato. Senão vejamos.</p>
<p>O major Marcelino fornece essa receita ao governador lá por volta de metade do século passado. Ora, pelo que sei, até meados deste século a moqueca preparada de uma forma aproximada como a atual ainda não era um prato muito aceito. Para quem não sabe, os divulgadores da moqueca têm até os seus mártires. Certa ocasião, uma pessoa amiga me contou que, nos idos dos anos quarenta, num almoço oferecido numa daquelas antigas casas da Praia do Canto com seus vastos pomares, ocorreu um fato marcante. A mesa do almoço ficava debaixo de um arvoredo e a cozinha também foi improvisada no quintal. Era um almoço para muita gente e o anfitrião, ele próprio, iria fazer o que, na época, se chamava de peixada. Sei, sei, o resto é peixada, etc. Mas isto foi depois. O fato é que, queiramos ou não, a nossa sagrada moqueca era chamada assim naquela época. Porém, esse almoço acabou não acontecendo porque, quando o peixe começou a ferver dentro da panela de barro, o anfitrião, autor da obra-prima, ficou tão emocionado que teve um enfarte e precisou ir para o hospital. Segundo meu amigo, esse cidadão recuperou a saúde e ainda comeu muitas moquecas mas nunca mais se atreveu a entrar nos domínios da preparação desse prato que, entre outras dezenas de virtudes, tem uma essencial, isto é, não leva azeite de dendê.</p>
<p>A questão portanto é a seguinte: o prato leva ou não água adicional? Nas minhas primeiras averiguações constatei discordâncias. Não me meto na história porque, como um dos oriundi, a minha praia é outra e só me atrevo a dar palpite quando o assunto é polenta, macarrão e assemelhados. Quanto à moqueca capixaba, limito-me a comê-la e louvar os deuses por ter inspirado seus inventores.</p>
<p>Bom amigo Reinaldo, fica aqui o meu abraço. Espero ter respondido às questões pendentes. Quanto ao saldo de minha dívida com a revista, meus capitais são muito escassos para liquidá-lo. Fico no vermelho.</p>
<p>Cordialmente</p>
<div style="text-align: right;">
Roberto Mazzini.</div>
<div style="text-align: right;">
</div>
<p>[Transcrito da revista Você n° 25, agosto de 1994.]</p>
<div style="text-align: right;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-roberto-mazzini/" target="_blank" rel="noopener">Em resposta a este texto (clique)</a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-i/" target="_blank" rel="noopener">Ivan Borgo: &#8220;Carta-resposta&#8221; &#8211; 1</a></p>
<ul>
</ul>
</div>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 1994&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação sem <b>autorização expressa</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Ivan Anacleto Lorenzoni Borgo</b>&nbsp;é cronista e nasceu em Castelo, ES, em 21 de fevereiro de 1929. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Espírito Santo (Ufes), com especialização em Economia pelo Conselho Nacional de Economia em convênio com o MEC. Foi professor da Ufes de 1961 a 1989 e diretor regional do Senai/ES de 1969 a 1990. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/noticia-bio-bibliografica-de-ivan-borgo/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<p></p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-ii/">Ivan Borgo: “Carta-resposta” – II</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-ii/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ivan Borgo: “Carta-resposta” – I</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-i/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-i/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2015 15:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Borgo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Ivan Borgo Devo sim, Reinaldo Santos Neves. Bem mais do que você diz no final de sua denominada chorumela sobre a minha pessoa, publicada na Você n° 23. Fique registrado que o prazer a honra foram minhas por ter participado, como colaborador permanente, de uma publicação hoje indispensável na vida cultural do estado. Como já [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-i/">Ivan Borgo: “Carta-resposta” – I</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: right;">
Ivan Borgo</p>
</div>
<p>
Devo sim, Reinaldo Santos Neves. Bem mais do que você diz no final de sua denominada chorumela sobre a minha pessoa, publicada na <i>Você </i>n° 23.</p>
<p>Fique registrado que o prazer a honra foram minhas por ter participado, como colaborador permanente, de uma publicação hoje indispensável na vida cultural do estado. Como já fiz algumas vezes pessoalmente, vão aqui mais cumprimentos a você e ao Joca pela competência, persistência e garra.</p>
<p>Mas há também várias coisas na nota que credito à sua generosidade. Calma. Conheço você o bastante para não correr o risco de incomodá-lo com rasgação de seda. Mas há o fato. Sua nota deixou-me sozinho no meio da praça e a única coisa que consegui dizer foi “não mereço”. Peço calma outra vez. É preciso declarar que menções daquela natureza, vindas de um escritor de seu naipe, foram a melhor recompensa neste meu retorno às lides impressas. E isto porque, a despeito da supra declaração de ceticismo quanto ao merecimento, confesso que, ao menos num fugaz instante, me concedi o benefício da dúvida. Será mesmo? Então vi — como se diz biblicamente — que esse momento foi bom. Aí não tem conversa: muito obrigado e não aceito reclamações.</p>
<p>Prosseguindo. Fiquei surpreso com alguns detalhes citados por você. Como essa lembrança da leitura de Júlio Verne num dia de chuva. Mas fui puxando pela memória e me recordei. Claro, foi no verão passado. Havia comentado como geralmente sofro com o calor. Daí que, numa certa manhã, dentro desse verão de fogo que espero tenha sido comido para sempre pela grande galáxia recém-descoberta, avistei uma nuvem enorme em cima do Mestre Álvaro. Algumas horas depois, essa nuvem enorme desceu da montanha e, indômita, derrotou o calor com grossas bátegas refrescantes. Saudei a chuva e a baixa temperatura como o renascer de coisa remota mas muito desejável. Por um desses fenômenos climáticos esquisitos que vêm acontecendo ultimamente, dentro do verão instalou-se um clima de quase inverno. Um providencial resfriado leve, um chá de laranjeira feito por minha mulher, uma aspirina, um cobertor, ouvidos apurados para a possibilidade de ouvir o anjo todo molhado que, em dias de chuva, costuma ficar em cima do telhado soluçando no seu flautim, conforme a sugestão de Mário Quintana e… Júlio Verne. Um equipamento de primeira para navegar dentro desse bem-vindo invernico chuvoso, uma entidade renascida das cinzas de remota lembrança. Tão remota como esse professor Fergusson às voltas com seu engenho maravilhoso, o tal balão com que pretendia atravessar a África, toda a África em apenas cinco semanas.</p>
<p>A nostalgia subitamente apagada pelo bom clima e a atmosfera criada por Júlio Verne desaguaram numa nostalgia maior, a do tempo em que se acreditava, com entusiasmo, no poder infinito da ciência experimental. A certeza no progresso automático e a felicidade criada nas retortas dos laboratórios. As aventuras de Fergusson, Kennedy e Joe faziam viver dentro do meu quarto a generosa convicção de que a ciência resolveria todos os problemas humanos. Enfim, nesse nosso tempo tão impiedoso com as utopias eu podia viajar tranqüilamente naquela utopia do mundo em vias da perfeição absoluta. Uma viagem sensacional onde as certezas graníticas de Fergusson podem ser verificadas num trecho típico: “Falava-se um dia da direção dos balões e pediram a opinião de Fergusson a este respeito. — Não creio — disse ele — que se possa chegar a dar direção aos balões. Conheço todos os sistemas ensaiados ou propostos: nem um teve bom êxito, porque nenhum é praticável, etc. etc.”</p>
<p>Bom, nosso patrício Santos Dumont e os boeings intercontinentais nos fazem sorrir dessa declaração peremptória. Os de minha geração ainda chegaram a conhecer esse tom imperativo da palavra da ciência e, em alguns casos, diga-se, de uma forma positiva. Permita-me, Reinaldo, mencionar um caso pessoal. Nos anos quarenta peguei uma hepatite. Por recomendação médica saí de Vitória e fui para a casa de meus pais, na montanha. Visitado em minha casa pelo médico, o bom doutor Artur, ele me recomendou repouso e disse que ia fazer um remédio em seu laboratório que ficava nos fundos de sua casa. Lembro-me que, pouco mais tarde, ele próprio me trouxe umas cápsulas que eram muito grandes, difíceis de engolir. Recomendações peremptórias do médico: — Tome uma dessas cápsulas pela manhã e depois deite-se do lado direito durante pelo menos uma hora, procurando ficar imóvel o maior tempo possível. Em seguida, com ar absolutamente seguro, decretou:</p>
<p>— Em oito dias você fica bom.</p>
<p>Em oito dias, obedientemente, fiquei bom.</p>
<p>Sim, Reinaldo, os equívocos da palavra da ciência e o perigoso caminho do meu tempo. Mas vamos e venhamos, quantas vezes você já não leu em jornal a notícia que o café abre a inteligência, deixa todo mundo burro, dá ou não dá câncer, a vitamina C combate o resfriado, não, absolutamente, não tem qualquer efeito sobre o resfriado, etc.? Tudo sob a chancela de pesquisadores lotados de credenciais. A acusação menos grave é a de que se trata de uma frenética embora desordenada busca da verdade e a mais séria é de que são meros expedientes usados para atrair verbas sob o patrocínio da chantagem. Concordemos que, neste panorama, o velho cientista e o velho médico que acreditavam e lutavam por seus dogmas caminhavam em trilhas diferentes. Não tenho aqui à mão a peça de Brecht mas acredito que muito da personalidade de seu Galileu se deve ao Fergusson, ao Dr. Lidenbrock de Viagem ao centro da terra, etc., de Verne. A veemência, a convicção profunda no que acreditam, a alegria do fazer, a integridade intelectual são muito semelhantes. O Galileu, preocupado com trivialidades como comprar pão e leite ou em dar conselhos ao casal de namorados enquanto em sua desorganizada mesa de trabalho vão sendo esboçados nada menos que os fundamentos da física moderna, é uma personagem muito distante de Strangelove, por exemplo. Amigo Reinaldo, sem a menor intenção de transformar esta carta em epístola, mas também preocupado em não deixar muitas dúvidas em torno dessas notas que vão saindo no estilo de uma conversa sem maiores compromissos, quero dizer que a importância do conhecimento científico só pode ser negada por representantes do obscurantismo. A preocupação fica em outro ângulo e principalmente na idéia de que afinal a ciência nos livrará de quaisquer responsabilidades de decisão e tudo se resolverá de forma automática sob o patrocínio do Estado ou não. É só um estalar de dedos para que as emoções sejam organizadas com vistas a fins determinados. Ginger e Fred de Fellini é só um exemplo disso. Mas todos nós estamos cada vez mais espremidos dentro de espaços que ainda ousamos chamar de próprios. Desculpe, Reinaldo, mas o professor que mora aqui debaixo do pijama às vezes fica indócil e quer sair do invólucro natural, pegar no giz e lembrar dos velhos tempos.</p>
<p>Reinaldo, está na hora de desembarcar do balão. Seria possível ficar aqui dando tratos à bola e navegando por esses ares azuis da utopia. Antes porém de chegar à aldeia de Yula, no coração do continente africano, vamos mudar de rumo. Admitamos que os ventos alisados (da tradução do Dr. Francisco Augusto Correia Barata, lente de filosofia da Universidade de Coimbra) nos permitam cruzar o Atlântico e nos tragam aqui para o litoral do nosso Espírito Santo. Mais precisamente, para Piúma. Nesta antiga aldeia de pescadores foram locados os primeiros capítulos da novela A nau decapitada, de Luiz Guilherme. Registre-se que alguns dias antes eu havia acabado de reler essa novela e me bateu aquela necessidade de “checar padrões de emoção… criados pelo intelectual ou pelo artista, que encontram expressão e forma verbal adequadas para tornar conhecido e interessante o que antes era desconhecido e desinteressante”. Uma idéia de Huxley mencionada por Roberto Almada em Vocên° 15.</p>
<p>[Transcrito da revista <i>Você </i>n° 24, de julho de 1994.]</p>
<div style="text-align: right;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-roberto-mazzini/" target="_blank" rel="noopener">Em resposta a este texto.</a></div>
<div style="text-align: right;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-ii/" target="_blank" rel="noopener">Ivan Borgo: “Carta-resposta” – II</a></p>
</div>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 1994&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação sem prévia&nbsp;<b>autorização expressa</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Ivan Anacleto Lorenzoni Borgo</b>&nbsp;é cronista e nasceu em Castelo, ES, em 21 de fevereiro de 1929. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Espírito Santo (Ufes), com especialização em Economia pelo Conselho Nacional de Economia em convênio com o MEC. Foi professor da Ufes de 1961 a 1989 e diretor regional do Senai/ES de 1969 a 1990. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/noticia-bio-bibliografica-de-ivan-borgo/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-i/">Ivan Borgo: “Carta-resposta” – I</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-i/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reinaldo Santos Neves: “Roberto Mazzini não mora mais aqui”</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-roberto-mazzini/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-roberto-mazzini/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2015 15:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Borgo]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Mazzini]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Depois de colaborar na revista Você desde o primeiro número até o número 22, na condição de cronista, com o pseudônimo de Roberto Mazzini, em 1994 Ivan Borgo resolveu se conceder um descanso. Em decorrência, Reinaldo Santos Neves, então um dos editores de Você, publicou no número 23 da revista um texto sobre o cronista [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-roberto-mazzini/">Reinaldo Santos Neves: “Roberto Mazzini não mora mais aqui”</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de colaborar na revista <i>Você </i>desde o primeiro número até o número 22, na condição de cronista, com o pseudônimo de Roberto Mazzini, em 1994 Ivan Borgo resolveu se conceder um descanso. Em decorrência, Reinaldo Santos Neves, então um dos editores de <i>Você</i>, publicou no número 23 da revista um texto sobre o cronista e a importância de seu trabalho. Ivan Borgo rebateu com uma carta-resposta, publicada em duas partes nas edições subsequentes da revista. Abaixo se encontram transcritos esses três textos.</p>
<div style="text-align: right;">
Reinaldo Santos Neves</div>
<p>
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Já viu, não é, você que lê Você: não adianta revistar a revista, virar pelo avesso, sacudir. Pela primeira vez, desde que <i>Você </i>se entende por revista, Roberto Mazzini não está aqui — não se encontra, como dizem as telefonistas. Pediu licença para tratar de outros interesses (literários inclusive) e nós — que jeito? — demos. Devíamos saber que Roberto Mazzini, como Mary Poppins, não ficaria muito tempo no mesmo lugar.</p>
<p>Mas reclamar não temos do quê. Primeiro, porque Mazzini colaborou conosco, ali, na batata, mês a mês, desde o primeiríssimo número. É um dos sócios fundadores da revista. Nunca falhou. Nunca negou fogo. Tornou-se, aliás, nosso cronista cativo. Uma de nossas pedras angulares, de nossas marcas registradas de qualidade. Um bônus, um brinde, um prato especial, especial para os leitores de <i>Você</i>. E naqueles verdes meses de noviciado, em que tentávamos levantar um crédito de confiança para a revista, Roberto Mazzini era nosso aval, nosso fiador. E mais que isso: a postos no vestíbulo da revista, Mazzini, anfitrião, se encarregava de receber os leitores e logo de os pôr bem à vontade. Tudo naquele estilo meio solene, meio irônico, com que sempre tratou seus leitores cativos.</p>
<p>Não temos do que reclamar, segundo, porque Mazzini ficou mais tempo conosco do que Mary Poppins com a família Banks. Afinal, foram vinte e dois meses, vinte e duas crônicas, o que não é nada, não é nada, mas é tempo bastante e texto bastante para se bem cultivar uma lavoura de idéias. Diferente de outros cronistas, que — na expressão de Enyldo, o Jovem — não pensam um palmo adiante do nariz, Roberto Mazzini outra coisa não fez senão semear idéias em seu horto de 34 x 23 cm. E isso sem — importante frisar — posturas de dono de verdade alguma. Apenas exercendo o seu direito — e dever — de pensar, como quem acredita piamente no velho axioma: Existo, logo penso. E foi assim, despretensioso, que criou um vínculo, uma empatia, um parentesco mesmo, intelectual, com seus leitores.</p>
<p>Não podemos é nos dar ao luxo e ao orgulho de dizer que Roberto Mazzini estreou nesta revista. Não estreou. Sócio efetivo da geração que floresceu durante a guerra, Mazzini passou pelas páginas do boletim <i>Comandos</i>, do Colégio Estadual, e perfilou, com muita honra, entre os jovens autores publicados, por especial colher de chá, na lendária <i>Vida Capichaba</i>, de Vitória. Acabou, porém, indo mais longe do que muitos de seus consócios: foi publicado em <i>A Cigarra</i>, do Rio, aí já na condição de autor premiado em concurso, com direito a resenha crítica elogiosa e a declaração, com fumos de oráculo, de que ali estava um autor promissor.</p>
<p>Se o prognóstico de <i>A Cigarra</i> mascou, não foi porque Mazzini deixasse de cumprir a promessa feita em seu nome, mas por uma razão muito simples, a mesma razão muito simples que está por trás de tantos desvios de carreira literária no Brasil: Mazzini tinha mais, e primeiro, que ganhar a vida. Isso: a vida, a vida de verdade, feita de sangue-sangue, de suor-suor, de lágrimas-lágrimas. Lá se foi Roberto Mazzini ser tesoureiro em tempo integral e toda uma obra literária de qualidade deixou de ser escrita nas plagas do Espírito Santo.</p>
<p>Mas a febre da literatura é recorrente como a febre do feno. Volta e meia lá se manifestam, nos portadores do vírus, aqueles sintomas típicos, como a interferência de pensamentos esdrúxulos na corrente ortodoxa do raciocínio, como a comichão nos dedos da mão que maneja a pena, como a ansiedade à vista de uma folha de papel em branco. Pois Mazzini, nesses momentos febris, voltava a ser o autor promissor de <i>A Cigarra</i> e, digamos, no silêncio da casa adormecida ou na solidão de quartos de hotel em diversos nichos do mundo, o autor promissor de <i>A Cigarra</i> botava no papel a expressão de sua perplexidade diante de algum fato da vida. Depois, voltando a si, revestido do traje a rigor da personalidade oficial, no gozo de função remunerada, não sabia o que fazer com aquelas garatujas senão largá-las em alguma gaveta de escrivaninha, no permeio de fotos de família, contas antigas, canhotos de cheque, cartas de amigos.</p>
<p>Até que chega o belo dia em que, aposentado, Roberto Mazzini pôde ser, para usar o termo de Gilbert Chaudanne, que tão bem lhe soube aos ouvidos, imperador de si mesmo. Estava livre do terno-e-gravata e, com isso, das aporrinhações de executivo e das responsabilidades assumidas pelos e para os outros. E, dentre as primeiras medidas da nova ordem, Mazzini decretou, imperativo, a si próprio: Volte a escrever. E nós, que ficamos sabendo da boa nova antes de outros aventureiros, trouxemos Mazzini para nossa canoa. Assim, isto <i>Você </i>fez: revelou ao Espírito Santo o cronista incógnito que brotava entre nós, temporão.</p>
<p>Mas como é o escritor Roberto Mazzini? Trata-se de um cronista, arrisco dizer, contrapontístico. Mas sim, porque sendo Mazzini da digna estirpe dos capixabas de sangue azzurro, temos aí um ser bifocal, um ser de duas memórias, de duas culturas. E o que são, em grande parte, as crônicas de Roberto Mazzini senão a tentativa de conciliar as contradições oriundas dessa alma bifurcada? Aliás, para agravar ainda mais as coisas — o que, em arte, é sempre agravar para melhor —, Mazzini é um ítalo-capixaba que volta às origens. Imaginem um rio que de repente passe a fluir às avessas, de volta às nascentes, rumo às cabeceiras. Seria uma metáfora aplicável ao caso. Em muitas de suas crônicas, Mazzini retorna à terra antepassada para tentar encontrar — ou mesmo vislumbrar, num relance que seja — o seu duplo, o outro ele-mesmo que ficou lá, ultramarino, e que lá viveu experiências como o fascismo, a guerra e seu pós, a disenteria política, as brigadas vermelhas. Não só se encontrou, em muitas situações, como também foi encontrado: seus amigos conhecem a história — que ele não quis converter em crônica — do velho italiano que, num lance de escada e de muita emoção, se abraçou a Mazzini, gritando: Giovanni! Giovanni! Um velho italiano que Mazzini nunca tinha visto – e que no entanto lhe era tão próximo, tão familiar, como um tio.</p>
<p>Mas isso — esse contraponto cultural e sentimental — é só um canteiro da lavoura literária de Roberto Mazzini. Porque, mais do que um capixaba com saudades de uma bota, Mazzini é um homo catholicus, ou seja, um homem universal. Irmão de todos os seus irmãos, os como ele degredados filhos de Eva, Mazzini é daqueles para quem nihil humanum alienum est. E tanto faz uma briga em Veneza como um grito na noite de Tóquio, um sebo em Vitória como um beijo nas ruas de Londres, uma pousada em Itaúnas como um velho casebre em Araguaia, tudo é motivo para Mazzini dar seu parecer sobre a grande tragicomédia humana.</p>
<p>Nosso consolo é que ele prometeu voltar, de vez em quando, na qualidade de colaborador eventual. E, pensando bem, tem mais é de voltar mesmo. Pensando bem, Roberto Mazzini está em dívida com todos nós. Deve-nos, por exemplo, uma crônica sobre o prazer de ler Júlio Verne em dia de chuva. Outra sobre a sagrada salada de pepino obrigatória no almoço de todo santo dia. Ainda outra que é uma lição de cidadania: não coma e não pague essa isca de peixe aterrada em arroz que em restaurante chique pretendam impingir como linguado na grelha. Roberto Mazzini não comeu, não pagou e ainda deu esporro.</p>
<p>Deve também a história de como a releitura de <i>A nau decapitada</i> impele o cronista a uma viagem até Piúma para rever as locações da novela e, de passagem, cumprimentar o monte Agá.</p>
<p>Deve sim, e não negue, Roberto Mazzini. Quanto a pagar, pague quando puder e quiser. E se quiser.</p>
<p>
[Transcrito da revista <i>Você</i> n°. 23, junho de 1994.]</p>
<div style="text-align: right;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-i/" target="_blank" rel="noopener">Ivan Borgo: “Carta-resposta” – I</a></div>
<div style="text-align: right;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/ivan-borgo-carta-resposta-ii/" target="_blank" rel="noopener">Ivan Borgo: “Carta-resposta” – II</a></div>
<ul>
</ul>
<p>&#8212;&#8212;&#8211;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 1994&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação sem prévia&nbsp;<b>autorização expressa</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Reinaldo Santos Neves</b>&nbsp;é escritor com vários livros publicados e foi responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-bio-bibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-roberto-mazzini/">Reinaldo Santos Neves: “Roberto Mazzini não mora mais aqui”</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-roberto-mazzini/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Machu-Picchu, 1972″</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/machu-picchu-1972/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/machu-picchu-1972/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2015 17:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Gilbert Chaudanne]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<category><![CDATA[Vitrine de Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Ilustração de Gilbert Chaudanne. Tem o trem de índios e tem o trem de gringos. Pego o trem de índios, porque sou índio da França, um gaulês: “Dos meus ancestrais tenho os olhos azuis… mas não unto minha cabeleira.” Como o primo Artur, que foi na Abissínia ser um etíope, estou aqui para ser um [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/machu-picchu-1972/">“Machu-Picchu, 1972″</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-qMDSr3F2fWA/V3wSZL8A2rI/AAAAAAAAKJA/PL41gso_GCQhZVFTh2b4PAtfEiZiusEzwCLcB/s1600/Machu-Picchu-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" alt="Ilustração de Gilbert Chaudanne." border="0" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2015/11/Machu-Picchu-1.jpg" class="wp-image-6817" title="Ilustração de Gilbert Chaudanne." width="420" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Ilustração de Gilbert Chaudanne.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
Tem o trem de índios e tem o trem de gringos. Pego o trem de índios, porque sou índio da França, um gaulês: “Dos meus ancestrais tenho os olhos azuis… mas não unto minha cabeleira.” Como o primo Artur, que foi na Abissínia ser um etíope, estou aqui para ser um índio.</p>
<p>E por quê?</p>
<p>Porque a chamada civilização ocidental, com seus sinais, seu culto hipócrita do trabalho, sua ideologia predadora, nunca fez minha cabeça. Estou procurando uma paz dourada, como o Buda — mas talvez menos ascética.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p>
Estou sentado no meio das ruínas de Machu-Picchu, olhando para os precipícios que cercam a cidade perdida. Estou sentado numa posição que lembra a do lótus, mas que, avaliando objetivamente meu nível espiritual, é apenas uma maneira de homenagear o lugar — as montanhas agudas e a cidade perdida —. Dizer que estou meditando é exagero literário. Estou apenas me entregando a mil devaneios sobre o tema da cidade perdida, debaixo do mar ou em cima da montanha.</p>
<p>E aí chega uma moça que se senta a uma distância respeitável. Saúdo-a, sem deixar de deslizar nos meus devaneios arqueológicos, e olho para ela:</p>
<p>— Você é de Lima.</p>
<p>— Sou.</p>
<p>— Você é estudante… em psicologia.</p>
<p>— Sou.</p>
<p>— Mora em Miraflores.</p>
<p>— Sim.</p>
<p>— Tem 22 anos.</p>
<p>— Sim.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p>Ela começou a me olhar de uma maneira quase assustada.</p>
<p>— Como você sabe?</p>
<p>— Alguém em mim sabe.</p>
<p>E ela foi embora, com o olhar de quem tinha perdido alguma coisa e a encontra de novo, quando pensava que nunca mais ia encontrá-la.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://2.bp.blogspot.com/-zaJSiRCMyWU/V3wSZaGRxgI/AAAAAAAAKJM/ExLSr_Iiu3YxTZ6cSUiOA_mxAl0Vni90QCKgB/s1600/Machu-Picchu-3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" height="200" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2015/11/Machu-Picchu-3.jpg" class="wp-image-6818" width="165" /></a></div>
<p>
Mas não tinha nada a ver com um guru, não. Eu sou apenas o Sherlock Holmes da estrada. A estrada faz isso: você se aglutina com tipos diferentes e, quase instintivamente, reconhece o grupo ao qual pertence uma pessoa, porque os sedentários terminam sendo a própria caricatura do meio onde vivem. O maluco de estrada, não. Porque não se nutre do solo, como o sedentário-árvore, mas se nutre de algo muito mais espiritualizado: o espaço.<br />
<a href="https://3.bp.blogspot.com/-5MQQ4keHPvs/V3wSZUE4c2I/AAAAAAAAKJI/0tDZZNMZcsorlfdnpXX0ubV7Wq9Iw7KeACKgB/s1600/Machu-Picchu-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"><img decoding="async" alt="Ilustração de Gilbert Chaudanne." border="0" height="400" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2015/11/Machu-Picchu-2.jpg" class="wp-image-6819" title="Ilustração de Gilbert Chaudanne." width="298" /></a></p>
<p>“Nós, civilização, sabemos que somos mortais.” Remoendo esta frase de Valéry, sentado lá como um velho Buda, no meio das ruínas, estou pensando isto: “Como se não bastasse que o indivíduo seja mortal, ainda mais, as civilizações! Quem eram os homens que aqui viveram? Que tipo de amores e de ódios tinham? Tinham livros? Bibliotecas? A religião era a do sol e do sangue — o coração extraído como sol do corpo — …ou eram os astecas? As pedras do sacrifício, meu Deus!!!”</p>
<p>Em Cuzco, vi a “Festa do Sol”, uma reconstituição que tinha perdido sua aura sagrada, com sacrifício de um lhama. Senti nada. Era em Sacsawhaman, a cidadela inca que domina Cuzco, aquela de pedras enormes, sem cimento. Mas, na descida, a multidão foi pegando as antigas sendas e a maioria era índios vestidos como índios dos Andes, poncho, gorro multicor, calça que pára abaixo do joelho. O sol estava agonizando no sangue do seu pôr, do seu porre, e os índios se desenhavam contra ele, como silhuetas fantasmagóricas, irreais, a-históricas, sobre o céu vermelho. E não parava de descer índios e mais índios. Encostei numa parede de pedras enormes e, nesse momento, realmente senti a presença do Inca, de uma civilização morta que não morreu totalmente.</p>
<p>Em Machu-Picchu, só havia as pedras caladas, o silêncio de pós-apocalipse.</p>
<p>Noite chegando. A lua, no seu lugar, batendo o ponto do seu romantismo anêmico. OK. Fico nas ruínas, com meu saco de dormir.</p>
<p>Acendo uma fogueira e, de repente, outras cabeças humanas se erguem atrás das ruínas: uma lourinha, feito carneirinho, uma outra moça, de articulações fortes, tipo alemã, mas de cabelo preto comprido, um rapaz moreno.</p>
<p>— Oi.</p>
<p>— Oi.</p>
<p>— Pode ficar aqui?</p>
<p>— Pode.</p>
<p>Sentaram. Nós, ao redor da fogueira. Bate-papo rápido:</p>
<p>— De onde vem?</p>
<p>— Gaulês?</p>
<p>— É.</p>
<p>De repente, a lourinha começou a cantar, um canto de ópera — ela estuda canto lírico —, canto louro de ópera, subindo nas ruínas de Machu-Picchu, Madame Butterfly,La Tosca, e essa voz, às vezes ainda insegura, talvez porque muito nova, em certos momentos, alcançava um ápice, reforçado pela lua, o ápice de algo que não morre, e a cabeça da moça, em pé, ficava aureolada pelos seus cabelos louros cacheados e pelo nimbo da lua, sendo ainda mais dourado por baixo pelas labaredas do fogo, e aí encontrei Machu-Picchu, neste paradoxo estonteante de ter captado o espírito do lugar — Inca — por meio de óperas italianas, cantadas por uma peruana loura de origem ucraniana.</p>
<p>Como diz Maurice Barrès, há realmente lugares onde sopra o Espírito, ou algo parecido. Parece que, chegando a uma certa altura da civilização, chegamos ao mesmo ponto, num ponto único, que é o mesmo para essas civilizações. As diferenças são apenas problemas de forma, não de conteúdo. Madame Butterfly, desfilando de quimono nas ruínas de Machu-Picchu, e cantando: “Sobre a calmaria do mar, vejo uma fumaça…”, como essa fumaça da nossa fogueira de fraternidade. Porque havia também essa dimensão gostosa: algumas horas antes, ninguém se conhecia e agora estamos numa espécie de comunhão — e de comunhão de momentos que vão ficar para sempre. Esses momentos, que parecem estar fora do tempo, são, na verdade, um concentrado de tempo em que os acontecimentos também são concentrados e chegam assim a criar um novo acontecimento, que os transcende: é o milagre do momento. Que Deus, ou os Deuses, o Espírito do lugar ou a Arte sejam responsáveis por isso pouco importa. O bom é que acontece o “milagre”; mas não me vem com esse desejo de possuí-lo, esse milagre. Ele é imponderável e escapa de todas as mãos, de todos os pensamentos de apropriação.</p>
<p>Buda agora está sentado nas chamas de nossa fogueira, sorrindo para a paz dourada de Machu-Picchu.</p>
<p>[Da série Memórias de um maluco de estrada, transcrito da revista <i>Você</i>, da Universidade Federal do Espírito Santo, n. 55, março de 1998.]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 1998&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação sem prévia&nbsp;<b>autorização expressa</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Gilbert Chaudanne&nbsp;</b>é artista plástico e escritor. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/noticia-bio-bibliografica-de-gilbert/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<div>
</div>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/machu-picchu-1972/">“Machu-Picchu, 1972″</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/machu-picchu-1972/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Istambul, 1970″</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/istambul-1970/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/istambul-1970/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2015 17:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Gilbert Chaudanne]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<category><![CDATA[Vitrine de Textos]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Ilustração de Gilbert Chaudanne. Há muito tempo queria lhe falar de Istambul. Mas, como no amor, há sempre algo que impede de dizer a palavra justa, que seria como o abre-te-sésamo sobre a Cidade. Seria fácil dizer que Istambul é a porta do oriente, a sublime porta que, como tal, sustenta todos os sonhos e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/istambul-1970/">“Istambul, 1970″</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://2.bp.blogspot.com/-A6N-51S_mDI/V3wTXUWXlAI/AAAAAAAAKJU/ieeslu5pdz8lv7i0qq_FD7xIpOfLtJY2gCLcB/s1600/Istambul-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Ilustração de Gilbert Chaudanne." border="0" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2015/11/Istambul-1.jpg" class="wp-image-6821" title="Ilustração de Gilbert Chaudanne." width="386" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Ilustração de Gilbert Chaudanne.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
Há muito tempo queria lhe falar de Istambul. Mas, como no amor, há sempre algo que impede de dizer a palavra justa, que seria como o abre-te-sésamo sobre a Cidade.</p>
<p>Seria fácil dizer que Istambul é a porta do oriente, a sublime porta que, como tal, sustenta todos os sonhos e devaneios dos cristãos europeus, do banho turco ao narguilé. Porta aberta sobre as cabeças cortadas de mulher que o eunuco joga, discretamente ou não, no Estreito de Bósforo — corpos esfolados de concubinas, dança de véus até a carne viva —, erotismo e crueldade como desejo encravado no ocidente: cravo e panela.</p>
<p>Istambul: porta para a Ásia enorme, seus platôs, seus impérios, suas estepes, sonho que anda nos templos, nos Budas, no grito de Alá, do deserto até as selvas mais profundas, a extrema fragmentação do homem e sua reconstituição no centro do Tibete, nas grutas dos monges-poetas. Será?</p>
<p>De qualquer maneira, uma porta.</p>
<p>Mas isso talvez não é o Espírito do Lugar, porém seu lugar-comum.</p>
<p>Passei em Istambul duas vezes: indo para a Índia e voltando. Indo: tinha uma carona feérica, da Macedônica até Ankara. Só vi, atravessando o Bósforo, aquela imagem clássica, porém eficiente, no plano emocional e estético: Aya Sofia, ex-basílica do finado Império Bizantino, transformada em mesquita, com seus minaretes e cúpulas arredondadas, que fazem pensar num soldado turco da época do Império Otomano: capacetes dos domos, minaretes-lanças. Visão fugaz no céu verde-pistache da aurora que deixei atrás de mim. Queria ir logo no Santo dos Santos: a Índia. Queria ver os deuses de mil braços e de cabeça de elefante — queria ver o culto vivo desses deuses, meu deus! — e o Islã estava no caminho, com sua pulsão da pureza — cristal do deserto —, o grito do muezim, que resume tudo, arrancando do paraíso as últimas esmeraldas, com a raspagem desse canto áspero, autoritário, mandão, absoluto. Deserto. Irã, Afganistão, Rajastã.</p>
<p>Na volta, carregando aquelas imagens barrocas da Índia, parei, tinha de, e me imiscuí na Sublime Porta.</p>
<p>Seus pas-de-deux: a cidade não sabe se é oriental ou ocidental, como os turcos: o boné que usam no lugar do turbante antigo parece estrangeiro nessas cabeças e faz deles uma espécie de antigos guerreiros soberbos que se sentem altamente desajeitados nessas roupas européias. É um problema de corpo e de corpo cultural. Os negros da África, quando de terno e gravata, perdem a elegância que têm quando se vestem como no Senegal, com uma espécie de vestido de uma peça só, azul ou branco, e bordado.</p>
<p>Istambul está a cavalo, por cima do mar. Sensação de estranheza esse pas-de-deux ocidente-oriente, mas não chega a criar um mal-estar. Ao contrário: é como se você hospedasse uma oriental em sua casa e ela aparecesse entre duas portas entreabertas, chispa de olhares — gazela de Borsalino na cabeça.</p>
<p>E justamente eu: eu numa avenida perto de uma ponte. “Where are you going?”: uma moça de minissaia, cabelo preto até a cintura, pele branquinha, oval tranqüilo do rosto, olhos negros sorridentes como uma criança. Nós conversamos assim, sem preâmbulos, no meio da avenida. Começou a juntar gente. Por que o oriente junta gente desse jeito? De repente — você está no deserto —, chega um beduíno de camelo, oferece água, pede pão, e, daí a pouco, um monte de beduínos surgem das dunas — junta-gente —, sedentos de saber sobre o ocidente e a França…</p>
<p>Essa moça — sim — me levou na casa de uns estudantes. No táxi coletivo, o dolmus, sua perna nua estava colada na minha. Eu olhava para ela. Ela sorria. Seu nariz era um pouco encurvado, o conjunto de seu rosto era leve e cheio de frescor. Chegamos à casa dos estudantes. Conversei, ela traduzindo, brinquei com um gatinho, que eu acariciava. Me explicou que os estudantes não estavam gostando da minha cara de andarilho. Estavam agora cochichando, na cozinha.</p>
<p>Ela olhou para mim, fixamente. Tive medo. Assim, o olhar dela era quase desesperado. “Tenho de ir.” E se foi. Não demorou, me fui também.</p>
<p>Fora, na rua, os transeuntes cinzentos não sabiam de nada.</p>
<p>O que foi?</p>
<p>Entrei no bazar e encontrei nele o labirinto que era meu coração naquele momento.</p>
<p>“Mas não esquecemos de Constantinopla” era a frase que corria no meu peito, depois de ter perdido a moça turca.</p>
<p>No labirinto — bazar —, vou encontrá-la de novo? Esqueça. Não há busca, só uma espécie de “errância”, em que os seres aparecem e desaparecem, como no Bazar, entre dois tapetes, e reaparecem, não há o fio de Ariadne, apenas o tempo que passa.</p>
<p>Não esquecemos Constantinopla — a cidade de Maria magnificamente encaixada em Istambul, a Turca, com seus ícones de ouro e pedra, e essa eternidade de Império que morreu sem morrer, porque tomando conta dos espaços eslavos pela sua ortodoxia. A ternura absoluta de Maria-Sofia ainda cintilando no Bazar, nas mesquitas: restos de mosaicos, restos de Império gélido.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p>
Não esquecemos de Constantinopla. Não esqueci e, andando nas ruelas do Bazar, eu vejo, uma espécie de alucinação histórica, o último imperador bizantino, despido de suas insígnias imperiais, lutando contra o turco, de espada na mão, num certo dia de 1453, e morrendo em combate. Mil anos de uma decadência mais bela que todas as ascensões — esse Império que recuou, cada vez mais soberbo, mais, mais, os navios turcos deslocando-se sobre a terra, as correntes enormes, inumanas, fechando o Estreito de Bósforo, o canhão fálico do sultão explodindo, o fogo grego e, finalmente, a última brecha das muralhas em pé, ali. E a queda de joelhos, diante do Divino: Pantocrator e Alá.</p>
<p>Não esquecemos Constantinopla. Porque cada ocidental e cada oriental carregam a Constantinopla no peito — cruzado ou não. É a cidade de todas as cidades, a mãe das cidades, aquela mãe que todo mundo queria ter tido, num canto vertical e dourado, mais eterna que Roma no seu desaparecimento.</p>
<p>O que foi que sobrou de Constantinopla? Quase nada, mas esse imenso remorso de o ocidente ter deixado fluir a cidade no seu subsolo, como se ela não fosse um símbolo vivo, enorme e intocável, que todos os povos deviam respeitar.</p>
<p>História cruel, como o desaparecimento da moça turca.</p>
<p>Esses cabelos negros até a cintura, ó imenso ser de fuga, talvez você é a essência dessa cidade. Filha de turcos, ou, talvez, descendentes dos últimos bizantinos — de qualquer maneira, aquele desespero, de repente, nos seus olhos e sua fuga.</p>
<p>Talvez isto é Constantinopla?</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-XIIyb-tCUSQ/V3wTwfusncI/AAAAAAAAKJY/_PR6NNyCLtIlpftxyaiILxdtxAhWdy9cQCKgB/s1600/Istambul-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Ilustração de Gilbert Chaudanne." border="0" height="400" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2015/11/Istambul-2.jpg" class="wp-image-6822" title="Ilustração de Gilbert Chaudanne." width="270" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Ilustração de Gilbert Chaudanne.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
Essa moça nem tinha nome. Será que existiu? Se não fosse o contato justamente existencial, no dolmus, não teria certeza, mas esse contato era algo como umas bodas secretas com o coração antigo da cidade, a sua “constantinopleidade”. Vou lhe chamar de Maria, já que a cidade é dedicada a Ela, já que você tem todas as qualidades de uma Maria que o deus ainda não tocou. Só eu a toquei e me queimei, como no fogo grego, me queimei. Incêndio de Constantinopla debaixo da pele turca do lobo cinzento — lobo das estepes, Steppenwolf — o lobo, Maria, Istambul, Constantinopla.</p>
<p>
[Da série &#8220;Memórias de um maluco de estrada&#8221;, transcrito da revista <i>Você</i>, da Universidade Federal do Espírito Santo, n. 59, julho de 1998.]</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 1998&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação sem prévia <b>autorização expressa</b> dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Gilbert Chaudanne </b>é artista plástico e escritor. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/noticia-bio-bibliografica-de-gilbert/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/istambul-1970/">“Istambul, 1970″</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/istambul-1970/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Revista Você</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce_2/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce_2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2002 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>n.1. Notícia breve (Reinaldo Santos Neves) Índice Editorial do n. 1, junho de 1992 Editorial do n. 36, dezembro de 1995/janeiro de 1996 &#8212;&#8212;&#8212; © 2002&#160;Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&#160;sem prévia autorização&#160;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação. &#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce_2/">Revista Você</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-siBhdl8xxjQ/WOFcJcAGMSI/AAAAAAAAMUg/OTWzzrr4JqAB4641F-50FxSgLiQEN6tKwCLcB/s1600/voce_1.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="n.1." border="0" height="320" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2002/04/voce_1.png" class="wp-image-8083" title="n.1." width="240" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">n.1.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-noticia-breve/" target="_blank" rel="noopener">Notícia breve</a> (Reinaldo Santos Neves)</p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce/" target="_blank" rel="noopener">Índice</a></p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-1-junho-de/" target="_blank" rel="noopener">Editorial do n. 1, junho de 1992</a></p>
<p><a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-36-dezembro/" target="_blank" rel="noopener">Editorial do n. 36, dezembro de 1995/janeiro de 1996</a></p>
<p>
&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2002&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq">
<div>
</div>
</blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce_2/">Revista Você</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce_2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Revista Você: editorial do n. 36, dezembro de 1995/janeiro de 1996</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-36-dezembro/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-36-dezembro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2002 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>A gente se vê Esta edição de Você não encerra apenas um ano; encerra um ciclo também. Um ciclo que tem como referencial a gestão de Roberto Penedo à frente da Reitoria e de Francisco Aurelio Ribeiro na Secretaria de Cultura da Ufes. A um e outro — que passam o bastão agora em janeiro [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-36-dezembro/">Revista Você: editorial do n. 36, dezembro de 1995/janeiro de 1996</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
A gente se vê</p>
<p>Esta edição de Você não encerra apenas um ano; encerra um ciclo também. Um ciclo que tem como referencial a gestão de Roberto Penedo à frente da Reitoria e de Francisco Aurelio Ribeiro na Secretaria de Cultura da Ufes. A um e outro — que passam o bastão agora em janeiro — a revista deve a criação das condições que lhe permitiram existir e subsistir desde junho de 1992 até hoje.</p>
<p>Nesse período de 42 meses saíram da Estação de Editoração Eletrônica da SPDC 36 números de Você, sabe Deus à custa de quanto sacrifício, sabem os leitores — que acompanharam nossa aprendizagem — com que coleção de erros e equívocos.</p>
<p>E acertos também; o melhor deles sendo simplesmente a demonstração de que nem só de fogo-de-palha consiste a experiência das revistas de cultura do Espírito Santo. Você mostrou que é possível manter uma revista cultural por mais que o tradicional limite de sete números. Tirou a prova dos sete; provou que sete é, de fato, nesse caso, conta de mentiroso.</p>
<p>O que foi preciso para isso? Um tanto de trabalho, outro tanto de confiança. Ou seja: a receita que está lá, no dístico de nossa bandeira azul e rosa.</p>
<p>Trabalhar, trabalhamos no que nos cabe, carregando o velho e pesado piano do provérbio. Quanto à confiança, confiamos na existência de gente, neste Estado, disposta a pensar os fatos e feitos humanos e capaz de expressar seu pensamento de forma articulada. A existência desse magote de gente — matéria-prima do projeto — foi uma das principais dúvidas levantadas pelos arautos do pessimismo, que profetizavam o naufrágio da revista se não na primeira, na segunda esquina. Não os censuramos: tivemos dúvidas também, mas foi mais forte a confiança.</p>
<p>Como é de praxe em tempo de balanço, fizemos uma estatística que mostrou que, nesses 36 números, nada menos que 115 colaboradores diferentes transitaram pelas páginas da revista, o que representa, em média, três novos colaboradores (e fração) a cada número. E tudo gente da terra: não tivemos de importar idéias de fora a não ser em dois ou três casos especiais, como os de Geert Banck e Isabel Lustosa. Com essas cabeças pensantes deu para fazer revista, mês a mês, durante três anos e meio: como queríamos demonstrar.</p>
<p>Mas fiquemos por aqui, que a experiência de Você já é assunto da entrevista que os editores Joca Simonetti e Reinaldo Santos Neves, por trás do projeto desde sua concepção, deram a Adilson Vilaça, ele próprio tendo cumprido seu tempo como editor durante vários e produtivos meses em 1995.</p>
<p>No fecho da conversa, o abraço de fim de ano ao leitor, a quem esta revista deve, também, e muito, a sua longevidade.</p>
<p>Tem sido bom trabalhar para você. A gente se vê no ano que vem. Por aqui ou por aí.</p>
<div style="text-align: right;">
Os editores</div>
<div style="text-align: right;">
</div>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2002&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p></p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-36-dezembro/">Revista Você: editorial do n. 36, dezembro de 1995/janeiro de 1996</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-36-dezembro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Revista Você: editorial do n. 1, junho de 1992</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-1-junho-de/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-1-junho-de/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2002 21:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Você por quê? Porque queremos manter com os nossos leitores um diálogo de mesa de botequim. Queremos passar para a frente a ideia de que cultura e conhecimento não têm de ser tratados nem com pompa nem com cerimônia, e muito menos com uma linguagem hermética, que exclua aquele sujeito que está ali, interessado em, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-1-junho-de/">Revista Você: editorial do n. 1, junho de 1992</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
<i>Você </i>por quê? Porque queremos manter com os nossos leitores um diálogo de mesa de botequim. Queremos passar para a frente a ideia de que cultura e conhecimento não têm de ser tratados nem com pompa nem com cerimônia, e muito menos com uma linguagem hermética, que exclua aquele sujeito que está ali, interessado em, digamos, cinema, mas que não é Mestre nem Ph.D. em semiótica ou coisa parecida. O jogo de ideias não tem de ser chato e pode ser empolgante. As duas maiores paixões entre os bizantinos eram as corridas de biga e as especulações sobre o mistério da Santíssima Trindade. E toda noite saíam brigas homéricas nas tabernas de Bizâncio por causa de uma coisa ou de outra.</p>
<p>Você, pronome de tratamento que pressupõe intimidade, diz muito bem qual é a política editorial da revista: linguagem coloquial, humor, cartas na mesa — iscas para que o leitor chegue e converse.</p>
<p>[Seguem-se agradecimentos a pessoas e instituições que deram apoio ao projeto da revista.]</p>
<p>Aqui está <i>Você </i>— a ideia capixaba.</p>
<div style="text-align: right;">
Os Editores</div>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2002&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Reinaldo Santos Neves</b>&nbsp;é escritor com vários livros publicados e foi responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-bio-bibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p>
<div>
</div>
</blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-1-junho-de/">Revista Você: editorial do n. 1, junho de 1992</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce-editorial-do-n-1-junho-de/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Revista Você: índice</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2002 20:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Você]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Deixou-se de incluir neste índice certas matérias de cunho meramente informativo, bem como as notas das seções Feira Livre e Traço Capixaba. n. 1, junho de 1992 Reinaldo Santos Neves: Chá e fantasia [Tradução de cartas selecionadas de Lewis Carroll] Erly dos Anjos: Miséria e violência, ideologias à parte Francisco Grijó: O sábio e o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce/">Revista Você: índice</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://3.bp.blogspot.com/-Re888tEDwwY/WOFUtAvN_HI/AAAAAAAAMUQ/cdwv7y-Xs9gdoXXEDHerNlKLzufVXJh9QCLcB/s1600/voce_1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="320" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2002/04/voce_1-1.png" class="wp-image-8089" width="240" /></a></div>
<p>Deixou-se de incluir neste índice certas matérias de cunho meramente informativo, bem como as notas das seções Feira Livre e Traço Capixaba.</p>
<p><b>n. 1, junho de 1992</b></p>
<p>Reinaldo Santos Neves: Chá e fantasia [Tradução de cartas selecionadas de Lewis Carroll]<br />
Erly dos Anjos: Miséria e violência, ideologias à parte<br />
Francisco Grijó: O sábio e o ingênuo ou quem tem medo de Nelson Rodrigues?<br />
Renato Pacheco: O passado sob custódia<br />
Roberto Mazzini: Cartas de Veneza: Veneza e Hemingway; Piazza San Marco; O desafio da cidade<br />
Antônio Ferreira: Escrivão da Frota: Encontro marcado nas Astúrias<br />
Humberto Capai (foto): [sem título]</p>
<p><b>n. 2, julho de 1992</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Rebeldes no coração do Império<br />
Dora Simonetti: Criativo — sou ou não sou?<br />
Nelson Lucero: Viagem dos loucos<br />
Oscar Gama Filho: Os erros do Clássico [Afonso Cláudio]<br />
Escrivaninha: José Roberto Santana: Em nome dos dois [conto]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Ad aeternitatem plat<br />
Alexandre Krusemark (foto): Pomeranos</p>
<p><b>n. 3, setembro de 1992</b></p>
<p>Roberto Mazzini: No interior da caverna erudita<br />
Marien Calixte: Evocação de Vitória<br />
Geert A. Banck: Vitória — espaço simbólico<br />
Hésio Pessali: A Imprensa em Vitória, parte I<br />
Escrivaninha: José Carlos Oliveira: Nós, os capixabas [crônica]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Noite inglória<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Bulu, o autodidata<br />
Pedro Fonseca (foto): Igreja do Rosário</p>
<p><b>n. 4, outubro de 1992</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Gripe e calor<br />
Hésio Pessali: A Imprensa em Vitória, parte II<br />
Luiz Busatto: 70 anos depois de 22 [Modernismo]<br />
Escrivaninha: Christiano Ferreira Fraga: Carnaval em Salto d&#8217;Água [crônica]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Senhor nosso Mestre<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: O namoro de Mateuzinho<br />
Leonardo Bicalho (foto): Já!</p>
<p><b>n. 5, novembro de 1992</b></p>
<p>Roberto Mazzini: A palavra<br />
Adilson Vilaça entrevistado por José Roberto Santana: Adilson Vilaça conta tudo<br />
Adilson Vilaça: Como foi elaborado o conto &#8220;A possível fuga de Ana dos Arcos&#8221;<br />
Hésio Pessali: A imprensa em Vitória, parte III<br />
Escrivaninha: J. Arthur Bogéa: Confidências em seis atos [ensaio sobre Bernadette Lyra]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Visão matinal<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: A galinha legorne<br />
Sebastião Salgado (foto): Pesca de atum</p>
<p><b>n. 6, dezembro de 1992</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Nos caminhos da montanha<br />
Rogério Coimbra: O jazz da gente [resenha do Vitória Jazz Festival]<br />
Marco Junio Godinho: A hora dos terráqueos<br />
Escrivaninha: Arlon José de Oliveira: Museu de horrores [trecho de livro de memórias]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Trianon: um souvenir<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: O galo matou a onça<br />
Tadeu Bianconi (foto): Gente do jazz</p>
<p><b>n. 7, janeiro de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Esperanças e propostas<br />
Equipe da revista: 1992 — Feliz ano velho<br />
José Roberto Santana: Algo de novo na tela grande<br />
Gilbert Chaudanne: O barco ébrio<br />
Escrivaninha: Marcos Igreja: Poeta sem cura [poesia]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Je vous salue, Marie<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Ciência, o baiano<br />
Rogério Medeiros (foto): Maria Tomba Homem</p>
<p><b>n. 8, fevereiro de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Pádua: uma anotação<br />
Claudia Soares: A verdadeira história de Marly, a solteirona<br />
Linda Kogure: Cultura no turismo<br />
Gilbert Chaudanne: O maestro no jardim [identidade capixaba]<br />
Miguel Marvilla: Paraíso ainda [sobre fotografias de André Alves]<br />
Virgínia Albuquerque: O fio d&#8217;A panelinha [de breu]<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Joaninha faceira<br />
Escrivaninha: Olival Mattos Pessanha: A desordem natural das coisas [poesia]<br />
José da Costa: Escrivão da Frota: Iva<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Lembrança do mestre<br />
André Alves (foto): Atobá e filhote<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 9, março de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Quase cromo<br />
Antonio Faundez entrevistado por Silvana de Oliveira: A crítica permanente<br />
Joca Simonetti: A máquina do tempo [sobre o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo]<br />
Gilbert Chaudanne: Identidade capixaba: o efeito mosaico<br />
Joca Simonetti: Vídeo publicitário [Ilha do rock]<br />
Rita Maia: Anti-herói pós-moderno para crianças [sobre A gralha e a tralha, de Francisco Aurelio Ribeiro]<br />
Paulo Roberto Sodré: A química da solidão [sobre A tabela periódica, de Sérgio Blank]<br />
Escrivaninha: José Carlos Aragão e outros: Duelo [quadrinhos]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: No tempo das diligências<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Sorriso<br />
Marcel Gautherot (foto): Folia de reis<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 10, abril de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Um olhar<br />
Reinaldo Santos Neves: O Brasil pelo método confuso<br />
Isabel Lustosa: O humor de Mendes Fradique<br />
Luiz Busatto: A atualidade do riso<br />
Sebastião Lyrio: Talvez nem tão esotérico assim<br />
Reinaldo Santos Neves: Apropriação indébita [sobre a Antologia da nova poesia brasileira, organizada por Olga Savary]<br />
Escrivaninha: Mendes Fradique: A fina flor da boêmia capixaba [trecho do romance Dr. Voronoff]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Manjubas e quitungos<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Mundo irrivirado<br />
Edson Chagas (foto); São Benedito do Rosário<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 11, maio de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Distâncias<br />
José Roberto Santana: Universitária FM: Para quê? Para quem?<br />
Erlon José Paschoal: O teatro capixaba em alta<br />
Sérgio Blank: Eu não entendi nada [sobre Langueheart, de Gelson Santana]<br />
Luiz Busatto: O livro de Isabel [Lustosa]<br />
Escrivaninha: Orlando Lopes: Hardcore Blues [poesia] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: O menino e a guerra<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: A sabiazinha<br />
Zanete Dadalto (foto): Trama</p>
<p><b>n. 12, junho de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: A briga<br />
Renato Pacheco: Meia volta vamos dar<br />
Therezinha Dora Abreu de Carvalho: Os sentidos da roda<br />
Luiz Guilherme Santos Neves: Os olhos de Marianita<br />
Rita Moulin: De mãos dadas na pré-escola<br />
João Batista Herkenhoff entrevistado por Gilson Soares: Vereança não é emprego<br />
Adrianna Meneguelli: Rapunzel pós-moderna [sobre A torre do delírio, de Luiz Guilherme Santos Neves]<br />
Reinaldo Santos Neves: Por causa da chuva [sobre a feira do livro]<br />
Rogério Coimbra: Urublues no ar<br />
Escrivaninha: Marcelo Bicalho: Questão de nível [quadrinhos]<br />
Eugênio Sette: Escrivão da frota: Cantigas de roda<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Primo Manduca<br />
Miguel Marvilla (foto): Espera</p>
<p><b>n. 13, julho de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Um ermo<br />
Antônio Jorge G. Soares: Futebol, samba e malandragem<br />
Francisco Grijó Netto: As origens do futebol capixaba<br />
Álvaro José Silva: A atualidade [do futebol capixaba]<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Literatura e futebol<br />
Silvana Soares Sampaio: Mitos e metas em arte-educação<br />
Oscar Gama Filho: Ainda bem que aqui deu certo, [de Erlon Paschoal e Margarete Galvão]<br />
Reinaldo Santos Neves: História cômico-marítima [sobre a procissão marítima na baía de Vitória em homenagem a São Pedro]<br />
Pedro Teixeira: As desinformações do IBGE<br />
Marcelo Bicalho (quadrinhos): Questão de nível [republicado por ter saído com falha]<br />
Escrivaninha (e não Escrivão da Frota, como saiu): José Valporto Tatagiba: O sol por testemunha [conto]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Zepelim<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: A morte de Bulu<br />
Cláudia Rangel (foto): Oceano</p>
<p><b>n. 14, agosto de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Certos hábitos alimentares<br />
Luiz Guilherme Santos Neves: As chamas do padre-poeta [Marcelino Duarte]<br />
Oscar Gama Filho: Chorinho com Marcelino [Duarte]<br />
Adriana Pereira Campos: A história do Espírito Santo na rede de ensino público<br />
Joca Simonetti: I Festival de Inverno de Guaçuí<br />
Francisco Grijó: O sábio e o ingênuo 2 ou o que há de novo sob o céu? [sobre Orlando Lopes e Pedro J. Nunes]<br />
Pedro Teixeira: A memória nacional está nos municípios<br />
Reinaldo Santos Neves: Cantiga de gato<br />
Escrivaninha: Jonaci Lopes de Lima: Zé do Morro [quadrinhos] (Apresentação: Antônio Aristides)<br />
José da Costa: Escrivão da Frota: O tesouro de Meaípe<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Saci<br />
Helson Moura (foto): Retrato</p>
<p><b>n. 15, setembro de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Um mundo Eça/vitoriense<br />
Reinaldo Santos Neves: Texto de introdução ao que se segue<br />
Olival Mattos Pessanha: Tatagiba: a doença mágica de ser (E)terno<br />
José Valporto Tatagiba: Bar, doce bar [sobre o Bar Santos]<br />
Marcos Tavares: Dois perdidos numa noite [sobre Fernando Tatagiba]<br />
Gilbert Chaudanne: Mitologia do beija-flor: um beijo de princípios [identidade capixaba]<br />
Antônio Aristides: Vupt! Splash! Gazoo!<br />
Bernadette Lyra: Mínima meditação diante da exposição Tarô<br />
Ivan Borgo: Vitória – trajetórias de uma cidade<br />
Roberto Almada: Cultura e empresa – ou uma nova parceria<br />
Escrivaninha: Caê Guimarães: Time won&#8217;t stop [poesia] (Apresentação: Sérgio Blank)<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: O signo na pedra<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Fogão a lenha<br />
Isauro Rodrigues (foto): Nossa Senhora<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 16, outubro de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Grito noturno<br />
Bernadette Lyra: Os perigos de Suzana<br />
Edgar Rebouças: Televisão e revisão constitucional: conflitos e interesses para uma regulamentação<br />
Renato Pacheco: A cultura, inconstitucionalissimamente<br />
Gilbert Chaudanne: Pedra, dragão, bailarina [identidade capixaba]<br />
Rita Maia: Leitura das leituras da escola<br />
Rogério Coimbra: A volta de Madu [resenha de disco]<br />
Pedro Teixeira: As prefeituras capixabas fazem 80 anos<br />
Escrivaninha: Regina Herkenhoff Coelho: O santo inferno do matrimônio [conto]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Lisboa<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Rufino de Cristina<br />
Eduardo Negrão (foto): [Sem título]</p>
<p><b>n. 17, novembro de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Da coisa rústica<br />
Bernadette Lyra: A educação sentimental de Heloísa<br />
Reinaldo Santos Neves: Ruminações sobre tipos populares<br />
José Valporto Tatagiba: Os cavaleiros da triste figura<br />
Gilbert Chaudanne: Pavana para um macaco pré-socrático [identidade capixaba]<br />
Silvana Soares Sampaio: Arte-educação: luxo ou necessidade?<br />
Rita Maia: Proler: criando leitores<br />
Edgar Rebouças: Não é pecado usar a televisão para a educação<br />
José Geraldo Mill: A ética e a consolidação da democracia<br />
Alexandre Caetano: Jorge Solé lança novo álbum sobre Manguinhos<br />
Escrivaninha: Luiz Trevisan: O senhor Jaó [conto]<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Poeta/profeta<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Oficina literária<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Puãs de caranguejo<br />
Sérgio Cardoso (foto): [Índio]</p>
<p><b>n. 18, dezembro de 1993</b></p>
<p>Roberto Mazzini: O musical vesgo<br />
Bernadette Lyra: Penso em Ana Cristina<br />
15 anos de atividade editorial da Ufes: Reinaldo Santos Neves: História anterior; Francisco Aurelio Ribeiro: Os anos de ouro da FCAA; Joca Simonetti: Revista de Cultura, 25 anos de experiência<br />
Antônio Aristides: &#8230;pero que los hay, los hay!<br />
Alexandre Caetano: Museu Solar Monjardim sai do marasmo<br />
Joca Simonetti: Moda sem costura [sobre o vídeo Moda, de Saskia de Sá]<br />
Rita Maia: Olhar infantil [sobre o livro Safira, de Sérgio Blank]<br />
Escrivaninha: A. G. Jacobsen: [Poemas] (Apresentação de Reinaldo Santos Neves)<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Literatura e mulher<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Dores uma, Dores duas, Dores dez<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: A aroeira<br />
Chris Ott Mayer (foto): [Sem título]<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 19, janeiro de 1994</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Estação experimental<br />
Bernadette Lyra: Acácias amarelas &amp; Sílvia<br />
Gilbert Chaudanne: Um ano de artes plásticas em Vitória<br />
Erlon José Paschoal: Um sucesso relativo [o ano teatral de 1993]<br />
Reinaldo Santos Neves: Depois dos coquetéis [o ano literário de 1993]<br />
Rogério Coimbra: Música &amp; shows mês a mês<br />
Nides de Freitas: 20 anos de cinema na Ufes<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Carta de Conceição da Barra<br />
William Golino e Renato Marianno Jr.: &#8220;Sim ou Zero&#8221;: arte universal, pessoal e neutra:<br />
Paulo Sodré: [O sapo sapeu:] Um coaxar pouco feliz<br />
Marcos Valério Guimarães: Pólo cinematográfico<br />
Escrivaninha: Luiz Derenzi: Vinte mil réis para meu enterro [trecho de livro de memórias]<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Olhar para o oriente<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: A cidade invisível<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Espinhela caída e arcas abertas<br />
[Quintas] (foto): Hora de pitar<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 20, fevereiro de 1994</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Ao som de Tchaikovsky<br />
Bernadette Lyra: Boas salenas, Júlio<br />
Oscar Gama Filho: Sociopsicanálise do carnaval<br />
Sebastião Lyrio: Freud na biblioteca de Babel<br />
Marsyl Bulkool Mettrau: Questões de inteligência e criatividade<br />
Alvarito Mendes Filho entrevistado por Alexandre Caetano<br />
Rogério Coimbra: As razões do [Quarteto] JB<br />
Adrianna Meneguelli: Um lugar sem importância, [de Antonio Carlos Neves]<br />
Paulo Alfredo da Silva: Manguinhos 40<br />
Pedro Teixeira: Eleições: a dança das datas através dos tempos<br />
Escrivaninha: Pedro J. Nunes: Sonetos<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Carnaval e(m) literatura<br />
José da Costa: Escrivão da Frota: Orange, Cassiporé e Norte&#8230;<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Diolindo<br />
Paula Portela (foto): Alexandre Lima</p>
<p><b>n. 21, março de 1994</b></p>
<p>Roberto Mazzini: Prima Rita<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Eu e a Ufes<br />
Bernadette Lyra: Por que não Isabel?<br />
Reinaldo Santos Neves: Ufes 40 anos: viagem sentimental<br />
A Ufes e seus autores [textos classificados no concurso de crônicas &#8220;A Ufes e eu&#8221;]: Marcos Tavares: Uma vaga no Olimpo; Sirley Drummond Louro: Nestes jardins; José Irmo Gonring: Um rosto, entre tantos; Ana Maria de Souza Campello: São seis horas; Denise Miranda Ferreira: O novato; José Marcos Calil Salim: Mutantes; José Luiz de Paiva Bello: A Ufes e eu<br />
Jeder Janotti Jr.: Vídeolhar<br />
Miguel Depes Tallon: [Benjamim Silva:] O poeta de Cachoeiro<br />
Reinaldo Santos Neves: Olá, Fritz, adeus<br />
Escrivaninha: José Irmo Gonring: O cerco ao boi e a rã de fogo [poesia]<br />
João Gualberto: Memórias de uma cidade<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Dança ritual do fogo<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: A égua do divino<br />
[Fotógrafo desconhecido]: Paisagem provisória</p>
<p><b>n. 22, abril de 1994</b></p>
<p>Roberto Mazzini: A musa da esperança<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: O retirante<br />
Bernadette Lyra: As fotos de Simone [Guimarães]<br />
Sérgio Blank: Às 18 horas, hora do Ângelus<br />
Alexandre Caetano: Bibliotecas para que te quero<br />
Reinaldo Santos Neves: [Livraria] Âncora nunca mais<br />
Sonia Luzia Coelho Machado: Ler é um prazer<br />
Alain Herscovici: O marxismo e a dimensão social da obra de arte<br />
William Golino: Outra história da arte<br />
Alexandre Curtiss Alvarenga: Retratos, [de Simone Guimarães]<br />
Gilbert Chaudanne: Hilal Sami Hilal: do ícone familiar ao tapete cósmico<br />
Evandro Moreira: Réquiem da primavera<br />
Escrivaninha: Roberto Almada: [Sonetos]<br />
João Gualberto: Jones e os 40 anos da Ufes<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: As cinzas das horas<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Um soneto no cemitério<br />
Simone Guimarães (foto): [Retrato]<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 23, junho de 1994</b></p>
<p>Luís de Almeida: Escrivão da frota: Memória sob medida<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: O Brasil não é a Índia. Que pena!<br />
Bernadette Lyra: Crônica da casa quase assassinada<br />
Júlia Lopes de Almeida: Scenas e paizagens do Espirito Sancto<br />
Agostinho José Soares: Memória e cidadania<br />
Alexandre Caetano: A música como ideal de vida<br />
Alexandre Caetano: Um velho estudante criou a orquestra [Karel van den Bergen]<br />
Reinaldo Santos Neves: Roberto Mazzini não mora mais aqui<br />
Gilbert Chaudanne: Mestre Malaquias e o Pavão Misterioso<br />
João Gualberto: Ler não dói<br />
Escrivaninha: Wanda Santos Sily: A professora [conto]<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: A professora contou<br />
Jussara Erler (foto): [Sem título]<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 24, julho de 1994</b></p>
<p>Luís de Almeida: Escrivão da Frota: À sombra das brancas nuvens de maio<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Literatura e ciência<br />
Bernadette Lyra: Carmen<br />
Carmélia revisitada: Mariangela Pellerano: Dias de vinho e de rosas; Reinaldo Santos Neves: Além, muito além do milk shake (texto composto a partir de entrevista com Valéria Aguiar); Carmélia M. de Souza: O lotação, a gorda e eu<br />
Alain Herscovici: Cultura e comunicação: uma análise econômica necessária<br />
Roberto Mazzini: Chá de laranjeira e Júlio Verne<br />
Pedro Teixeira: A propósito da nova moeda brasileira<br />
Edgar Rebouças: O jornalista e o poder público x ética<br />
Gilbert Chaudanne: Lucy dall&#8217;Orto, ou espírito das formas e a forma do Espírito<br />
João Gualberto: O país dos quebra-molas<br />
Escrivaninha: Aylton Rocha Bermudes: O pega-pega ou o dedo decepado [trecho de romance]<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Lucro inflacionário e a parábola dos talentos<br />
[Fotógrafo desconhecido do começo do século]: Ponte da Passagem<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 25, agosto de 1994</b></p>
<p>Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Balanço ao embalo do mavé-dici<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: A literatura feita por mulheres no Espírito Santo – 1<br />
Bernadette Lyra: Se Verônica numa manhã de inverno<br />
Luiz Guilherme Santos Neves: Um bispo no meio do mato<br />
D. José Caetano Silva Coutinho: Freguesia do Rio Doce<br />
Maria Clara Oliveira Medeiros: Retrato da Fafi<br />
Roberto Mazzini: Moqueca em Piúma<br />
Reinaldo Santos Neves: No campus, com Hermógenes<br />
Gilbert Chaudanne: A escultura de Jânio Leonardelli: o gordo e o magro<br />
João Gualberto: Mudanças à vista<br />
Escrivaninha: Erlon José Paschoal: O arco e a flecha [conto]<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Livros decorativos<br />
Marcius Gomes Cardoso (foto): Alameda</p>
<p><b>n. 26, setembro de 1994</b></p>
<p>Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Vilão farto do capitão dos sonhos<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: A literatura feita por mulheres no Espírito Santo – 2<br />
Bernadette Lyra: Banzo<br />
Deny Gomes: Com a palavra, a mulher<br />
Bernadette Lyra: Mulher e literatura: as palavras em jogo<br />
Nilzett Silva: A marca feminina em O desejo aprisionado<br />
Samira Margotto: A arte do Grupo Varal de Gravura<br />
Eurípides Queiroz do Valle: A psicologia do apelido<br />
Gilbert Chaudanne: Lincoln ou a tentação do branco<br />
Joca Simonetti: Visões da baía [sobre Baía de Vitória: aspectos históricos e culturais]<br />
Reinaldo Santos Neves: Grande Nabokov: veredas<br />
João Gualberto: O século das mulheres<br />
Escrivaninha: Luiz Carlos de Almeida Lima: O coração da matéria [poesia] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Jacuba<br />
Fotógrafo desconhecido (1913): Josefina (retrato de moça de São Mateus com tinhorão)</p>
<p><b>n. 27, outubro/novembro de 1994</b></p>
<p>Luís de Almeida: Escrivão da Frota: A duras pedras<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: O centenário de Maria Stella de Novaes<br />
Bernadette Lyra: Carta para uma jovem escritora<br />
Rogério Medeiros: Entre uma revelação e outra: Alfredo Mazzei<br />
Renato Pacheco: Vitória, início de 1943 [com fotos de Alfredo Mazzei]<br />
Edgar Rebouças: Por uma política de comunicação no Espírito Santo<br />
Maria Auxiliadora Corassa/Moema Rebouças: Livre-expressão é expressão sem conteúdo?<br />
Gilbert Chaudanne: Na mão da cidade [sobre o Grupo Varal de Gravura e o pintor Nortton<br />
Gilbert Chaudanne: Nilson Camizão: Esculturas: A impossível queda para o alto<br />
Rita de Cássia Maia e Silva Costa: O linho e o sonho: Cecília [Meirelles] para crianças<br />
Joca Simonetti: Congo didático [sobre o vídeo Bandas de congo no Espírito Santo, de Eduardo e Fernando Pignaton]<br />
João Gualberto: A Ufes e as eleições<br />
Escrivaninha: Ademilson Faroni: A lenta viagem [poemas] (Apresentação: Paulo Roberto Sodré)<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Curubito<br />
Carla Osório (foto): [Sem título]<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 28, janeiro/fevereiro de 1995</b></p>
<p>Luís de Almeida: Escrivão da Frota: A foto da capa<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Cultura e informação<br />
Bernadette Lyra: A cidade imaginária<br />
Adilson Vilaça: Retrospectiva 94<br />
Cristina Dadalto: Perspectiva<br />
Maria Izabel Perini Muniz: Casa de imigrante [sobre arquitetura do imigrante italiano]<br />
Rogério Coimbra: Toda a sonoridade do jazz<br />
Gilbert Chaudanne: Wanda Ribeiro: o efeito paraíso<br />
Márcio R. Coelho Muniz: Comentários acerca de uma primeira viagem [sobre Afrodite a ilha, de José Carlos Perim]<br />
Miguel Depes Tallon: La vita di Vittorio, de Douglas Puppin<br />
Joca Simonetti: [Vídeo] Cachoeiro em três tons<br />
João Gualberto: As ambigüidades de 1994<br />
Escrivaninha: Júlio César da Silva: Curto e grosso [conto]<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Curubitos: Toada do vaqueiro<br />
Gisela B (foto): [Sem título]</p>
<p><b>n. 29, março/abril de 1995</b></p>
<p>Tinoco dos Anjos entrevistado por Adilson Vilaça: RTV à beira do colapso<br />
Cristina Dadalto: Venda Nova do Imigrante: aqui a tradição é valorizada<br />
Joca Simonetti: Miss en Scène: sedução a quatro vozes<br />
Reinaldo Santos Neves: A Praia do Canto de Augusto Azevedo<br />
Adilson Vilaça: Tem Negraô na dança<br />
Adilson Vilaça: Nos bastidores do amor [sobre a produção de O amor está no ar, filme de Amylton de Almeida]<br />
Gilbert Chaudanne: O olhar e a noite [sobre Attilio Colnago e Rosi Ludovici]<br />
Pedro Teixeira: Mistério em Cachoeiro de Itapemirim<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Neida Lúcia de Moraes entre a literatura e a história<br />
Bernadette Lyra: Alex<br />
João Gualberto: As eleições na Ufes<br />
Escrivaninha: Tarcísio Bahia: O nosso nome! [quadrinhos]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Meu nome não é Arthur Gordon Pym<br />
Gilson Teixeira (foto): [Sem título]</p>
<p><b>n. 30, maio de 1995</b></p>
<p>Ana Maria Doimo entrevistada por Adilson Vilaça: Desmontando o paradigma<br />
Cristina Dadalto: Marketing cultural<br />
Heloísa Schaydegger: O poder que liberta<br />
Amylton de Almeida: E o filme? Considerações políticas e estéticas (à margem do naturalismo) [sobre a produção do filme O amor está no ar]<br />
Cristina Dadalto: Caminhos do Ocidente [sobre fotografias de Tadeu Bianconi]<br />
Adilson Vilaça: A magia do movimento [sobre a Academia Lenira Borges Ballet Studio]<br />
Erlon José Paschoal: Divertimento sadio no Metrópolis [peças de Tchekhov]<br />
Adilson Vilaça: A sagração da música [sobre a Orquestra de Câmara da Ufes]<br />
Gilbert Chaudanne: Orlando Lopes &amp; Júlio Tigre: Andróides Anônimos Ltda.<br />
José Jacy Nascimento: Os cristãos-novos na capitania do Espírito Santo [sobre o livro A capitania do Espírito Santo e seus engenhos de açúcar (1535-1700): a presença dos cristãos-novos, de José Gonçalves Salvador]<br />
João Gualberto: A despedida de [João Batista] Herkenhoff<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: A cultura no Espírito Santo – 1<br />
Bernadette Lyra: Escritos de avião<br />
Escrivaninha: Miguel Marvilla: [Poemas do livro Dédalo] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Torrão natal<br />
Eliane Lordello (foto): [Sem título]<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 31, junho de 1995</b></p>
<p>Enio Candotti entrevistado por Adilson Vilaça: O bom saldo da SBPC<br />
Deny Gomes: O mofo no pão &amp; O queijo e os vermes: uma série de estranhas coincidências<br />
Cristina Dadalto: Neo-Yaô ou até onde a dança alcança<br />
Adilson Vilaça: Infância mutilada<br />
Érica Poltronieri e Dario Nogueira Jr.: O trabalho no Espírito Santo<br />
Joca Simonetti: Santa Teresa: quando o futuro está no passado<br />
Adilson Vilaça: Vade retro, reforma [sobre reforma ortográfica]<br />
Luiz Busatto: Cem anos de Narciso [Araújo]<br />
Mário Dutra: A guerra na versão do cronista [Rubem Braga]<br />
Luiz Trevisan: Cachoeiro e os três tons de uma crítica<br />
Gilbert Chaudanne: Cristóvão Colombo e o ovo da serpente<br />
José Roberto Santos Neves: O rock da cidade<br />
João Gualberto: O barão de Mauá<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: A cultura no Espírito Santo – 2<br />
Bernadette Lyra: Escritos de avião – 2<br />
Escrivaninha: Narciso Araújo: Sonetos de Narciso<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Blue moon &amp; lobisomem<br />
Claudney Pessoa (foto): [Sem título]</p>
<p><b>n. 32, julho de 1995</b></p>
<p>Francisco Aurelio Ribeiro entrevistado por Adilson Vilaça: O cigano e o país habitável<br />
Cristina Dadalto: Espaço de Arte: sintonia e estoque de maturidade<br />
Márcia Selvátici Tourinho: A casa da arte [sobre a Casa de Arte Livre]<br />
Deny Gomes: O mofo no pão, O queijo e os vermes, O nome da rosa: dúvidas e evidências em um complicado processo<br />
Neida Lúcia de Moraes: O mofo no pão<br />
Reinaldo Santos Neves: Os pracinhas fotografam a 2ª guerra [sobre o livro A guerra que eu vivi, de Vicente Gonring]<br />
Heloiza Cordeiro Schaydegger: Espelho<br />
Adilson Vilaça: Nasce o insólito na terra do sol poente [Colatina]<br />
Gilbert Chaudanne: Do tronco ao chapado [sobre exposição de arte primitivista]<br />
Alain Herscovici: A busca da identidade local<br />
Rogério Coimbra: A música capixaba busca seu espaço<br />
Luiz Busatto: O último desastre [sobre imigração italiana no Espírito Santo]<br />
João Gualberto: Reinventar a universidade<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Festival de música de Alegre<br />
Bernadette Lyra: Tempo de agradecer<br />
Escrivaninha: Vicente Gonring: A guerra que eu vivi [trecho de livro de memórias]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Crônica em que se fala de atravessadores, desolações e alabamas<br />
Vanessa Drummond (foto): [Sem título]</p>
<p><b>n. 33, agosto de 1995</b></p>
<p>Pedro J. Nunes entrevistado por Adilson Vilaça: Universo povoado de aninhanhas<br />
Cristina Dadalto: A premiada arte capixaba: A estrada do sonho, [de Marcel Cordeiro] e Limites e infinito, [de Glauco Frizzera]<br />
Oscar Gama Filho: Metacrítica: a crítica da crítica<br />
Deny Gomes: Os medonhos insucessos do Vilarejo e outras histórias<br />
Cristina Dadalto/Joca Simonetti: Fábrica de cultura<br />
Manoel Gonçalves Maciel: Cachoeiro: explicações devidas<br />
Gilbert Chaudanne: O fúnebre, a porrada e o canto [sobre xilogravuras alemãs]<br />
Cristina Dadalto: Sob o céu de Vitória [sobre o Planetário de Vitória]<br />
Márcia Selvátici Tourinho: O canto do campus [sobre o Coral da Ufes]<br />
Miguel Marvilla: Em defesa da acusação [sobre a polêmica de O mofo no pão]<br />
João Gualberto: O olhar do estrangeiro<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Mais verbas para o Espírito Santo!<br />
Bernadette Lyra: Cadernos de aluna<br />
Escrivaninha: Chequer Hanna Bou-Habib: Um capixaba em Bruxelas [carta]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: O coração da matéria<br />
Alessandra Toledo (foto): Fradinhos<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 34, setembro de 1995</b></p>
<p>Maria Izabel Perini Muniz entrevistada por Cristina Dadalto e Márcia Selvátici Tourinho: &#8220;A casa reflete projetos de vida&#8221;<br />
Cristina Dadalto: Rosita [Schorling]: a capixaba endiabrada<br />
Isaura Caliari: Histórias da nossa culinária<br />
Márcia Selvátici Tourinho: A praça é do povo [sobre a praça dos Namorados]<br />
Cristina Dadalto: A aventura do Yaktunt<br />
Gilbert Chaudanne: A carne da paisagem [sobre o pintor João Carneiro da Cunha]<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Notícias do Mola-Faca e adjacências<br />
Cristina Dadalto: Pra que serve uma praça? [sobre o vídeo Costa Pereira, de Rômulo Mussielo]; A lenda de Proitnier [sobre o vídeo do mesmo nome, de Luíza Lubiana]<br />
João Gualberto: Vida cultural em Vitória<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Fazer 40 anos&#8230; é poder dividi-los<br />
Bernadette Lyra: Cadernos de aluna – 2<br />
Escrivaninha: Roberto Mazzini: Carta aos coletores: Caçadores de ostras [crônica]<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: O pássaro nupcial<br />
Janayna Costa (foto): [Sem título]</p>
<p><b>n. 35, outubro/novembro de 1995</b></p>
<p>Luiz Trevisan entrevistado por Joca Simonetti<br />
Márcia Selvátici Tourinho: Os 5 rapazes de Vitória: Clube Big Beatles<br />
Isaura Caliari: Histórias de nossa culinária<br />
Márcia Selvátici Tourinho: A arte cura?<br />
Bernadette Lyra: A margem não é o limite; o limite é a margem<br />
[Reinaldo Santos Neves]: Lição de memória [sobre exposições do Arquivo Público Municipal de Vitória]<br />
Erlon José Paschoal: Gianni Schicchi em Vitória<br />
Erlon José Paschoal: 49o Festival de Edimburgo<br />
Gilbert Chaudanne: José Octavio Cavalcanti: Um mascate estruturalista<br />
Pedro José Nunes: Doutrina do engrossamento: comentário breve e de superfície<br />
João Gualberto: Sobre o futuro de Vitória<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Sobre a crônica dos capixabas<br />
Bernadette Lyra: Falando sozinha<br />
Escrivaninha: Alain Herscovici: Racines/Raízes [poema] (Apresentação de Gilbert Chaudanne)<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: No Alto Pongal<br />
Carlos Alberto da Silva (foto): [Sem título]</p>
<p><b>n. 36, dezembro de 1995/janeiro de 1996</b></p>
<p>Reinaldo Santos Neves e Joca Simonetti entrevistados por Adilson Vilaça: Vinho e água da melhor safra<br />
Eugenio Pellerano: Viagem pelos mares do sul [viagem de dois escoteiros, numa pequena embarcação, no litoral do Espírito Santo em 1935]<br />
Reinaldo Santos Neves: Itaúnas em setembro<br />
Carla Osório: Profissão: fotógrafo<br />
Adilson Vilaça: O crime (de plágio) perfeito<br />
Paulo Roberto Sodré: Com Viviane ao lado [sobre o romance de Francisco Grijó]<br />
Daniela Zanetti: Prêmio Guananira<br />
Reinaldo Santos Neves: Jazz na Fafi<br />
Renato Costa Neto: O stage dive do rock capixaba<br />
Gilbert Chaudanne: O olhar sintético e etnológico de Cartier-Bresson<br />
João Gualberto: Memória capixaba<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Cultura na Ufes: prestando contas<br />
Bernadette Lyra: Bricolagem<br />
Escrivaninha: Plínio Uhl Vieira: Gente que é manchete [conto] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Luís de Almeida: Escrivão da Frota: Ao passar da barca<br />
David Protti (foto): [Sem título]<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 37, fevereiro/março de 1996</b></p>
<p>Jorge Alencar entrevistado por Adilson Vilaça: Carregando o piano da cultura<br />
Paulo de Paula: Teatro universitário: ontem e hoje<br />
José Tristão C. Fernandes: As ruas de Linhares contam suas histórias<br />
Edgar Rebouças: Uma encruzilhada para a imprensa<br />
Isaura Caliari: Novidades para a culinária<br />
Deny Gomes: Objetos com nomes, [livro de poemas de Alexandre Moraes]<br />
Érika Silva: Amor e arte na ponta dos pés<br />
Cristina Dadalto: Santo de casa faz milagre [sobre teatro infantil capixaba]<br />
Gilbert Chaudanne: O liso e o granulado<br />
Bernadette Lyra: Cantigas de exílio<br />
João Gualberto: A cultura e a cidade<br />
Escrivaninha: Elisa Lucinda: Aviso da lua que menstrua [poesia] (Apresentação: Adilson Vilaça)<br />
Mendes Andrade: Escrivão da Frota: De pescadores<br />
Márcia Monteiro Rocha (foto): [Sem título]<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 38, abril/maio de 1996</b></p>
<p>Vera Viana entrevistada por Adilson Vilaça: De mãos dadas com Pinóquio<br />
Érika Silva: Voando com Santos Dumont [sobre o vídeo Dans l&#8217;air]<br />
Antônio Carlos Garcia Jr.: Dez anos de observação [sobre observação astronômica na Ufes]<br />
Márcia Selvátici Tourinho: Cenas de fascinação [sobre gravuras de Jorge Solé]<br />
Maria Helena Hees Alves: Estrelas sem nome<br />
Renato Pacheco: Vitória: vocação portuária<br />
Adilson Vilaça: Bailando no México<br />
Renato Costa Neto: Rádio não é McDonald&#8217;s!<br />
Gilbert Chaudanne: Andressa Sily: a consciência criadora do brega<br />
Sebastião Pimentel Franco: Discutindo cultura<br />
Bernadette Lyra: Passado, presente, futuro e adjacências<br />
João Gualberto: A cultura na Ufes<br />
Escrivaninha: Sérgio Blank: Vírgula [poesia] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Mendes Andrade: Escrivão da Frota: O cachoeiro eterno<br />
Miguel Marvilla (foto): Angélica<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 39, junho de 1996</b></p>
<p>Milson Henriques entrevistado por Márcia Selvátici Tourinho: &#8220;A Marly sou eu&#8221;<br />
Adilson Vilaça: Hermógenes foi pro céu, foi tirar verso com São Benedito<br />
Luiz Guilherme Santos Neves: Dos anjos e das estrelas coroado<br />
Renato Pacheco: Hermógenes<br />
Paulo de Paula: Teatro universitário ontem e hoje<br />
Autor não identificado: Fragmentos [sobre o pintor Rogério Silva]<br />
André Hees de Carvalho: A credibilidade da imprensa<br />
Sebastião Pimentel Franco/Regina Rodrigues Hees: Museu Histórico Municipal de João Neiva<br />
Suely Carvalho Soares: O sacrifício<br />
Érika Silva: Fausto experimental<br />
Erlon José Paschoal: A encenação de textos clássicos<br />
Gilbert Chaudanne: Emilio Aceti: O nu dormindo na beleza do seu não-saber<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense<br />
Sebastião Pimentel Franco: Ideologia na cultura<br />
João Gualberto: A Ufes e o futuro<br />
Escrivaninha: Erly Milton Vieira Jr.: Para honra e glória [poesia] (Apresentação: Miguel Marvilla)<br />
Hermógenes Lima Fonseca: Bulu, o autodidata; Diolindo<br />
Leonardo Bicalho (foto): [Sem título]</p>
<p><b>n. 40, julho de 1996</b></p>
<p>Márcia Selvátici Tourinho entrevista Carla Osório: Bailarina da imagem Érika Almenara: Memória viva<br />
Beth Caetano: Retratos da dor da gente [sobre fotografias de Carlos Alberto da Silva]<br />
José Francisco Bernardino Freitas: A incompetência dos condomínios fechados<br />
Laércio Ferracioli: Liberté, égalité, ordinéteur<br />
Rômulo Augusto Penina: Centro de inteligência<br />
Miguel Marvilla: Um é pouco [sobre Aceita um Lexotan?, de Marcos Alencar]<br />
Renato Costa Neto: Nada de novo [no Festival de Música de Alegre]<br />
Gilbert Chaudanne: Das manchas e dos contornos [sobre a arte de Wanda Ribeiro, Águeda Pinheiro, Joselice Lofêgo, Lucy Dall&#8217;Orto e Paulo W]<br />
Sebastião Pimentel Franco: O museu a serviço da comunidade<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense – 2<br />
Adilson Vilaça: Encontro com o senhor do tempo<br />
Escrivaninha: Luiz Flores Alves: A última caçada [memórias] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Mendes Andrade: Escrivão da Frota: De viagens<br />
Mônica Rocha (foto): O rio Moldávia</p>
<p><b>n. 41, agosto de 1996</b></p>
<p>Abdo Chequer entrevistado por Márcia Selvátici Tourinho<br />
O Centro de Vitória revisitado: José Francisco Bernardino Freitas: Habitar o centro; Eneida Maria Souza Mendonça: Qualidade urbana; Renata de Almeida: Espaços da memória; Martha Machado Campos: Os vazios urbanos na paisagem<br />
Maria Helena Hees Alves: A viagem<br />
Paulo de Paula: Viva o Simpósio!<br />
Marta F. Moreira/Rita de Cássia V.B. Caldonho: Aninhanha &amp; Vilarejo e o discurso bíblico<br />
Oscar Gama Filho: Os limites do ato dramático<br />
Érika Almenara: A nova rota do cinema nacional<br />
Gilbert Chaudanne: Os desenhos de Artaud: o bruto, o robô, o corpo e o rosto<br />
Erlon José Paschoal: Amores românticos<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense – 3<br />
Sebastião Pimentel Franco: Repensando o papel social do museu<br />
Adilson Vilaça: Viva São Pedro!<br />
Escrivaninha: Miguel Marvilla: [Poemas do livro Sonetos da despaixão] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Arcanjo de Oliveira: Escrivão da Frota: Querida Ilda<br />
Rodrigo Rossoni (foto): Fragmentos da fé<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 42, setembro de 1996</b></p>
<p>Maria do Carmo Conopca entrevistada por Adilson Vilaça: Poliglota do esperanto<br />
Érika Almenara: Os frutos da nossa terra [sobre Venda Nova do Imigrante]<br />
[Adilson Vilaça]: As galerias ambulantes de Verônica<br />
Luiz Mees: Convento da Penha: turismo de fé e história<br />
Carlos Augusto Salles: Nós, os capixabas [identidade capixaba]<br />
Renata de Almeida: Preço alto: A Construtora Andrade Gutierrez recupera a capela de São João Batista, construída no séc. XVI, na Serra, pelos jesuítas, mas recebe em troca autorização para obras de terraplenagem, contra parecer do Conselho Estadual de Cultura Anderson Andreata: A viagem literária de Sílvio Barbieri<br />
Erly Euzébio dos Anjos: Tóquio em decadência<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense – 4<br />
Sebastião Pimentel Franco: Preservar a memória<br />
Adilson Vilaça: Film Commission<br />
Gilbert Chaudanne: O classicismo brasileiro de Lasar Segall<br />
Escrivaninha: Michella Gennifer Silva: [poesia] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Roberto Mazzini: Escrivão da Frota: De uma viagem ao interior do Estado<br />
Weber Caldas (foto): [Sem título]</p>
<p><b>n. 43, novembro/dezembro de 1996 &#8211;&nbsp;</b>Edição especial em homenagem a José Carlos Oliveira no décimo aniversário de sua morte</p>
<p>Benjamim Buaiz entrevistado por José Irmo Gonring: &#8220;Este garoto é um gênio&#8221;<br />
Reinaldo Santos Neves: Encontro marcado nas Astúrias<br />
Sheila Kaplan: Nomes e máscaras<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Bravos companheiros e fantasmas<br />
José Irmo Gonring: Um novo animal<br />
Renato Pacheco: Precoce<br />
Maria Lúcia Kopernick: Quantos ecos?<br />
Michele Monteiro Prado: A memória e a construção da cidadania<br />
Paulo de Paula: São Mateus vira palco nacional<br />
Erlon José Paschoal: Fausto em Weimar<br />
Cíntia Costa: Escrivão da Frota: Apontamentos acerca das congadas na foz do rio Jucu<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Dédalo, [de Miguel Marvilla]<br />
Sebastião Pimentel Franco: Zumbi existe em cada um de nós<br />
Adilson Vilaça: Diário de bordo<br />
Gilbert Chaudanne: Gracias a la Rosa [sobre o pintor Garcia Rosa]<br />
Neusa Mendes: Panorama do Brasil no século XX<br />
Escrivaninha: Lourival Cristofoletti: [poesia] e Elisabeth Martins: O inseto sobre a página e Contas do mar [contos] (Apresentação: Miguel Marvilla)<br />
Edson Chagas (foto): Las Madres</p>
<p><b>n. 44, janeiro/fevereiro de 1997</b></p>
<p>Attilio Colnago entrevistado por Miguel Marvilla: &#8220;Não pretendo ser um artista da moda&#8221;<br />
Luciano Ventorim: José Carlos Oliveira é Luiz Alexandre<br />
Rômulo Augusto Penina: Cuba sem Fidel?<br />
Martha Machado Campos: Igreja do Rosário: o passado interceptando o presente<br />
Wilberth Claython: A poesia-perto e o punctum capixaba I, incluindo Alexandre Moraes: O olho e a superfície: um depoimento-quase; Orlando Lopes: With a little help from my friends; Raimundo Carvalho: Viagem em volta do meu umbigo<br />
Erlon José Paschoal: Uma dupla comemoração: Brecht/Artaud<br />
Cíntia Costa: Escrivão da Frota: Memorandum ao tempo dos Santos Reis<br />
Sebastião Pimentel Franco: Prestando contas<br />
Adilson Vilaça: Esquecimento<br />
Gilbert Chaudanne: O princípio da incerteza daquele belo corpo [sobre o pintor Paulo Vieira]<br />
Escrivaninha: Herbert Farias: [conto] (Apresentação: Paulo Roberto Sodré)<br />
Miguel Marvilla (foto): Mondsee, Áustria<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 45, maio de 1997</b></p>
<p>Erlon José Paschoal entrevistado por Miguel Marvilla: O Brasil precisa descobrir o Brasil<br />
Adilson Vilaça: Ruínas do paraíso<br />
José Augusto Carvalho: Doador compulsório [sobre a lei dos transplantes]<br />
Elson Luiz Soriano: Benefício para milhares [idem]<br />
Wilberth Claython: A poesia-perto e o punctum capixaba II, incluindo Paulo Roberto Sodré: Um itinerário de três passos (primeira aproximação autocrítica de uma obra poética); Sérgio Blank: Memorabilia; Miguel Marvilla: De profundis (por que não?)<br />
Eneida Maria Souza Mendonça: O padrão Praia do Canto: arquitetura descolada do &#8220;delicioso plano da Victoria&#8221;<br />
Gilson Sarmento: Lição inesquecível<br />
Erlon José Paschoal: A ida ao teatro<br />
Sebastião Pimentel Franco: Patrimônio cultural: falta de vontade política<br />
Luiz Alexandre Mees: Vila Velha, igreja do Rosário<br />
Cíntia Costa: Escrivão da Frota: Duas páginas em honra à Senhora das Alegrias<br />
José Augusto Carvalho: De megalomania e bajulação<br />
Escrivaninha: Marilena Soneghet: Memória risonha e franca [crônicas] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense<br />
Gilbert Chaudanne: Radomsky: o impossível centro da neve<br />
Neida Lúcia de Moraes: As cores do alvorecer<br />
Andréia Lara (foto): Bóia-fria alagoano no corte de cana em São Mateus-ES</p>
<p><b>n. 46, junho de 1997 &#8211;&nbsp;</b>Edição comemorativa do IV centenário de morte do Padre José de Anchieta</p>
<p>D. Geraldo Lyrio Rocha entrevistado por Miguel Marvilla: São José de Anchieta: só falta um milagre<br />
Adilson Vilaça: O lugar das conchas<br />
Sebastião Pimentel Franco: os jesuítas e a Companhia de Jesus<br />
Orlando Lopes: Navegar eh impreciso: Os ciberpassos do(s) padre(s)<br />
José Augusto Carvalho: Por que Santo Anchieta?<br />
Erlon José Paschoal: Entre anjos e demônios<br />
Cristina Souza Gonçalves/Michele Monteiro Prado/Renata Hermanny de Almeida: Ruína do Rio Salinas<br />
Luiz Busatto: Anchieta o jesuíta<br />
Escrivaninha: Gilbert Chaudanne: As metamorfoses da Madona [poesia]<br />
Equipe da revista: Anchieta: patrimônio histórico nacional<br />
João Eudes Rodrigues Pinheiro: Os jesuítas e a educação colonial no Brasil: 1549-1759<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: Cordeirinha linda<br />
Álvaro Conde (pinturas): Cela onde morreu o Venerável [José de Anchieta]; Colégio das RR. Irmãs Carmelitas</p>
<p><b>n. 47, julho de 1997</b></p>
<p>Gilbert Chaudanne entrevistado por Oscar Gama Filho: O camponês da arte<br />
José Augusto Carvalho: Justiça em pauta<br />
Adilson Vilaça: Caravana da meia-idade<br />
Deneval Siqueira de Azevedo Filho: Casamento gay<br />
Geraldo de Moura: Casamento de homossexuais<br />
Sebastião Pimentel Franco: Casas de cultura<br />
Orlando Lopes: Navegar eh impreciso: Cultura virtual e identidade cultural: quantos gumes tem a lâmina?<br />
Erlon José Paschoal: O cronista do ordinário<br />
Gilson Sarmento: Amar é tudo saber<br />
José Francisco Bernardino Freitas: A Nova Iorque é aqui<br />
Rita de Cássia Maia e Silva Costa: Existe uma literatura infantil?<br />
Escrivaninha: Israel Francisco do Rozário: Arte poética [poesia] (Apresentação: Miguel Marvilla)<br />
Arcanjo de Oliveira: Palavras<br />
Rômulo Augusto Penina: Inversão de valores<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: Mais forte é o vento?<br />
Lúcio Mendonça (foto): Belle époque (restauração)</p>
<p><b>n. 48, agosto de 1997</b></p>
<p>Deny Gomes entrevistada por Miguel Marvilla: o tempo da utopia é agora<br />
Rômulo Augusto Penina: Um museu diferente<br />
Sebastião Pimentel Franco: Fórum Intermunicipal de Cultura<br />
Adilson Vilaça: Do barro, o retorno<br />
Marcio Fernandes Merlo: &#8220;Dido e Enéias&#8221; em Vitória<br />
José Augusto Carvalho: Leitura estimulada, uma experiência pessoal<br />
Orlando Lopes: Navegar eh impreciso: Imagem pouca é bobagem<br />
Gilbert Chaudanne: Cinema transcendental: arte sacra em Vitória hoje (Parte 1)<br />
Erlon José Paschoal: A vitória do presente<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Cultura e transformação social<br />
Escrivaninha: Sandra Almeida e Anne Ventura: Novos contistas da ilha (Apresentação: Deny Gomes)<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: O coqueirinho aí em cima<br />
Oscar Gama Filho: Conversa de bêbedo<br />
Martha Machado Campos: Arquitetura: paisagem humana<br />
Carlos Tourinho (foto): Cruz em Cabo da Roca</p>
<p><b>n. 49, setembro de 1997</b></p>
<p>Deneval Siqueira de Azevedo Filho entrevistado por Miguel Marvilla: Todo mundo nasce homoerótico<br />
Adilson Vilaça: Leitura superficial<br />
Gilson Sarmento: A semente mal germinada<br />
Marcio Fernandes Melro: Brilhantismo efêmero<br />
Gilbert Chaudanne: Arte Sacra em Vitória, parte 2: Santo Antônio e o espírito do lugar<br />
José Augusto Carvalho: Pena de morte para os inocentes<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: O coração das trevas<br />
Polyana Freitas Santos: Escrivão da Frota: Carta de um outro lado do mundo<br />
Sebastião Pimentel Franco: Mafuá de barganhas<br />
Erlon José Paschoal: O futuro do presente<br />
Anderson Faria Gachet: Imagens desse nosso (des)conhecido Centro de Vitória<br />
Orlando Lopes: Navegar eh impreciso: Cultura e castas informacionais [I]<br />
Escrivaninha: Adolfo Oleari e Elizabeth Martins: Novos contistas da ilha [II] (Apresentação: Deny Gomes)<br />
Miguel Marvilla (foto): Basílica de São Marcos</p>
<p><b>n. 50, outubro de 1997</b></p>
<p>Renato Pacheco entrevistado por Oscar Gama Filho: &#8220;Eu sou um neo-anarquista&#8221;<br />
Gilson Sarmento: Mordekai, Mordekai<br />
Gilbert Chaudanne: Arte sacra em Vitória, parte 3: O ícone está olhando para você<br />
Polyana Freitas Santos: Escrivão da Frota: Eu não sou racista, mas&#8230;<br />
Erlon José Paschoal: E o amor, onde está?<br />
Sebastião Pimentel Franco: Concertos metropolitanos<br />
Luciana Calmon Vervloet: O projetar e o construir em Vitória de 1890 a 1940<br />
Orlando da Rosa Farya: Arthur Bispo do Rosário: O segredo do labirinto<br />
Adilson Vilaça: Herdeiros de Canudos (pequeno conto para celebrar o centenário)<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: Amabilidade e leitores<br />
Virgínia Albuquerque: Viagem ao redor de uma ilha [sobre Memórias das ruínas de Creta, de Bernadette Lyra]<br />
Escrivaninha: Leini Coelho Veloso e Roberta Giovannotti: Novos contistas da ilha (III) (Apresentação: Deny Gomes)<br />
Carlos André de Oliveira: No prédio Bernadette Lyra<br />
José Augusto Carvalho: Dar baixa e dar alta<br />
Geraldo de Moura: Milagre!<br />
Miguel Marvilla (foto): Daniela</p>
<p><b>n. 51, novembro de 1997</b></p>
<p>Marco Antônio Grijó entrevistado por Rogério Coimbra: With a song in my heart<br />
Gilson Sarmento: Epifania<br />
Erlon José Paschoal: Salto para o futuro<br />
Elaudia Luzia Lima Dan: Um olhar para o interior do Estado [cidade de Jerônimo Monteiro]<br />
Sebastião Pimentel Franco: O espaço museu no Estado do Espírito Santo<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: Lolitas<br />
Antônio Aristides: Universo de nanquim e papel<br />
Adilson Vilaça: A conversa dos bebedores<br />
Deny Gomes: Pra não dizer que não falei de plágio ou Viva Vandré!<br />
José Augusto Carvalho: Neida Lúcia, a romancista de gênio<br />
Fernão Ferreiro: Baton Rouge<br />
Claudia Mara Bravim/Miguel Marvilla: A &#8220;Carta pràs Icamiabas&#8221;<br />
Escrivaninha: Fernando Achiamé: Um canto de praia [poesia] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Polyana Freitas Santos: Escrivão da Frota: Hungry Jack&#8217;s<br />
Stefano Buonamici (foto): Pisa, Itália</p>
<p><b>n. 52, dezembro de 1997</b></p>
<p>José Weber Freire Macedo entrevistado por Miguel Marvilla: Nós temos de buscar a excelência<br />
Erlon José Paschoal: Brecht faz cem anos<br />
Adilson Vilaça: Jujuba, o travesso<br />
Reinaldo Santos Neves: Dois graus a leste, três graus a oeste: O ouvidor-mor do jazz<br />
Gilson Sarmento: Na terra de Oz<br />
Polyana Freitas Santos: Escrivão da Frota: Star City<br />
José Augusto Carvalho: Normas em documentos<br />
Antônio Aristides: Que pasa? Algumas perguntas bobas e suas respostas<br />
Oscar Gama Filho: Bebop [sobre Muito soneto por nada, de Reinaldo Santos Neves]<br />
Escrivaninha: Andréia Penha Delmaschio: Conto de Natal (Apresentação: Miguel Marvilla)<br />
Marien Calixte: A face erudita do jazz<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: De usos lingüísticos e rodeios<br />
Paulo Roberto Ulhoa: O direito autoral frente às novas tecnologias<br />
Geraldo de Moura: Preconceito<br />
Claudia Bravim/Miguel Marvilla: No pain, no gain<br />
Gilbert Chaudanne: As fendas da cidade e o espírito do bairro<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: A lição de filosofia<br />
Eutichio d&#8217;Olivier (foto): Santa Isabel, ES, 1910</p>
<p><b>n. 53, janeiro de 1998</b></p>
<p>Sebastião Pimentel Franco entrevistado por Miguel Marvilla: Em busca de parcerias<br />
Reinaldo Santos Neves: Dois graus a leste, três graus a oeste: Piano de cabeceira<br />
Adilson Vilaça: João, Joana<br />
Gilbert Chaudanne: Memórias de um maluco de estrada: Berlim 71<br />
Gilson Sarmento: Para que haja atores<br />
José Augusto Carvalho: De santos e mestres<br />
Eneida Maria Souza Mendonça: Valores urbanos: até quando tão efêmeros?<br />
Erlon José Paschoal: Um novo Ano Novo<br />
Polyana Freitas Santos: Escrivão da Frota: 1881 Aerolíneas Argentinas<br />
Antônio Aristides: Guerra de papel: a espada e a pena também combatem nos quadrinhos<br />
Escrivaninha: Caetano Gotardo Soares: Ficção barata [poesia] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Marien Calixte: Jazz: uma história<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Espírito Santo: encontro das raças, [de Rogério Medeiros]<br />
Deneval Siqueira de Azevedo Filho: Valquíria Sunset de altos saltos: a farsa<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: Alelos<br />
Graciane Felipe (foto): Pier</p>
<p><b>n. 54, fevereiro de 1998</b></p>
<p>Reinaldo Santos Neves: Dois graus a leste, três graus a oeste: Latinório José Augusto Carvalho: A decadência do ensino<br />
Renata Hermanny de Almeida: Suporte publicitário (re)construindo a paisagem da cidade<br />
Adilson Vilaça: Noite carneirinha<br />
Gilbert Chaudanne: Memórias de um maluco de estrada: Lisboa 1975<br />
Erlon José Paschoal: A dimensão didática da obra de Brecht<br />
Deny Gomes: A questão 17 do vestibular 98 [inclui opinião de Augusto de Campos a respeito]<br />
Gilson Sarmento: Vai ver Platão tinha razão<br />
Antônio Aristides: Forma, fôrma, formato<br />
Cíntia Costa: Queimados: história sem registros<br />
Polyana Freitas Santos: Escrivão da Frota: Tempo de espelhos<br />
Escrivaninha: Pedro José Nunes: Das aparições [conto]<br />
Escrivaninha: Sérgio Blank: Biografia nas linhas das mãos [conto]<br />
Neida Lúcia Moraes: O visível e o seu invisível<br />
Sebastião Pimentel Franco: A trajetória feminina na sociedade brasileira<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: Os coqueiros da Barra<br />
Miguel Marvilla (foto): Daniela</p>
<p><b>n. 55, março de 1998</b></p>
<p>Vânia Maria Losada Moreira: Brasília e os dois Brasis<br />
Gilbert Chaudanne: Memórias de um maluco de estrada: Machu-Picchu 1972<br />
Gilson Sarmento: Mais fools on the hill? [sobre a representação da Paixão de Cristo em Araguaia, ES]<br />
Adilson Vilaça: Dia de traição<br />
Reinaldo Santos Neves: Dois graus a leste, três graus a oeste: O clube das terças-feiras: (i) As cantoras católicas<br />
José Francisco Bernardino Freitas: Reta de quê? [sobre a avenida Nossa Senhora da Penha]<br />
Linda Kogure: 21a reunião da Associação Brasileira de Antropologia<br />
Virgínia Coeli Passos de Albuquerque: O pulo do gato na literatura<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: De imagens e eternidade<br />
Polyana Freitas Santos: Escrivão da Frota: Paraíso, amor, liberdade<br />
José Augusto Carvalho: A outra morte de Cristo<br />
Escrivaninha: João Bonino Moreira: A rainha que piava [conto] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Deneval Siqueira de Azevedo Filho: O verme, as pêras e o falus agonicius<br />
Erlon José Paschoal: O muro em Vitória<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: Catando palavras<br />
Flávio Santos (foto): Vitória: vista noturna da praia de Camburi</p>
<p><b>n. 56, abril de 1998</b></p>
<p>Orlando Lopes entrevistado por Miguel Marvilla: Cadê, cadê todo mundo?<br />
José Augusto Carvalho: O pleonasmo<br />
Adilson Vilaça: Técnico de anjos<br />
Erlon José Paschoal: Educando com arte<br />
Reinaldo Santos Neves: Dois graus a leste, três graus a oeste: O clube das terças-feiras: (ii) Você tem que gostar pra gostar<br />
Escrivaninha: Paulo Roberto Sodré: De Ulisses a Telêmacos [poesia]<br />
Martha Machado Campos: O lugar do vazio na construção da cidade<br />
Antônio Aristides: Akira is back<br />
Deneval Siqueira de Azevedo Filho: Flores, ervas e melissas&#8230;<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: De vestibular e literatura<br />
Paulo Roberto Ulhoa: Direito à própria imagem<br />
Gilson Sarmento: Segundo começo<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: Literatura e marketing<br />
Sebastião Pimentel Franco: A mulher na sociedade brasileira – II<br />
Miguel Marvilla (foto): Paris<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 57, maio de 1998</b></p>
<p>Reinaldo Santos Neves: Dois graus a leste, três graus a oeste: O clube das terças-feiras: (iii) Como estarão as coisas lá em Vitória?<br />
Gilson Sarmento: Um diagnóstico da dramaturgia brasileira<br />
José Augusto Carvalho: A elipse<br />
Adilson Vilaça: Libélula lilás<br />
Erlon José Paschoal: Ponto de mutação<br />
Gilbert Chaudanne: Memórias de um maluco de estrada: No caminho da Índia – 1970<br />
Arcanjo de Oliveira: Cada um por si<br />
Antônio Aristides: Variações sobre o outro<br />
Alexandre Moraes: Escrivão da Frota: O amor da gorda de Cariacica diante da menina morta<br />
Francisco Aurelio Ribeiro: Paixão de ler<br />
Agostinho José Soares: A filosofia delira<br />
Renato Pacheco: Cultura popular posta em questão<br />
Idalmis Veitia Méndez: Violência entre o casal<br />
Sebastião Pimentel Franco: A mulher na sociedade brasileira (1950-60)<br />
Eneida Maria Souza Mendonça: A ver navios&#8230; em Vitória!<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: O outro lado da ilha<br />
Christoph Schneebeli: [Sem título]<br />
<b><br /></b><br />
<b>n. 58, junho de 1998</b></p>
<p>Gilson Sarmento: Vá lá, Maria, ave!<br />
Adilson Vilaça: O mal de Catarina<br />
Renata Hermanny de Almeida: A cidade fala (é só parar e escutar)<br />
Orlando Lopes: Navegar eh impreciso: &#8230;porque eu nasci pra ser o cybersacana<br />
Reinaldo Santos Neves: Dois graus a leste, três graus a oeste: O clube das terças-feiras: (iv) Tangerina<br />
Gilbert Chaudanne: Memórias de um maluco de estrada: Metz, 1973<br />
José Augusto Carvalho: O anacoluto<br />
Alexandre Moraes: Escrivão da Frota: Como ficar na moda e viver o final de século com elegância e dentro do mercado<br />
Neida Lúcia Moraes: Nas águas do Douro<br />
Escrivaninha: Luiz Romero de Oliveira: A estrada revisitada [conto] (Apresentação: Reinaldo Santos Neves)<br />
Sebastião Pimentel Franco: A virada histórica da mulher<br />
Erlon José Paschoal: Vai que é sua!<br />
Selma Blom Margotto: Medicina científica X práticas alternativas<br />
Rose Frizzera: Música nas montanhas [sobre o Festival de Inverno de Domingos Martins]<br />
Ester Abreu Vieira de Oliveira: Octavio Paz<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: O outro lado da ilha – 2<br />
Edson Chagas (foto): Anjos de Ouro Preto</p>
<p><b>n. 59, julho de 1998</b></p>
<p>Luiz Guilherme Santos Neves: Navegação em torno da ilha vislumbrada Gilbert Chaudanne: Memórias de um maluco de estrada: Istambul, 1970<br />
Adilson Vilaça: Um drible na fronteira<br />
Gina Denise: Música, doce música: Mário de Andrade e a música brasileira<br />
Sebastião Pimentel Franco: O papel da universidade na preservação da herança cultural<br />
José Augusto Carvalho: Conceitos de preconceitos<br />
Erlon José Paschoal: Ao Kafka, com carinho<br />
Oscar Gama Filho: A essência da poesia – I<br />
José Francisco Bernardino Freitas: Reflexões acerca de uma nação em (con)sagração na copa ou que venham as raposas!<br />
Reinaldo Santos Neves: Dois graus a leste, três graus a oeste: Crepúsculo sem Nellie<br />
Orlando Lopes: Navegar eh impreciso: &#8230;e que tudo mais vá pro MPEG<br />
Paulo Roberto Ulhoa: Artes plásticas: uma correção histórica<br />
Gilson Sarmento: Corte a onda e faça a peça, senhor ator<br />
Antônio Aristides: Quadrinhos e cinema (1ª parte)<br />
Escrivaninha: Reinaldo Santos Neves: Os caminhos de Jose [poemas do livro Muito soneto por nada] (Apresentação: Miguel Marvilla)<br />
Bernadette Lyra: Conversa barrense: Planeta animal<br />
Christoph Schneebeli (foto): Rio das Contas, BA</p>
<p><b>n. 60, outubro de 1998</b></p>
<p>Luiz Guilherme Santos Neves: Navegação em torno da ilha vislumbrada<br />
Geert Banck entrevistado por Renato Pacheco: Especialista em Espírito Santo<br />
Gilson Sarmento: Alhos&#8230; bugalhos&#8230; tudo é arte, cara<br />
José Augusto Carvalho: Silepse, estrangeirismo e neologismo<br />
Gilbert Chaudanne: Memórias de um maluco de estrada: Madras, 1970 (a ponte)<br />
Adilson Vilaça: Vida de toureiro – Olé<br />
Antônio Aristides: Quadrinhos e cinema (2ª parte)<br />
Vânia Maria Losada Moreira: Informação e deformação dos fatos que são notícia ou O mito da paz agrária no Espírito Santo<br />
Oscar Gama Filho: A essência da poesia – II<br />
Reinaldo Santos Neves: Dois graus a leste, três graus a oeste: Zoeira<br />
Erlon José Paschoal: Eu acredito no penta!</p>
<p>Miguel Marvilla (foto): Infância</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2016&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Reinaldo Santos Neves</b>&nbsp;é escritor com vários livros publicados e foi responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-bio-bibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)&nbsp;</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce/">Revista Você: índice</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/revista-voce/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
