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	<title>Arquivos Rogério Coimbra &#8902; Estação Capixaba</title>
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	<description>Patrimônio Cultural Capixaba</description>
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	<title>Arquivos Rogério Coimbra &#8902; Estação Capixaba</title>
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		<title>A cidade pontual: Retrato de Vitória, ES, no início do terceiro milênio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 May 2017 19:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Aguiar dos Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Rogério Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015. FICHA TÉCNICA Coordenação Reinaldo Santos Neves Pesquisa e transcrição de entrevistas Inês Aguiar dos Santos Neves Reinaldo Santos Neves Rogério Coimbra &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; SUMÁRIO Memorial descritivo Vitória, ES: Cidade pontual no início do milênio &#8211;&#160;Fernando Antônio de Moraes Achiamé Entrevistas (2004-2008) &#8212;&#8212;&#8212; © 2014&#160;Texto com direitos autorais em vigor. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-AJJcQES0FgQ/WShvR7K5P0I/AAAAAAAAP3g/cduU77kfEbkTzxhyb3ftOb177rmzNWxBACPcB/s1600/20150329_094659%2B%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" alt="Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015." border="0" data-original-height="439" data-original-width="586" height="478" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/05/20150329_0946592B252812529.jpg" class="wp-image-5182" title="Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p>FICHA TÉCNICA</p>
<p>
<b>Coordenação</b><br />
Reinaldo Santos Neves</p>
<p>
<b>Pesquisa e transcrição de entrevistas</b><br />
Inês Aguiar dos Santos Neves<br />
Reinaldo Santos Neves<br />
Rogério Coimbra</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>
SUMÁRIO</p>
<p><b><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/memorial-descritivo/" target="_blank" rel="noopener">Memorial descritivo</a></b><br />
<b><br /></b><br />
<b><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/02/vitoria-es-cidade-pontual-no-inicio-do/" target="_blank" rel="noopener">Vitória, ES: Cidade pontual no início do milênio</a> &#8211;&nbsp;</b>Fernando Antônio de Moraes Achiamé</p>
<p><b><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/entrevistas-2004-2008/" target="_blank" rel="noopener">Entrevistas (2004-2008)</a></b><br />
<b><br /></b><br />
<b><br /></b><br />
<b><br /></b><br />
</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://3.bp.blogspot.com/-smwmXn8LQeU/WSGjzE9tkvI/AAAAAAAAP1k/C3xxumO7HxQz6Xe6lv62-YSWTZI5rwXKwCLcB/s1600/conjunto-de-marcas3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" height="263" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/05/conjunto-de-marcas3.jpg" class="wp-image-5183" width="320" /></a></div>
<p><b><br /></b></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2014&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação <b>sem prévia autorização</b> dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p></p>
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		<title>Hino do Estado do Espírito Santo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Mar 2017 19:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espírito Santo (Estado)]]></category>
		<category><![CDATA[Hino]]></category>
		<category><![CDATA[História / Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Rogério Coimbra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hino é uma forma musical adotada por uma organização social como elemento para expressar não só seu sentimento de união como o de seus valores. Originalmente os hinos surgiram como canto de louvor religioso no seio da igreja cristã. Hoje, além dos hinos religiosos, há os circunstanciais, que englobam os nacionais, os alusivos a alguma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hino é uma forma musical adotada por uma organização social como elemento para expressar não só seu sentimento de união como o de seus valores. Originalmente os hinos surgiram como canto de louvor religioso no seio da igreja cristã. Hoje, além dos hinos religiosos, há os circunstanciais, que englobam os nacionais, os alusivos a alguma causa ou categoria, os esportivos etc. Talvez o hino mais famoso seja o nacional francês, a Marselhesa. Os hinos podem ser adotados através de leis, decretos, resoluções, ou consuetudinariamente, como é o caso de Cidade Sol, de Pedro Caetano, hino da cidade de Vitória por adoção popular, ao contrário da obra de Carlos Cruz, oficializado através de concurso realizado em 1979. Independente do valor artístico, hino é hino e tem que ser cantado por todos. E o hino do Estado do Espírito Santo?</p>
<p>A história do hino espírito-santense é cheia de vieses. Conforme o Prof. Estilaque Ferreira dos Santos, desde a manifestação do espírito republicano em solo capixaba, em torno de l870, era comum entre políticos e simpatizantes da causa republicana cantar-se a Marselhesa em solenidades e eventos diversos, tanto assim que, quando foi proclamada a República em l889, os mais fervorosos políticos queriam adotar a Marselhesa como hino oficial do Brasil<span id="HEES_RP1V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP1" title="Nas solenidades oficiais e nas comemorações cívicas cantava-se a Marselhesa: '[...] a cidade de Vitória recebera 25 de agosto de 1893, a visita altamente significativa do Dr. Afonso Augusto Moreira Pena, Presidente daquele Estado [Minas Gerais]. [...] Pessanha Póvoa saudou-o no Cais Municipal. Cantou-se a Marselhesa, no Palácio do Governo e Pe. Antunes Siqueira recitou uma poesia.' (Novaes, Maria Stella de. História do Espírito Santo. Fundo Editorial do Espírito Santo, Vitória, p.332."><sup><b>[ 1 ]</b></sup></a></p>
<p>Foram pensamentos entusiasmados como aqueles que geraram alguns conceitos do tipo o que pode ser bom para a França deve ser bom para o Brasil. O bom senso prevaleceu<span id="HEES_RP2V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP2" title="Em manuscrito colhido pelo Prof. Estilaque Ferreira dos Santos no IHGB, de autoria de Afonso Cláudio e denominado História da Propaganda Republicana no Estado do Espírito Santo, de 1922, há um trecho referente à execução da Marselhesa no sul do estado, em 28 de novembro de l889, conforme boletim do Partido Republicano: 'No dia 16 do corrente, às 6 horas da manhã, depois de afixada na porta da estação telegráfica a circular que distribuímos em boletins e que fora publicada em nossa edição especial do dia 18, na qual dávamos conta aos nossos correligionários e ao público em geral, da proclamação da República e da constituição de seu Governo, imediatamente a banda de música Euterpe Cachoeirense, reunida em casa do cidadão João Loyola, proprietário e gerente de O Cachoeirano [...] saiu a percorrer as ruas da vila entoando a Marselhesa [...]. À chegada do trem, que vinha enfeitado com flores e bandeiras vermelhas, soou a Marselhesa e o cidadão Brocardo Peniose que chegara de Castelo levantou vivas à República e ao Governo Provisório que foram entusiasticamente correspondidas pelo povo que havia se aglomerado na estação. Não tendo chegado apesar de esperado o Dr. Antônio Aguirre, a banda musical fez um pequeno trajeto pelas ruas ao som da Marselhesa e recolheu-se.'"><sup><b>[ 2 ]</b></sup></a></p>
<p>O hino nacional brasileiro, por exemplo, composto em 1831 por Francisco Manuel da Silva, teve várias letras e era mesmo executado com freqüência sem letra alguma, até a criação por Osório Duque Estrada, em 1909, dos versos hoje oficiais, e a aprovação de letra e melodia, em 1922, pelo Congresso Nacional<span id="HEES_RP3V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP3" title="O Hino Nacional foi composto por Francisco Manuel para execução em 7 de abril de 1831 por ocasião da coroação de D.Pedro II com sucessivas letras, cerca de 15, e algumas versões para vários idiomas, inclusive para o esperanto. A primeira letra, de 1831, foi de autoria do Desembargador piauiense Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, com adaptação do próprio Francisco Manuel. Na história dos hinos no Brasil, o Nacional foi o sexto a surgir. O primeiro é considerado o Wilhelmus Van Nassauwen, em Pernambuco, em 1644. O segundo seria o Hino Nacional do Brasil Colônia, de 1808, o terceiro o Hino da Revolução, da Inconfidência Mineira, de 1817, o quarto, o Hino Imperial Constitucional, de D. Pedro I, de 1821, e o quinto, também de autoria de D. Pedro I, em 1822, o Hino da Independência. (Bahiense, Norbertino. 'O Hino Nacional Brasileiro'. In Revista do IHGES, 1961, p. 57)"><sup><b>[ 3 ]</b></sup></a></p>
<p>O hino espírito-santense também teve uma trajetória meio confusa. Originalmente, os versos do hino atual, assinados por Pessanha Póvoa, serviram de letra para o Hino da Mocidade Espírito Santense, que teve sua primeira audição em 1880, por ocasião da reabertura da Biblioteca Pública, com música do maestro João Pereira Azevedo<span id="HEES_RP4V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP4" title="'A 18 de março de 1880, reabriu-se a Biblioteca Pública ainda na Presidência o Dr. Eliseu de Souza Martins. Repetiram-se os discursos com a presença do povo, Banda de Música, etc. Pessanha Póvoa [José Joaquim] ofereceu então uma poesia - 'Hino da Mocidade Espírito-Santense' para a qual o maestro João Azevedo compôs uma expressiva página musical. Atualmente canta-se nas solenidades e nas escolas com a música de Artur Napoleão.' (Novaes, Maria Stella de. Op. cit., p.276)."><sup><b>[ 4 ]</b></sup></a></p>
<p>Nota-se com facilidade que o discurso poético de Póvoa é dirigido a estudantes, o que é comprovado por versos como &#8220;nossos braços são fracos, que importa?&#8221;, ou &#8220;saudemos nossos pais e nossos mestres&#8221;, ou ainda por versos pueris como &#8220;se as glórias do presente forem poucas / acenai para nós, Posteridade!&#8221;</p>
<p>A música de Artur Napoleão, que hoje constitui, com os versos de Pessanha Póvoa, o hino do Estado, data de 1894, e sua melodia é bem construída e de agradável audição. João de Azevedo, autor da composição original, era um dos músicos mais atuantes na cena capixaba do final do século XIX e início do século XX, que por muitos anos foi o regente da Filarmônica Rosariense (Phil&#8217;Orfenica), a banda dos Peroás, da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, tendo depois regido também a Banda Caramuru, do Convento de São Francisco de Assis, além de ser nome constante dos programas de grandes concertos sacros em diversas solenidades. A melodia de João Azevedo sobreviveu 14 anos. Não teria sido ela do agrado popular, ou das autoridades?</p>
<p>Conforme o Prof. Miguel Kill, a nova melodia seria apresentada oficialmente no dia 13 de julho de 1895, por ocasião da inauguração de um trecho da Estrada de Ferro Sul do Espírito Santo (Vitória a Viana) e também data do aniversário do presidente do Estado, mas isso não aconteceu devido a receio de Muniz Freire de possíveis críticas, não pelo valor artístico da obra em si, mas, provavelmente, por tratar-se de um oferecimento &#8220;político&#8221;<span id="HEES_RPV">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP5" title="Depoimento exclusivo ao autor em 20.02.2001."><sup><b>[ 5 ]</b></sup></a></p>
<p>A nova melodia do hino foi encomendada a Artur Napoleão pelo comendador Urbano da Cunha Faria, residente no Rio de Janeiro, onde inclusive foi realizada uma grande festa para dar divulgação à nova música, com a presença de grandes personalidades da época. Seria um presente ao presidente Muniz Freire. Para Maria Stella de Novaes o evento ocorreu no dia 21 de outubro de l894<span id="HEES_RP6V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP6" title="Novaes, Maria Stella de. Op. cit., p. 277 e 335. Curiosamente o estudioso Eugênio de Assis fez anotação de próprio punho no exemplar da edição citada que se encontra na Sala do Espírito Santo, na Biblioteca Pública Estadual, corrigindo a data para 25 de novembro, por razões por nós desconhecidas."><sup><b>[ 6 ]</b></sup></a></p>
<p>O escritor Reinaldo Santos Neves alerta: o hino espírito-santense foi assunto para Machado de Assis em crônica publicada em 14 de outubro de 1894 no jornal carioca Gazeta de Notícias, portanto uma semana antes do comentado evento que apresentaria a &#8220;encomenda musical&#8221; solicitada pelo &#8220;filho ilustre&#8221; (sic) Urbano da Cunha Faria. A questão era avaliar o propósito, ou despropósito, de tal encomenda.</p>
<p>Tal escrito também foi noticiado por O Estado do Espírito Santo em 27 de outubro de 1894, como registrou o Prof. Guilherme Santos Neves<span id="HEES_RP7V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP7" title="Santos Neves, Guilherme. Artigo in A Gazeta, de 23 de maio de 1964."><sup><b>[ 7 ]</b></sup></a></p>
<p>No calor da república, conversa Machado de Assis:</p>
<div align="right">
<table style="font-size: 90%; width: 95%;">
<tbody>
<tr>
<td>[&#8230;] Não tenho pressa, enquanto meditas e eu espero, Artur Napoleão conclui o hino que vai ser oferecido ao Estado do Espírito Santo por um dos seus filhos. Sobre isto ouvi duas opiniões contrárias. Uma dizia que não achava boa a oferta.<br />
— Não o digo por desfazer da obra, que não conheço, nem a intenção, que é filial, menos ainda do estado, que a merece [&#8230;] Um hino pode levar idéias de particularismo.<br />
— Discordo, respondeu outra opinião. [&#8230;] Não acho inconveniente o hino e tanto melhor se cada estado tiver seu hino particular [&#8230;] A grande unidade faz-se de pequenas unidades<span id="HEES_RP8V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP8" title="Assis, Machado de. A Semana, vol. II. W. M. Jackson Inc. Ed, Rio de Janeiro, 1937, p. 192."><sup><b>[ 8 ]</b></sup></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Confirma-se assim a realização do grande evento que promoveu a divulgação do novo hino espírito-santense oferecido a Muniz Freire e que na verdade somente após 7 de setembro de 1909 foi adotado nas escolas e executado nas solenidades oficiais. Guilherme Santos Neves também esclarece que talvez a primeira notícia divulgada pela imprensa capixaba sobre a composição do hino espírito-santense seja aquela que se lê no Estado do Espírito Santo, edição de 18 outubro de 1894. Assim ficou registrado no periódico:</p>
<p>O laureado professor Artur Napoleão um dos melhores talentos musicais que possuímos, compôs a pedido do nosso distinto conterrâneo e capixaba da praça do Rio de Janeiro o Sr. Urbano da Cunha Faria, o hino deste estado. A inspirada e ótima <span id="HEES_RP9V">composição </span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP9" title="Já teria o redator ouvido antecipadamente a composição para adjetivá-la mesmo antes da primeira audição?"><sup><b>[ 9 ]</b></sup></a> foi oferecida ao nosso eminente chefe o benemérito presidente deste estado o Exmo. Sr. Dr. Muniz Freire por aquele nosso coestaduano.</p>
<p>O referido hino deve ser executado nesta capital na inauguração da estrada de ferro Sul do Espírito Santo, e será ouvido por estes dias na Capital Federal na residência de nosso estimado conterrâneo que convidou a colônia espírito-santense, crescido número de amigos e representantes da imprensa para esse fim<span id="HEES_RP10V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP10" title="Não temos notícia de quem seria de fato o capixaba Urbano da Cunha Faria. Percebe-se sua forte influência na sociedade carioca e é chamado pela imprensa de afamado capitalista. Os mais importantes periódicos cariocas da época, como o Jornal do Comércio e A Gazeta de Notícias, não só noticiaram previamente sobre o hino bem como depois sobre a festa em que a composição foi apresentada. Interessante é que sempre as notícias são atreladas ao fato de que o Hino do Espírito Santo seria executado na inauguração da estrada de ferro Sul do Espírito Santo cuja inauguração dar-se-ia em 17 de julho do ano seguinte. Seria Urbano Faria um capitalista com interesses diretos na construção da ferrovia?"><sup><b>[ 10 ]</b></sup></a></p>
<p>O Estado do Espírito Santo, em suas edições de 22, 23, 24 e 27 de outubro e 3, 5, 6 e 10 de novembro, sempre volta ao assunto, principalmente reproduzindo notícias da imprensa carioca.</p>
<p>Guilherme Santos Neves também indaga:</p>
<div align="right">
<table style="font-size: 90%; width: 95%;">
<tbody>
<tr>
<td>Que motivos teriam levado o Governo a não executá-lo na ocasião? [Na data da inauguração do trecho ferroviário Vitória-Viana, em 17 de julho de 1895.] Teriam calado mais fundamente os argumentos contrários, expendidos por um dos interlocutores na crônica de Machado de Assis? Não temos elementos para afirmar ou negar. Também nos falecem dados, agora à mão, que indiquem em que dia, em que instante, os capixabas ouviram, como Hino oficial de sua terra, a bela e inspirada composição musical de Artur Napoleão [&#8230;].<span id="HEES_RP11V">&#8220;</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP11" title="Pelo desenrolar dos fatos, a grande repercussão do lançamento do hino e a sua não inclusão na programação do evento que inauguraria o trecho ferroviário Vitória-Viana levam a presumir que houve certo 'pudor político' por parte de Muniz Freire ou então suas relações com Urbano Faria não justificariam a exibição de tal 'presente musical'. Na edição de 15 de julho de 1895 O Estado do Espírito Santo publica, entre muitos telegramas de felicitações não só pelo aniversário de Muniz Freire como pela inauguração da ferrovia, o de seguinte texto: 'Rio, 13 - As mais cordiais felicitações enviam ao eminente coestaduano Exmo. Dr. Muniz Freire pelo seu aniversário natalício. Ass: Urbano de Faria e sua família.'"><sup><b>[ 11 ]</b></sup></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Na edição de 16 de julho de 1895, O Estado do Espírito Santo, em longa matéria sobre o dia da inauguração, relata: &#8220;Na rua do Comércio era enorme o concurso popular. Sua Excia [Muniz Freire] desfilou entre alas do povo, e a guarda de honra do Corpo de Polícia e músicos que executaram o Hino Nacional.&#8221;</p>
<p>E quem eram Artur Napoleão e Pessanha Póvoa?</p>
<p>Artur Napoleão, pianista e compositor, nasceu em 1843 em Porto, Portugal, com ascendência italiana. Foi garoto prodígio juntamente com seus irmãos Alfredo e Aníbal, tendo realizado diversos concertos pela Europa, e a história o coloca entre os principais pianistas de sua época. Compôs várias obras eruditas e para a música popular brasileira colaborou com a polca-concerto &#8220;Chuva de Rosas&#8221; e as polcas &#8220;Teus Olhos&#8221; e &#8220;Recordações de Petrópolis&#8221;. Usou o pseudônimo de F. Furnagali<span id="HEES_RP12V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP12" title="Vasconcelos, Ary. Raízes da Música Popular Brasileira. Rio de Janeiro, Rio Fundo Ed. Ltda, 1991, p. 252."><sup><b>[ 12 ]</b></sup></a> Aos 25 anos fixou residência no Rio de Janeiro, onde por mais de meio século exerceria influência como pianista, professor e editor de música, além de conseguir fama como exímio enxadrista. Quando concertista, dentre tantos elogios que recebeu, o mais significativo deles foi o que proveio de Liszt<span id="HEES_RP13V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP13" title="Horta, Luiz Paulo. Dicionário de Música. Rio de Janeiro, Zahar Editores,1982, p. 256."><sup><b>[ 13 ]</b></sup></a></p>
<p>José Joaquim Pessanha Póvoa nasceu em São João da Barra, Rio de Janeiro, em 15 de abril de 1836. Residiu no Espírito Santo de 1875 até a data de seu falecimento, 17 de setembro de 1904, com exceção do período 1890-1891, quando foi chamado para exercer o cargo de chefe de polícia no Estado do Rio de Janeiro, no governo de Francisco Portela. No Império militou no Partido Liberal e exerceu o cargo de secretário da Presidência do Rio Grande do Sul, no governo do Conde de Porto Alegre. Ele parecia ter muito trânsito entre os políticos. Foi considerado um adepto entusiasta do Romantismo e difusor, no exterior, de nomes de artistas e intelectuais brasileiros que no Brasil não tinham projeção. Defendia a criação de uma literatura nacional, de um teatro nacional, de uma música nacional<span id="HEES_RP14V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP14" title="Cláudio, Afonso. História da Literatura Espírito-Santense. Porto, Oficinas do Comércio do Porto, 1912. Edição facsimilada, Xerox do Brasil, 1981, p. 189-197."><sup><b>[ 14 ]</b></sup></a> No Espírito Santo, onde constituiu família, foi diretor da Instrução Pública e lente de Filosofia e de História e Geografia. Foi eleito deputado para a Assembléia Provincial e vereador de Vitória. Publicou obras como Heróis de Guerra, Heróis da Arte, Legendas da Província do Espírito Santo, Jesuítas e Reis, A cela de Padre Anchieta. Fundou em 24 de janeiro de 1878 a Gazeta de Vitória, publicação que durou até 1889<span id="HEES_RP15V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP15" title="Oliveira, José Texeira de. História do Espírito Santo. Vitória, Espírito Santo, Fundação Cultural do Espírito Santo, 1975, p. 396."><sup><b>[ 15 ]</b></sup></a> Vincenzo Cernicchiaro, em Storia della Musica nel Brasile, inclui Pessanha Póvoa entre os poeti, cantori e musici que fizeram ai loro giorni, le deslizie dei salotti di Rio de Janeiro, di Bahia e di S. Paulo<span id="HEES_RP16V">.</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP16" title="Vasconcelos, Ary. Op. cit., p. 191."><sup><b>[ 16 ]</b></sup></a> Pessanha Póvoa é patrono da cadeira 36 da Academia Espírito-santense de Letras.</p>
<p>Mas a história do hino capixaba quase teve um desdobramento surpreendente: &#8220;Em 1947, ao deixar o Governo, o interventor Moacyr Ubirajara, pelo Decreto no. 16.453, de janeiro daquele ano, restabeleceu os símbolos do estado, confirmando que fosse adotado para nosso hino, a letra de Cyro Vieira da Cunha. Meses depois, já no Governo de Carlos Lindenberg, pelo Decreto no. 16.618, de 24 de julho daquele ano, resolveu de um modo mais claro, determinar os símbolos do estado, com as alterações necessárias que na época, foram estudadas e sugeridas.<span id="HEES_RP17V">&#8220;</span><a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP17" title="Notas de Paulo Fundão, de 1972, encontradas na pasta Música Capixaba, na sala Espírito Santo da Biblioteca Pública Estadual."><sup><b>[ 17 ]</b></sup></a></p>
<p>Na verdade o decreto de Moacir Ubirajara nada mais fazia do que reiterar o que já havia sido determinado pelo interventor federal João Punaro Bley que, através do Decreto no. 3.151, de 12 de janeiro de l933, adotou a letra de Ciro Vieira da Cunha denominada &#8220;Canção da Terra Capixaba&#8221; para ser ajustada à composição musical de Artur Napoleão, e assim tornar sua execução obrigatória nos estabelecimentos de ensino oficiais e particulares. A letra de Ciro Vieira da Cunha, através de dois decretos governamentais, em 1933 e 1943, era para ser adotada oficialmente, mas como Carlos Lindenberg reorganizou tudo, todos voltaram à letra original de Pessanha Póvoa.</p>
<p>Ciro Vieira da Cunha altera alguns sentimentos de Póvoa, como se vê a seguir, substituindo os braços fracos por força viril, trabalhadora, ou as poucas glórias do presente, por glórias do passado e do futuro, enfim, sai do plano juvenil para a maturidade.</p>
<p>Assim é a letra elaborada por Ciro Vieira da Cunha para adaptar-se à melodia de Napoleão:</p>
<p>&#8220;Salve! Terra feliz de ternura<br />
Toda cheia de luz e de amor!<br />
É a vida em teu seio, mais pura<br />
Tem o sol, em teu céu, mais calor.<br />
Resumiste as belezas do mundo<br />
Neste canto sem par no Brasil!<br />
Tens a força de um solo fecundo,<br />
Tens a força de um povo viril!</p>
<p>Estribilho:</p>
<p>Todos nós, no louvor deste canto,<br />
Desejamos, a ti, glórias mil<br />
Para a glória do Espírito Santo<br />
Ser a força do nosso Brasil.</p>
<p>Terra jovem — bendito agasalho<br />
Para os homens que querem lutar<br />
O teu solo convida ao trabalho<br />
E convida o teu céu a sonhar&#8230;</p>
<p>Cada dia que foge, dilatas<br />
Teu grandioso valor inda mais<br />
No tesouro invejável das matas<br />
Na riqueza dos teus cafezais.</p>
<p>Estribilho:&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p>Terra linda — brilhante encantado<br />
Que teus filhos fizeram luzir<br />
Se já tens um glorioso passado,<br />
É de glórias também o teu porvir!</p>
<p>Terra nova de morros bravios<br />
É a saudade — no canto das aves<br />
Esperança — no canto dos rios&#8230;</p>
<p>Estribilho:&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p>
Hoje, há rumores de alteração na letra de Pessanha Póvoa. Comenta-se em incluir a figura do petróleo, que somente jorra em São Mateus, onde a produção maior é do gás, e ainda não se concretizaram as previsões de abundância na costa capixaba. É esperar para ver, ou melhor, para ouvir. Enquanto isso o hino em si foi surpreendentemente esquecido nas escolas públicas, nas ruas, na memória geral.</p>
<p>Hino é hino e tem que ser cantado por todos, seja ele lá como for. Necessita-se apenas da prática de sua execução e que se torne uma referência de autêntico apelo capixaba.</p>
<p>
Biblioteca Pública Estadual<br />
Vitória, Espírito Santo, março de 2001.</p>
<p>
_____________________________</p>
<h4>
<span style="font-size: 90%;"><br />
NOTAS</span></h4>
<p></p>
<div id="HEES_RP1">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP1V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 1 ]</b></sup></a>&nbsp;Nas solenidades oficiais e nas comemorações cívicas cantava-se a Marselhesa: &#8220;[&#8230;] a cidade de Vitória recebera 25 de agosto de 1893, a visita altamente significativa do Dr. Afonso Augusto Moreira Pena, Presidente daquele Estado [Minas Gerais]. [&#8230;] Pessanha Póvoa saudou-o no Cais Municipal. Cantou-se a Marselhesa, no Palácio do Governo e Pe. Antunes Siqueira recitou uma poesia.&#8221; (Novaes, Maria Stella de. <i>História do Espírito Santo</i>. Fundo Editorial do Espírito Santo, Vitória, p.332.</div>
<div id="HEES_RP2">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP2V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 2 ]</b></sup></a>&nbsp;Em manuscrito colhido pelo Prof. Estilaque Ferreira dos Santos no IHGB, de autoria de Afonso Cláudio e denominado <i>História da Propaganda Republicana no Estado do Espírito Santo</i>, de 1922, há um trecho referente à execução da <i>Marselhesa </i>no sul do estado, em 28 de novembro de l889, conforme boletim do Partido Republicano: &#8220;No dia 16 do corrente, às 6 horas da manhã, depois de afixada na porta da estação telegráfica a circular que distribuímos em boletins e que fora publicada em nossa edição especial do dia 18, na qual dávamos conta aos nossos correligionários e ao público em geral, da proclamação da República e da constituição de seu Governo, imediatamente a banda de música Euterpe Cachoeirense, reunida em casa do cidadão João Loyola, proprietário e gerente de <i>O Cachoeirano</i> [&#8230;] saiu a percorrer as ruas da vila entoando a <i>Marselhesa</i> [&#8230;]. À chegada do trem, que vinha enfeitado com flores e bandeiras vermelhas, soou a <i>Marselhesa </i>e o cidadão Brocardo Peniose que chegara de Castelo levantou vivas à República e ao Governo Provisório que foram entusiasticamente correspondidas pelo povo que havia se aglomerado na estação. Não tendo chegado apesar de esperado o Dr. Antônio Aguirre, a banda musical fez um pequeno trajeto pelas ruas ao som da <i>Marselhesa </i>e recolheu-se.&#8221;</div>
<div id="HEES_RP3">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP3V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 3 ]</b></sup></a>&nbsp;O <i>Hino Nacional</i> foi composto por Francisco Manuel para execução em 7 de abril de 1831 por ocasião da coroação de D.Pedro II com sucessivas letras, cerca de 15, e algumas versões para vários idiomas, inclusive para o esperanto. A primeira letra, de 1831, foi de autoria do Desembargador piauiense Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, com adaptação do próprio Francisco Manuel. Na história dos hinos no Brasil, o Nacional foi o sexto a surgir. O primeiro é considerado o Wilhelmus Van Nassauwen, em Pernambuco, em 1644. O segundo seria o Hino Nacional do Brasil Colônia, de 1808, o terceiro o Hino da Revolução, da Inconfidência Mineira, de 1817, o quarto, o Hino Imperial Constitucional, de D. Pedro I, de 1821, e o quinto, também de autoria de D. Pedro I, em 1822, o Hino da Independência. (Bahiense, Norbertino. &#8220;O Hino Nacional Brasileiro&#8221;. In <i>Revista do IHGES</i>, 1961, p. 57)</div>
<div id="HEES_RP4">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP4V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 4 ]</b></sup></a>&nbsp;&#8220;A 18 de março de 1880, reabriu-se a Biblioteca Pública ainda na Presidência o Dr. Eliseu de Souza Martins. Repetiram-se os discursos com a presença do povo, Banda de Música, etc. Pessanha Póvoa [José Joaquim] ofereceu então uma poesia &#8211; &#8216;Hino da Mocidade Espírito-Santense&#8217; para a qual o maestro João Azevedo compôs uma expressiva página musical. Atualmente canta-se nas solenidades e nas escolas com a música de Artur Napoleão.&#8221; (Novaes, Maria Stella de. Op. cit., p.276).</div>
<div id="HEES_RP5">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP5V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 5 ]</b></sup></a>&nbsp;Depoimento exclusivo ao autor em 20.02.2001.</div>
<div id="HEES_RP6">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP6V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 6 ]</b></sup></a>&nbsp;Novaes, Maria Stella de. Op. cit., p. 277 e 335. Curiosamente o estudioso Eugênio de Assis fez anotação de próprio punho no exemplar da edição citada que se encontra na Sala do Espírito Santo, na Biblioteca Pública Estadual, corrigindo a data para 25 de novembro, por razões por nós desconhecidas.</div>
<div id="HEES_RP7">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP7V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 7 ]</b></sup></a>&nbsp;Santos Neves, Guilherme. Artigo in <i>A Gazeta</i>, de 23 de maio de 1964.</div>
<div id="HEES_RP8">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP8V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 8 ]</b></sup></a>&nbsp;Assis, Machado de. <i>A Semana</i>, vol. II. W. M. Jackson Inc. Ed, Rio de Janeiro, 1937, p. 192.</div>
<div id="HEES_RP9">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP9V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 9 ]</b></sup></a>&nbsp;Já teria o redator ouvido antecipadamente a composição para adjetivá-la mesmo antes da primeira audição?</div>
<div id="HEES_RP10">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP10V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 10 ]</b></sup></a>&nbsp;Não temos notícia de quem seria de fato o capixaba Urbano da Cunha Faria. Percebe-se sua forte influência na sociedade carioca e é chamado pela imprensa de afamado capitalista. Os mais importantes periódicos cariocas da época, como o <i>Jornal do Comércio</i> e <i>A Gazeta de Notícias</i>, não só noticiaram previamente sobre o hino bem como depois sobre a festa em que a composição foi apresentada. Interessante é que sempre as notícias são atreladas ao fato de que o <i>Hino do Espírito Santo</i> seria executado na inauguração da estrada de ferro Sul do Espírito Santo cuja inauguração dar-se-ia em 17 de julho do ano seguinte. Seria Urbano Faria um capitalista com interesses diretos na construção da ferrovia?</div>
<div id="HEES_RP11">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP11V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 11 ]</b></sup></a>&nbsp;Pelo desenrolar dos fatos, a grande repercussão do lançamento do hino e a sua não inclusão na programação do evento que inauguraria o trecho ferroviário Vitória-Viana levam a presumir que houve certo &#8220;pudor político&#8221; por parte de Muniz Freire ou então suas relações com Urbano Faria não justificariam a exibição de tal &#8220;presente musical&#8221;. Na edição de 15 de julho de 1895 <i>O Estado do Espírito Santo</i> publica, entre muitos telegramas de felicitações não só pelo aniversário de Muniz Freire como pela inauguração da ferrovia, o de seguinte texto: &#8220;Rio, 13 &#8211; As mais cordiais felicitações enviam ao eminente coestaduano Exmo. Dr. Muniz Freire pelo seu aniversário natalício. Ass: Urbano de Faria e sua família.&#8221;</div>
<div id="HEES_RP12">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP12V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 12 ]</b></sup></a>&nbsp;Vasconcelos, Ary. <i>Raízes da Música Popular Brasileira</i>. Rio de Janeiro, Rio Fundo Ed. Ltda, 1991, p. 252.</div>
<div id="HEES_RP13">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP13V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 13 ]</b></sup></a>&nbsp;Horta, Luiz Paulo. <i>Dicionário de Música</i>. Rio de Janeiro, Zahar Editores,1982, p. 256.&lt;</div>
<div id="HEES_RP14">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP14V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 14 ]</b></sup></a>&nbsp;Cláudio, Afonso. <i>História da Literatura Espírito-Santense</i>. Porto, Oficinas do Comércio do Porto, 1912. Edição facsimilada, Xerox do Brasil, 1981, p. 189-197.</div>
<div id="HEES_RP15">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP15V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 15 ]</b></sup></a>&nbsp;Oliveira, José Texeira de. <i>História do Espírito Santo</i>. Vitória, Espírito Santo, Fundação Cultural do Espírito Santo, 1975, p. 396.</div>
<div id="HEES_RP16">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP16V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 16 ]</b></sup></a>&nbsp;Vasconcelos, Ary. Op. cit., p. 191.</div>
<div id="HEES_RP17">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/hino-do-estado-do-espirito-santo/#HEES_RP17V" title="Clique aqui para voltar"><sup><b>[ 17 ]</b></sup></a>&nbsp;Notas de Paulo Fundão, de 1972, encontradas na pasta Música Capixaba, na sala Espírito Santo da Biblioteca Pública Estadual.</div>
<p>
_______________________________________</p>
<p>
APENDICES</p>
<p>
<b>Letra do Hino (Pessanha Póvoa)</b></p>
<p>
Surge ao longe a estrela prometida<br />
Que a luz sobre nós quer espalhar!<br />
Quando ela ocultar-se no horizonte,<br />
Há-de o sol nossos feitos lumiar.</p>
<p>Nossos braços são fracos, que importa?<br />
Temos fé, temos crença a fartar!<br />
Supre a falta de idade e de força<br />
Feitos nobres, valentes, sem par.</p>
<p>Estribilho:</p>
<p>Salve o povo espírito-santense,<br />
Herdeiro de um passado glorioso!<br />
Somos nós a falange do presente,<br />
Em busca de um futuro esperançoso.</p>
<p>Saudemos nossos pais e mestres,<br />
À pátria que estremece alegria,<br />
Na hora em que seus filhos, reunidos,<br />
Dão exemplo de amor e harmonia.</p>
<p>Venham louros, coroas, venham flores,<br />
Ornar os troféus da mocidade.<br />
Se as glórias do presente forem poucas,<br />
Acenai, para nós posteridade.</p>
<p>
<b>Decretos</b></p>
<p>
Decreto N. 3.151, publicado no <i>Diário Oficial&nbsp;</i>de 13 de janeiro de 1933.</p>
<p>O Interventor Federal no Estado do Espírito Santo,</p>
<p>Tendo em vista a cessão a título gratuito que, nos termos do código civil do Estado, faz o Dr. Cyro Vieira da Cunha dos seus direitos autorais sobre a letra do Hino Espírito-santense, e,</p>
<p>Usando de suas atribuições que lhe são conferidas pelo Decreto No 13.398, de 11 de novembro de 1930,</p>
<p>DECRETA</p>
<p>Art. 1º – Sob denominação de &#8220;Canção da Terra Capixaba&#8221; fica oficialmente adotada pelo Departamento de Ensino Público a composição poética da lavra do Dr. Cyro Vieira da Cunha ajustada à composição musical &#8220;Hino Espírito-santense&#8221;, de autoria de Artur Napoleão.</p>
<p>Art 2º&nbsp;– É obrigatória nos estabelecimentos de ensino oficiais e particulares a &#8220;Canção da Terra Capixaba&#8221;.</p>
<p>Art. 3º – Revogam-se as disposições em contrário.</p>
<div style="text-align: right;">
Vitória, 12 de janeiro de 1933.</div>
<div style="text-align: right;">
João Punaro Bley.</div>
<p></p>
<div style="text-align: center;">
* * *&nbsp;</div>
<p>
Decreto-Lei Nº 16.453, de 31 de janeiro de 1947, publicado no <i>Diário Oficial</i> de 1º&nbsp;de fevereiro de 1947.</p>
<p>Restabelece os símbolos estaduais.</p>
<p>O Interventor Federal no Estado do Espírito Santo, usando de suas atribuições legais, e</p>
<p>Considerando que a Constituição Federal vigente não se opõe a que Estados tenham Símbolos próprio;</p>
<p>Considerando que, em face dos decretos nos. 455 e 456 de 07 de setembro de 1909, o Estado do Espírito Santo adotou respectivamente não só seu grande selo como escudo de suas armas;</p>
<p>Considerando que a atual Constituição Federal permitindo aos estados terem símbolos próprios, restabeleceu a tradição inaugurada com o advento republicano, de as parcelas federativas continuarem a ter seus símbolos;</p>
<p>Considerando que o Estado do Espírito Santo desde a promulgação da República, adotou como seu Hino a composição musical de Artur Napoleão;</p>
<p>Considerando que em face do Decreto No 3.151, de 12 de janeiro de 1933 foi adotada a composição poética da lavra do Dr. Ciro Vieira da Cunha, como letra do referido Hino;</p>
<p>DECRETA</p>
<p>Art. Único – Ficam restabelecidos para todos os efeitos, os decretos estaduais Nºs 455, 456 e 3.151, respectivamente de 7 de setembro de 1909 e 12 de janeiro de 1933, revogadas as disposições em contrário.</p>
<div style="text-align: right;">
</div>
<div style="text-align: right;">
Palácio Anchieta, 31 de janeiro de 1947.</div>
<div style="text-align: right;">
Moacir Ubirajara.</div>
<div style="text-align: center;">
</div>
<div style="text-align: center;">
* * *&nbsp;</div>
<p>
Decreto n. 16.618 de 24 de julho de 1947 dispõe sobre os símbolos do Estado.</p>
<p>O Governador do Estado do Espírito Santo, usando de atribuição legal e tendo em vista o art. 6º, nº V, do Decreto-lei Federal nº 1202, de 8 de abril de 1939, considerando que, pelo disposto no § único do art. 195 da Constituição Federal de1946, os estados e os municípios podem ter símbolos próprios; considerando que são eles: bandeira, hino, armas e selo; considerando que, respectivamente, pelos decretos ns. 455 e 456, ambos de 7 de setembro de 1909, foram estabelecidos o selo e o escudo das armas; considerando que, embora não definidos por ato expresso, a tradição admitira a bandeira e o hino — aquela com as cores azul e rosa e este, sob música de Arthur Napoleão e letra de Peçanha Póvoa; considerando que a Assembléia Constituinte de 1947, manifestou-se pelo respeito fiel à tradição desses símbolos; considerando que o instituto histórico e geográfico do estado, assim, igualmente, se pronunciou decreta:</p>
<p>art. 1º – São símbolos do Estado:<br />
a) a bandeira<br />
b) o hino;<br />
c) as armas;<br />
d) o selo.</p>
<p>art. 2º – A bandeira do Estado terá as dimensões estabelecidas para a bandeira nacional, em três campos — azul, branco e rosa — retangulares, longitudinais e iguais, tendo no centro do segundo, em arco de letras azuis, a legenda: &#8220;trabalha e confia&#8221;.</p>
<p>art. 3º – O hino constituir-se-á da música de Arthur Napoleão e letra de Peçanha Póvoa.</p>
<p>art. 4º – As armas serão representadas por uma grande estrela, em azul e rosa, no centro da qual se vê o monte da Penha, com o convento, envolvido por duas circunferências concêntricas, em cujo espaço intermediário se lê: &#8220;trabalha e confia&#8221; – &#8220;Estado do Espírito Santo&#8221;. Em forma de lira, envolvem a grande estrela ramos de café e cana, ligados na base por um laço, em que se lê: 23 de maio de 1535 e 12 de junho de 1817.</p>
<p>art. 5º – O selo será de forma octogonal, em azul e rosa, tendo inscrito na base — Estado do Espírito Santo; no alto, 23 de maio de 1535; no centro, duas circunferências concêntricas e, inscrito no espaço intermediário, a legenda &#8220;trabalha e confia&#8221;; no espaço interno ido círculo, desenhado, o convento da Penha.</p>
<p>art. 6º – Padrões dos símbolos do estado, executados nos termos deste Decreto, serão depositados no Arquivo Público, para modelo obrigatório dos que se confeccionarem, por iniciativa pública ou particular.</p>
<p>art. 7º – A Secretaria do Interior e Justiça baixará as instruções necessárias para execução deste Decreto.</p>
<p>art. 8º – Revogam-se as disposições em contrário.</p>
<div style="text-align: right;">
Vitória, 24 de julho de 1947, 126º da Independência e 59º da República.</div>
<p></p>
<div style="text-align: right;">
Carlos F.M. Lindenberg</div>
<div style="text-align: right;">
Governador</div>
<div style="text-align: right;">
</div>
<div style="text-align: right;">
Fernando de Abreu</div>
<div style="text-align: right;">
Sec. da Educação e Cultura</p>
<div style="font-family: &quot;times new roman&quot;; margin: 0px;">
<div style="text-align: left;">
&#8212;&#8212;&#8212;</div>
</div>
<blockquote class="tr_bq" style="font-family: &quot;times new roman&quot;; margin: 0px;">
<div style="text-align: left;">
<b><span style="color: #660000;">© 2001&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.</div>
</blockquote>
<div style="text-align: left;">
</div>
<div style="font-family: &quot;times new roman&quot;; margin: 0px;">
</div>
<div style="text-align: left;">
<span style="font-family: &quot;times new roman&quot;;">&#8212;&#8212;&#8212;</span></div>
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<blockquote class="tr_bq">
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<b>Rogério Coimbra&nbsp;</b>é pesquisador de temas relacionados à música e funcionário público aposentado.</div>
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		<title>Noel Rosa em Vitória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jan 2016 19:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Noel Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[Rogério Coimbra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Noel Rosa. Noel (nascimento, chegada, por extensão: novidade) Rosa (flor de muitas cores), um nome maior da música brasileira, nasceu em 11 de dezembro de 1910 no bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro, e morreu na mesma casa em 4 de maio de 1937, aos vinte e seis anos. Filho de Manuel Medeiros Rosa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://2.bp.blogspot.com/-BR69hYNCjH0/WI5BGqK8tkI/AAAAAAAALZM/z56WsynddfkZyBOfHy_RmZ01yeEDlcSCACLcB/s1600/maxresdefault.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" alt="Noel Rosa." border="0" height="321" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/01/maxresdefault.jpg" class="wp-image-5852" title="Noel Rosa." width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Noel Rosa.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
Noel (nascimento, chegada, por extensão: novidade) Rosa (flor de muitas cores), um nome maior da música brasileira, nasceu em 11 de dezembro de 1910 no bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro, e morreu na mesma casa em 4 de maio de 1937, aos vinte e seis anos.</p>
<p>Filho de Manuel Medeiros Rosa e Marta de Azevedo, Noel Rosa já nasceu com problemas físicos em consequência de um parto difícil: o fórceps provocou fratura e afundamento do maxilar, além de ligeira paralisia na face direita, deixando-o desfigurado, apesar de sucessivas cirurgias, dos 6 aos 12 anos de idade, para correção do problema. A mãe era professora, lecionando em Vila Isabel, para sustentar, além de Noel, o seu irmão quatro anos mais novo, Henrique, enquanto o pai tentava a vida em São Paulo.</p>
<p>Na escola Noel ganhou o apelido de Queixinho. Aos 13 anos começou a tocar bandolim e logo, dois anos depois, participava de longas serenatas. Em 1928 integrou o conjunto musical Flor do Tempo, do seu bairro, transformado depois no Bando de Tangarás, de que participavam João de Barro, Almirante e Henrique Brito, entre outros. Em julho de 1928 esse grupo esteve em Vitória, apresentando-se no Teatro Carlos Gomes, a convite do governador Aristeu Borges de Aguiar, ocasião em que Almirante fez um desafio do palco a quem poderia improvisar versos como ele. Foi quando surgiu Átila Bezerra, considerado um grande repentista do Espírito Santo, roubando a cena do espetáculo. Não há notícia de que Noel teria participado dessa excursão. Desde 1930, quando estourou seu primeiro sucesso, “Com Que Roupa”, a carreira de Noel Rosa não mais parou. Em 1934, com o conjunto Gente do Morro, realizou a famosa excursão por Campos, RJ, Muqui e Vitória, ES, apresentando-se com Benedito Lacerda, Russo do Pandeiro e Canhoto. Em 1936 sua saúde começou a debilitar, e um ano depois Noel Rosa estava morto.</p>
<p>Sobre sua passagem por Vitória, adiantamos dois depoimentos de capixabas, concedidos ao jornalista Osmar Silva. O primeiro é de Clóvis Gomes, filho tradicional de Vitória, irmão do educador e político Rubens Gomes, boêmio por profissão em sua juventude, posteriormente representante farmacêutico ligado ao laboratório Clímax. O depoimento de Clóvis Gomes tem a ver com o seguinte registro de Almirante, no livro No Tempo de Noel: “Em abril a trupe chegou à Vitória, aboletou-se na pensão São Luiz e apresentou-se no Politeama. Mal orientados pelo secretário, cobraram entradas a preços exorbitantes, o que afastou o público, provocando total déficit nas bilheterias. Encerrada a temporada, desalentados e sem possibilidades de pagar as contas da pensão, alguns integrantes do grupo fugiram, alta noite, a tempo de alcançar o trem para o Rio. Todavia na estação seguinte foram detidos por dois policiais e recambiados para a delegacia de polícia. Passando aperto financeiro, amenizado com apresentações em Colatina e Cachoeiro de Itapemirim, o grupo — que tinha entre outros Canhoto do Cavaquinho, Benedito Lacerda e Russo do Pandeiro — retornou ao Rio permanecendo apenas Noel Rosa em Vitória,” segundo Almirante, “interessado por uma morena baixinha de nome Isaura, figura do cabaré Pensão da Badu.” Nesse ponto, Clóvis Gomes desmente a informação do historiador, porque não foi exatamente essa mulher que prendeu Noel por algum tempo no Espírito Santo: “Acho que posso dar melhores informações a respeito da passagem de Noel por Vitória, afinal de contas ele ficou hospedado por um bom tempo em minha casa, quando se viu sem condições de pagar a pensão. O Almirante não informou corretamente aí, deixando-se levar por dados errados e baseados mais na fama de boêmio do compositor. Mulherengo, Noel realmente se apaixonou por uma moça de Vitória, mas não se tratou dessa tal Isaura e sim de uma filha de família da sociedade da época, que sequer sabia da paixão de Noel Rosa — essa moça está residindo atualmente em Brasília, casou-se, está cheia de filhos e já deve ser avó a essa altura. Noel chegou a fazer uma música e dedicar a essa sua paixão (a música, pouco conhecida, devia chamar-se ‘Fiz Um Poema Para Te Dar’, pelo menos começava com este verso).”</p>
<p>O outro depoimento é o de Clóvis Cruz. Natural de Campos, RJ, radicou-se em Vitória nos anos 20, sendo responsável por famosas orquestras dos principais clubes de Vitória, e que veio a ser o pai de Carlos Cruz, compositor e ex-diretor musical da extinta TV Manchete. Eis o depoimento de Clóvis Cruz ao jornalista Osmar Silva: “O Noel chegou à Vitória, com alguns companheiros como o Benedito Lacerda, em junho de 1935 [a data correta é abril de 1934]. Logo fez amizade com os colegas músicos, e por isso, certo dia o convidei a comparecer ao Palácio do Governo para participar de um baile onde eu ia tocar. Mas ele não quis ir, não gostava muito desses ambientes. Bom, num certo dia, entrei no Café Central e o encontrei em uma das mesas, ao lado do Benedito Lacerda. Veio o convite para que eu me sentasse e tomasse alguma coisa. No meio do papo, Noel me perguntou se eu conhecia um samba novo que tinha feito há pouco tempo, o ‘Filosofia’, e respondi que não. Aí, ele escreveu o samba, desenhou sua caricatura e assinou com uma dedicatória.”(2)</p>
<p>O primeiro biógrafo de Noel Rosa foi seu primo Jacy Pacheco, mas o trabalho mais completo é Noel Rosa: Uma Biografia (MÁXIMO, João e DIDIER, Carlos. Brasília, Ed. Universidade de Brasília, Linha Gráfica Editora, 1990), de onde transcrevemos o trecho narrando a estada de Noel em Vitória. A biografia foi elaborada a quatro mãos pelo jornalista e crítico de música João Máximo, atualmente articulista de O Globo, e por Carlos Didier, músico, pesquisador, atualmente concluindo a biografia de Oreste Barbosa. Ambos, durante sete anos, entre 1981 e 1988, repassaram a história de vida desse verdadeiro artista brasileiro.</p>
<p>As informações sobre a passagem de Noel em Vitória foram fornecidas aos autores por Canhoto, do cavaquinho, e Russo, do pandeiro, que foram companheiros da excursão em terras capixabas, formando o conjunto Gente do Morro, liderado por Benedito Lacerda, considerado um dos grandes mestres da flauta brasileira. As informações originais partem de Almirante em seu livro No Tempo de Noel porém são os dois companheiros que despojadamente contam as histórias sem nenhuma censura, inclusive o fato de Noel ter abaixado as calças e se aliviado na Praça Costa Pereira. O escritor Reinaldo Santos Neves observa que deveria haver uma placa no logradouro com os dizeres: “Noel Rosa cagou aqui”. Afinal, há muitos bustos ali instalados de políticos e figuras desconhecidas do povão, povão esse que costuma reclamar de tantas “cagadas” dos políticos sobre suas cabeças.</p>
<p>Uma coletânea organizada pelo pesquisador Omar Jubran, lançada em 2000, intitulada <i>Noel pela primeira vez</i> (Minc, Funarte, AAF, Velas, Universal Music), reunindo 229 gravações em 14 cds, foi aditivo final para esse livro fundamental, e, somados, contribuem para o conhecimento, não só da obra de Noel Rosa como o de uma época em que o Brasil, especificamente o Rio de Janeiro, vivia um novo momento político e social, entre o final dos anos 20 e o nascer da Revolução de 30, entre a <i>Belle-Epoque</i> e o Modernismo. Nada mais justo que tanta homenagem à genialidade desse que foi o maior cronista musical de seu tempo. São trabalhos que constituem uma verdadeira dádiva a todos que se dedicam ao conhecimento da cultura brasileira. Fiquem com Noel, em Vitória.</p>
<p>[Fontes de pesquisa: <i>Enciclopédia da Música Brasileira</i>, Art Editora Ltda, São Paulo, 1977, e <i>Música Popular Capixaba – 1900-1980</i>, de Osmar Silva. DEC-SEDU, Vitória, 1986.]</p>
<div>
</div>
<p>[COIMBRA, Rogério.&nbsp;<i>Noel Rosa em vitória.&nbsp;</i>Texto inédito datado de 2001 reproduzido no site com autorização do autor.]</p>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;">
</div>
<p></p>
<div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: medium; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-variant-ligatures: normal; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;">
<div style="font-weight: normal; margin: 0px;">
&#8212;&#8212;&#8212;</div>
<blockquote class="tr_bq" style="font-weight: normal; margin: 0px;"><p>
<b><span style="color: #660000;">© 2001&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.</p></blockquote>
<div style="font-weight: normal; margin: 0px;">
&#8212;&#8212;&#8212;</div>
<div style="font-weight: normal; margin: 0px;">
<b><br /></b></div>
<blockquote class="tr_bq" style="font-weight: normal; margin: 0px;">
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Rogério Coimbra </b>é pesquisador de temas relacionados à música e funcionário público aposentado.</p></blockquote>
</blockquote>
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		<title>Entrevistas (2004-2008)</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/entrevistas-2004-2008/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2014 17:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EC]]></category>
		<category><![CDATA[Inês Aguiar dos Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Reinaldo Santos Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Rogério Coimbra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015. Entrevistador: Inês Aguiar dos Santos Neves&#160; J.F., chaveiro A.N., jardineiro A.M.D.S., médica C.G., jornalista C.S.B., vendedora e estudante C.R.S., preparador de veículos D.F.S.R., cabeleireira C., professora U.C.S., pastor evangélico J.M.F., vendedor ambulante K.R.T.F., professora M.A.C.G., cozinheira autônoma N.M.F., professor O.C.S., comerciante e contador H.G., policial militar A.G.S.L., porteiro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-AJJcQES0FgQ/WShvR7K5P0I/AAAAAAAAP3c/IdHO-8fYU9Ac2HVCTgULTbCgt-oII1crACLcB/s1600/20150329_094659%2B%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015." border="0" data-original-height="439" data-original-width="586" height="478" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2014/05/20150329_0946592B252812529.jpg" class="wp-image-6934" title="Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Foto Maria Clara Medeiros Santos Neves, 2015.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p>
<b>Entrevistador: Inês Aguiar dos Santos Neves&nbsp;</b></p>
<p><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jf-chaveiro/" target="_blank" rel="noopener">J.F., chaveiro</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/an-jardineiro/" target="_blank" rel="noopener">A.N., jardineiro</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/amds-medica/" target="_blank" rel="noopener">A.M.D.S., médica</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/cg-jornalista/" target="_blank" rel="noopener">C.G., jornalista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/csb-vendedora-e-estudante/" target="_blank" rel="noopener">C.S.B., vendedora e estudante</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/crs-preparador-de-veiculos/" target="_blank" rel="noopener">C.R.S., preparador de veículos</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/dfsr-cabeleireira/" target="_blank" rel="noopener">D.F.S.R., cabeleireira</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/c-professora/" target="_blank" rel="noopener">C., professora</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/ucs-pastor-evangelico,html" target="_blank" rel="noopener">U.C.S., pastor evangélico</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jmf-vendedor-ambulante/" target="_blank" rel="noopener">J.M.F., vendedor ambulante</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/krtf-professora/" target="_blank" rel="noopener">K.R.T.F., professora</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/macg-cozinheira-autonoma/" target="_blank" rel="noopener">M.A.C.G., cozinheira autônoma</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/nmf-professor/" target="_blank" rel="noopener">N.M.F., professor</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/ocs-comerciante-e-contador/" target="_blank" rel="noopener">O.C.S., comerciante e contador</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/hg-policial-militar/" target="_blank" rel="noopener">H.G., policial militar</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/agsl-porteiro/" target="_blank" rel="noopener">A.G.S.L., porteiro</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/r-geotecnico/" target="_blank" rel="noopener">R., geotécnico</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/rm-diarista/" target="_blank" rel="noopener">R.M., &nbsp;diarista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/slb-engenheiro-aposentado/" target="_blank" rel="noopener">S.L.B., engenheiro aposentado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jfa-funcionario-publico-municipal/" target="_blank" rel="noopener">J.F.A., funcionário público municipal aposentado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/achm-publicitario/" target="_blank" rel="noopener">A.C.H.M., publicitário</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/lmn-contadora/" target="_blank" rel="noopener">L.M.N., contadora</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/cbr-secretaria/" target="_blank" rel="noopener">C.B.R., secretária</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/fdf-promotor-de-merchandising/" target="_blank" rel="noopener">F.D.F., promotor de merchandising</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/f-pedagoga/" target="_blank" rel="noopener">F., pedagoga</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/lrc-professor-de-educacao-fisica/" target="_blank" rel="noopener">L.R.C., professor de Educação Física</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mdm-vendedora/" target="_blank" rel="noopener">M.D.M., vendedora</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/rslp-funcionaria-publica/" target="_blank" rel="noopener">R.S.L.P., funcionária pública</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/rs-servidora-publica/" target="_blank" rel="noopener">R.S., Servidora pública</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/tba-designer/" target="_blank" rel="noopener">T.B.A., designer</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/vmst-professora/" target="_blank" rel="noopener">V.M.S.T., professora</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/vtsv-estudante/" target="_blank" rel="noopener">V.T.S.V., estudante</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/v-estudante/" target="_blank" rel="noopener">V., estudante</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/wms-motorista-de-ambulancia/" target="_blank" rel="noopener">W.M.S., motorista de ambulância</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/tdr-administrador-de-empresas/" target="_blank" rel="noopener">T.D.R., administrador de empresas</a></p>
<p>
<b>Entrevistador: Reinaldo Santos Neves</b></p>
<p><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/es-bancario-aposentado/" target="_blank" rel="noopener">E.S., bancário aposentado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/eoe-bibliotecaria/" target="_blank" rel="noopener">E.O.E., bibliotecária</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/hw-estudante-de-direito/" target="_blank" rel="noopener">H.W., estudante de Direito</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/lcsa-designer-produtor-grafico/" target="_blank" rel="noopener">L.C.S.A., designer, produtor gráfico</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jen-cardiologista-poeta/" target="_blank" rel="noopener">J.E.N., cardiologista, poeta</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/lk-jornalista/" target="_blank" rel="noopener">L.K., jornalista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/pjn-escritor/" target="_blank" rel="noopener">P.J.N., escritor</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/asj/" target="_blank" rel="noopener">A.S.J.</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/lcn/" target="_blank" rel="noopener">L.C.N.</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mt-escritor/" target="_blank" rel="noopener">M.T., escritor</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/gs-revisor-poeta/" target="_blank" rel="noopener">G.S., revisor, poeta</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/sm-designer-grafico/" target="_blank" rel="noopener">S.M., designer gráfico</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/ctcj-professor-universitario-urbanista/" target="_blank" rel="noopener">C.T.C.J., professor universitário, urbanista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jsa/" target="_blank" rel="noopener">J.S.A.</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/eln-bibliotecaria/" target="_blank" rel="noopener">E.L.N., bibliotecária</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/lcm-auxiliar-de-servicos-gerais/" target="_blank" rel="noopener">L.C.M., auxiliar de serviços gerais</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/rcmsc-professora-universitaria/" target="_blank" rel="noopener">R.C.M.S.C, professora universitária aposentada</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mcmsn-museologa/" target="_blank" rel="noopener">M.C.M.S.N., museóloga</a></p>
<p><b><br /></b><br />
<b>Entrevistador: Rogério Coimbra</b></p>
<p><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/abas-musico-e-funcionario-publico/" target="_blank" rel="noopener">&nbsp;A.B.A.S., músico e funcionário público</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/adss-estudante-de-comunicacao-social/" target="_blank" rel="noopener">A.D.S.S., estudante de Comunicação Social</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/alr-gestora-cultural/" target="_blank" rel="noopener">A.L.R., gestora cultural</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/avv-jornalista-aposentado/" target="_blank" rel="noopener">A.V.V., jornalista aposentado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/cmb-funcionario-publico/" target="_blank" rel="noopener">C.M.B., funcionário público</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/dcn-estudante-de-medicina/" target="_blank" rel="noopener">D.C.N., estudante de Medicina</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/dcz/" target="_blank" rel="noopener">D.C.Z.</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/dg-pescador-aposentado/" target="_blank" rel="noopener">D.G., pescador aposentado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/dgl-bibliotecaria/" target="_blank" rel="noopener">D.G.L., bibliotecária</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/dmrf-atriz-radialista/" target="_blank" rel="noopener">D.M.R.F., atriz, radialista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/eea-jornalista/" target="_blank" rel="noopener">E.E.A., jornalista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/efs-professor-de-historia/" target="_blank" rel="noopener">E.F.S., professor de História</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/esr-dentista/" target="_blank" rel="noopener">E.S.R., dentista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/fans-aposentado/" target="_blank" rel="noopener">F.A.N.S., aposentado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/fcp-iluminador-cenico/" target="_blank" rel="noopener">F.C.P., iluminador cênico</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/fng-estudante-de-comunicacao/" target="_blank" rel="noopener">F.N.G., estudante de Comunicação</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/gar-jornalista/" target="_blank" rel="noopener">G.A.R., jornalista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/hcp-advogado/" target="_blank" rel="noopener">H.C.P., advogado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jb-jornalista/" target="_blank" rel="noopener">J.B., jornalista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jlb-auxiliar-de-bibliotecario/" target="_blank" rel="noopener">J.L.B., auxiliar de bibliotecário</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jll-professora-universitaria/" target="_blank" rel="noopener">J.L.L., professora universitária</a><br />
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/jpj-porteiro/" target="_blank" rel="noopener">J.P.J., porteiro</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jps-aposentado/" target="_blank" rel="noopener">J.P.S., aposentado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/jsl-produtora-cultural/" target="_blank" rel="noopener">J.S.L., produtora cultural</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/kal-funcionaria-publica/" target="_blank" rel="noopener">K.A.L., funcionária pública</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/lcal-escritor/" target="_blank" rel="noopener">L.C.A.L., escritor</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/lnp-professor-aposentado/" target="_blank" rel="noopener">L.N.P., professor aposentado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/lr-estudante-de-publicidade/" target="_blank" rel="noopener">L.R., estudante de Publicidade</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mc-jornalista-escritor-produtor-cultural/" target="_blank" rel="noopener">M.C., jornalista, escritor, produtor cultural</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mgc-professora-comerciante/" target="_blank" rel="noopener">M.G.C., professora, comerciante</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mipa-aposentada/" target="_blank" rel="noopener">M.I.P.A., aposentada</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mjgy-escultora/" target="_blank" rel="noopener">M.J.G.Y., escultora</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mrm-comerciaria/" target="_blank" rel="noopener">M.R.M., comerciária</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mrs-faxineira/" target="_blank" rel="noopener">M.R.S., faxineira</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/ms-mestre-de-obras/" target="_blank" rel="noopener">M.S., mestre de obras</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/mt-documentarista-em-audiovisual/" target="_blank" rel="noopener">M.T., documentarista em audiovisual</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/prf-servicos-maritimos/" target="_blank" rel="noopener">P.R.F., serviços marítimos</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/ra-funcionaria-publica/" target="_blank" rel="noopener">R.A., funcionária pública</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/rcsc-decoradora/" target="_blank" rel="noopener">R.C.S.C., decoradora</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/rldf-designer/" target="_blank" rel="noopener">R.L.D.F., designer</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/rt-aposentado/" target="_blank" rel="noopener"><span id="goog_436775451"></span>R.T., aposentado<span id="goog_436775452"></span></a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/saddc-radialista/" target="_blank" rel="noopener">S.A.D.D.C., radialista</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/sgp-administrador-aposentado/" target="_blank" rel="noopener">S.G.P., administrador aposentado</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/slb-poeta-funcionario-publico/" target="_blank" rel="noopener">S.L.B., poeta, funcionário público</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/tsv-estudante-de-historia/" target="_blank" rel="noopener">T.S.V., estudante de História</a><br />
<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2014/05/wl-faz-tudo/" target="_blank" rel="noopener">W.L., faz-tudo</a></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://1.bp.blogspot.com/-Pw4PKGfdiqE/WShPsgd9bYI/AAAAAAAAP3E/cqYsE0wRDgM9RDPo14kMMWIQ1a5e7gGugCPcB/s1600/conjunto-de-marcas3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="502" data-original-width="609" height="328" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2014/05/conjunto-de-marcas3.jpg" class="wp-image-6935" width="400" /></a></div>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2014&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<div>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Inês Aguiar dos Santos Neves</b> nasceu em Vitória, ES, em 1972. É graduada em Letras-Inglês pela Universidade Federal do Espírito Santo. Em 2005 obteve o grau de mestre em Estudos Literários, conferido pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da mesma universidade, tendo defendido a dissertação O texto encarnado: Afinidades de Jorge Luis Borges com o romance policial. É professora de Inglês na rede pública municipal de Vitória e na Faculdade Saberes, e apresentou em congressos e publicou em anais acadêmicos vários artigos sobre temas ligados à literatura produzida no Espírito Santo.</p></blockquote>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Reinaldo Santos Neves</b>&nbsp;é escritor com vários livros publicados e foi responsável pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/reinaldo-santos-neves-bio-bibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)&nbsp;</p></blockquote>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b style="font-family: &quot;times new roman&quot;;">Rogério Coimbra&nbsp;</b><span style="font-family: &quot;times new roman&quot;;">é pesquisador de temas relacionados à música e funcionário público aposentado.</span>&nbsp;</p></blockquote>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p></div>
<p></p>
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