<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Tércio Ribeiro de Moares &#8902; Estação Capixaba</title>
	<atom:link href="https://estacaocapixaba.com.br/category/tercio-ribeiro-de-moares/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://estacaocapixaba.com.br/category/tercio-ribeiro-de-moares/</link>
	<description>Patrimônio Cultural Capixaba</description>
	<lastBuildDate>Mon, 22 Nov 2021 20:46:59 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2019/01/favEC-150x150.png</url>
	<title>Arquivos Tércio Ribeiro de Moares &#8902; Estação Capixaba</title>
	<link>https://estacaocapixaba.com.br/category/tercio-ribeiro-de-moares/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Também e sempre e antes e nunca. &#8211; volume 12</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/tambem-e-sempre-e-antes-e-nunca-volume-12/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/tambem-e-sempre-e-antes-e-nunca-volume-12/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Clara]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 19:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Série Estação Capixaba]]></category>
		<category><![CDATA[Tércio Ribeiro de Moares]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://estacaocapixaba.com.br/?p=8884</guid>

					<description><![CDATA[<p>Também e sempre e antes e nunca.&#160;Vitória: Estação Capixaba &#124; Cândida Editora, 2017. [Série ESTAÇÃO CAPIXABA, volume 12, edição digital – ISBN 978-85-64258-20-4.]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/tambem-e-sempre-e-antes-e-nunca-volume-12/">Também e sempre e antes e nunca. &#8211; volume 12</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Capa-site.jpg" alt="" class="wp-image-8885" width="299" height="329"/></figure>



<p><a href="https://issuu.com/mariaclaramedeiros7/docs/tamb__m_e_sempre_e_antes_e_nunca-co" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Também e sempre e antes e nunca.&nbsp;</em>Vitória: Estação Capixaba | Cândida Editora, 2017. [Série ESTAÇÃO CAPIXABA, volume 12, edição digital – ISBN 978-85-64258-20-4.]</a></p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/tambem-e-sempre-e-antes-e-nunca-volume-12/">Também e sempre e antes e nunca. &#8211; volume 12</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/tambem-e-sempre-e-antes-e-nunca-volume-12/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tércio Ribeiro de Moraes &#8211; Biobibliografia</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/tercio-ribeiro-de-moraes-biobibliografia/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/tercio-ribeiro-de-moraes-biobibliografia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 23:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biobibliografia]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Tércio Ribeiro de Moares]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Tércio Ribeiro de Moraes. Arquivo da família. Tércio Ribeiro de Moraes nasceu em Vitória, em 23 de novembro de 1955, e morreu também em Vitória, em 4 de maio de 2008. Desde cedo dedicou-se à literatura, tanto em verso como em prosa. Sua peça infantil, No reino do rei reinante, escrita aos 12 anos e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/tercio-ribeiro-de-moraes-biobibliografia/">Tércio Ribeiro de Moraes &#8211; Biobibliografia</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-WFpS2YgAoao/WiXDd3wuC2I/AAAAAAAASUw/NmSfemV0QIk27pmtfc2YDe2zTEJq9QcrgCLcBGAs/s1600/Retrato%2B12.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" alt="Arquivo da família." border="0" data-original-height="1055" data-original-width="1360" height="496" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Retrato2B12.jpg" class="wp-image-5092" title="Arquivo da família." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Tércio Ribeiro de Moraes. Arquivo da família.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Tércio Ribeiro de Moraes nasceu em Vitória, em 23 de novembro de 1955, e morreu também em Vitória, em 4 de maio de 2008. Desde cedo dedicou-se à literatura, tanto em verso como em prosa. Sua peça infantil, No reino do rei reinante, escrita aos 12 anos e encenada aos 15, teve montagens em 1970, 1980 e 1997. Foi poeta prolífico, mas só publicou um livro, Poemas terceiros, em 2001. A Série ESTAÇÃO CAPIXABA pretende lançar toda a sua poesia em dois volumes. O livro online Também e sempre e antes e nunca, que sai agora em 2017, reúne os textos inseridos em Poemas terceiros mais uma parte dos inéditos. O restante de sua poesia será publicado em livro impresso em 2018 com o título Meu olhar ácido e lisérgico. A organização de ambos os livros é de Reinaldo Santos Neves.</p>
<blockquote class="tr_bq">
<div style="text-align: center;">
Visite o&nbsp;<b><a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2017/09/tercio-ribeiro-de-moraes-repertorio/" target="_blank" rel="noopener">Repertório Literário</a></b>&nbsp;deste autor.</div>
</blockquote>
<p><b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017 Estação Capixaba.&nbsp;</span></b>A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia&nbsp;autorização&nbsp;</b>representa desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b></p>
<div>
<b><br /></b></div>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/tercio-ribeiro-de-moraes-biobibliografia/">Tércio Ribeiro de Moraes &#8211; Biobibliografia</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/tercio-ribeiro-de-moraes-biobibliografia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>[O autor]</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/o-autor/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/o-autor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 20:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biobibliografia]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Tércio Ribeiro de Moares]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Tércio de Moraes. Acervo da família. O autor, 45, solteiro, é capixaba da Praia do Canto, onde mora desde o primeiro ano de idade até os dias atuais. Como todos de sua geração, sofre com a demolição de quase todos os casarões do bairro e tem saudade do mar batendo na calçada da Saturnino de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-autor/">[O autor]</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-YrY7cHnJiJ4/WihCaFgq83I/AAAAAAAASiI/CBLw7CzTf1AD1dygivKiILzurr5TafX7QCLcBGAs/s1600/Retrato%2B12.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" alt="Tércio de Moraes. Acervo da família." border="0" data-original-height="1055" data-original-width="1360" height="496" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Retrato2B12-1.jpg" class="wp-image-5094" title="Tércio de Moraes. Acervo da família." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Tércio de Moraes. Acervo da família.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
O autor, 45, solteiro, é capixaba da Praia do Canto, onde mora desde o primeiro ano de idade até os dias atuais. Como todos de sua geração, sofre com a demolição de quase todos os casarões do bairro e tem saudade do mar batendo na calçada da Saturnino de Brito, a rua das castanheiras.</p>
<p>Sua formação acadêmica é a de técnico agrícola, cursado em Santa Teresa.</p>
<p>Desde a alfabetização, na Escola Ângela de Brienza, demonstrou grande prazer pela leitura e pela escrita de ficção. Na adolescência, descobriu a poesia e o teatro, quando, em 1970, aos 14 anos de idade, escreveu e montou a peça infantil No reino do rei reinante.</p>
<p>Além de se envolver com literatura, gosta de caminhar no calçadão da Praia do Canto e de tomar Coca-Cola em algum lugar silencioso.</p>
<p>Este livro, de tão largo espectro no tempo, é uma tentativa de diálogo alma-alma.</p>
<p>
*Texto da contracapa do livro <i>Poemas terceiros</i>, 2001.</p>
<div>
</div>
<div>
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia&nbsp;autorização&nbsp;</b>dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><br /></b></div>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-autor/">[O autor]</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/o-autor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Autor / obra (por Tércio Moraes)</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/autor-obra-por-tercio-moraes/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/autor-obra-por-tercio-moraes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 20:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biobibliografia]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Tércio Ribeiro de Moares]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Tércio Moraes, julho de 1999. Acervo da família. Sou capixaba da Praia do Canto, onde moro desde o primeiro ano de vida. A infância foi de partidas de futebol, de nadar na praia, de brincar nos morros. Mas a infância foi, também, com a alfabetização, a descoberta da literatura, do ler e do escrever. Nessa [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/autor-obra-por-tercio-moraes/">Autor / obra (por Tércio Moraes)</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-Q8xZ4bQGe2c/Wig1M4vXUjI/AAAAAAAASh4/Gv5vQe102eQuMx-e5vzx7-3xLwkJlOyCgCLcBGAs/s1600/Retrato%2B8-Jul.99.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Tércio Moraes, julho de 1999. Acervo da família." border="0" data-original-height="1158" data-original-width="750" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Retrato2B8-Jul.99.jpg" class="wp-image-5096" title="Tércio Moraes, julho de 1999. Acervo da família." width="412" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Tércio Moraes, julho de 1999. Acervo da família.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Sou capixaba da Praia do Canto, onde moro desde o primeiro ano de vida. A infância foi de partidas de futebol, de nadar na praia, de brincar nos morros.</p>
<p>Mas a infância foi, também, com a alfabetização, a descoberta da literatura, do ler e do escrever. Nessa época, li romances de aventuras, coisas como Alexandre Dumas, Júlio Verne, Edgar Rice Burroughs, e outros.</p>
<p>No final da infância li toda a literatura infantil de Monteiro Lobato.</p>
<p>Escrevia textos humorísticos curtos, redações elogiadas na escola.</p>
<p>Com a adolescência, veio a descoberta do mundo. Vieram as primeiras namoradas, os primeiros amores platônicos. E a descoberta dos autores do que eu considero o grande momento da literatura universal, a literatura europeia situada entre a metade do século XIX e a metade do século XX, e a literatura hispano-americana que surgiu depois dessa fase.</p>
<p>Década de 1970, o mundo ocidental em revolução, os hippies, a arte em convulsão. Observei e participei ativamente desse movimento.</p>
<p>Foi a época de escrever pequenos textos surrealistas, poemas e teatro.</p>
<p>Foi a época em que adaptei um desses textos surrealistas para o teatro e escrevi e montei, em 1970, aos catorze anos de idade, a peça infantil <i>No reino do rei reinante</i>. Esta peça foi sucesso de público e foi elogiada e premiada dentro e fora do estado, em diversas montagens.</p>
<p>Escrevi outra peça infantil – <i>O romance de Magma e Mirilim</i> – que nunca foi montada.</p>
<p>A minha formação acadêmica é a de técnico agrícola, curso feito em Santa Teresa. Fiz, também, a metade do curso de agronomia em Alegre.</p>
<p>Na biblioteca da Escola Agrícola, conheci H.G. Wells e Lin Yutang.</p>
<p>O tempo passou voraz. Em 2001 publiquei um livro de poemas – <i>Poemas terceiros</i>. Uma seleção de quase toda a poesia que tinha escrito.</p>
<p>Agora fiz esta seleção de poemas escritos entre 1999 e 2003. Considero-os mais maduros.</p>
<p>Continuo escrevendo poesia e contos. Estou escrevendo, também, uma peça para teatro adulto.</p>
<p>Aos 48, solteiro, além de ler e escrever, gosto de caminhar no calçadão da Praia do Canto, olhando o horizonte, olhando o Convento, olhando para a frente.</p>
<p>Ilha de Vitória, 20 / MAR / 2004<br />
Tércio Ribeiro de Moraes</p>
<p>*Texto escrito para um segundo livro de poemas, <i>Século</i>, que não chegou a ser publicado.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p></p>
<div>
</div>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/autor-obra-por-tercio-moraes/">Autor / obra (por Tércio Moraes)</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/autor-obra-por-tercio-moraes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Perfil biográfico (por Tércio Moraes)</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/perfil-biografico-por-tercio-moraes/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/perfil-biografico-por-tercio-moraes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 18:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biobibliografia]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Tércio Ribeiro de Moares]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Tércio Ribeiro de Moraes nasceu em 23 de novembro de 1955, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. Escreveu duas peças teatrais: No reino do rei reinante e O romance de Magma e Mirilim. A primeira, No reino do rei reinante, escrita em 1970, é uma adaptação, feita por ele mesmo, de um pequeno [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/perfil-biografico-por-tercio-moraes/">Perfil biográfico (por Tércio Moraes)</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://1.bp.blogspot.com/-HSPimEqF6gM/WibGj7NbfyI/AAAAAAAASbM/ZJ7VMOtQ_LUUKj30mgV83sFCe0iQYQOGACLcBGAs/s1600/Retrato%2B4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Tércio Ribeiro de Moraes. Acervo da família." border="0" data-original-height="557" data-original-width="777" height="457" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Retrato2B4.jpg" class="wp-image-5098" title="Tércio Ribeiro de Moraes. Acervo da família." width="640" /></a></div>
<p>Tércio Ribeiro de Moraes nasceu em 23 de novembro de 1955, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo.</p>
<p>Escreveu duas peças teatrais: <i>No reino do rei reinante</i> e <i>O romance de Magma e Mirilim</i>.</p>
<p>A primeira, <i>No reino do rei reinante</i>, escrita em 1970, é uma adaptação, feita por ele mesmo, de um pequeno conto de sua própria autoria, em pleno movimento contracultural do mundo ocidental de então, do qual participou e o qual acompanhou ativamente. A segunda, <i>O romance de Magna e Mirilim</i>, escrita em 1984 e revisada em 1999, foi um texto produzido diretamente para teatro. A primeira peça foi montada diversas vezes, por diversos grupos locais, nas décadas de 70, 80 e 90, tendo sido premiada com melhor espetáculo infantil na 8ª. Fenata, no Paraná, no início da década de 80. A segunda é inédita.</p>
<p>Sua formação acadêmica é de 2º. grau completo, sendo que o 2º. grau consta de um curso de técnico agrícola feito numa escola-fazenda no interior do estado, onde morou por três anos. Tem o 3º. grau incompleto, pois estudou agronomia, sem chegar a se formar, também no interior do Estado, onde também veio a morar, no final da década de 70.</p>
<p>Sua formação informal foi de literatura, tendo o hábito de ler e escrever desde a infância – cultivado até hoje.</p>
<p>Sempre escreveu contos e poesias. Suas influências nesta área vão de Hermann Hesse à literatura chinesa e indiana, os autores ingleses, russos, franceses e americanos do início do século – sendo Ernest Hemingway um dado marcante – podendo-se citar, dessas nacionalidades, outros autores, como Virginia Woolf, J.R.R. Tolkien, Lewis Carroll, H.G. Wells, Tchekhov, Dostoievski, Tolstoi, Balzac, etc., sem esquecer do alemão Thomas Mann e outros, entre os quais o polonês Witold Gombrowicz. Leu, também, os hispano-americanos, principalmente Borges, Cortázar e García Márquez. Em poesia, seus referenciais mais marcantes são Fernando Pessoa e Pablo Neruda (sem esquecer que é um admirador da poesia chinesa).</p>
<p>Considera o romance brasileiro pobre, à exceção do gênio de Guimarães Rosa, dos bons livros de Clarice Lispector e, do, no mínimo curioso, Campos de Carvalho e de poucos outros autores, sem esquecer o que nos rendeu a Semana de 22 – Mário e Oswald de Andrade, etc. Considera ótimos os contistas e poetas brasileiros.</p>
<p>Paradoxalmente, leu poucos textos teatrais – apenas algumas peças de Shakespeare, e, deve-se dizer, assistiu uma ou duas peças da grande Maria Clara Machado, na infância, que, certamente, o influenciaram. Antunes Filho não lhe é estranho, tendo assistido a montagem de <i>Macunaíma </i>sob sua direção.</p>
<p>Na década de 80, trabalhou no que era, na prática, a editora da Universidade Federal do Espírito Santo, na área de literatura – sempre, paradoxalmente, distante do teatro.</p>
<p>Atualmente, solteiro, morando em Vitória, se dedica principalmente à literatura, tendo planos de escrever textos de teatro para adultos, embora se ocupe especialmente de poesia, tendo um livro de poemas em fase de produção gráfica.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia autorização</b>&nbsp;dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p></p>
<div>
</div>
<div>
</div>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/perfil-biografico-por-tercio-moraes/">Perfil biográfico (por Tércio Moraes)</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/perfil-biografico-por-tercio-moraes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O romance de Magma e Mirilim</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/o-romance-de-magma-e-mirilim/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/o-romance-de-magma-e-mirilim/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 18:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Tércio Ribeiro de Moares]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Peça infantil de Tércio Ribeiro de Moraes Texto inédito escrito em 1984 CENA I MAGMA – Ah! Oh! A solidão é tão boa, é tão ruim! Sozinha posso fotografar o tempo, crisantemar montanhas, ou então comer um bom sanduíche de sanduíche com sanduíche. É tão bom&#8230; Mas, por outro lado, é tão ruim&#8230; Não posso [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-romance-de-magma-e-mirilim/">O romance de Magma e Mirilim</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
<b>Peça infantil de Tércio Ribeiro de Moraes</b><br />
Texto inédito escrito em 1984</p>
<p>CENA I</p>
<p>MAGMA – Ah! Oh! A solidão é tão boa, é tão ruim! Sozinha posso fotografar o tempo, crisantemar montanhas, ou então comer um bom sanduíche de sanduíche com sanduíche. É tão bom&#8230;</p>
<p>Mas, por outro lado, é tão ruim&#8230; Não posso barafustar bagunças, espiralar labirintos, ou&#8230; ou, por exemplo, decodificar paralelepípedos&#8230;</p>
<p>Porque: barafustar bagunças, espiralar labirintos ou, por exemplo, decodificar paralelepípedos, só se pode fazer com outros gruses, ou com um tiblungue, que é um bicho muito louco, ou então com um espirranasal. Mas os tiblungues às vezes são muito loucos demais, e os espirranasais&#8230; vivem cheirando tudo!</p>
<p>Bom mesmo é espiralar labirintos com um gruses, porque, afinal, eu sou uma gruses e nada melhor que uma gruses espiralar labirintos com um gruses.</p>
<p>Mas, como não conheço nenhum gruses para com ele espiralar um labirinto, vou crisantemar uma montanha.</p>
<p>(DANÇA, MÚSICA)</p>
<p>MAGMA – Oh! Ah! Oh! É tão bom fotografar o tempo, é tão ruim fotografar o tempo&#8230; Oh! Ah!</p>
<p>Ah! Oh! Fotografar o tempo dá uma fome! Creio que vou comer um sanduíche de sanduíche com sanduíche&#8230; A gente preparar um sanduíche, com um sanduíche com mais outro sanduíche, e depois coloca um recheio de sanduíche. Ah! Oh! Perdi a fome&#8230;</p>
<p>(Magma sai)</p>
<p>
CENA II</p>
<p>MAGMA – Ah! Oh! Quem é você?</p>
<p>DR. J.J. – Eu sou o Dr. J.J.J.J.J., mas pode me chamar de Dr. J.J.J. ou só de Dr. J.J., para os íntimos. E você, quem é?<br />
MAGMA – Ah! Eu sou Magma, isto é, eu acho que sou Magma, sim, é isto mesmo, eu sou Magma.</p>
<p>DR. J.J. – E o que você faz por aqui?</p>
<p>MAGMA – Bom, eu procuro um gruses para espiralar labirintos com ele.</p>
<p>DR. J.J. – Bom, bom, bom, eu posso te ajudar&#8230;</p>
<p>MAGMA – Ah! Oh! Verdade?</p>
<p>DR. J.J. – Bom&#8230; Verdade.</p>
<p>MAGMA&nbsp; &#8211; Então diga! Onde posso achar um gruses&#8230;</p>
<p>Dr. J.J. – Espere. Primeiro vamos aos formulários&#8230;</p>
<p>MAGMA – Ah&#8230; Oh&#8230;</p>
<p>DR. J.J. – Idade?</p>
<p>MAGMA&nbsp; &#8211; Trezentos e setenta e oito.</p>
<p>DR. J.J. – Trezentos e setenta e oito o quê?</p>
<p>MAGMA – Não sei!</p>
<p>DR. J.J. (Escreve murmurando) – Não sei.</p>
<p>Altura?</p>
<p>MAGMA – Quarenta e cinco piparotes e três croques.<br />
DR. J.J. (Escreve)</p>
<p>Cor?</p>
<p>MAGMA – Lilás, isto é eu acho que é lilás, o que o senhor acha da minha cor?</p>
<p>DR. J.J. (Escreve) – O que o senhor acha da minha cor&#8230;<br />
Nacionalidade.</p>
<p>MAGMA – Não tenho, isto é, acho que não, quer dizer, não.<br />
DR. J.J. – Sexo?</p>
<p>MAGMA – Ah! Oh! O que é sexo?</p>
<p>DR. J.J. – Bom, bom&#8230; Sexo é a carapteração infórmica da salustração infra, ultra e orto. Existem dezessete sexos, segundo as últimas estatísticas&#8230;</p>
<p>MAGMA – Ah&#8230; Oh&#8230; E qual o meu sexo?</p>
<p>DR. J.J. – Bom, bom, deixe-me te examinar. Diga: A.</p>
<p>MAGMA – A.</p>
<p>DR. J.J. – Diga E.</p>
<p>MAGMA – E.</p>
<p>Dr. J.J. – Diga I.</p>
<p>MAGMA – I.</p>
<p>DR. J.J. – O.</p>
<p>MAGMA – O.</p>
<p>DR. J.J. – U.</p>
<p>MAGMA – U.</p>
<p>DR. J.J. – Feminino.</p>
<p>MAGMA – Mas, afinal, onde, como, quando encontrar um gruses?</p>
<p>DR. J.J. – Bom, bom, você vai por aí, depois vira pra lá, depois vai por ali, pra lá, e, depois, segue o seu nariz!</p>
<p>MAGMA – Ah! Oh! Deixe ver se entendi: por aí, depois viro pra lá, depois vou por lá, por ali e depois&#8230; sigo o seu nariz.</p>
<p>DR. J.J. – Não, não! Você segue por aí&#8230; depois vira pra cá, depois vai por ali, depois por lá, e depois segue o seu nariz.</p>
<p>MAGMA – Ah! Oh! Por aí, viro pra cá, depois sigo por ali, depois por lá&#8230; e depois&#8230; sigo o meu nariz.</p>
<p>DR. J.J. – Isso, isso, bom, bom!</p>
<p>
CENA III</p>
<p>MAGMA SOZINHA</p>
<p>MAGMA (gesticulando e caminhando) – Ah! Sigo por aí, depois viro pra cá, depois sigo por ali, depois por lá&#8230; e depois&#8230; sigo o meu nariz! (sai)</p>
<p>
CENA IV</p>
<p>MIRILIM, OS TIBLUNGUES, OS ESPIRRANASAIS</p>
<p>DANÇA E MÚSICA</p>
<p>É tão bom ser<br />
ser<br />
ser<br />
é tão bom ser.</p>
<p>É tão bom estar<br />
estar<br />
estar<br />
é tão bom estar</p>
<p>É tão bom ir<br />
ir<br />
ir<br />
é tão bom ir</p>
<p>É tão bom rir<br />
rir<br />
rir<br />
é tão bom rir</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah!&#8230; É tão bom, é tão ruim dançar carangolas e cantar bazófias.</p>
<p>TIBLUNGUE – Ora, Mirilim, por que tão bom, por que tão ruim? Que te falta? Não tens tudo? Não danças carangolas, não cantas bazófias? És completo, nada te falta!</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah! És mesmo muito louco, Tiblungue, não sentes as coisas da alma, do coração e do estômago.</p>
<p>ESPIRRANASAL (fungando) – Pois eu não sou muito louco, mas sinto cheiros no ar.</p>
<p>MIRILIM – Que cheiros?</p>
<p>ESPIRRANASAL – Sinto cheiro de solidões, de saudades, sinto perfumes, e&#8230; um cheiro de&#8230;</p>
<p>MIRILIM – De quê?</p>
<p>ESPIRRANASAL – Um cheiro de sanduíche de sanduíche com sanduíche.</p>
<p>TIBLUNGUE – Ora, sanduíche de sanduíche com sanduíche! Que baixo astral! Eu vou é dançar carangolas, cantar bazófias, desencantar montanhas! (canta e dança saindo)</p>
<p>É tão bom ser (muito louco)<br />
É tão bom estar (muito louco)<br />
É tão bom rir.</p>
<p>MIRILIM – Mas&#8230; Onde sentes cheiros de sanduíche de sanduíche com sanduíche?</p>
<p>ESPIRRANASAL – Já não sei. Já sinto outros cheiros, e sinto cheiros tão bons! Ah!&#8230; Que cheiro delicioso!&#8230; (sai fungando)</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah! Um é muito louco, o outro vive farejando! Oh! Ah! Mas eu quero mais que isso: quero espiralar labirintos, barafustar bagunças, e comer sanduíche de sanduíche com sanduiche. Oh! Ah! Vou procurar outros gluses, os gluses gostam de&#8230;</p>
<p>
CENA V</p>
<p>MIRILIM E O DR. J.J.</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah!</p>
<p>DR. J.J. – Bom, bom.</p>
<p>MIRILIM (Pausado) – Leve, neve, gluses, flutuandando carangolas, bazófias!</p>
<p>DR. J.J. – Bom, bom&#8230; Leve, neve&#8230; Nove, nave: Níveo! Nuvem!</p>
<p>MIRILIM – Níveo? Nuvem? Vento, vida, velho, vivo, carangolas, bazófias, espiralar labirintos&#8230; e comer&#8230; sanduíche de sanduíche com sanduíche.</p>
<p>DR. J.J. – Oh, sim! Eu creio que posso te ajudar&#8230; a achar o que você quer.</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah! Onde?</p>
<p>DR. J.J. – Bom, bom, segue por ali, depois vire pra cá, depois pra lá, e depois segue o seu nariz.</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah! Sim, por ali, pra cá, pra lá, e depois sigo o seu nariz&#8230;</p>
<p>DR. J.J. – Não, meu nariz não! Seu nariz.</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah! Sim, meu nariz.</p>
<p>
CENA VI</p>
<p>MAGMA E MIRILIM</p>
<p>MAGMA – Ah! Oh!</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah!</p>
<p>MAGMA E MIRILIM – Ah! Oh! Oh! Ah!</p>
<p>MIRILIM – Quem és?</p>
<p>MAGMA – Eu&#8230; eu&#8230; Não sei ao certo, mas acho que meu nome é Magma. Sim, isto, Magma. E você?</p>
<p>MIRILIM – Eu sou Mirilim. Hum&#8230; Mas como você é lilás!</p>
<p>MAGMA – Obrigada. E você é tão verde-azul.</p>
<p>MIRILIM – Oh!&#8230; Ah!&#8230; Na verdade sou azul-piscina.</p>
<p>MAGMA – Ah! Oh! Mas isto é batomífico, espinoteante!</p>
<p>MIRILIM – Mas, que fazes, tão lilás, pelas ruas?</p>
<p>MAGMA – Procuro alguém que goste de espiralar labirintos.</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah! Mas isto é exatamente o que também procuro!</p>
<p>MAGMA – Então acho que temos algo em comum, e também não temos.</p>
<p>MIRILIM – Sim. Não. Oh!</p>
<p>MAGMA – Ah! Creio que vou desmaiar! (desmaia)</p>
<p>MIRILIM – Oh! Ah! Não faças isto, não morras, não desmaies!<br />
Ainda não espiralamos labirintos, ainda não comemos sanduíches de sanduíche com sanduíche.</p>
<p>MAGMA (despertando) – Você disse sanduíche de sanduíche com sanduíche?</p>
<p>MIRILIM – Sim!</p>
<p>MAGMA – Ah! Oh! Que bom encontrar alguém que goste de sanduíche de sanduíche com sanduíche. Gostas também de espiralar labirintos e&#8230;</p>
<p>MIRILIM – E&#8230; então eu achei o que procurava e você achou também o que procurava. Podemos viver juntos, espiralando labirintos, comendo sanduíche de sanduíche com sanduíche, etc. e tal.</p>
<p>MAGMA E MIRILIM – Sim, sim! (Beijam-se)</p>
<p>FIM&nbsp; </p>
<p><b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia&nbsp;autorização&nbsp;</b>dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b></p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Tércio Ribeiro de Moraes</b>&nbsp;nasceu em Vitória, em 23 de novembro de 1955, e morreu também em Vitória, em 4 de maio de 2008. Desde cedo dedicou-se à literatura, tanto em verso como em prosa. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2017/09/tercio-ribeiro-de-moraes-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>.)</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/o-romance-de-magma-e-mirilim/">O romance de Magma e Mirilim</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/o-romance-de-magma-e-mirilim/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>No reino do rei reinante</title>
		<link>https://estacaocapixaba.com.br/no-reino-do-rei-reinante/</link>
					<comments>https://estacaocapixaba.com.br/no-reino-do-rei-reinante/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 17:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Tércio Ribeiro de Moares]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Elenco da peça No reino do rei reinante, escrita por Tércio Moraes e dirigida por Maura Moschen. A peça foi encenada nos teatros Galpão e Carlos Gomes em 1997. Foto jornal A Gazeta, 16/02/1997. Peça infantil escrita em 1970 por Tércio Ribeiro de Moraes Inscrita na Sociedade Brasileira de Autores Teatrais Encenada em: 1970 – [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/no-reino-do-rei-reinante/">No reino do rei reinante</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-nFjMa3FepK8/WigQkoXm7QI/AAAAAAAAScY/_yfbFueoGBUfmSy8LLzXCMzU-xLqcDaTgCLcBGAs/s1600/No%2Breino%2Bdo%2Brei%2Breinante%252C%2BA%2BGazeta%252C%2B16.02.1997.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Elenco da peça No reino do rei reinante, escrita por Tércio Moraes e dirigida por Maura Moschen. A peça foi encenada nos teatros Galpão e Carlos Gomes em 1997. Foto jornal A Gazeta, 16/02/1997." border="0" data-original-height="956" data-original-width="1319" height="462" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/No2Breino2Bdo2Brei2Breinante252C2BA2BGazeta252C2B16.02.1997.jpg" class="wp-image-5103" title="Elenco da peça No reino do rei reinante, escrita por Tércio Moraes e dirigida por Maura Moschen. A peça foi encenada nos teatros Galpão e Carlos Gomes em 1997. Foto jornal A Gazeta, 16/02/1997." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Elenco da peça No reino do rei reinante, escrita por Tércio Moraes e dirigida por Maura Moschen. A peça foi encenada nos teatros Galpão e Carlos Gomes em 1997. Foto jornal <i>A Gazeta</i>, 16/02/1997.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
<b>Peça infantil escrita em 1970 por Tércio Ribeiro de Moraes</b></p>
<p>Inscrita na Sociedade Brasileira de Autores Teatrais</p>
<p>Encenada em:</p>
<p>1970 – No Teatro da Associação Espírito-Santense de Imprensa por um grupo amador, do qual o autor fez parte.</p>
<p>1970 – No Teatro Carlos Gomes, com a direção de Milson Henriques.</p>
<p>1980 – Pelo Grupo de Teatro Ponto de Partida, em Vitória, em várias cidades do interior do Espírito Santo, e em vários estados.</p>
<p>1997 – Apresentada pelo grupo de teatro Companhia de Artes Cênicas em Vitória.</p>
<p>Personagens</p>
<p>O Rei<br />
O Ministro do Lado de Dentro<br />
O Ministro do Lado de Fora<br />
O Ministro Geral<br />
O Ministro Real<br />
O Ministro Irreal<br />
Os Guardas da Panela<br />
Carregadores<br />
O Mágico<br />
A Bruxa<br />
O Anunciador</p>
<p>
Anunciador – Vai-se realizar neste instante a oitava reunião da Corte do Reino do Rei Reinante. Serão seus participantes: o Ministro do Lado de Fora (Entra e senta); o Ministro do Lado de Dentro (Entra e senta); o Ministro Geral (Entra e senta); o Ministro Real (Entra e senta, após dar um tapinha na barriga do Anunciador); o Ministro Irreal, que aliás não existe. E agora acaba de chegar, para presidir a reunião, o Rei. (O Rei entra, os Ministros se levantam, e sentam junto com o Rei. O Anunciador sai.)</p>
<p>Rei (Em pé) – Senhores Ministros: em minhas viagens pelo mundo, aconteceram coisas estranhas com vosso Rei (Descalça a bota e mostra.) Vejam, senhores Ministros, a minha bota está furada.</p>
<p>Os Ministros (Espantados) – OOOOOOOHHH! A bota do Rei está furada! OOOOHH!</p>
<p>Rei – É preciso solucionar este problema. (Grita) Ministro Geral! (O Ministro Geral estava fazendo bolas de sabão e para assustado.)</p>
<p>Ministro Geral – O quê, Majestade?</p>
<p>Rei – O que o senhor sugere?</p>
<p>Ministro Geral – Majestade, é preciso industrializar o nosso reino, e assim conseguir dinheiro para consertar a bota. O nosso reino deveria construir fábricas de bolas de sabão em todo o território, que assim ficaria coberto de bolas de sabão. (O Ministro fala de pé a parte final, entusiasmado e fazendo bolas de sabão. Todos gostam, menos o Ministro do Lado de Fora.)</p>
<p>Rei – Ministro do Lado de Fora!</p>
<p>Ministro do Lado de Fora – Sim, Majestade!</p>
<p>Rei – Que acha disso?</p>
<p>Ministro do Lado de Fora – Majestade, eu acho que não é nada disso. Nós precisamos é ouvir a opinião do Ministro Irreal. (Todos olham para a cadeira do Ministro Irreal, em silêncio.)</p>
<p>Ministro do Lado de Dentro – Não concordo, Majestade. Nós precisamos é mandar a bota para o Sapateiro Real.</p>
<p>Todos – Sim, o Sapateiro!</p>
<p>Ministro do Lado de Dentro – É&#8230; mas precisamos de dinheiro para pagar o Sapateiro.</p>
<p>Todos – É&#8230; dinheiro, não temos dinheiro.</p>
<p>Ministro Real (Depois de pensar um pouco) – Ah!! Já sei, vamos chamar o Mágico!</p>
<p>Todos (Gostando da ideia) – Muito bem! Ótimo! Viva!</p>
<p>Rei (Ao telefone) – Alô, é da Seção de Astrologia? Mandem um mágico aqui na sala real. Depressa. (Os Ministros ficam brincando na sala real – brincadeiras infantis. São interrompidos pela entrada de carregadores, transportando uma enorme caixa.)</p>
<p>Um carregador – É aqui a sala real?</p>
<p>Ministro do Lado de Fora – É aqui mesmo.</p>
<p>Rei – Coloque aí neste canto. (Os carregadores colocam a caixa no chão e saem. Os Ministros continuam brincando, até notarem a caixa. Começam, então, a examiná-la. O Mágico pula de dentro da caixa com um grito, tentando assustar os Ministros, mas frustra-se. Os Ministros aproximam-se dele, cumprimentando-o. Sentam-se ao seu redor.)</p>
<p>Rei – Ah! É o Mágico. (Fica andando de um lado para o outro, preocupado.)</p>
<p>Ministro Real (Falando baixo) – O Rei está preocupado.</p>
<p>Ministro do Lado de Fora – Sim, preocupado&#8230; Ele está com um problema.</p>
<p>Mágico – Problema&#8230;</p>
<p>Rei – A minha bota está furada. É este o atual problema do Reino do Rei Reinante.</p>
<p>Ministros (Falando baixo) – Sim&#8230; a bota do Rei está furada.</p>
<p>Mágico – OOOOOOOHHH! A bota do Rei está furada&#8230; OOOOOOHHH!</p>
<p>Rei – Sim, a minha bota está furada, e precisamos de dinheiro para consertá-la.</p>
<p>Ministros – Sim, precisamos de dinheiro.</p>
<p>Mágico – Dinheiro&#8230; (Todos ficam em expectativa) A panela!!</p>
<p>Todos – Panela? Mas o que tem a ver panela com dinheiro? Nós precisamos é de dinheiro.</p>
<p>Mágico – A panela está cheia de dinheiro!</p>
<p>Todos – Ahh! Aí sim&#8230;</p>
<p>Rei – Mas&#8230; onde está esta panela?</p>
<p>Mágico – A panela está no fim do Arco-Íris.</p>
<p>Ministro do Lado de Dentro – E onde fica o Arco-Íris?</p>
<p>Mágico – O Arco-Íris fica na Região das Pedras Coloridas.</p>
<p>Todos – Oba!! Que bacana, esse lugar deve ser muito bonito!</p>
<p>Mágico (Consulta o relógio) – Dentro de três minutos e oito segundos vai parar de chover&#8230; e então vai aparecer o Arco-Íris. Preparem-se para partir.</p>
<p>Rei – Então vamos!</p>
<p>Todos – Vamos! Oba! (Cai a coroa do Rei e ele ordena a algum dos Ministros que a apanhe, fato que deverá acontecer mais vezes. Depois que todos saem, entra a Bruxa, entre espantada e indignada.)</p>
<p>Bruxa – Ora essa!.. Quer dizer que o Rei está fazendo mais uma de suas histórias e nem me chamou, hein? Onde já se viu história sem Bruxa? Toda história que tem Rei e tem Mágico tem que ter Bruxa também, ora. Quer dizer que o Rei quer consertar sua linda bota, hein? Pois bem, quero ver só! Pois eu vou enfeitiçar esta panela e quero ver quem vai abri-la depois. (Aproxima-se da panela e faz gestos de magia.) Abacadabra, fechacadabra, fechapanela!! Esta panela só será aberta por mim, a Bruxa!! (Sai rindo.)</p>
<p>(O Rei, os Ministros e o Mágico estão procurando o Arco-Íris, inclusive por entre a plateia.)</p>
<p>Ministro Real (Apontando) – Achei, vejam. (Todos veem, e se aproximam do início do Arco-Íris.)</p>
<p>Rei – Vamos segui-lo até o final. (Vão andando devagar, apontando. No fim do Arco-Íris há uma grande panela. Perto dela estão os Guardas da Panela, que, agachados, cobertos por suas capas, não podem ser vistos pelo Rei, ou pelos Ministros. O Rei tropeça na panela.) Vejam, a panela!</p>
<p>Todos (Alegres) – Viva!! A panela, nós a achamos!</p>
<p>Ministro do Lado de Dentro – Vamos levá-la.</p>
<p>Rei – Ministro Geral, pegue a panela e vamos!</p>
<p>Ministro Geral – Sim, majestade. (Quando o Ministro Geral toca na panela, surgem os Guardas da Panela, que são identificados por cores.)</p>
<p>Guarda Verde (Gritando) – Não toquem na panela!</p>
<p>Guarda Amarelo – Esta panela é do Rei do Arco-Íris, vocês não podem levá-la.</p>
<p>Guarda Azul – Sim, ninguém pode levá-la.</p>
<p>Rei (Amedrontado) – Mas&#8230; nós só queríamos vê-la.</p>
<p>Ministro do Lado de Fora – É tão bonita!</p>
<p>Guarda Amarelo – É por isso mesmo que não podem levá-la. (Os Ministros e o Rei se afastam. Todos andam, desanimados, pelo palco.)</p>
<p>Rei – Desse jeito nunca vamos conseguir dinheiro para consertar minha bota&#8230;</p>
<p>Ministro Real – Encontrei a solução. (Todos olham atentos.) É só jogar fora a bota furada e ficamos livres do problema. (Todos gostam da ideia, menos o Rei.)</p>
<p>Rei (Ainda desanimado) – Não, não dá certo. Eu nunca consegui andar com um pé só, quanto mais com uma só bota!! Eu cairia toda hora. (Todos desanimam de novo.)</p>
<p>Ministro do Lado de Fora – Ah, é mesmo, não havíamos pensado nisso. O nosso Rei manca de uma bota&#8230; que pena.</p>
<p>Ministro Geral (Entusiasmado) – E se vendêssemos a bota que não está furada? Assim, conseguiríamos dinheiro para consertar a bota que está furada! (A ideia é aplaudidíssima por todos. O Ministro do Lado de Fora levanta-se, apanha a bota, e começa a vendê-la.)</p>
<p>Ministro do Lado de Fora – Vamos vende-la para os Guardas da Panela.</p>
<p>Todos – Isso mesmo, vamos. (O Ministro do Lado de Fora se aproxima dos Guardas da Panela e os outros observam em expectativa.)</p>
<p>Ministro do Lado de Fora (Cutucando o Guarda Amarelo) – Ei, acorde! (Ele olha para a bota espreguiçando-se.) Veja esta bota de couro de jacaré, comprada no exterior. Não quer comprá-la? (Ele acena negativamente e encolhe-se de novo. Desanimação geral.)</p>
<p>Ministro Real – Olha, você não sabe vender botas. Veja como se faz. (Apanha a bota e cutuca o Guarda Vermelho.) Alô, ei!!</p>
<p>Guarda Vermelho – Ora, não quero saber dessa história de botas. Vê se não enche! (Encolhe-se.)</p>
<p>Rei – Isto é que é vender bota? Vejamos se o Ministro Geral consegue vendê-la. (Entrega a bota ao Ministro Geral.)</p>
<p>Ministro Geral (Dirigindo-se ao público) – Oolha a booota! Quem quer comprar uma bota? (Dirigindo-se, se possível, a um espectador) Você quer comprar uma bota? (No ouvido do Guarda Verde) Oolhaabooota! Quem quer&#8230;</p>
<p>Guarda Verde (Levanta a cabeça rapidamente) – Bota? Ei, eu quero, eu quero comprar a bota. (Os Ministros gritam e pulam de alegria. Depois, silenciam em expectativa.)</p>
<p>Ministro Geral (Abaixa e tenta calçar a bota no pé do Guarda Verde) Vamos experimentar. (Todos juntos tentam calçá-la, em vão, machucando o pé do Guarda Verde.)</p>
<p>Guarda Verde (Triste) – Ah&#8230; não adianta. É muito pequena. (Encolhe-se, cansado e mancando.)</p>
<p>Ministro Geral (Afastando-se com os outros) – Não adianta, é muito pequena. Ou então é o pé dele que é muito grande. (Todos ficam preocupados e desanimados. Ficam andando de um lado para outro, chocam-se, caem no chão, quando o Ministro do Lado de Dentro tem uma ideia.)</p>
<p>Ministro do Lado de Dentro (Levanta-se, gesticula, fala alto) – Já sei, já sei, ouçam. (Todos se levantam, atentos, juntam-se e cochicham, gesticulando. De repente, o Ministro do Lado de Dentro grita, apontando para o céu.) Olha lá no céu, um disco voador. Olha, olha o disco voador. Olha o disco voador! (Os Guardas da Panela se levantam depressa e correm para perto do Ministro do Lado de Dentro.)</p>
<p>Guardas – Aonde? Cadê? Me mostra&#8230; Olha lá&#8230; Estou vendo&#8230; Veja como brilha. (Enquanto ficam olhando, os Ministros apanham a panela e sorrateiramente saem correndo. Os Guardas da Panela continuam olhando e apontando. Depois param.)</p>
<p>Os Guardas – Oh, oh, sumiu. (Voltam devagar e dão pela falta da panela.)</p>
<p>Guarda Azul – Ei, a panela, eles levaram a panela.</p>
<p>Guarda Amarelo – E agora? O Rei do Arco-Íris vai ficar furioso.</p>
<p>Guarda Verde – Temos que ir atrás deles.</p>
<p>Guarda Amarelo – Vamos recuperar a panela!! (Apavoram-se correndo, chocam-se e caem. Saem correndo. O Rei e os Ministros chegam à sala real, caindo de rir.)</p>
<p>Rei – Enganamos os bobos, ah, ah. (Coloca a panela no chão.) Finalmente teremos dinheiro para consertar a minha bota.</p>
<p>Ministro do Lado de Dentro – Vamos abrir a panela.</p>
<p>Ministro do Lado de Fora – Sim, vamos abrir a panela.</p>
<p>Rei – Esperem, vamos primeiro chamar o Mágico. (Pega o telefone.) Alô, Seção de Astrologia? Manda um Mágico aqui na sala real, depressa. (Coloca o fone no gancho. Os Ministros ficam impacientes.)</p>
<p>Os Ministros – Por que não abrimos logo? Esperar o Mágico nada.</p>
<p>Rei (Decisivo) – Vamos esperar o Mágico. (Todos ficam quietos, mas impacientes. Aparecem, então, os Guardas da Panela, armados de espadas.)</p>
<p>Guarda Vermelho – Veja, a panela. Vamos pegá-la!</p>
<p>Guarda Amarelo – Sim, de qualquer jeito! (Os Guardas avançam e os Ministros e o Rei correm assustados para longe, levando a panela.)</p>
<p>Guarda Vermelho – Dê-nos a panela, vamos! Ela é do Rei do Arco-Íris!</p>
<p>Rei – Não, a panela é nossa!</p>
<p>Os Ministros – Isso, não dê a panela para eles não!</p>
<p>Guarda Vermelho – Nesse caso teremos que lutar!</p>
<p>Os outros Guardas e os Ministros – Isso mesmo, teremos que lutar!</p>
<p>Rei – À luta! (De espada em punho, as partes se chocam e lutam durante algum tempo. No final, todos morrem e caem, amontoados, no chão. Chega então o Mágico, espantado.)</p>
<p>Mágico (Depois de examinar a todos) – OOOOOOHHH! Estão todos mortos! Mas&#8230; será que eles conseguiram achar a panela? Onde estará a panela? (Procura a panela com uma luneta e acabar por tropeçar na panela.) Ah, a panela, finalmente achamos a panela&#8230; ela deve estar cheia de dinheiro, e eu vou abri-la&#8230; Mas&#8230; Esperem&#8230; No Reino do Rei Reinante ninguém pode ficar dormindo, todos têm de estar acordados. (Bate, levemente, com um bastão, na cabeça de todos, que vão acordando e, lentamente, levantando.) Vejam, a panela!</p>
<p>Todos (Ainda saindo do sono) – OOOOOOOOHHH! (Amontoam-se sobre a panela.)</p>
<p>Mágico – Afastem-se! Vou abrir a panela! (Todos se afastam e o Mágico se aproxima.) Abracadabra&#8230; Abrapanela! (O Mágico não consegue abrir a panela e todos reclamam.) Esta panela está enfeitiçada.</p>
<p>Todos – Quem terá feito isso?</p>
<p>Mágico – A Bruxa.</p>
<p>Todos (Levam um susto) – A Bruxa??!</p>
<p>Mágico – Sim, e só a Bruxa pode abrir a panela.</p>
<p>Rei – Então, vamos chamar a Bruxa.</p>
<p>Todos – Bruxa, Bruxa, Bruuuxa! (Aparece a Bruxa, depois de algum tempo.)</p>
<p>Mágico – Vejam, a Bruxa!</p>
<p>Todos – A Bruxa!!</p>
<p>Mágico – Bruxa, abre a panela para a gente!</p>
<p>Bruxa – Eu não. (Todos pedem para ela abrir a panela. Ela se nega.)</p>
<p>Mágico – E se eu te der o pó de pirlimpimpim, você abre?</p>
<p>Bruxa – Não.</p>
<p>Mágico – E se eu te levar à Região das Pedras Coloridas?</p>
<p>Bruxa – Ora, já estive nesse lugar.</p>
<p>Rei – E se você entrar na estória, você abre a panela?</p>
<p>Bruxa – Não sei&#8230; Você declara isso bem alto, para todos ouvirem?</p>
<p>Rei – É claro.</p>
<p>Bruxa – Então declara!</p>
<p>Rei (Solene, falando alto) – A partir deste instante, a Bruxa faz parte do Reino do Rei Reinante!!</p>
<p>Bruxa – Agora eu abro. Mas o Mágico precisa me ajudar.</p>
<p>Mágico – Abramos a panela, então!</p>
<p>O Mágico e a Bruxa (Fazendo gestos.) Abracadabra, Abracadabra, Abrapanela. (Abrem a panela, de onde saem bolas de gás, coloridas.)</p>
<p>Todos (Caindo) – OOOOOOOHHH!</p>
<p>FIM</p>
<p></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://1.bp.blogspot.com/-mNgOIvu_wAs/WihK9a-bOKI/AAAAAAAASiY/VJ764ktq0sMDSGhmTZMhXz9mKWM0CgS7gCLcBGAs/s1600/No%2Breino%2Bdo%2Brei%2Breinante-pr%25C3%25A9-texto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" data-original-height="1500" data-original-width="1064" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/No2Breino2Bdo2Brei2Breinante-pr25C325A9-texto.jpg" class="wp-image-5104" width="451" /></a></div>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-SfZkhGIIHRE/Wigb7r_tLbI/AAAAAAAASeo/x3a_A-6K8jkoSfu_JGtgSHkKahkXG4D6ACLcBGAs/s1600/No%2Breino%2Bdo%2Brei%2Breinante-Censura.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Certificado da Censura Federal do Teatro para a peça No reino do rei reinante. 1985." border="0" data-original-height="1600" data-original-width="999" height="640" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/No2Breino2Bdo2Brei2Breinante-Censura.jpg" class="wp-image-5105" title="Certificado da Censura Federal do Teatro para a peça No reino do rei reinante. 1985." width="398" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Certificado da Censura Federal do Teatro para a peça No reino do rei reinante. 1985.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-SPYJoT44mrg/WigcdbVnC0I/AAAAAAAASe8/brD_EmWm0fUEXqSzngOYlfvv7YLT8ma0ACEwYBhgL/s1600/No%2Breino%2Bdo%2Brei%2Breinante-A%2BGAzeta-16.02.1997.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Jornal A Gazeta, 16/02/1997." border="0" data-original-height="1600" data-original-width="1236" height="400" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/No2Breino2Bdo2Brei2Breinante-A2BGAzeta-16.02.1997.jpg" class="wp-image-5106" title="Jornal A Gazeta, 16/02/1997." width="308" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Jornal A Gazeta, 16/02/1997.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://4.bp.blogspot.com/-Hf6coqxrKXM/WigcdeyActI/AAAAAAAASfA/bUO07hTDbtQJ5qqAB8S6bafxf4CX9_yeACEwYBhgL/s1600/No%2Breino%2Bdo%2Brei%2Breinante-A%2BGAzeta-21.02.1997.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="A Gazeta, 21/02/1997." border="0" data-original-height="1600" data-original-width="879" height="400" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/No2Breino2Bdo2Brei2Breinante-A2BGAzeta-21.02.1997.jpg" class="wp-image-5107" title="A Gazeta, 21/02/1997." width="218" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">A Gazeta, 21/02/1997.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://2.bp.blogspot.com/-UZFrkyhYDoA/WigcdaoHQiI/AAAAAAAASfA/MwfHbmk-q94fWC4mS-3tQV88wiqRu5rcACEwYBhgL/s1600/No%2Breino%2Bdo%2Brei%2Breinante-A%2BGAzeta-02.03.1997.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="A Gazeta, 02/03/1997." border="0" data-original-height="1600" data-original-width="972" height="400" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/09/No2Breino2Bdo2Brei2Breinante-A2BGAzeta-02.03.1997.jpg" class="wp-image-5108" title="A Gazeta, 02/03/1997." width="242" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">A Gazeta, 02/03/1997.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b><br />&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia&nbsp;autorização&nbsp;</b>dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b></p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Tércio Ribeiro de Moraes</b>&nbsp;nasceu em Vitória, em 23 de novembro de 1955, e morreu também em Vitória, em 4 de maio de 2008. Desde cedo dedicou-se à literatura, tanto em verso como em prosa. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://www.estacaocapixaba.com.br/2017/09/tercio-ribeiro-de-moraes-biobibliografia/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>.)</p></blockquote>
<p>O post <a href="https://estacaocapixaba.com.br/no-reino-do-rei-reinante/">No reino do rei reinante</a> apareceu primeiro em <a href="https://estacaocapixaba.com.br">Estação Capixaba</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://estacaocapixaba.com.br/no-reino-do-rei-reinante/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
