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A propósito do Mestre Álvaro – Parte II

Vista obtida a partir da meia-encosta norte do Mestre Álvaro, vendo-se em segundo plano loteamentos diversos e montes isolados. Pode-se observar o baixo teto das nuvens naquele dia (28/10/1989), o que não permitiu fotos nítidas. Foto do autor.
Vista obtida a partir da meia-encosta norte do Mestre Álvaro, vendo-se em segundo plano loteamentos diversos e montes isolados. Pode-se observar o baixo teto das nuvens naquele dia (28/10/1989), o que não permitiu fotos nítidas. Foto do autor.

PARTE II

6 – Uma escalada inesquecível ao Mestre Álvaro

O dia estava nublado, mas não escuro. O astro-rei se mantinha escondido. O tempo estava firme, não havia perspectiva de chuva. A temperatura estava agradável tendendo, presumivelmente, a elevar-se com o passar das horas, pois estávamos ainda não longe da aurora. Os ventos sopravam em baixas a moderadas velocidades. Nestas condições meteorológicas a nossa caminhada em direção ao Mestre Álvaro tinha tudo para ser agradável. Em assim sendo só nos restava tomar o ônibus em Goiabeiras e seguir até a Serra.

Uma vez lá chegados, olhei o relógio para verificar a hora certa do início da nossa caminhada: precisamente 8:30h. O dia era vinte e oito de outubro, um belo sábado, ano de 1989. Saímos da praça da Igreja de São Benedito, da muitas vezes centenária cidade da Serra. Os companheiros da aventura que ora se iniciava eram em torno de umas duas dezenas.

A oeste, à nossa frente, a nos desafiar pela sua imponência, estava o altaneiro maciço do Mestre Álvaro que pretendíamos alcançar e, se possível, pisar no seu ponto culminante a 833 metros de altitude, a mais alta cota de toda a Grande Vitória. Particularmente este pretenso andarilho desejava há muito atingir o cume daquele maciço. Quantas vezes olhei-o demoradamente e disse para mim mesmo: “Ainda vou alcançá-lo…”

Era assim um dia todo especial para a maioria dos participantes do grupo, à exceção de alguns poucos que já tendo intimidade suficiente com aquela montanha, nos serviram como guias. Deixei que os meus pensamentos se soltassem e me surpreendi imaginando fatos relatados pelos grandes escaladores de montanhas espalhadas pelo globo com seus picos ou cumes desafiadores: Everest (8.848m), Aconcágua (6.960m), Kilimanjaro (5.895m), Branco (4.808m) e tantos outros. Principalmente naquelas montanhas localizadas em regiões temperadas, as dificuldades são enormes devido ao clima impiedoso aliado às porcentagens baixas de oxigênio presentes na composição do ar rarefeito das altas camadas atmosféricas.

Deixando de lado o sonho e a imaginação que por momentos me conduziam, não tinha com o que me preocupar, pois que o caminho a ser trilhado e vencido naquele instante não oferecia as dificuldades das grandes escaladas como nevascas, gelos, ventos fortes, apetrechos pesados para serem transportados, barracas, suprimentos de alimentação para muitos dias, roupas especiais para suportar o frio, planos de escalada e tantos outros detalhes.

Novamente consulto o meu relógio: 9:00h. Até então havíamos caminhado quarenta minutos por um percurso de topografia plana sem nenhum obstáculo, apenas uma leve aclividade. Nesse momento o guia, rapaz experimentado naquelas escaladas, resolveu fazer a primeira parada para descanso, que durou quatro minutos, lapso de tempo estritamente necessário para evitar gastos excessivos de energia logo no início da caminhada. A partir desse descanso começamos a entrar em contato com um tipo de vegetação distinta, não mais herbácea exclusivamente, como até aqui vínhamos observando; agora, indivíduos arbóreos davam o ar de sua graça. A topografia foi-se modificando, e passamos a pisar em terreno de leve aclive. A senda que íamos seguindo exigia um pouco mais de esforço para ser vencida, e à medida que caminhávamos tornava-se mais estreita e sinuosa. Estava na hora de obedecermos ao que nosso fôlego começava a pedir: um pequeno descanso. O relógio nos informava que eram 9:20h. Só havíamos andado 12 minutos a partir da última parada e já necessitávamos de novo descanso. Que falta de preparo físico!… O cansaço começava a se manifestar na maioria dos elementos do grupo. Mas os guias não foram complacentes, deram-nos apenas dois minutos para refazermos as nossas forças. Após esses minutinhos, novamente prosseguimos montanha acima.

Às 9:20h, após caminhada forçada, numa subida excessivamente íngreme, segurando numa árvore aqui e noutra ali ou tropeçando nas raízes de outras tantas que bloqueavam nosso caminho, o guia principal resolveu dar uma trégua à nossa fadiga, própria, aliás, de gente despreparada para esse mister, e, para satisfação geral, uma pausa para o descanso foi feita. O alívio foi grande, pois que todos estavam ofegantes e com os pulsos acelerados. Mas o bem-bom logo acabou quando, ao sinal do guia, todos se levantaram (não com presteza, é claro) e reiniciaram a marcha com lentidão até que compreensível.

Os caminhantes, após mais alguns minutos, quando o relógio marcava 9:36h, receberam a alvissareira notícia de que seria feita a quarta parada para descanso. Foi com alegria que todos procuraram se sentar (no chão, nas raízes expostas de algumas árvores, em alguma rocha) para aproveitar o máximo daquele conforto tão simples que é o ato de sentar. Nessa momentânea tranquilidade pudemos nos deleitar com o panorama mais bonito que até então foi-nos possível apreciar. Nossos olhos puderam contemplar uma larga área que abrangia desde a Serra até os confins deste município, já na vila de Nova Almeida e mesmo um trecho do município de Fundão. Era deslumbrante ver o mar, a planície, as montanhas, as estradas, as áreas urbanizadas e não menos interessante era apreciar as parcelas de uso agrícola, tudo isto sendo abarcado por nossa visão a um só tempo. Aproveitamos o ensejo para fotografar em série.

Acima das nossas cabeças começava o colchão de nuvens que, na verdade, cobria todo o maciço e se prolongava por todo o espaço horizontal até onde a vista podia alcançar. A luminosidade de toda essa área observada naquele momento não ofuscava nem prejudicava a nitidez dos elementos paisagísticos. Essa luminosidade não agredia a retina de quem contemplasse os componentes do espaço geográfico. Não havia excessos de reflexão luminosa nas várias tonalidades e cores do espectro, dando-nos, assim, uma sensação de iluminação branda e doce porém nítida.

Aproveitamos essa pausa curta para saciar a nossa fome e sede. Não demoramos mais do que alguns minutos para dar continuidade à nossa subida, agora num percurso sob a mata tropical de encosta, em parte devastada mas que, ainda assim, oferecia um belo espetáculo natural para ser apreciado e desfrutado. O que mais nos impressionou entretanto, nessa parte do trajeto, foi, sem dúvida, a constatação de que tínhamos penetrado inteiramente no interior das nuvens espessas que cobriam toda a área do maciço e suas adjacências. Naquele instante estávamos literalmente envolvidos ou, melhor dizendo, mergulhados no vapor d’água daquele espesso e enorme aglomerado de nuvens. A temperatura ali era de alguns graus Celsius abaixo daquela que tínhamos experimentado poucos minutos antes.

A subida tornara-se cada vez mais difícil. A visibilidade diminuíra extraordinariamente, ficando, depois que fomos envolvidos pelas nuvens, dificultoso distinguir quem era quem entre os caminhantes a cinco metros de distância. Na verdade, os contornos das pessoas não eram precisos, percebiam-se, apenas, figuras escuras que faziam contrastes com a brancura da massa densa da nuvem. Que visão estranha aquela de seres que se moviam com dificuldade, às apalpadelas, tropeçando aqui e acolá nas raízes superficiais das árvores e arbustos, escorregando na lama, topando com os blocos de pedras ou seixos de tamanhos variados, ouvindo murmúrios que vinham de companheiros que não podiam ser identificados, pois que se deslocavam qual duendes à nossa frente e na retaguarda. Assim, essa umidade em ponto de saturação contribuía para impregnar de certo suspense aquele ambiente fantasmagórico. De pronto, o limite de saturação do ar chegou ao máximo e começou a chover.

Nós, a princípio com os corpos quentes em conseqüência do esforço físico despendido pela caminhada, não sentíamos naqueles momentos o desconforto das roupas encharcadas. Ao contrário, serviam para refrescar a pele. Mas depois de algum tempo começamos a ser fustigados pelo frio, ensopados como estávamos desde os sapatos até o boné.

O deslocamento do ar levando consigo toda aquela massa úmida e fria nos impedia de distinguir claramente as coisas e nos obrigava a levar aos pulmões excesso de umidade. Cair, escorregar e tropeçar eram atos freqüentes de quem estava literalmente à mercê dos elementos da natureza; entretanto, paradoxalmente, ela nos oferecia um belo espetáculo visual. Parecia que um imenso bloco de algodão estava sendo rasgado, dilacerado e esgarçado pelas árvores à medida que a névoa se movia impulsionada pelo vento.

De repente ouvimos um estranho ruído proveniente do lado esquerdo, bem abaixo da trilha. Ouvimos gritos que eram destinados a chamar a nossa atenção. Nosso grupo prontamente responde, sabendo por antecipação tratar-se de um pedido de ajuda ou socorro. Em tom de voz no mais alto grau possível, o nosso guia responde ao SOS, identificando o nosso grupo como sendo da Ufes. Logo em seguida nos certificamos que os escaladores perdidos eram em número de quatro. Bem, pensamos nós, com todas essas nossas condições físicas precárias conseguimos praticar, como dizem os escoteiros, uma boa ação. Esse local de encontro fraterno e acolhedor que evitou maiores transtornos ao outro grupo aventureiro ficou valendo como parada de descanso, e resumiu-se em apenas dois minutos. Faltavam três minutos para as 10:00h quando reiniciamos a caminhada e, pouco além, nos deparamos com uma frondosa jaqueira que nos presenteou com uma bela oportunidade de podermos saborear um de seus frutos. Indo um pouco mais adiante encontramos uma miniatura de represa natural de água límpida e habitada por pequeninos peixes. A água provém de um pequeno córrego que desce o maciço.

Até esse ponto da escalada, apesar dos pesares, o percurso foi bem sucedido, mas logo após essa pequena represa a nossa senda seguiu para a direita e, de maneira abrupta, tomamos uma trilha extremamente íngreme, cheia de seixos pequenos e médios.

A chuva caía insistentemente e precipitava-se incontinenti da copa das árvores como num chuveiro doméstico e, então, transformada em água, espalhava-se pelo chão ou seguia obediente aos sulcos, rugas, fendas e cortes do terreno. As raízes arbóreas, vez por outra, tentavam nos enredar, o cansaço queria tomar conta de nós. Os músculos das pernas doíam e eis que, então, ouvimos um brado geral de lamentações de grande parte do grupo. Alguns tinham se atrasado bastante, ficando muito à retaguarda, quebrando a continuidade da coluna humana — como uma cobra que tivesse sido cortada pelo rabo — mas que resfolegando ia lentamente aos trancos e barrancos vencendo com garra a empáfia do maciço. Galhos de árvores que porventura estivessem ao alcance de nossas mãos serviam com auxílio para que continuássemos em frente; as rochas expostas e as plantas rasteiras também foram de grande valia para a continuidade desta odisseia.

O relógio, ainda bem que à prova d’água, marcava 10:48h. “Continuo ou não a escalada”, pensei comigo. Mesmo sem condições de luminosidade e outras tantas mais, resolvi bater duas fotos. Tento e consigo escrever no meu papel molhado algumas anotações com muito esforço, pois o desconforto me parecia grande demais devido ao peso da minha sacola (na verdade leve, mas que devido às circunstâncias do momento, tornava-se pesada). As parcas anotações que tínhamos delineado estavam quase indecifráveis quando fomos lê-las mais tarde. Que decepção! Todavia esta desilusão foi logo abrandada por uma desculpa que me pareceu razoável: estava em pé, cansado, tomando chuva, sem apoio para escrever no papel e sobretudo preocupado com o distanciamento dos colegas que caminhavam dentro da nuvem e, um após outro, iam desaparecendo do meu campo de visão; então, ora bolas, como eu poderia querer escrever legivelmente?

Feitas as anotações, tento aglutinar o que restava de forças para andar mais rápido, pois já estava sendo o último caminhante da coluna indiana que serpenteava a montanha; e era o último pelo fato de ter parado para fazer aquelas breves anotações. Com redobrado esforço retomei a posição anterior, próximo aos guias.

Depois de mais algumas centenas de passadas atingimos determinada área em que já não havia mais o adensamento vegetal que vínhamos notando por algumas horas. Era um lugar desbastado da antiga mata conservando um lençol de gramíneas. No meio delas lobrigamos a trilha que devíamos seguir. Local perigoso, pois que, do lado esquerdo havia um precipício que devido ao intenso nevoeiro não se podia aferir a sua profundidade exata, ficando, portanto, escondido das nossas vistas. Não há dúvida de que esse foi o ponto mais crucial da caminhada onde chegamos a ficar temerosos. Para complicar ainda mais, tínhamos que passar por uma rocha nua de forte inclinação, talvez de uns 60°. Acreditamos que passou pela cabeça de muitos se deveriam seguir viagem. Seria de bom alvitre enfrentar aquele trecho? Fiquei receoso, confesso. Três companheiros desistiram de continuar e ficou combinado que nos esperariam quando voltássemos. Era realmente um local perigoso. Tivemos necessidade do auxílio dos guias para podermos ultrapassar aquela rocha escorregadia, encoberta pelo intenso nevoeiro, com o precipício a nos ameaçar às costas e, o que era pior, sem termos o devido apoio para nos equilibrar e reencetar a escalada. O auxílio nos foi dado prontamente: varinhas adrede arranjadas que os guias seguravam numa das pontas e que cada um de nós agarrava firmemente na outra extremidade. Com esta providência nós podíamos ser alçados por alguns metros.

Não sei se teríamos tido coragem de passar por esse mesmo trecho se o dia estivesse claro, o que nos permitiria ter uma visão real do despenhadeiro à nossa retaguarda. A nebulosidade intensa camuflava, na verdade, o perigo, confirmando o adágio popular: “O que os olhos não vêem o coração não sente”.

Passado esse perigoso trecho — o relógio já marcava 11:10h — atingíamos um dos pontos mais altos do Mestre Álvaro. As nuvens não nos deixavam ver quase nada. Persistia uma leve precipitação pluviométrica que nos incomodava. A visibilidade estava num índice baixíssimo, uns cinco metros tão somente. A ordem foi descansar. E como foi bom podermos sentar. Apesar de exaustos, resfolegantes, roupas ensopadas.[ * ] O local era constituído de uma rocha nua, sem solo e sem vegetação. Havia mesmo perigo de alguém, por um descuido qualquer, despencar-se daquelas alturas pois que não se percebia os limites da área da plataforma rochosa em que nos encontrávamos. Mesmo próximos uns dos outros não podíamos distinguir os contornos dos corpos dos nossos colegas.

A pausa nessa plataforma durou não mais que cinco minutos, ao fim dos quais a ordem foi prosseguir em direção ao ponto culminante do maciço que, evidentemente, não podia ser avistado naquele momento.

Para alcançarmos nossa meta final teríamos que transpor estreita passagem em declive relativamente suave, porém com despenhadeiros em ambos os lados, escondidos pela forte nebulosidade. Caminhando sempre em fila indiana só conseguíamos enxergar até, no máximo, o terceiro caminhante à frente e o terceiro à retaguarda. Para todos os lados, em cima e embaixo, todo o espaço a nossa volta era ocupado por uma só e única brancura. Sensação desagradável aquela!

Consulto o relógio pela enésima vez: 11:20h. Depois de havermos andado pelo caminho declivoso, eis que começamos a enfrentar uma senda em aclive. Estávamos agora ante o último lance para atingir, finalmente, o ponto culminante do maciço. Entretanto, algo de novo aconteceu. Uma parte do grupo de escaladores, considerando as condições meteorológicas reinantes, argumentou que não havia sentido prosseguirmos até o cume, vez que este estava totalmente encoberto e que não havia a mínima visibilidade para uma observação do panorama da Grande Vitória. Outros, mais inconformados, resolveram prosseguir até o ponto mais alto do maciço aonde, diziam eles, deveria haver uma cabana.

Naquele momento, enquanto havia o diálogo entre os integrantes, a chuva ainda continuava copiosa em nossas cabeças, o frio era intenso, a umidade muito alta e, somando-se a tudo isso, estávamos famintos e o cansaço e a fadiga já se faziam presentes há várias horas.

Lá pelas 12:10h, conforme o meu fiel marcador de tempo, tínhamos já terminado a nossa refeição principal quando o grupo que havia decidido ir ao cume veio ao nosso encontro. Naquele instante houve uma gritaria geral e irrestrita de intensa satisfação, pois o grupo estava novamente completo para continuar na sua trajetória um tanto quanto acidentada, mas feliz.

A luminosidade às 12:10h era como a do anoitecer, em conseqüência não só da nuvem que envolvia todo o maciço, como também devido à presença marcante da vegetação arbórea de certa exuberância que dominava o ambiente. Então resolvemos, sem pestanejar, começar o retorno da excursão. O guia anunciou que o caminho a ser palmilhado seria o mesmo da vinda, o que nos preocupou, pois pensávamos evitar determinada passagem difícil que havíamos anteriormente percorrido.

Esse regresso foi mais rápido (como sói acontecer com todos os regressos) apesar da fatigante subida que consumiu muita energia, exigindo bastante dos músculos destreinados da maioria. Foi assim que, sempre debaixo da caudal pluvial, da persistente umidade e da visão obscurecida pela névoa, atingimos o ponto onde tínhamos feito a segunda parada pela manhã, às 9:12h. Confiro a hora: 13:40h.

Tiramos algumas fotografias, apesar das condições desfavoráveis do tempo, pois nossa intenção era apenas documentar aqueles momentos, sem levar em consideração qualquer preocupação de ordem artística ou estética, coisa que, aliás, não temos engenho nem habilidade mínima para fazer.

Por mais alguns minutos, sempre descendo, fomos deixando paulatinamente o colchão de nuvens no qual estávamos por tantas e tantas horas e, finalmente, para alegria de todos, fomos presenteados com a vista que se descortinava a leste e a norte do Maciço do Mestre Álvaro. Que bom podermos mais uma vez ver a variegada tonalidade de cores e luzes irradiadas pelas obras da natureza e das mãos do homem, graças à presença do sol!

Daí em diante só nos restava seguir em direção ao sopé da montanha e, uma vez lá, dar seguimento à caminhada para atingirmos o ponto inicial, o marco zero da nossa aventura. E assim procedemos — mesmo cansados e sujos de lama, mas alegres e satisfeitos — marchando pelo caminho plano e seguro, chegando na praça da Igreja de São Benedito, na Serra. Já no marco zero, com a missão cumprida, consulto o digital: 15:25h. Despedimo-nos e tomamos a condução que nos levaria às nossas respectivas casas. Valeu a pena o nosso esforço. Apesar das condições adversas do tempo, vencemos o Mestre Álvaro.

NOTA

[ * ] Tínhamos pelo menos alcançado, naquele momento, uma das cotas mais altas.

[COSTA, Ricardo Brunow. A propósito do Mestre Álvaro. Vitória: Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo/Prefeitura Municipal de Vitória, 1995. 92p. (Cadernos, vol.VI)]

Ricardo Brunow Costa é geógrafo formado pela UFRJ, tendo vários livros e artigos publicados. Para outras informações, consulte a listagem de pesquisadores. (Para obter mais informações sobre o autor, clique aqui)

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