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	<title>Arquivos Água Doce do Norte &#8902; Estação Capixaba</title>
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	<description>Patrimônio Cultural Capixaba</description>
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	<title>Arquivos Água Doce do Norte &#8902; Estação Capixaba</title>
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		<title>As cristas dos Aimorés</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2017 11:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água Doce do Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mapa da Província do ES, 1856 &#8211; Biblioteca Digital Luso-brasileira O que os primeiros cartógrafos a serviço da Coroa informaram – com suas linhas de fácil leitura e com seus desenhos que descrevem topografias e hidrografias evidentes – é que os cocurutos dos montes alinhados ao longo desta serrania, por onde passo, é que estabeleciam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-dzLLWmiACh0/WQnSYzNoFPI/AAAAAAAAN-A/b7Ijn3VpKh8Jy1Go7gbP26U8eHfUjFUhQCLcB/s1600/Arco%2B%2528um%2Bgiro%2Bpelo%2529%2B-%2BMapa%2Bda%2BProv%25C3%25ADncia%2Bdo%2BES%252C%2B1856%2B-%2BBiblioteca%2BDigital%2BLuso-brasileira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img fetchpriority="high" decoding="async" alt="Mapa da Província do ES, 1856 - Biblioteca Digital Luso-brasileira" border="0" height="574" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Arco2B2528um2Bgiro2Bpelo25292B-2BMapa2Bda2BProv25C325ADncia2Bdo2BES252C2B18562B-2BBiblioteca2BDigital2BLuso-brasileira.jpg" class="wp-image-5263" title="Mapa da Província do ES, 1856 - Biblioteca Digital Luso-brasileira" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mapa da Província do ES, 1856 &#8211; Biblioteca Digital Luso-brasileira</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O que os primeiros cartógrafos a serviço da Coroa informaram – com suas linhas de fácil leitura e com seus desenhos que descrevem topografias e hidrografias evidentes – é que os cocurutos dos montes alinhados ao longo desta serrania, por onde passo, é que estabeleciam os limites a oeste do território do <i>Spirito Sancto</i>.</p>
<p>Isto é: a linha demarcatória da divisa entre esta província e a das <i>Minas Geraes</i> teria que ser desenhada pegando, de crista em crista, a sucessão de montanhas que compõem a Serra dos Aimorés.</p>
<p>Assim, todas as águas que vertem para leste seriam águas capixabas. Bem como as terras que compõem os seus respectivos vales, desde as cumeeiras desta cordilheira fronteiriça. </p>
<p>O desenho esfrangalhado com que o <i>Torreão Noroeste</i> é retratado agora é resultado de disputas que se resolveram, ao longo da história, ao sabor da força política nacional dos contendores e das, por algum tempo, recorrentes escaramuças locais.</p>
<p>Nosso estado que, sempre teve pouca representação no conjunto que se constituiria federativamente, foi estrepado amiúde. </p>
<p>É o caso, por exemplo, do que aconteceu quando a riqueza que era arrancada das minas gerais começou a se esgotar. Os mineiros, em <i>diáspora</i>, vieram se bandeando pra este lado de cá, até acharem anchos nacos devolutos deste <i>vilão farto</i>, na virada da Serra.</p>
<p>Aí, ali, as fronteiras se moveram.</p>
<p>Os geógrafos e historiadores – disponíveis numa superficial navegação inquiridora pela rede – acabam de ensinar pra este ciclista aprendiz que as fronteiras – econômicas, políticas, culturais – são móveis, sim.</p>
<p>E por conta do movimento delas, os limites, as divisas – geográficas – também se deslocam. </p>
<p>No realinhamento, geralmente, há tensão. </p>
<p>Neste confronto quem sai – quem saiu, aqui – perdendo é o nativo que sempre esteve ali ou o agricultor que chegou, plantou suas raízes e dali colhia o seu sustento.</p>
<p>O nativo, a sua cultura e a sua língua foram dizimados, extintos. </p>
<p>O homem do campo foi expulso pra uma nova fronteira agrícola ou pra periferia de uma grande cidade.</p>
<p>Os donos do poder se abraçaram num pomposo encontro oficial, assinaram papéis e brindaram ao final. </p>
<p>Os novos donos oficiais das terras – os de sempre, confortavelmente instalados – aplaudiram. </p>
<p>Agora era só revisar os mapas e o seu desenho informativo.</p>
<p>Ao fim das contas, incontestável leitor, o que a cartografia de agora tem para nos oferecer é este <i>Torreão</i> escalafobético.</p>
<p>Não há o que discutir.</p>
<p>Assim, obedecendo ao que está escrito ali, ao descer esta Serra margeando o Ariranha, já estamos – eu e a indiferente <i>magrela</i> – entrando, de novo, em território mineiro.</p>
<p>Depois de uma jornada ao meu passado mais remoto – e de um almoço frugal – em Barra do Ariranha, cheguei no meio da tarde a Mantena. </p>
<p>A cidade, sonora e colorida, me recebeu numa atitude festiva.</p>
<p>O que não era de se esperar.</p>
<p>Naquela tarde de quarta-feira, 11 de junho de 2014, em que eu vinha ainda buscando chão para retornar de uma visita à infância, o comportamento da fronteiriça cidade me surpreendeu.</p>
<p>Mantena, capital não só do município, mas de todo o grupo de pequenas cidades que estão no território deste visível enclave mineiro que entorta, ali, o <i>Torreão</i>, também abriga algumas das minhas lembranças infantis. </p>
<p>Mas o que me chamou mesmo a atenção e merece registro foi o brado festivo com que a cidade veio ao meu encontro.</p>
<p>Por conta das cores, do ritmo e da retumbante sonoridade com que me deparei, atribuí logo aquela ambientação à expectativa para a Copa das Copas, no Brasil, que começaria no dia seguinte, 12 de junho.</p>
<p>Por isso elegi, imediatamente, Mantena como A cidade mais Festiva daquela Copa brasileira.</p>
<p>Claro que eu tinha que considerar que chegava ali no dia que antecedia a tão esperada data de abertura dos jogos. Mas mesmo assim, aquela festa exuberante e com visível chancela oficial, superava em muito, tudo o que eu vinha vendo até então.</p>
<p>Assim, já tinha destinado a Mantena o título – e o prêmio! – pela sua distinção entre os municípios que compunham o roteiro daquele meu <i>Giro pelo Arco Norte Capixaba</i>.</p>
<p>Afinal, considerar que Mantena possa estar num terreno invadido, não podia ser motivo para negar sua superioridade no quesito alegoria pra Copa das Copas.</p>
<p>Só depois de anunciar o resultado – pra mim mesmo, o único sabedor do concurso – é que fui informado de que, embora paramentada no estilo <i>torcida organizada</i>, o que a cidade estava comemorando mesmo era o seu aniversário de fundação, que acontece no dia 13 de junho, <i>depois de amanhã</i> pra quem, como eu, passava por ali naquele dia 11. </p>
<p>Os mantenenses, deduzi então, vibravam naquela tarde de quarta-feira rotineira é com a divertida – e rara – oportunidade de antecipar a festividade natalícia da sua cidade.</p>
<p>Informado disso, retirei educadamente a medalha que acabara de lhe outorgar; fiquei por ali um pouco tentando, em vão, identificar por baixo da sua roupa festiva algum aspecto da cidade esquecida na infância; assisti, bem abrigados – eu e a <i>pretinha</i> –, à passagem de uma rápida e volumosa chuva que chegara das brumas do inusitado; e, finalmente, <i>piquei a mula</i> – quer dizer, o <i>camelo</i> para o território oficial do Espírito Santo, no caso, Barra de São Francisco.</p>
<p>É lá que eu tinha combinado com a <i>pretinha</i> que íamos, sossegados e pacíficos, dormir.</p>
<p>E foi lá que dormimos.</p>
<p></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/02/vinheta2B4-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" width="150" height="102" border="0" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2017/02/vinheta2B4-1.jpg" class="wp-image-5264" /></a></div>
<p></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p><b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><span style="color: #660000;">© 2017&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia&nbsp;autorização&nbsp;</b>dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b></p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Gilson Soares</b>&nbsp;é poeta e nasceu em Ecoporanga, no extremo noroeste do Estado do Espírito Santo, em 10 de fevereiro de 1955. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/noticia-bio-bibliografica-de-gilson/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p>
<div>
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</blockquote>
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		<title>Homem do campo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Estação Capixaba]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2016 17:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Água Doce do Norte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na estrada, próximo a Água Doce do Norte. Foto Gilson Soares, 2014. Saí de Ecoporanga, na primeira hora da manhã da terça-feira, 10 de junho de 2014. Qualquer viajante normalmente rumaria, dali, diretamente para Barra de São Francisco. É o caminho mais curto, lógico e funcional. Mas não foi o que fiz. Não que eu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://1.bp.blogspot.com/-pVzBhKYrbEc/WLcUJd5AOPI/AAAAAAAAMKY/lMpOuVgTSdo75r29IzOXz6hwxiKaoScggCLcB/s1600/Na%2Bestrada%252C%2Bpr%25C3%25B3ximo%2Ba%2B%25C3%2581gua%2BDoce%2Bdo%2BNorte.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" alt="Na estrada, próximo a Água Doce do Norte. Foto Gilson Soares, 2014." border="0" height="480" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Na2Bestrada252C2Bpr25C325B3ximo2Ba2B25C32581gua2BDoce2Bdo2BNorte.jpg" class="wp-image-5438" title="Na estrada, próximo a Água Doce do Norte. Foto Gilson Soares, 2014." width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Na estrada, próximo a Água Doce do Norte. Foto Gilson Soares, 2014.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>
Saí de Ecoporanga, na primeira hora da manhã da terça-feira, 10 de junho de 2014. </p>
<p>Qualquer viajante normalmente rumaria, dali, diretamente para Barra de São Francisco. </p>
<p>É o caminho mais curto, lógico e funcional. </p>
<p>Mas não foi o que fiz. </p>
<p>Não que eu queira ser ou seja, mesmo, anormal. Não. </p>
<p>Essa minha, aparentemente obtusa, decisão se deu por um motivo que o costumeiro leitor já deve estar cansado de saber: o meu empenho em seguir margeando a linha que faz o desenho cartográfico do <i>Torreão</i>.<br />
Por conta daquela admoestação que me foi feita pelo <i>Costura</i> de Ponto Belo – naquela noite amena de domingo (você se lembra, leitor?) em que por lá, dubitativo, vadiava e bebia –, tive que me afastar, um pouco, da borda e transpor o coração do <i>Torreão</i> (e da minha história): a cidade de Ecoporanga. </p>
<p>Pra retomar a marginalidade do percurso eu decidi, então – na transparente manhã de outono tropical – descambar pros lados de Água Doce do Norte, onde me propunha a dormir naquela terça-feira. </p>
<p>Na manhã seguinte transporia os costados da fronteiriça Serra dos Aimorés, passaria por Mantena – um dos contestados enclaves mineiros em solo historicamente capixaba – e só então retornaria ao Espírito Santo, em Barra de São Francisco. </p>
<p>Assim fiz. </p>
<table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-inTS_Z0M5wg/WLcUN9Asj7I/AAAAAAAAMKw/GqE6PMeoaWMoPV5QVcILHOyh7YmmzAfRACPcB/s1600/Na%2Bestrada%2Bentre%2BEcoporanga%2Be%2B%25C3%2581gua%2BDoce.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Na estrada entre Ecoporanga e Água Doce. Foto Gilson Soares, 2014." border="0" height="320" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Na2Bestrada2Bentre2BEcoporanga2Be2B25C32581gua2BDoce.jpg" class="wp-image-5439" title="Na estrada entre Ecoporanga e Água Doce. Foto Gilson Soares, 2014." width="240" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Na estrada entre Ecoporanga e Água Doce. <br />
Foto Gilson Soares, 2014.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ciente eu estava – quando elaborei o planejamento do dia – de que chegaria a Água Doce ainda muito cedo, mesmo parando com frequência para apreciar – e fotografar – as montanhas de granito vizinhas daquelas estradinhas que circulam – descalças, algumas – por ali. </p>
<p>A extensão do tempo que me foi oferecido para permanecer em Água Doce permitiu que eu realizasse com folga as três importantes tarefas que eu tinha pra cumprir ali. </p>
<p>Primeiro localizei a Biblioteca Pública Municipal da cidade e ofereci um exemplar de Minério para o seu acervo. </p>
<p>Depois procurei (e achei com facilidade) uma oficina de bicicletas. </p>
<p>É que a <i>pretinha</i> já pedia há algum tempo uma atenciosa revisão. Deixei-a aos cuidados do cara da oficina por toda a tarde. </p>
<p>Ele trabalhou muito bem e, o que é melhor, por um preço aquém do que eu supunha que iria gastar. </p>
<p>E por fim – talvez o mais importante –: fui procurar saber como sair de Água Doce do Norte, na manhã seguinte, transpondo as bordas da Serra dos Aimorés, passando por Mantena e retornando ao Espírito Santo, em Barra de São Francisco. </p>
<p>Que é o que eu queria fazer. </p>
<p>E fiz. </p>
<p>Se entre Ecoporanga e Água Doce do Norte eu transitei entre o conjunto de montanhas de pedra que mais me chamou a atenção durante toda esta viagem, agora, nesta manhã de quarta-feira, 11 de junho de 2014, logo depois de sair de Água Doce, eu subi (e desci) a mais extensa e íngreme serra que me foi imposta no decorrer deste <i>pedal</i> pelo <i>Arco Norte</i> capixaba. </p>
<table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://3.bp.blogspot.com/-X8utjPg24ks/WLcUNQCmf2I/AAAAAAAAMKw/x7YCZJHUTUQ1fF1TghzYsCFbBVCU7_s_ACPcB/s1600/Transpondo%2Ba%2BSerra%2Bdos%2BAimor%25C3%25A9s%2Bno%2Bextremo%2BNoroeste%2Bdo%2BES.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Transpondo a Serra dos Aimorés no extremo Noroeste do Espírito Santo. Foto Gilson Soares, 2014." border="0" height="240" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Transpondo2Ba2BSerra2Bdos2BAimor25C325A9s2Bno2Bextremo2BNoroeste2Bdo2BES.jpg" class="wp-image-5440" title="Transpondo a Serra dos Aimorés no extremo Noroeste do Espírito Santo. Foto Gilson Soares, 2014." width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Transpondo a Serra dos Aimorés no extremo Noroeste do <br />
Espírito Santo. Foto Gilson Soares, 2014.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Naquela <i>estradinha de chão</i> solitária e acobertada, em boa parte do percurso, por uma mata fechada e sonora, caminhei mais do que pedalei – tanto subindo, quanto descendo – um sopé tanto longo, quanto acentuado da Serra dos Aimorés. </p>
<p>E assim, caminhando de mãos dadas com a <i>magrela</i> por aquelas escarpas pude ouvir toda a sonoridade da mata e ver cores, flores, árvores e pássaros que nunca vira. </p>
<p>E se não fosse assim, eu não teria visto, também, um recado – de alguém, pra não sei quem – colado ao mourão de madeira de uma cerca lateral. </p>
<p>– Vamos tentar ser homem do campo? Eu disse homem do campo. Campo. </p>
<p>Numa folha arrancada de uma agenda, um pai ou um amigo – ou um desafeto? – deixou ali uma carta aberta (tanto que eu pude ler) estrategicamente postada para o seu destinatário. </p>
<p>Eu, que não tinha nada com isso, li, entendi o recado, fiz o registro fotográfico seduzido pelo inusitado daquele sistema de comunicação e prossegui o trajeto anormal de percurso que escolhi para aquele dia.</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://2.bp.blogspot.com/-CmXwCo9CbTM/WLcUNoFjHYI/AAAAAAAAMKg/Ii-LJ8rcFfsxkyIZjyiN4yzqNGo2-J8iACLcB/s1600/Carta%2Baberta%2Bpostada%2B%25C3%25A0%2Bbeira%2Bda%2Bestrada..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" alt="Carta aberta postada à beira da estrada. Foto Gilson Soares, 2014." border="0" height="300" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/02/Carta2Baberta2Bpostada2B25C325A02Bbeira2Bda2Bestrada..jpg" class="wp-image-5441" title="Carta aberta postada à beira da estrada. Foto Gilson Soares, 2014." width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Carta aberta postada à beira da estrada. Foto Gilson Soares, 2014.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/02/vinheta2B4-3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="102" border="0" src="https://estacaocapixaba.com.br/wp-content/uploads/2016/02/vinheta2B4-3.jpg" class="wp-image-5442" /></a></div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p><b>&#8212;&#8212;&#8212;</b><br />
<b><span style="color: #660000;">© 2016&nbsp;</span></b>Texto com direitos autorais em vigor. A utilização / divulgação&nbsp;<b>sem prévia&nbsp;autorização&nbsp;</b>dos detentores configura violação à lei de direitos autorais e desrespeito aos serviços de preparação para publicação.<br />
<b>&#8212;&#8212;&#8212;</b></p>
<blockquote class="tr_bq"><p>
<b>Gilson Soares</b>&nbsp;é poeta e nasceu em Ecoporanga, no extremo noroeste do Estado do Espírito Santo, em 10 de fevereiro de 1955. (Para obter mais informações sobre o autor e outros textos de sua autoria publicados neste site,&nbsp;<a href="https://estacaocapixaba.com.br/noticia-bio-bibliografica-de-gilson/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>)</p>
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</blockquote>
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